Método Kiber

Setembro 30 2009

 

 
            Eça de Queiroz descreveu a decadência do riso que já se notava no seu tempo; lamentava-se de já não ouvir as gargalhadas que se davam na sua infância. Segundo ele: “a antiga gargalhada”, era “genuína, livre, franca, ressoante, cristalina!” No seu “século sério” segundo ele “perdemos o dom divino do riso. Já ninguém ri! Quase que já ninguém sorri”.
            Rir tornou-se sinónimo de escárnio, falta de educação e de postura. Os pais corrigem os filhos na sua espontaneidade: “Não te rias que parece mal”; “Que risada é essa? Tem juízo”. Lembro-me de ouvir, desde a minha infância dos adultos sisudos repetirem a seguinte máxima: “Muito riso, pouco siso”.
            O rir é uma questão de cultura, os antigos orientais preferiam um aspecto sisudo ao riso, durante séculos as mulheres japonesas tapavam a boca com a mão quando riam, ocultando assim a sua vergonha.
            Enquanto os orientais mantinham-se sérios, calados, conservadores e introvertidos, e tímidos; os europeus discretamente sorriam; os americanos davam gargalhadas e mostravam-se extrovertidos.
            O homem primitivo era natural e espontâneo, ria e dava gargalhadas mostrando a sua alegria, essa característica ainda se encontra no povo africano que ainda fazem eco nas suas esculturas artesanais ao salientarem a boca mostrando os dentes.
            A civilização contribuiu para a tristeza da humanidade, o homem ao evoluir rebuscou-se requintadamente, tornou-se austero na sua naturalidade. Na verdade o homem culto e de pensamento, hoje, poderá estar condenado à melancolia e pessimismo.
            Devido a tantas advertências e repreensões supostamente civilizadoras, a gargalhada espontânea asfixiou e foi substituída por um riso seco, áspero, duro, curto como se viesse de uma resistência devido a cócegas. O próprio riso foi substituído por um sorriso discreto, como se tenta-se agradar a alguém, um sorriso quase amarelo.
            É provável que já tenha lido a história do homem... que riu tanto que se curou!
            Quando os músculos faciais são movimentados através dum sorriso, exercem um efeito calmante no sistema nervoso, ritmo cardíaco e sistema respiratório.
            Na próxima vez em que nos sentirmos tristes, podemos experimentar pôr no rosto um sorriso realmente animado. Veremos que é difícil continuarmos tão tristes e, se tentarmos pôr nos olhos um brilho risonho, o efeito ainda será melhor.
            Tal como a tristeza o rir também é contagiante e estimula a boa disposição. Se sofre de depressão evite o contacto com as pessoas mal encaradas que só vêm o lado negro da vida: a tristeza, o azedume e o mau humor poderá contagiá-lo. Prefira as pessoas alegres e bem-humoradas que estimularão a sua boa disposição. Também evite as notícias trágicas e catastróficas da televisão que o poderão influenciar no sono.  
            Não leve a vida demasiado a sério, tenha o sentido de humor e procure ter a capacidade e a ousadia de poder rir de si próprio.
            Olhe para o espelho e sorria, verá como o seu aspecto se modifica, através do fluxo de serotinina para o cérebro, proporcionando assim uma mudança agradável no seu estado de espírito.
            Procure fazer uma lista de coisas agradáveis: acumule filmes e livros cómicos interessantes que lhe poderão proporcionar horas deleitáveis. Nas suas viagens e deslocações poderá ler alguns livros divertidos, não tenha constrangimento se eles são demasiado infantis para a sua idade e muito menos tenha vergonha de rir.
 
PELO PROF. KIBER
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:10
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Setembro 30 2009

 

 
            Com a chegada do verão, surge a preocupação feminina da estética, então a maioria segue a dieta chamado tipo yo-yo, que como o tal brinquedo conhecido se move para a frente e para trás, para cima e para baixo, chega-se sempre ao mesmo ponto de partida, segundo essa dieta, ora se engorda, ora se emagrece, até se passa fome, depois se empanturra até fartar. Por vezes, obtém-se até mais quilos antes de iniciar a dieta.
            Ora, todas essas mulheres têm dificuldade em emagrecer, procuram todos os produtos e fórmulas mágicas e imagináveis, acabando depois em dietas drásticas. O desequilíbrio alimentar, faz com que a pessoa ao privar-se de certos elementos (gorduras e açucares, por exemplo) ceda necessariamente a impulsos qualificados de gulodice, quando o próprio organismo privado de determinados nutrientes os reclama, sem que a pessoa possa se opor a esse imperativo biológico.
            É natural que depois se caia na frustração e na angústia, a nossa sociedade criou padrões de beleza bastante magros, considerados modelos de perfeição que por vezes não correspondem a um corpo saudável.
            O sucesso só será positivo quando se descobre a origem da compulsão por comida. Ao descobrir o motivo torna-se mais fácil mudar de hábitos e criar novos padrões mentais para a mudança. É importante descobrir o que a leva a comer compulsivamente. Há pessoas que quando se sentem tristes perdem o apetite, porém, outras comem que nem umas desalmadas. Quando a criança é recompensada por uma gulodice, é natural que se sinta sempre atraída por um gelado ou um bolo, em vez da tradicional sopa em que era obrigada a comer.
            O nosso cérebro poderá associar determinados alimentos com situações e lembranças agradáveis, por isso, no cinema poderá comer pipocas, na praia poderá deliciar-se com bolas de Berlim ou gelados.
            Com a criação de novos padrões mentais, passaremos a ver a comida como uma fonte de prazer saudável, isto é, comeremos para viver, escolheremos alimentos saborosos propícios à nossa saúde, e não usaremos os alimentos como uma gula compulsiva, vivendo apenas para comer insaciavelmente. 
            O peso a mais é um desequilíbrio, a obesidade é uma doença. Nenhuma obesa gosta dela própria. Ela sente-se insegura e através da gula isola-se de gordura para se proteger. Em geral procura satisfazer um vazio, que nunca será preenchido, porque se come por compulsão, depois se arrepende daquilo que se empanturrou. Há a sensação de se desejar comer sem ter fome, e por vezes surge a dúvida se tem fome ou não. 
            Um dos grandes erros é pensar na lista dos alimentos proibidos, daqueles alimentos que tanto gostava e abusava, mas cheios de calorias. Ora essa lista proibitiva só lhe vai trazer ansiedade, pior ainda, quando fará projectos que nunca irá comer tais alimentos. Pense antes dos alimentos saudáveis e de baixas calorias. Procure informar-se sobre o assunto.
            Lembre-se que emagrecer e manter o peso certo, só é possível com uma grande mudança de hábitos. Medite na seguinte fórmula: “Eu estou a emagrecer dia após dia, eu gosto muito de mim, estou escolhendo os alimentos saudáveis”.
 Aqui ficam algumas dicas: Nunca vá às compras com fome procure comer primeiro. Experimente comer em pratos mais pequenos. Não ponha a travessa recheada de comida em cima da mesa. Coma mais vezes ao dia e pouco de cada vez. Evite petiscar quando vê televisão. Não use líquidos à refeição. Coma muitas frutas, de preferência antes das refeições, mas não as misture.
            
PELO PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:04
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Setembro 29 2009

 

 

                  Quando perguntaram a Nelson Mandela como conseguiu ele perdoar aos seus inimigos e aos opositores ele respondeu laconicamente: “Só quem perdoa sobrevive!”
            Temos muitos exemplos no passado, homens que conseguiram perdoar para se libertarem dos ressentimentos. Cristo perdoou aos que o mataram; Gandhi perdoou aos colonizadores ingleses; Luther King perdoou também aos seus opositores que o haveriam de o assassinar. 
            A expressão do Mestre: “Amar os inimigos”. Significa perdoar e retirar os ressentimentos, que se alojam na mente, porque os inimigos estão no nosso interior. 
            O humanismo está em ter capacidade de perdoar, sem exigir retribuição de desculpa. É bom quando nos pedem desculpa, mas melhor é quando perdoamos sem exigir nada em troca.
             O azedume tem a ver com o nosso diálogo interior. Pensamentos repetidos, assim como expressões usadas como se fossem refrães: “Quem mas fizer tem que as pagar”; “Cá se fazem, cá se pagam”; “A vingança serve-se fria”; e muitas outras expressões de ódio, fazem parte da ruminação mental. Um diálogo interior desses é favorecido negativamente para a desforra por via dessas frases batidas; ditas e pensadas por vezes automáticas, devido ao hábito, aprendido na infância pela educação.
            Perdoar, significa libertar-nos e desligar-nos dessas emoções paralisantes, que nos afectará ao longo dos anos, dando origem à infelicidade e a um grande número de doenças que nos abreviará a morte.
            Lembre-se que o desejo de vingança, muitas vezes, poderá ser mais nocivo do que o mal que lhe fizeram. 
A capacidade de perdoar depende da nossa atitude mental, por isso esses factores decisivos influenciam a nossa aptidão de avaliar e de julgar a situação que nos ocorreu.
Vejamos alguns factores que nos condicionam a perdoar:
            Não culpar os outros pelos nossos fracassos: Admitir os nossos erros.
            Compreender que as pessoas não são perfeitas: Elas erram muitas vezes devido à emoção e não à razão, porque na verdade as pessoas são mais emotivas do que racionais. Tudo isso tem a ver com os hábitos adquiridos na infância.
            Não pretender mudar o mundo: Vai ter muitas amarguras e ressentimentos se o pensar fazer. É mais fácil mudar-se a si próprio. Seja mais tolerante, viva e deixe viver (é uma boa filosofia de vida), e respeite as opiniões dos outros, muitas vezes as melhores opiniões terá que as guardar só para si.
            Não escolher o papel de vítima: Se alguém o prejudicou a culpa foi sua, porque você deixou-se enganar, não teve cuidado e agiu ingenuamente. Se você criar esse novo padrão mental, é natural que no futuro reconheça os seus erros e deixe de culpar os outros, por tudo aquilo que lhe aconteça.
            Sentir-se na pele alheia: É sentir-se compreensivo para poder perdoar. Poderá perguntar para si próprio. Como agiria eu se estivesse na pele de fulano? Poderia eu fazer o mesmo se estivesse no lugar dele? O ambiente condicionado e a circunstância criada não afectaria também a mim? O que poderia motivar fulano a comportar-se daquela maneira? Será que procedi correctamente para se chegar a tal situação?
            Muitos componentes poderão ser usados para refrear a ruminação mental: a compreensão, a tolerância, a compaixão..., mas o ingrediente mais sublime é o amor, ele tem o poder de dissipar todo o ódio e levar-nos à mente tranquila.

 

PELO PROF. KIBER
kiber-sitherc@sapo.pt
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Setembro 29 2009

 

 

           Sim, pense bem. Antes que seja demasiado tarde, ou talvez se venha a arrepender. Há quanto tempo está adiando a tal dieta para emagrecer? E há quanto tempo planeia deixar de fumar? Quando é que deixa de beber compulsivamente e começa a alimentar-se de uma maneira saudável? Muitos de nós até estão interessados em deixar de fumar, ter uma alimentação saudável, voltar a estudar, praticar desporto, por fim a um relacionamento complicado e difícil. Realmente todo esse pensamento e declaração de mudança é apenas um desejo que condiciona o seu interesse passivamente. Lembre-se que há muita diferença em estar interessado e estar empenhado! A maioria das pessoas não fazem a mudança por estarem demasiado ocupadas a inventar desculpas. Assim adiam para mais tarde, tudo é adiado para um tempo indeterminado e imaginário, para um dia que nunca mais chega, possivelmente esperam num dia de são nunca à tarde, ou quando as galinhas tiverem dentes. Adiar para mais tarde é como enterrar a cabeça na areia como a avestruz, é como fechar os olhos a uma pústula que necessita de tratamento.
            Pense bem se quer dirigir a sua vida positivamente, deverá controlar as suas acções com eficiência. Não é o que fazemos de vez em quando, que molda as nossas vidas, mas sim o que fazemos sistematicamente. Dessa maneira se o acto não for questionado ao fim de 21 dia, tornar-se-á um hábito, ou seja uma segunda nova natureza.
           Lembro-me dos meus verdes anos, de ser convidado para um jantar entre amigos, como eu era adepto da alimentação saudável não compareci. Mais tarde, quando me encontraram, disseram-me: “Não sabes o que perdeste?” Eu somente respondi-lhes: “Eu nada perdi, mas apenas evitei”.
             Na verdade você nada perderá se cuidar da sua saúde, de certeza que nunca se arrependerá quando chegar à idade madura, de ter levado uma vida saudável e equilibrada. Ou será que dirá? “ Poderia ter levado uma vida extravagante e boémia, perder noites desenfreadas, apanhado bebedeiras sem limites e ter fumado até à exaustão”. Com certeza que nunca lhe passará isso pela sua cabeça. Pelo contrário, ficará satisfeito por ter chegado a essa idade avançada e com saúde, pois você passará a ser um motivo de referência entre os seus amigos e conhecidos, e será um grande motivo de orgulho para si.  
            A saúde não se sente, quando a temos não reparamos nela e não lhe damos o seu devido valor, só a dor é sentida, e quando a sentimos sabemos dar o devido valor à saúde. Quando nos surge uma forte dor de dentes, valorizamos quando estávamos sem dor, mas quando a dor passa voltamos novamente a ignorar o prazer de ter saúde.
            A melhor altura para prevenir os problemas da velhice não é quando você já tem 65 ou 70 anos, mas quando ainda está nos 30 anos, ou mesmo antes, pois é nessa época que a maioria dessas doenças realmente começam.
            A Primavera da vida é efémera, veloz e passageira; o Verão da vida (a força vital), também se acelera rapidamente; sem darmos por isso estaremos no Inverno da vida (maturidade ou decadência): aí de certeza reflectiremos sobre o percurso da vida, toda a nossa conduta poderá ser questionada e avaliada. Colheremos o que nós semeámos. Obteremos os resultados das nossas acções.
 “Mais vale prevenir que remediar” é o provérbio que se poderá aplicar a uma pessoa de bom senso, que se cuida da sua imagem e saúde. “Se eu soubesse o que sei hoje...” Será uma expressão que não estará no seu vocabulário; se acordar para a realidade verá que a prevenção é mais importante para atingir a felicidade.
 
PELO PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:30
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Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt
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