Método Kiber

Janeiro 15 2011

 

            A Reflexoterapia é a utilização terapêutica da Reflexologia. É uma técnica de tratamento por meio de estímulos numa área reflexa. A Reflexologia é o estudo destas áreas. É um dos recursos da medicina natural ou medicina complementar, antigamente conhecida como medicina alternativa.

 

            As origens da Reflexologia remontam à Antiguidade, quando as terapias de pressão eram reconhecidas como uma forma de medicina preventiva e terapêutica. Embora não se saiba ao certo quando e como começou, as evidências indicam que a Reflexologia tem sido praticada por diversas culturas ao longo da História.

 

            De acordo com uma teoria que goza de grande aceitação, a Reflexologia nasceu na China há cerca de 5000 anos.

 

            O documento mais antigo que descreve a prática da Reflexologia foi encontrado em escavações no Egipto. Trata-se de um pictograma produzido à volta de 2500 a 2330 a.C. e foi descoberto no túmulo de um médico egípcio, Ankmahar, em Saqqara. Pela observação do túmulo conclui-se tratar-se de uma pessoa muito importante na sua época e que gozava de grande prestígio.

 

            A Reflexoterapia passou por diversas fases e foi praticada de várias maneiras ao longo dos anos, diferindo em estilo e localização dos pontos consoante o estudioso/terapeuta.

 

            Hoje em dia, os estilos e mapas reflexológicos estão mais aproximados uns dos outros e poucas diferenças apresentam entre si!

 

            O Do In, de origem japonesa, e o Tui Na, de origem chinesa, incluem princípios de Reflexologia como estes entre os seus tratamentos.

 

            As principais áreas reflexas trabalhadas são:

 

            As mãos (reflexo palmar); os pés (reflexo podal); as orelhas (reflexo auricular); a coluna (reflexo vertebral); a face (reflexo facial); e o crânio (reflexo cranial).

 

            Os praticantes desta técnica acreditam que existem pontos nos pés que reflectem a situação da saúde do corpo humano por inteiro. Por isto estimulam estas áreas para tentar aliviar dores e distúrbios em várias partes do corpo.

 

            O mesmo princípio se aplicaria às mãos. Nas mãos e nos pés a região mais próxima à ponta dos dedos corresponderia à cabeça e a região mais próxima ao pulso e ao tornozelo à região do quadril.

 

            Não deve ser confundida com a massagem básica dos pés ou com massagem de corpo de maneira geral – é uma técnica específica de pressão que actua em pontos reflexos precisos dos pés com base na premissa de que as áreas reflexas dos pés correspondem a todas as partes do corpo.

 

            Como os pés representam um microcosmos do corpo, todos os órgãos, glândulas e outras partes do corpo estão dispostos num arranjo similar ao dos pés.

 

            A Reflexoterapia é uma arte suave, uma ciência e um método muito eficaz de tratamento. É uma técnica curativa holística – o termo holístico é derivado da palavra grega Holos que significa “inteiro” e, assim, procura tratar o indivíduo como uma entidade constituída de corpo, mente e espírito.

 

            A pressão é aplicada nas áreas reflexas dos pés com os dedos das mãos e usando técnicas específicas. Este procedimento provoca mudanças fisiológicas no corpo na medida em que o próprio potencial de cura do organismo é estimulado.

 

            Desta forma, os pés podem desempenhar um papel importantíssimo na conquista e manutenção de uma boa saúde.

 

            É uma terapia que se aplica às seguintes situações: cefaleias, enxaquecas, trato digestivo (estômago, baço, pâncreas, vesícula biliar, fígado e intestinos), trato excretor (rins), parte endócrina (tiróide), sistema respiratório, articulações e dores musculares. Ajuda a diminuir o stress.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:20
Tags:

Janeiro 13 2011

 

            Existem muitos mitos sobre a queda dos cabelos, as antigas cabeleireiras e cabeleireiros que não tinham conhecimento sobre saúde, divulgaram vários mitos que então se julgavam certos. Hoje, tudo isto é muito diferente. Esses profissionais têm um conhecimento académico mais científico e eles próprios divulgam a verdade sobre os cabelos.

 

            Stress causa a queda de cabelos?

            A resposta é talvez. Para que o stress cause uma queda significativa de seus cabelos, você teria que estar sob condições emocionais extremas durante meses consecutivos. Preste atenção: nós estamos falando de condições emocionais extremas. E assim mesmo isto não é verdade para todos já que muitas pessoas passam por situações muito stressantes e não ficam carecas.

 

            As pessoas tendem a justificar a queda dos cabelos primeiramente culpando o stress. Porém, mesmo que esta possa ser uma causa, se você é homem e tem entre 20 e 30 anos, as chances são de quase 100% que o stress não é a causa principal de sua queda.

 

            Má circulação causa a queda de cabelos?

            Isso é muito duvidoso. Massajar o couro cabeludo é um acto inútil. Não existe hoje em dia evidência científica suficiente para poder afirmar que a má circulação é uma causa da queda de cabelo. Lembre-se de que a má circulação pode ser uma causa quando associada a uma condição médica específica, porém em condições normais esta causa é duvidosa.

 

            Sebo e Suor nos cabelos causam a sua queda?

            Pode ser um factor contribuinte mas também não existem provas suficientes para considerá-los uma das causas principais. Sebo é o óleo natural presente no seu couro cabeludo, e alguns falam que sua produção excessiva pode matar os folículos capilares. Outros dizem que se você suar muito você irá ficar careca. Está Errado! Lavar a cabeça todos os dias é recomendado para reduzir o sebo/suor do couro cabeludo, e é claro que isto só poderá ajudar. Mas não considere o sebo ou suor como causa principal da queda.

 

            Chapéu causa a queda dos cabelos?

            Você pode usar chapéu todos os dias por vários anos consecutivos que você não irá perder mais cabelo por causa disso. Não escute aqueles que dizem que o uso do chapéu irá fazer você ficar careca. Se usados em excesso, e pouco higienizados, isso sim, sendo fonte de microrganismos, podem levar à perda capilar, com certeza os fios. 

 

            Cabelo comprido (peso) / rabo-de-cavalo (puxar) causa a queda dos cabelos?

            O peso de seu cabelo não está enfraquecendo-o assim como as tranças dos fios decorrente do rabo-de-cavalo não pode ser considerada uma causa principal da queda de cabelo.

 

 

            VERDADES: 

 

            Banhos e secadores muito quentes ajudam na queda de cabelo.

 

            Boné, aquece o cabelo causando o excesso de oleosidade, ajudando o cabelo a cair.

 

            Lavar a cabeça com água fria ajuda a não cair o cabelo. Água quente é prejudicial. Pode ocorrer dermatite seborreica no couro cabeludo, o que aumenta o risco de queda. A temperatura deve estar sempre em torno de 20º Cc.

 

            Fumar aumenta a queda de cabelo.

 

 

            MENTIRAS:

 

            Lavar a cabeça diariamente enfraquece os fios. É necessária essa higienização, sim, principalmente se o couro cabeludo produz muito óleo ou é exposto a sujeira, poluição e suor, diariamente.

 

            Cortar regularmente o cabelo evita a queda. O cabelo é diferente da poda de uma árvore.

 

            Dormir com o cabelo molhado “apodrece a raiz” e faz cair o cabelo.

 

            Tomar sol no couro cabeludo faz cair o cabelo. Banhos de sol até pode ajudar.

 

            Raspar a cabeça faz engrossar os fios de cabelos.

 

            Filhos de pai ou mãe calvos serão calvos. Os avanços da tricologia já permitem, mediante um diagnóstico precoce e preciso, determinar o tratamento adequado para "driblar" a genética.

 

            Fazer coloração constantemente causa problemas. Com produtos adequados e profissionais habilitados, o processo de tingimento torna-se cada vez mais seguro eliminando o risco de queda.

 

            O uso de gel não é bom. O produto não é prejudicial, mas procure usar fórmulas sem álcool nem silicone.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 15:09

Janeiro 12 2011

 

            Um viajante chegou a uma humilde cabana, onde se dirigiu pedindo água e pousada. Quando chegou foi recebido por um monge que lhe ofereceu acolhimento. Ao reparar na simplicidade da casa e sobretudo na ausência de mobília, curioso indagou:

 

            - Onde estão os teus móveis?

            - Onde estão os teus? - devolveu o monge.

            - Estou aqui só de passagem - respondeu o viajante

            - Eu também.

 

            É assim a vida. Todos nós estamos de passagem!

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:08

Janeiro 11 2011

 

            Em Novembro de 2007, um catarinense de cinco anos fantasiado de Homem-Aranha, ficou famoso ao salvar uma menina de um ano e dez meses. O salvamento ocorreu no município de Palmeira, na Serra catarinense.

 

            Riquelme Wesley dos Santos brincava de carrinho na casa da vizinha Lucilene Córdova dos Santos, 36 anos, quando percebeu que um incêndio começava no quarto da filha de Lucilene, Andrieli. Riquelme chamou a vizinha, que correu para socorrer a criança.

 

            Ao abrir a porta do quarto, a mãe se deparou com labaredas e saiu da casa. Riquelme, então, disse que iria salvar Andrieli. Lucilene tentou impedir. O menino, no entanto, tampou o nariz, foi até o quarto da menina, retirou-a do berço (que estava sendo consumido pelo fogo) e, em poucos segundos, entregou-a nos braços de Lucilene.

 

            Os bombeiros chegaram pouco tempo depois. Tudo o que havia no interior da casa foi perdido. Andrieli e Riquelme não sofreram nenhum arranhão ou queimadura.

 

            Esta notícia espalhou-se por todo o Brasil. O herói foi um menino de cinco anos, e temos a certeza que não sofria de pirofobia.

 

            A Pirofobia (do grego πυρpyr, pyrós "fogo"; φόβοςphobein "medo") é um distúrbio psicológico que se caracteriza pelo medo doentio do fogo.

 

            Este medo, a pirofobia, não é um medo qualquer e natural como o que a gente sente ao chegar perto de um fogo perigoso, em virtude do instinto de auto-preservação.

 

            Basta a pessoa só de ver uma chama para entrar em pânico, perdendo o controlo de seus sentidos e da sua razão. 

 

            Toda a fobia é um medo irracional de uma situação, actividade ou objecto específico. A fobia obriga a pessoa a evitar o alvo do seu medo, porque associado ao medo surgem outros sintomas: ansiedade, batimento cardíaco acelerado, ondas de calor ou de frio, engasgo, sensação de sufocamento, tremores, tontura, desmaio e outras sensações desagradáveis.

 

            Deve ficar claro que ninguém escolhe ter uma fobia, ela simplesmente existe. E como, no caso da pirofobia, é muito nefasto começar a ter um ataque toda a vez que alguém acende um cigarro, começa a cozinhar, ou vê uma fogueira.

             Existem várias terapias para tratar este distúrbio:

 

            1) - Terapia comportamental gradativa: a pessoa fala do que causa a fobia, vê fotos e depois expõe-se à fobia gradativamente.

 

            2) - Terapia comportamental agressiva: a pessoa sofre exposição directa, ou seja, enfrenta a sua fobia repetidamente, acompanhada de um terapeuta, até que se acostume.

 

            3) - Terapia de grupo e/ou de auto-ajuda: várias pessoas com o mesmo tipo de fobias, ou problemas semelhantes, discutem o tema e se ajudam mutuamente.

 

            4) - Terapia individual: a pessoa com a fobia consulta um terapeuta, que vai guiá-la em um processo de cura.

 

            5) - Medicamentos: os tipos de medicamentos utilizados incluem certos anti-depressivos, ansiolíticos, tranquilizantes e beta-bloqueadores. Esses medicamentos reduzem os sintomas de pânico que aparecem com a situação temida. Atenção: os medicamentos só podem ser tomados se receitados por médicos e terapeutas. Nunca pratique a auto-medicação.

 

            É importante respeitar o medo alheio e estimular um dos tratamentos acima, dessa maneira, é a melhor forma de ajudar o fóbico.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:44
Tags:

Janeiro 10 2011

 

            Há muito tempo, um ilustre sábio queria atravessar o rio da sua cidade. Esperavam-no na outra margem uns alunos sedentos do seu imenso saber. Era uma pessoa importante, mas, apesar disso, como naquele tempo os motores não estavam vulgarizados, só lhe restava procurar os serviços de um barqueiro que o conduzisse, são e salvo, à outra margem.

 

             O único disponível era um homem já idoso que, simpaticamente, o convidou a subir para a sua embarcação. Tinha chovido bastante nos dias anteriores e o caudal do rio estava elevado e agitado. O intelectual era magro, mas o barqueiro estava a sentir alguma dificuldade em manobrar o barco, tal era a fúria da corrente. O sábio, depois de se instalar o mais comodamente possível, perguntou-lhe:

 

            - Diga-me uma coisa: você sabe botânica?

            O barqueiro olhou para o sábio e respondeu:

            - Não senhor. Não sei que história é essa, nunca fui à escola.

            - Você não sabe botânica? A ciência que estuda as plantas? Que pena! Você perdeu parte de sua vida.

            O barqueiro continua remando; pergunta novamente o sábio:

            - Diga-me uma coisa: você sabe astronomia?

            - O coitado do homem coçou a cabeça e respondeu:

            - Não senhor, não sei o que se trata disso.

            - Astronomia é a ciência que estuda os astros, o espaço, as estrelas. Que pena! Você perdeu parte da sua vida.

            E assim foi perguntando a respeito de cada ciência: geografia, física, química, e de nada o barqueiro sabia.

            E o sábio sempre terminava com o seu refrão: "Que pena! Você perdeu parte da sua vida".

            O humilde barqueiro, respondia:

            - Nunca fui à escola, desde pequenino fui obrigado a trabalhar para o sustento da família.

            O sábio inchado e orgulhoso do seu saber, respondia:

            - Você não conhece o pensamento dos sábios gregos, as magníficas metáforas dos grandes poetas, os mistérios fascinantes do corpo humano… "Que pena! Você perdeu parte da sua vida".

            De repente, o barco bateu contra uma pedra, rompeu-se e começou a afundar.

            O barqueiro perguntou ao sábio:

            - O senhor sabe nadar?

            - Não, não sei. Salve-me por favor.

            - Não posso, é impossível. Que pena, o senhor vai perder toda a sua vida!

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 18:21

Janeiro 07 2011

 

            O líquido cefalorraquidiano ocupa o espaço existente no interior das cavidades que compõem o encéfalo, os ventrículos cerebrais e o espaço subaracnoidiano, nomeadamente entre a membrana interna das meninges (pia-máter) e a média (aracnóide). Este líquido é produzido graças a um processo de filtração do sangue pelos plexos coróideos, dobras muito vascularizadas da piamáter, que se situam na superfície interna dos ventrículos cerebrais laterais. Daqui, o líquido passa através de canais específicos pelas restantes cavidades encefálicas, circulando ao longo do espaço subaracnoidiano até ser reabsorvido no sangue graças à acção de outras formações específicas denominadas granulações ou vilosidades aracnoidianas.

 

            Em condições normais, o líquido cefalorraquidiano é produzido e reabsorvido na mesma quantidade, sensivelmente 150 a 200 ml por dia, o que faz com que a sua circulação seja constante e igual à pressão exercida no interior das cavidades que o albergam. Por isso, qualquer aumento na produção, diminuição da reabsorção ou obstáculo na circulação de líquido cefalorraquidiano pode provocar uma hidrocefalia.

 

            Tipos e causas:

            Hidrocefalia obstrutiva ou não comunicativa: problema provocado por um obstáculo na circulação do líquido para o espaço subaracnoidiano, impedindo a normal reabsorção.

 

            Hidrocefalia comunicativa: quando o líquido, embora circule livremente, não é reabsorvido de forma adequada ou, em casos mais raros, é produzido em quantidades exageradas.

 

            Hidrocefalia infantil: quando já está presente no nascimento ou se desenvolve nos dois primeiros anos de vida. Neste caso, costuma ser provocada por uma alteração congénita, independentemente de ser originada por uma malformação anatómica que dificulte a normal circulação do líquido cefalorraquidiano ou por uma infecção, como a toxoplasmose ou rubéola, sofrida pela mãe durante a gravidez, que tenha afectado as vilosidades aracnoidianas e deixado co-mo sequela a deficiente reabsorção. Tendo em conta que nesta fase da vida o crânio ainda se encontra em crescimento, uma das repercussões típicas da doença é o aumento do tamanho da cabeça da criança afectada.

 

            Hidrocefalia adquirida: quando se manifesta nos adolescentes ou nos adultos. Neste caso, pode ser consequência de várias doenças como, por exemplo, tumor cerebral, traumatismo craniano significativo, hemorragia subaracnoidiana ou meningite. Dado que os ossos do crânio já estão definidos, a cabeça da pessoa afectada não se dilata, embora a acumulação de líquido possa provocar o aumento da pressão intracraniana.

 

            Manifestações e consequências:

            A hidrocefalia infantil pode manifestar-se a partir do nascimento, podendo começar a desenvolver-se no útero, provocando um aumento do tamanho da cabeça do feto, o que dificulta o parto por via natural. Todavia, na grande maioria dos casos, o problema apenas se manifesta durante os primeiros meses de vida, através de um aumento, mais ou menos notório, do tamanho da cabeça da criança em função da quantidade de líquido cefalorraquidiano acumulado. Contudo, como a capacidade de dilatação do crânio é limitada, a acumulação de líquido acaba por provocar, mais tarde ou mais cedo, um aumento da pressão intracraniana, o que origina a compressão das estruturas nervosas encefálicas e, consequentemente, o aparecimento de problemas neurológicos. Em alguns casos, as manifestações são imediatas: perda de força ou paralisias nos membros, crise de vómitos precedida de náuseas, etc. Caso a acumulação de líquido continue a aumentar, até ao ponto de comprimir as estruturas encefálicas que controlam as funções vitais, acaba por provocar a morte da vítima, nos seus primeiros anos de vida, se o seu devido tratamento não for oportunamente iniciado. No entanto, nos casos mais ligeiros, apesar de as funções vitais não serem afectadas, a constante compressão tende a causar uma atrofia do tecido cerebral, o que pode provocar um problema de desenvolvimento mental, paralisia e outras sequelas irreversíveis.

 

            A hidrocefalia adquirida, que se pode manifestar em qualquer altura da vida, costuma evidenciar-se através de manifestações agudas provocadas pela hipertensão intracraniana como o crânio não é dilatável, a acumulação de líquido acaba sempre por originar a compressão das estruturas encefálicas. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, por vezes de grande intensidade, vómitos em jacto, zumbidos nos ouvidos, tonturas, crises convulsivas e espasmos musculares, sobretudo nos membros inferiores.

 

            Nos casos de maior gravidade, a vítima costuma ser afectada por uma paralisia generalizada e perda de consciência, o que pode provocar a morte, devido aos danos ocorridos nos centros de controlo das funções vitais.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:54

Janeiro 06 2011

 

            A spina bífida é um defeito do tubo neural (uma desordem envolvendo incompleto desenvolvimento do cérebro, medula espinhal, ou os seus revestimentos protectores) causado pela falha da coluna do feto para fechar adequadamente durante o primeiro mês de gravidez.

 

            As crianças nascidas com spina bífida às vezes têm uma lesão aberta em sua coluna em que os prejuízos significativos para os nervos e a medula espinhal ocorreram. Embora a abertura da coluna possa ser corrigida cirurgicamente logo após o nascimento, a lesão do nervo é permanente, resultando em vários graus de paralisia dos membros inferiores. Mesmo quando não há lesão actual não podem ser deformados ou ausentes vértebras e danos nos nervos que o acompanham.

 

             Além das dificuldades físicas e de mobilidade, a maioria das pessoas têm algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Os três tipos mais comuns da spina bífida são: mielomeningocele, a forma mais grave, na qual a medula espinhal e sua cobertura de protecção (as meninges) se projectam de uma abertura na coluna vertebral; meningocele em que a medula se desenvolve normalmente, mas as meninges se projectam a partir de um abertura da coluna e oculta, a forma mais branda, em que uma ou mais vértebras são mal-formados e coberto por uma camada de pele.

 

             A spina bífida também pode causar complicações intestinais e da bexiga, e muitas crianças com a spina bífida têm hidrocefalia (acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano no cérebro).

 

            Não há cura para a spina bífida, porque o tecido nervoso não pode ser reparado ou substituído. Tratamento para a variedade de efeitos de spina bífida pode incluir cirurgia, medicação e fisioterapia. Muitos indivíduos com a spina bífida terão dispositivos auxiliares tais como cintas, muletas ou cadeiras de rodas. Assistência médica ou tratamentos cirúrgicos podem ser necessários para prevenir e gerir complicações ao longo da vida do indivíduo. A cirurgia para fechar a abertura da coluna do recém-nascido, geralmente é realizado dentro de 24 horas após o nascimento para minimizar o risco de infecção e preservar a função existente na medula espinhal.

 

            Existem várias associações que ajudam nas pesquisas sobre os defeitos do tubo neural, visando encontrar maneiras de tratar, prevenir e, em última análise, a cura dessas doenças. Estudos recentes têm demonstrado que a adição de ácido fólico na dieta de mulheres em idade fértil pode reduzir significativamente a incidência de defeitos do tubo neural. Por isso, é recomendável que todas as mulheres em idade fértil consumam 0,4 mg de ácido fólico diariamente.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:54

Janeiro 05 2011

 

            Uma vez um jovem interrogou o seu mestre que contemplava as flores do jardim:

            - Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas... sofro com as que caluniam...

 

            - Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.

            - Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.

            - Repare nestas flores - continuou o mestre - apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas...

 

            É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora... Não se deixe contaminar por tudo aquilo que o rodeia... Assim, você estará vivendo como as flores!

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:10

Janeiro 04 2011

 

            A acupunctura (do latim acus - agulha e punctura – pontoada, é um ramo da Medicina Tradicional Chinesa e um método de tratamento considerado complementar de acordo com a nova terminologia da OMS - Organização Mundial da Saúde.

 

            A acupunctura consiste na aplicação de agulhas, em pontos definidos do corpo, chamados de "Pontos de Acupunctura" ou "Acupontos", para obter efeito terapêutico em diversas condições.

 

            Atribui-se o nome "Acupunctura" a um jesuíta europeu que retornando da China, no século XVII, adaptou os termos chineses "Zhen" e "Jiu", juntando as palavras latinas "Acum" (agulha) e "Punctum" (picada ou punção), como visto.

 

            A tradução literal do termo chinês, no entanto, é bem diferente. O correcto seria Zhen (agulha) e Jiu moxa ou seja "longo tempo de aplicação do fogo".

           

            É frequente as agulhas serem alvo de fobias, pelo que muitas pessoas optam por não recorrer à Medicina Chinesa com medo das agulhas de Acupunctura. Muitas pessoas pensam que o terapeuta só trabalha com agulhas, mas os pontos e meridianos também podem ser estimulados por outros tipos de técnicas, como, Laser, Acupressão (pressão nos pontos com os dedos), Magnetos, Esferas metálicas, Moxabustão (calor nos pontos), Estimuladores eléctricos cutâneos, Ventosas, etc. Ficar sem tratamento...é que não. Assim, é óbvio que o medo das agulhas já não impede ninguém de receber tratamentos de Medicina Chinesa.

 

            São também utilizados Métodos Inovadores como as Agulhas No Pain Needle (Agulha Sem Dor), revestidas por uma película de silicone tornando-se praticamente imperceptíveis para o paciente durante o tratamento. É utilizado também um método de Acupunctura Sem Agulhas que consiste na aplicação de Adesivos Especiais que estimulam pontos específicos de Acupunctura e que prolongam no tempo os efeitos do tratamento. É utilizado também um método de Diagnóstico Digital dos Meridianos de Acupunctura através do Pulso, de nome AcuGraph.

 

            A história da acupunctura confunde-se com a história da medicina na China. Seus primórdios remontam à pré-história chinesa. A linguagem escrita milenar permitiu a continuidade do conhecimento. Posteriormente, outros países orientais contribuíram para o desenvolvimento das técnicas de acupunctura. As notícias sobre acupunctura no ocidente chegaram com os primeiros exploradores europeus que visitaram o império Chinês, ainda na idade média.

 

            Ciclo de geração dos cinco elementos: Fogo gera Terra, Terra gera Metal, Metal gera Água, Água gera Madeira, Madeira gera Fogo. A visão tradicional da medicina chinesa está profundamente ligada a teorias baseadas no Taoísmo, sobre a dualidade Yin/Yang, sobre meridianos e outros conceitos bastante "exóticos" para a ciência médica ocidental. Contudo, contribuição da Antropologia, mais especificamente da Antropologia Médica, vem facilitando o entendimento destes conceitos à luz da interpretação lógica das explicações mítico-religiosas compreendidas como sistemas etnomédicos capazes de dar respostas às demandas por cuidados de saúde de uma determinada população.

 

            O Yin e o Yang são aspectos opostos de todo movimento no universo. É um conceito hoje considerado quântico que os médicos chineses antigos conseguiram adaptar para a medicina. No corpo do homem existe um equilíbrio que pode ser alterado por diversos tipos de influências, como alimentar, comportamental e muitas outras.

 

            Existem muitas formas de diagnóstico na medicina tradicional chinesa. Algumas delas são a pulsação, a observação e aspectos da língua, a cor e aspectos da pele. Um médico chinês costuma dizer que não se deve olhar apenas o paciente, mas escutá-lo, tocá-lo, cheirá-lo, provar sua urina e conhecer as suas fezes.

 

            Uma consulta baseada no modelo tradicional chinês pode levar de vários minutos a algumas horas. O terapeuta questiona vários aspectos da vida incluindo a infância, expressão das emoções, a alimentação, hábitos e costumes.

 

            A natureza das explicações tradicionais da medicina chinesa não tornam essa prática essencialmente distinta de outros sistemas etno - médicos, excepto porém por sua notável semelhança com a medicina hipocrática - a quem se atribui a origem da moderna medicina cosmopolita. O estudo de sua história revela seu rompimento com algumas tradições "mágicas" e incorporação do conhecimento empírico proveniente de cuidadosas observações, consolidado no que vem sendo chamado do paradigma do Yin - Yang e dos 5 movimentos descrito nos livros clássicos para os orientais ou documentos etnológicos brutos para a antropologia estrutural. Entre os livros clássicos o mais conhecido é, sem dúvida o "Livro do Imperador Amarelo" cujo exemplar mais antigo foi encontrado em um túmulo da dinastia Han (Fu Weikang).

 

            Dentro do conhecimento actual de fisiologia, a Acupunctura é um método de estimulação neurológica em receptores específicos, com efeitos de modulação da actividade neurológica em três níveis – local, espinhal ou segmentar, e supra-espinhal ou suprasegmentar.

 

            Já em 1921, Goulden, concluiu sobre a participação do Sistema nervoso autónomo na Acupunctura, através dos nervos simpáticos, observando também que os pontos de Acupunctura possuem impedância menor entre si que os pontos próximos ou circunjacentes.

 

Chiang e Cols, em 1973, demonstraram que o efeito da Acupunctura é conduzido através dos nervos, ao constatarem que o estímulo acupunctural não surtia efeito quando aplicado em área bloqueada por anestésico local.

 

            Chan, 1984, concluiu que muitos dos pontos de Acupunctura correspondem a locais de penetração das fibras nervosas na fáscia muscular, 309 pontos estão localizados sobre terminações nervosas e 286 pontos localizados sobre os principais vasos sanguíneos, rodeados pelos Nervi vasorum, a enervação própria dos vasos sanguíneos. Alguns pontos de Acupunctura correspondem aos pontos gatilhos (Trigger points, em inglês), que são pontos localizados na musculatura, sensíveis ao toque e que condicionam o surgimento de sintomas à distância, como dores de cabeça, por exemplo.

 

Em 1985, foi descoberto que a aplicação de agulhas de Acupunctura estimulava fibras nervosas específicas e que as sensações produzidas pelo estímulo por acupunctura correspondem àquelas experimentadas pelo estímulo das fibras nervosas do tipo A delta (A δ), como choque, sensação de peso ou parestesia.

 

            A Acupuntura aplicada em áreas de pele acometidas por Neuralgia pós-herpética não se mostrou eficaz (embora o efeito analgésico possa ser obtido puncionando-se outras áreas). E foi demonstrado que, na Neuralgia pós-herpética, a sensação típica da estimulação de fibras A δ está ausente

 

            O estímulo da agulha de Acupunctura atinge áreas do encéfalo mais elevadas, como o Hipotálamo e a Hipófise, promovendo o equilíbrio do funcionamento destes centros. Como a Hipófise é uma Glândula, ocasionalmente chamada de Glândula Mãe, que coordena a função de diversas outras glândulas do corpo, o efeito da Acupunctura sobre este órgão afecta o funcionamento das Glândulas supra-renais, da Tiróide, dos ovários, dos testículos, e assim tem acção terapêutica sobre a Hipertensão arterial, Dismenorréia, Tensão pré-menstrual, disfunções da Libido, e outras patologias.

 

            Até o presente momento, sabe-se que a Acupunctura afecta a expressão e ou liberação de serotonina, e dos peptídeos opióides beta-endorfina, meta-encefalina, e dinorfina. A colecistocinina, peptídeo envolvido no processo digestivo, é antagonista da acupunctura. Considerando que a colecistocinina é estimulante da secreção ácida do estômago, temos daí a compreensão do efeito benéfico da acupuntura sobre as gastrites, úlceras e na Doença de refluxo gastroesofágico. A Naloxona, inibidor da acção de opióides, muito utilizada em Medicina antagoniza os efeitos da Acupunctura. Em dado momento, postulou-se que a acção da Acupunctura seria fruto apenas da liberação de endorfinas, entretanto, a rápida instalação da analgesia (insensibilidade à dor), e sua duração maior que o tempo de aumento da quantidade de opióides pela Acupunctura liberados, demonstra que outros mecanismos estão envolvidos.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:51
Tags:

Janeiro 01 2011

 

            Sabe-se que a maioria das pessoas tem um leve receio de ir ao dentista. Uma pequena percentagem, no entanto, tem verdadeiro pavor, apresentando inclusive ataques de pânico na cadeira do dentista.

 

            Adolf Hitler tinha medo de dentista, halitose (mau hálito) e se alimentava muito mal, revela um estudo baseado nas anotações do homem que cuidava dos dentes do ditador alemão, o general da SS nazista Johannes Blaschke.


            As conclusões estão em "O Dentista do Diabo", trabalho de doutorado de Menevse Deprem-Hennen. Em declarações ao periódico alemão "Bild am Sonntag", o especialista explica que o estudo teve base em uma série de relatórios que durante anos estavam perdidos.


            "É muito provável que Hitler sofresse de uma forte halitose", conta Deprem-Hennen, que diz ainda que o ditador nazista comia mal e sofria de doença periodontal, que atinge a gengiva e a sustentação dos dentes.


            "É provável também que, como muitas pessoas, Hitler tivesse medo do dentista", afirma o especialista, que tira essa conclusão pelo facto de, em vez de fazer um tratamento de canal em uma ou duas sessões, o "Fuehrer" ter precisado chamar Johannes Blaschke até oito vezes.

 

            A esta fobia chama-se: odontofobia, é o medo aterrador de marcar a consulta para o dentista, pior ainda, é assentar-se na cadeira do dentista, e ouvir a broca do mesmo. Para estas pessoas a própria bata do dentista, já basta para aterrorizar.

 

            A consequência mais séria que advém para essas pessoas é a deterioração dos dentes, às vezes com sérias complicações, envolvendo comprometimento de canais e doenças das gengivas.

 

            Os maiores temores relacionam-se com a anestesia e a acção da broca (motor). O medo parece aumentar a sensação subjectiva de dor. Além disso, as pessoas parecem esperar sempre por um desconforto muito maior que aquele de facto produzido. Para algumas pessoas, a visão da roupa branca do dentista é terrível, e se ele usar um jaqueta ou camisa de outra cor, a ansiedade decresce.

 

            Alguns pacientes chegam a desmaiar na cadeira. Uma boa comunicação e empatia com o dentista ajudam muito, sobretudo se o profissional entender e respeitar o medo. É importante que o dentista explique de forma detalhada os procedimentos que serão realizados, e o grau de desconforto e dor que de fato ocorrerão.

 

            Combinações de sinais previamente estabelecidos, como erguer a mão ao primeiro sinal de dor, podem minimizar o problema. A familiarização com o consultório também pode ajudar na habituação.

 

            A observação de outras pessoas sendo tratadas, recebendo anestesia e sendo submetidas à acção do motor, funciona como um modelo positivo, na linha do “não deve ser tão terrível assim”. Isso tem se mostrado útil em crianças, que, antes de serem submetidas a um tratamento dentário, brincam no consultório do dentista, para facilitarem o contacto e o trabalho, dando um colorido lúdico ao tratamento. É válido também para adultos o processo da modelagem passo a passo.

 

            A ajuda psicológica poderá ser de grande auxílio, neste contexto, pois é possível tratar o medo, ansiedade e fobia com êxito.

 

            Na psicologia há uma série de técnicas com os quais os pacientes podem reduzir o medo e a ansiedade de qualquer natureza.

 

            Verificou-se que a formação graduada em Relaxamento seguido por visualização da situação temida concomitante com o comportamento concorrente de relaxamento e a técnica de dessensibilização sistemática tem sido de valor inestimável para ajudar as pessoas com fobias.

 

            Pessoas que sofrem de Fobia dentária podem ser ajudadas em grande forma em terapia com essas técnicas submetendo-se a experiência em sessão terapêutica de Relaxamento e Visualização da cadeira de dentista e aos procedimentos odontológicos que se seguem.

  

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:05
Tags:

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt
favoritos

A ORIGEM DO RISO

Janeiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
14

16
18
19

24
27
29

30
31


pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO