Método Kiber

Outubro 03 2010

 

 

            Paulo de Tarso, indo para Damasco, levou consigo cartas do sumo-sacerdote para prender os discípulos de Cristo, no caminho de Damasco teve uma visão, que lhe mudou toda a sua vida, pois ai se arrependeu e se converteu.

            O caminho para Damasco ficou como sendo a expressão que simboliza o caminho para o arrependimento, da contrição e da conversão.

            Também simboliza a expressão de Jesus: “nascer de novo”. Tornar-se uma pessoa diferente, isto é, mudar de pensamento, de carácter, de hábitos e de destino.

 

            A diferença entre Che Guevara e Gandhi é que o primeiro, propôs uma revolução externa na violência, o segundo, uma revolução interior baseada na não-violência.

            É claro que, de acordo com os princípios básicos do actual modelo de civilização, são necessárias algumas condições mínimas de conforto, para que seja possível o aparecimento do bem-estar, mas ainda é mais claro que a partir daí as suas determinantes essenciais correspondem mais ao universo interior do que ao contexto ambiental.

 

            As estruturas externas enquadram o homem, mas não determinam. É mais fácil que as pessoas influam em si próprias para melhorar a realidade do que pretender que a realidade as melhore a elas. Um determinado sistema de organização social baseado em princípios de liberdade, igualdade e fraternidade, como propunha a Revolução Francesa, pode propiciar um certo índice de bem-estar, mas nunca a felicidade.

 

            Todas as grandes revoluções que aconteceram, foram importantes ao longo da História mas todas falharam quanto ao preenchimento da felicidade, apesar do conforto material que muitas delas proporcionaram. 

 

            Historicamente todos os acontecimentos revolucionários que se produziram tinham um destinatário exterior. Eram dirigidos aos “outros”: à nobreza, aos burgueses, aos capitalistas, aos conservadores ou, simplesmente, aqueles que, segundo a ideia do revolucionário da altura, podiam opor-se aos seus desejos ou frustrar os seus projectos.

            Já conhecemos os resultados a que conduziu este modo de exteriorizar a revolução. Milhões e milhões de mortos em nome de louváveis ideais de igualdade.

 

            Os sistemas não mudam as pessoas; são as pessoas que podem mudar os sistemas. A revolução interior é uma revolução que não é contra ninguém, nem tenta mudar ninguém, excepto nós próprios.  Pretender mudar o próximo é um projecto tão inviolável quanto é executável gerar a nossa própria mudança. Freud afirmava: “Ninguém pode entender senão o que está dentro de nós”.

 

            Os revolucionários clássicos pretendiam transformar o mundo e esse objectivo parecia-lhes tão importante que os levou a violentar a vontade e a vida das pessoas que se opuseram nos seus propósitos. “O caminho para Damasco”, ou seja a revolução interior propõe exactamente o contrário: respeitar a vida e as ideias alheias e limitar os confrontos aos que cada um possa ter com as suas contradições internas específicas.

            O caminho para Damasco, é o caminho para a felicidade, o caminho da mudança, da revolução interior. É preciso desejar transformar-se. A mudança é a essência da vida. As pessoas crescem em estatura e, enquanto crescem, mudam.

 

            Normalmente queremos que as outras pessoas mudem, e esquecemo-nos que a mudança começa por nós. É chegada a altura de pegar na sua lista de coisas que estão erradas consigo e mudá-las em afirmações positivas.

            Tome a decisão de estar disposto a mudar, as mudanças são necessárias. Para a psicologia, não há um destino que torne a pessoa imutável. O “Eu sou assim” é uma resposta aprendida na infância dos comentários feitos pelos pais, familiares ou educadores. Todas as pessoas nascem com a possibilidade de mudar, aprender e desenvolver-se.

 

Publicado em Outubro de 2010, na Revista Boa Estrela pelo

 PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:49

Outubro 02 2010

 

            Desconhecido dos gregos até ao século IV a. C. foi pelas mãos de um soldado de Alexandre, chamado Niarchos, enviado para a conquista da Índia Oriental por volta de 325 a. C. que o caldo da cana entrou para a literatura ocidental. Narra o almirante alexandrino que as populações nativas do Vale do Indo bebiam o suco da cana fermentado. Com a alcunha de “sal indiano”, passou a ser importado a preços elevadíssimos pelos gregos e romanos. Também chamado de “mel sem abelhas”, ou “mel manufaturado” ou ainda de “mel de cana”, não é difícil imaginar como o suco da cana impressionara os conquistadores da época. Coube a um escritor romano o registo latino do nome saccharum (donde sacarose). Tudo narrado no interessante livro do escritor norte-americano William Dufty, Sugar Blues.

 

            O açúcar era muito caro, e praticamente desconhecido pelo povo. Usava-se apenas o mel, eventualmente mais como um remédio.


            Este processo histórico prova que o açúcar branco é desnecessário como alimento. Foi só a partir dos dois últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido e consumido de forma cada vez mais intensa. Com a sofisticação da técnica, purificou-se mais ainda o açúcar de cana retirando-se dele apenas a sacarose branca. Hoje somos uma civilização, consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar.

 

            O açúcar branco é o resultado de um processamento químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos – desconhecidos em sua maioria –, sendo que aditivos como clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes pertencem a grupos químicos sintéticos muitas vezes cancerígenos e sempre prejudiciais à saúde. Devemos considera-lo como um produto quimicamente activo, pois, sendo o resultado de uma síntese química e um produto concentrado. Quando são retiradas da garapa e do mascavo suas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas etc., resta apenas o carboidrato, pobre, isolado, razão pela qual devemos considerar o açúcar como um produto químico e não um alimento.

 

            O corpo humano não necessita de açúcar branco.


            O que é realmente necessário é a glicose, ou seja, a menor partícula glicídica dos carboidratos. A glicose, por sua vez, é importante para o metabolismo, pois produz energia ao ser “queimada”. Embora se diga que “açúcar é energia”, sabemos bem que a citação é apenas modesta, pois, na verdade, deveríamos dizer que “açúcar é superabundância de energia química concentrada” e eis aí o problema: açúcar é sempre excesso de energia, além das necessidades reais, e este excesso tende a depositar-se, a exigir trabalho orgânico extra, a diminuir o tempo de vida, pois a célula só usa o que necessita, todo o resto passa a “estorvo” metabólico.


            Outro facto importante é que, ao consumir um produto extremamente concentrado, isolado, exigiremos do organismo uma complementação química. Por exemplo, vai exigir muito cálcio e magnésio do metabolismo e das reservas; ele “rouba” os nossos depósitos de um modo directamente proporcional a quantidade ingerida. Podemos dizer então que o açúcar é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante e empobrecedor metabólico. Açúcar não é “alimento”, mas um poderoso “anti-nutriente”, um grande veneno.


            Razão pela qual Willian Dufty, em seu mais que consagrado livro sobre o açúcar, o “Sugar Blues”, considera-o como uma “droga doce e viciante que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização”. Os seus efeitos nunca são imediatos, mas lentos, acumulativos, insidiosos, drenando a saúde aos poucos.

 

            O açúcar é essencial para manter o organismo funcionando. Mas, dependendo da sua origem e composição, da quantidade diária ingerida e até do perfil de quem o consome, pode gerar conseqüências bem amargas para a saúde - desde cáries e enxaqueca até osteoporose, diabetes, obesidade, perda de memória e cancro. Tudo o que comemos se transforma em glicose, proteína e gordura.


            A glicose - o açúcar dos alimentos naturais encontrados em legumes, verduras, frutas, cereais, etc., - não causa males à saúde.


            O problema está nos alimentos industrializados que contém grandes quantidades desse doce veneno chamado açúcar. O Brasil, que é o maior exportador de açúcar do mundo, o índice chega a 35 quilos. Mas há quem devore diariamente 300 gramas de açúcar. Um homem, sozinho, pode chegar a consumir até 10 quilos mensalmente.

            Uma pessoa de classe média consome 150 gramas de açúcar diariamente, mesmo sabendo que ele afecta o pâncreas, o baço, os pulmões, o coração, o estômago, os intestinos, a circulação, o fígado, a pele, os ovários, os dentes, os ossos, os olhos, o cérebro e a alma.


            Além disso, está provado cientificamente que o açúcar causa uma certa apatia, explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptófano, que é rapidamente convertido no cérebro em serotonina, um tranquilizante natural. Por isso, sempre que um pessoa está nervosa, nós oferecemos a ela "um copo de água com açúcar que passa". É natural que o açúcar se torne viciante.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:21
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Outubro 01 2010

 

            Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua e descoberta como o seu próprio nome.

 

            E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

 

            Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

 

             Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.

 

            - Verdade, por que você está tão abatida? -  perguntou a Parábola.

 

            - Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! - respondeu a amargurada Verdade.

 

            - Que disparate! - Sorriu a Parábola. - Não é por isso que os homens te evitam. Toma. Veste algumas das minhas roupas e verás o que acontece.

 

              Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

 

            Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles preferem-na rebuscada, mascarada, dissimulada e disfarçada.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

  

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:58

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt
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