Método Kiber

Outubro 15 2010

 

            As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos. Em verdade, há imprecisão e controvérsias na definição de sua origem, que pode ter sido a Europa mediterrânea ou o continente asiático. A maioria dos estudos indica a Ásia como local de origem do alho. Julga-se que tenha surgido no deserto da Sibéria, que tenha sido levado para o Egipto por tribos asiáticas nómadas, dali tenha seguido para o extremo oriente através das rotas do comércio com a Índia, e depois tenha chegado à Europa.

 

            Para todas as culturas, seja a indiana, a egípcia, a grega, a hebraica, a russa ou a chinesa, o alho era um elemento quase tão importante quanto o sal. O que ditou a diferença de importância foi a rejeição pelas classes mais altas, em razão do odor da planta. Nos cultos de alguns deuses gregos era vetada a entrada de pessoas recendendo a alho. Mais tarde, continuaria rejeitado pela aristocracia e, em alguns casos, pelo clero, o que fazia deste vegetal um indicador de classe social. Era entusiasticamente apreciado como alimento e medicamento pelas massas, o que fez com que o escritor francês Raspail o apelidasse de “cânfora dos pobres”, snobismo que se provaria equivocado ao longo do tempo.

 

            A despeito do preconceito advindo das classes dominantes, a importância e a representatividade do alho na história da humanidade são indiscutíveis. No antigo Egipto, 7 kg de alho eram suficientes para comprar um escravo e, até meados do século XVIII, os siberianos pagavam os seus impostos em alho. Alho e cebola eram ingredientes essenciais na dieta de escravos e operários para que não adoecessem, não tendo faltado, por exemplo, na dos construtores das pirâmides.

 

            Foi largamente utilizado na conservação de carnes e até mesmo de cadáveres. Os egípcios usavam-no como parte do processo de mumificação dos mortos. Consta que no túmulo de Tutankamon foram encontrados seis dentes de alho e em cemitérios pré-históricos descobriram-se bolbos de alhos moldados em argila, que lá foram colocados para afastar os espíritos malignos.

 

            Por sinal, a nenhuma outra planta na história do mundo foi atribuído tamanho poder de destruir malignidades, poder este afinado com suas qualidades medicinais, sobre as quais já se publicaram mais de dois mil artigos em revistas científicas. Ao longo da Antiguidade, o alho foi considerado uma protecção dos vulneráveis ao mau-olhado – virgens, recém-nascidos, casais de noivos.

 

             No Egipto moderno, continua-se a realizar uma festa na qual o alho é comido, usado e esfregado nas portas e janelas para manter as forças do mal afastadas.
            Enfim, o alho era sagrado nas culturas mediterrâneas e orientais, protegendo de todas as doenças e, ainda, afastando maus espíritos. Tantos poderes apontaram para incríveis propriedades desses bolbos, pouco a pouco confirmadas pela ciência.

 

            O alho pertence ao género Allium, assim como a cebola e a chalota, entre outras plantas. A maioria das propriedades do alho deve-se aos seus vários compostos de enxofre. Quando se tritura ou mastiga o bolbo, a aliína, um destes compostos, transforma-se em alicina (responsável pelo odor e alguns dos efeitos terapêuticos), e parte desta decompõe-se em outros produtos sulfurosos também com propriedades medicinais. Cozinhar o alho inibe a formação de alicina e elimina algumas das outras substâncias terapêuticas.

 

            O alho era apreciado e usado pelas suas propriedades terapêuticas já pelos antigos egípcios para curar desde a lepra às hemorróidas, além de que, por exemplo, os construtores de pirâmides tomavam-no para ganhar força e resistência. Pasteur descobriu-lhe propriedades anti-bacterianas e durante as duas guerras mundiais foi usado para tratar ferimentos.

 

            Actualmente fazem-se estudos para apurar o seu potencial anti-cancerígeno, estando já provado ser eficaz na prevenção dos cancros do tracto digestivo, do cancro da mama e da próstata. Além disso, sabe-se que é redutor de problemas cardíacos, pois reduz a coagulação do sangue ao impedir que as plaquetas se aglomerem e se agarrem às paredes das artérias e ajuda a baixar a tensão arterial, alargando os vasos sanguíneos e permitindo, assim, que o sangue circule mais livremente. Também combate as infecções de vários tipos, inclusivamente provocadas por vírus, bactérias e fungos, reforça a imunidade, tem propriedades antioxidantes e pode baixar os níveis de colesterol. O alho é rico em vitaminas A, B2, B6 e C, assim como em aminoácidos, em ferro, silício e iodo. É muito apreciado na cozinha mediterrânica, sobretudo em refogados com tomate e cebola.

 

            O alho é um parente das cebolas e alho-porro, tem o poder de reduzir o colesterol e a pressão arterial, tem acção germicida combatendo infecções além de possuir antioxidantes e flavonóides que combatem o envelhecimento e muitas outras propriedades. Acredita-se que a maioria dessas propriedades se deve à riqueza de substâncias sulfurosas na sua composição.

            A acção mais saudável do alho é sua capacidade de melhorar as condições cardíacas, suas acções germicidas e anti-cancerígenas. Enfim, o alho é um dos alimentos acessíveis mais saudáveis.

 

            Alguns fatos sobre o alho: previne doenças coronárias e circulatórias previne enfartes reduz a coagulação do sangue reduz a pressão sanguínea combate infecções bacterianas, viróticas e fúngicas, inclusive infecções de pele diminui o risco de câncer do estômago, gástrico e outros reduz os níveis de açúcar e glicose, ajudando no tratamento da diabetes.

 

            O alho é indicado nas afecções catarrais agudas e crónicas, como as bronquites que dificultam a respiração, tuberculose, pneumonia e asma. É excelente nos resfriados e gripes.

 

            Usa-se o alho ainda como hipotensor, em casos de pressão alta; e no tratamento das varizes. Ele combate as toxinas intestinais e expulsa os vermes. Para isso, use o alho em forma de chá, com leite, e tome 3 ou 4 vezes por dia.

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            É empregado também com bons resultados como anticéptico, depurativo do sangue, diurético, emoliente e no combate à febre. É usado ainda em casos de ácido úrico, cálculos, diabetes, enfermidades do fígado, dos rins e da bexiga, esgotamento, insónia, picaduras de insectos, reumatismo e úlceras.

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            Externamente, usa-se o alho contra calos, verrugas, sarna e manchas da pele.

            Não devem fazer uso do alho as pessoas com hipotensão arterial, pois este abaixa mais ainda a pressão. Em doses muito elevadas, o alho produz dor de cabeça, dor no estômago, nos rins, cólicas, vómitos, diarreia e tontura.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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Outubro 14 2010

 

            A astrofobia, é o medo irracional e fóbico de raios e de trovões. Infelizmente afecta muitas pessoas, vejamos o testemunho sofrido de uma paciente:

 

            “Sofro de Síndrome de Pânico, mais precisamente de ASTROFOBIA, sentimento de pavor aos trovões e relâmpagos. O medo está enraizado em mim, ocupa um lugar de destaque em minhas poucas fraquezas. Não há como imaginá-lo e ainda que alguém tente com o único intuito de me ajudar, jamais chegará perto em sua imaginação.

            Hoje ao escrever sobre o que me acomete, sinto-me apática, sinto que ele está muito acima do seu nível normal, acho que por isso é denominado Pânico.

            É cruel, desmedido, avassalador, imponente, prepotente e tirano. Escraviza, domina, humilha. Impõe sua presença de forma covarde e opressora e deixa uma sensação desconfortável de impotência, de vergonha.

            Basta um clarão no céu e todo o meu ser caí como num passe de mágica. Tremor, pavor, suor, descontrole e 46 anos de determinação e coragem, são transportados a 5 anos de idade com suas inseguranças e fragilidades. Meu corpo, meu eu, tudo vai pró chão.

            Rogo, rezo, peço, imploro e evoco Deus, repetidas frases de encorajamento e fé, poucas vezes tenho as mãos de quem se propõe a dar um pouco de solidariedade. Poucas vezes sinto a compreensão no silêncio de quem está ao lado (quando há alguém ao lado)

            Respeito? Não, seria exigir demais. Na maioria das vezes, as pessoas esboçam sorrisos pela infantilidade que meu comportamento expõe. Geralmente vomitam inúmeros conselhos e lições, parecer e explicações. Falam com autonomia, conhecimento e segurança de “Coisas da Natureza”, “ Pára-Raios”, “Nuvens negativas, positivas” etc... Como se conselhos, palavras, afirmações, fosse o suficiente para me livrar da crise, do transe, como se ao ouvir eu ingerisse quilos de coragem, como se a presença deles me trouxesse a cura.

            Ninguém pode imaginar o quão sozinha e doente estou nesses momentos de tempestade, embora acompanhada em raríssimas vezes, é sozinha que me sinto e doente que me vejo.

            Busquei tratamento, fiz terapia por 8 meses e posso dizer que obtive resultados favoráveis diante do que eu apresentava na época. Não pronunciava a palavra raio, vedava meus olhos, renegava a vida e ficava deprimida e triste por dias após a chuva.

            Não sei em que parte de minha história isso começou, sei que já são exactos 16 anos travando uma luta do prazer pela vida contra o desprazer dos momentos chuvosos.

            Sei que somos na maturidade o reflexo de nossa infância, carregamos pela vida a fora, lembranças inconscientes de fatos vividos no passado, nossa personalidade se molda com algumas pitadas de marcas adormecidas em nós, armazenamos emoções que de alguma forma se projectarão no futuro, pois estão lá bem no fundo, prontas para emergir ao 1º problema, ao 1º obstáculo ou desafio que a vida nos apresentar.

            Acho que é isso que se passa comigo, sigo devorando a vida numa incansável e incontrolável vontade de viver, faço de meus momentos felizes “ Dias de Sol”, amenizando e tentando controlar um medo que muitas vezes me tira a vontade de ir em frente.

            Agradeço a todos que sabem o que vivo e que de alguma forma, até mesmo de maneira errada, tentam me ajudar. Peço, não demonstrem pavor na frente de crianças, não usem frases como “ Papai do Céu tá brigando”, Não as culpem por nada nunca, apresente suas falhas, conscientizem-nas de seus erros, ensinem sem exigências. As mensagens ficam gravadas no inconsciente e no futuro, a infância traz de volta de maneira desastrosa”.

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            Segundo se refere o escritor latino Suetónio,  o imperador Augusto César, tinha medo dos trovões e relâmpagos.

            Embora que tenta ocultar publicamente, os amigos da cantora Madonna garantem que ela sofre de astrofobia, ou seja, morre de medo de trovões e relâmpagos.

            Existem muitos famosos, como por exemplo o escritor Ernest Hemingway que dormiu durante anos com a luz acesa por ter medo da escuridão, das tempestades, dos trovões e relâmpagos.

            Para encontrarmos a verdadeira origem de uma fobia, teríamos de procurá-la na infância. Segundo os psicólogos, é nesse período que ocorrem todos os conflitos que irão modelar o comportamento e a estrutura do adulto.

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            Quem nunca levou um susto com o barulho de um trovão, ou será o barulho de um raio, ou relâmpago? Para a maioria das pessoas, raio, relâmpago ou trovão são tudo a mesma coisa. Mas existe diferenças entre eles, e é muito fácil de entender.

 

            Vamos começar com os raios. Eles são aquelas descargas eléctricas que acontecem entre as nuvens, ou entre as nuvens e a terra. Esse fenómeno é chamado de relâmpago.

            O trovão, diferente do raio, é o resultado do aquecimento rápido do ar. Vamos explicar melhor! Quando acontece o raio, aquela descarga elétrica que pode descer das nuvens para a terra ou subir da terra para as nuvens, o ar é aquecido (esquentado) muito rápido. Normalmente quando se aquece algo, ocorre a dilatação (um crescimento), então,  esse aquecimento muito rápido em volta do raio provoca um grande deslocamento do ar, por isso temos um grande barulho, o conhecido trovão.

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            É como se fosse um bater de palmas, se você bater palmas bem devagarzinho, por mais forte que sejam suas palmas não serão ouvidas, pois não deslocam o ar com a velocidade suficiente para se ouvir o barulho, mas se você aplaudir  com força e velocidade, terá sempre  aquela bela salva de palmas, igual a que todos fazem nos jogos de futebol quando há um golo!

 

            O barulho do trovão também pode ser associado ao barulho ouvido quando se estoura uma bola de aniversário. Só ouvimos o barulho porque o ar sai muito rápido da bola provocando um deslocamento de ar, que por sua vez, produz ondas sonoras que chegam aos nossos ouvidos.

 

            Então não precisamos ter medo do trovão! Até porque, o raio já “caiu”, e se ele já caiu e você ainda continua ouvindo o barulho, é porque não caiu em você, que dizer que ainda está vivo!

            Mas mesmo assim, se você continuar com medo e quiser se abrigar, não vá para debaixo de uma árvore, pois os raios procuram sempre os pontos mais altos (árvores e morros) para se encontrar com a terra.

            O melhor lugar para se abrigar dos raios é dentro de um carro, isso mesmo, dentro daquela armadura de aço. É uma ideia errada que o metal atrai os relâmpagos. O carro funciona com uma espécie de escudo, ele produz uma blindagem, a chamada “blindagem eletrostática” que o manterá são e salvo dos raios.

            O medo da trovoada não é motivo de riso ou de chacota, na verdade, perturba a vida de milhares de pessoas em todo o mundo.

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            Superar o medo do trovão é uma árdua tarefa que pode levar anos para se realizar.

            Se sofre de astrofobia, procure informar-se profundamente sobre os fenómenos atmosféricos da trovoada. Dessa maneira compreenderá melhor porque ela ocorre, e livrar-se há de certos preconceitos e superstições.

            Se estiver em casa, poderá usar o fone de ouvido e assistir à televisão ou ouvindo música alta. Ao fazer isso vai-se manter-se ocupado e livre de pensar sobre a tempestade.

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            Através da compreensão é mais fácil perder o medo e obter a cura.

            Em dias de trovoada, será que a probabilidade de nos cair um raio é grande? Será que devemos temer tanto e orar pela santa Bárbara e por todos os santos do Céu?  Na realidade, não é muito vulgar ouvirmos notícias de pessoas que sejam atingidas pelos raios, por isso a probabilidade de sermos atingidos é muito reduzida. As probabilidades de se morrer fulminado por um raio são, durante um ano, conforme a estatística, uma em um milhão.

 

 PROF. KIBER SITHERC

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Outubro 13 2010

 

            A batata é originária do Peru, onde fora cultivada desde eras imemoriais pelo povo inca, sendo chamada de "papa" na língua quíchua. Ainda em nossos dias, nos países andinos, produzem-se e comercializam-se mais de 200 variedades diferentes de batatas.

            Recente pesquisa baseada no DNA comprovou que todas as variedades da batata descendem de uma única variedade de planta originária do sul do Peru. Esta mesma pesquisa evoca evidências arqueológicas de que o vegetal ali já era cultivado há 7.000 anos para efeitos de alimentação humana.

 

            Em 1570 a batata foi levada para a Espanha, de lá se disseminando para a Europa e depois para todo o mundo.

            Os europeus gostaram muito do aspecto decorativo das flores da batateira mas os tubérculos foram olhados com desconfiança, servindo, durante quase um século, apenas para a alimentação do gado. Depois houve uma daquelas fomes cíclicas e as pessoas, a medo, começaram a comer batatas. Nessa evolução parece ter sido determinante o papel de Parmentier, cientista ilustre da corte de Luís XVI.

 

            Actualmente conhecem-se mais de três mil variedades de batata e a produção anual já ultrapassa 300 milhões de toneladas. Só a China produz 23% do total mundial (números de 2005).

 

            O sucesso tem a ver com a grande versatilidade deste alimento, verdadeiro “pão dos pobres”, rico em amido (fécula), vitaminas e sais minerais, com o potássio à cabeça (de 250 a 500 mg por cada 100 g). A Macrobiótica Zen abomina a batata por ser altamente desequilibrada em termos de yin-yang. Tal filosofia prescreve que proporção química ideal dos alimentos é de 5 partes de sódio para 1 de potássio. Ora, a batata subverte o princípio, pois possui, mais ou menos, uma parte de sódio para 12 de potássio. Isso não invalidou que os orientais não se lançassem maciçamente no cultivo deste tubérculo.

 

            Que o consumo da batata engorda é um preconceito infundado. A batata sozinha não favorece a obesidade, salvo se forem consumidas em grande quantidade, como complemento de alimentos ricos em albumina. O que engorda são as más combinações com outros alimentos. Nesse sentido, as batatas fritas é o expoente negativo, a evitar drasticamente em alimentação racional. Os escoceses são conhecidos como homens bastantes magros e, contudo, as batatas constituem o seu principal alimento. Também o alemão do Norte é mais afeiçoado às batatas do que o alemão do Sul, e não se pode dizer que seja precisamente mais gordo e pesado de movimentos do que este.

            Se quer emagrecer (ou não quer engordar), evite batatas fritas, optando por batatas cozidas ou assadas com pele.

 

             A melhor maneira de consumir a batata é através da cozedura a vapor, ou assada. Deve ser comida com casca, dado que é na pele e na periferia do tubérculo que se encontram os sais minerais e as vitaminas. Contudo, a fervura faz com que perca uma boa parte das vitaminas, pelo que há quem recomende ralá-la em cru, misturando-a, a seguir, nas sopas. 

            

            As batatas verdes e as greladas contêm os alcalóides choconina e solanina, que podem ser muito tóxicos se ingeridos em quantidades elevadas. Qualquer batata com manchas verdes deve ser deitada fora. Convém extirpar sempre as partes verdes e os “olhos”, ou seja, os pontos onde irão brotar os grelos, porque é aí que se concentra a solanina. A solanina, mesmo em pequenas porções, pode provocar enxaquecas ou sonolência em pessoas sensíveis.

 

            Sob o ponto de vista da fitoterapia, assinala-se que a batata cozida é dos melhores remédios para combater a acidez estomacal, dado que alcaliniza o organismo. Outrossim, no que se refere ao ácido úrico e a todas as formas de artritismo. Comida crua, evita o escorbuto, afasta os parasitas intestinais e cura as úlceras do estômago. A água da cozedura da batata é boa para as queimaduras da pele, gretas e furúnculos. Cataplasmas de batata crua, ou simplesmente cortada às rodelas, aliviam extraordinariamente as dores de cabeça e enxaquecas e diminuem os inchaços. Finalmente, o suco cru está indicado para gastrites, úlceras gástricas e duodenais, dispepsias, litíase biliar e prisão do ventre.

 

            As batatas têm várias aplicações medicinais. Conta-se actualmente com o suco de batatas cruas para aliviar a existência excessiva de sucos gástricos, e também com a sopa de batatas, como complemento de papas de arroz e em determinados transtornos digestivos da primeira infância.  

                  

            As batatas têm um alto teor de hidratos de carbono e ainda proteínas e fibras. Também fornecem uma parte significativa da quantidade de vitamina C e de potássio de que necessitamos.

            Contudo, o teor de vitamina C começa a baixar quase logo a seguir à colheita, pelo que as batatas acabadas de apanhar são as mais ricas nessa vitamina. A vitamina C é hidrossolúvel, razão por que as batatas fritas ou assadas são as que melhor a conservam. A cozedura em água provoca perdas de nutrientes, que se dissolvem na água, e a batata em puré é a que contém menos vitamina C. A perda de vitamina também ocorre através das superfícies expostas ao ar, pelo que, quanto mais cortadas são as batatas, menor será o seu teor vitamínico.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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Outubro 13 2010

 

            O medo de envelhecer é a fobia que se chama: Gerascofobia. Esta fobia é mais vulgar do que muita gente supõe, muitos de nós contraiu esa doença, o medo de envelhecer, vivem angustiadas, mas inconscientemente julgam que os seus sintomas estão dentro da normalidade.

 

            Vivemos hoje na paranóia da beleza, magreza, corpos bem definidos, cada centímetro a mais é um crime. Na moda do metrosexualismo, o exagero pode acarretar em insegurança pessoal e profissional. Pessoas receptivas ao mundo de hoje em que tudo é válido, podem sofrer sem saber.

            Não são só os jovens os preocupados com o corpo e a aparência que passarão aos outros da sociedade, pessoas de mais idade estão cada vez mais sujeitas ao risco da síndrome de Peter Pan.

            Um dos maiores sucessos da Diney, Peter Pan é um garoto que vive num mundo de fantasia e que não deseja crescer, tem medo das responsabilidades da vida adulta e dos compromissos e pressões que a acompanham.

 

            Quando o Outono chega, as folhas verdes e tenras da primavera mudam de cor. O seu labor, a produção de alimentos, foi completado durante o Verão. Cores de tons brilhantes, amarelos, alaranjados e roxos, dão ao Outono uma beleza comparável ao  verde da Primavera.

            Igualmente no homem, a beleza e o vigor da produção juvenil, gradualmente se transforma na beleza da madurez - os cabelos brancos, a experiência, o sábio conselho. Qual destas etapas da vida é a mais bela?

 

                Quando somos crianças, queremos ser maiores de idade. Queremos dirigir  automóveis, trabalhar e nos casar. Na nossa sociedade, estas coisas são vistas como acontecimentos importantes. E na realidade são naturais e bons. Por que, então,   encaramos o envelhecer (parte do processo natural da vida) como algo não desejável?

            A maioria de nós gostaria de retardar o envelhecimento. Gastamos muito em cremes, maquilhagens e pinturas.

 

            Por que não queremos envelhecer? A sociedade em que vivemos aprecia a juventude e a beleza exageradamente. Temos a impressão de que o envelhecer reduz o nosso valor como pessoa. É certo isto? Claro que não!

            Mas temos medo de ser inúteis. Tememos não poder fazer as coisas por nossa própria conta. Tememos a dor e as limitações que acompanham o envelhecimento. Tememos o final da vida.

            Haverá algo que possamos fazer para poder receber o envelhecimento como a um amigo em vez de resistir a ele como a um inimigo?

 

            Há muito tempo que se ouve falar de pessoas que não lidam bem com a passagem dos anos, ou com a entrada numa fase do ciclo de vida mais próxima da morte. De um modo geral, e apesar de a esperança média de vida ser cada vez maior, não é só o medo da morte que nos angustia. Estamos genericamente cada vez mais preocupados com o envelhecimento e os seus danos, no entanto, há pessoas que se destacam pela angústia e ansiedade com que gerem estas alterações.

 

            Se, por um lado, não há nada de patológico no facto de pintarmos o cabelo ou recorrermos a produtos de beleza que retardem os efeitos da ancianidade, há claramente casos bastante mais complexos e perturbadores que envolvem o medo exacerbado de envelhecer. De qualquer forma, há um elemento comum nestes processos: apesar de cada vez mais homens e mulheres recorrerem a cirurgias estéticas e tratamentos de beleza caríssimos, todos travam uma luta inglória, já que é impossível travar o tempo.

 

            A gerascofobia define-se como o medo persistente, anormal e injustificado de envelhecer e acarreta normalmente grande infelicidade. Pode atingir pessoas que se encontrem de boa saúde do ponto de vista físico, financeiro, etc.

 

            Tal como noutras fobias, esta perturbação pode dar origem a sintomas concretos, como falta de ar, tonturas, sudação excessiva, boca seca, tremores, palpitações, dificuldade em raciocinar ou falar claramente, descontrolo, despersonalização (sensação de estar fora da realidade) ou ataque de pânico.

 

            Há alguns factores directamente associados a esta perturbação e que estão relacionados com a história de vida do doente: a existência de outras fobias ou focos de ansiedade exacerbada, falta de realização pessoal ou cumprimento de objectivos de vida e até o contexto socioeconómico. Trata-se normalmente de pessoas ansiosas ou com personalidade narcísica e que sobrevalorizam os bens materiais. Além disso, o facto (ou a possibilidade) de perderem os seus atributos físicos e o poder de sedução constitui uma fonte de angústia e sofrimento. Ao contrário do que superficialmente se possa considerar, esta não é uma perturbação que possa atingir qualquer pessoa, já que depende claramente da forma como cada um amadurece.

 

            Mas o medo de envelhecer está longe de se circunscrever à estética – a angústia é generalizável à perda de competências intelectuais e capacidades físicas em geral. E se há pessoas capazes de gastar verdadeiras fortunas em produtos sem os quais “não podem viver”, a prática exagerada de exercício físico e a ortorexia são outras respostas comuns ao problema.

 

            Outro padrão comum a estas pessoas é o relacionamento amoroso com pessoas mais jovens. De algum modo, a capacidade para conquistar alguém significativamente mais novo confere-lhes a sensação de poder e de valorização. Para alguns essa necessidade é acumulada através de comportamentos típicos de um adolescente, como a aquisição de uma mota depois dos 50 anos. Mesmo que não possam parar o relógio, os gerascofóbicos adoptam estes comportamentos de evitação porque isso lhes permite auto-enganar-se sobre a sua verdadeira idade e, assim, reduzir os níveis de angústia e ansiedade.

 

            A idade traz inevitavelmente algumas perdas – do ponto de vista da imagem, mas também ao nível social, relacional, intelectual e de poder. Prepararmo-nos para as diferentes fases do ciclo de vida implica encontrar actividades e objectivos a perseguir de modo a que nos sintamos preenchidos, em vez de tremendamente ansiosos. As pessoas que encaram a velhice como uma parte do processo não a evitam. Tendem a sobrepor os aspectos positivos desta etapa aos mais negativos.

 

             A espiritualidade, a transmissão de conhecimentos e de experiências às gerações mais novas ou a possibilidade de se gerir o tempo de forma mais tranquila são elementos positivos. Procurar actividades potencialmente geradoras de satisfação – que até podem incluir a aquisição de uma mota, e porque não uma bicicleta? Manter o contacto social (real e não apenas virtual ou telefónico) e a actividade intelectual são os melhores caminhos para um envelhecimento emocionalmente saudável.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

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Outubro 11 2010

 

            Muito se tem escrito na imprensa, livros e revistas sobre os benefícios do vinho tinto, baseados em evidências científicas, que a ingestão do precioso néctar dos deuses pode reduzir o risco de doenças cardíacas. Criou-se, então, o mito de que uma taça diária de vinho não faz mal, e muitas pessoas aderiram à moda, muitas vezes recomendada pelo próprio médico. Será que o consumo de vinho tinto faz bem à saúde?

 

            A polêmica é antiga, mas parece que, finalmente, os estudiosos do problema chegaram a uma conclusão definitiva em relação ao vinho. E ela é favorável. Após alguns anos de estudos nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Dinamarca, os especialistas concluíram que quem bebe vinho tinto regularmente reduz em 35% o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Essa descoberta teve início no século XIX e de uma forma bem inusitada.

 

             Autópsias realizadas em cidadãos franceses revelaram que a maior parte deles não possuía artérias obstruídas pela gordura. Isso deixou os estudiosos intrigados, uma vez que pensavam exatamente o contrário, já que a culinária francesa é pródiga em comidas gordurosas. Mas eles também tomavam muito vinho. A conclusão não demorou a chegar. Daí em diante, entidades importantes, como a American Dietetic Association, passaram a receitar o vinho, de forma comedida, é claro. Nos Estados Unidos ele passou a fazer parte da ementa da Universidade Johns Hopkins. Com a continuação das pesquisas, verificaram que o vinho não era benéfico apenas para o coração.

 

            A cada momento se descobre no vinho uma nova propriedade positiva para a saúde. Segundo esse estudo, o vinho é composto de cerca de 400 substâncias, algumas delas podendo aumentar o bom colesterol, evitar a oxidação das células, reduzir a formação de placas de gordura nas veias, dilatar os vasos e melhorar a circulação.

 

            Já se descobriu que os efeitos benéficos do vinho, especialmente o tinto, devem-se aos flavonóides e ao resveratrol das uvas. Os flavonóides são substâncias antioxidantes conhecidas por aumentar o HDL colesterol ("colesterol bom"), diminuir o risco de entupimento das artérias coronárias (aterosclerose) e ajudar a baixar a pressão arterial. O resveratrol é uma substância encontrada naturalmente em diversas plantas, como na casca das uvas (também nas sementes de algumas variedades), no amendoim e no mirtilo, em menores quantidades. Em experiências com ratos de laboratório, o resveratrol tem efeito anti-câncer, anti-inflamatório, redutor da glicemia e outros benefícios cardiovasculares.

 

            Por esse motivo, recomendava-se o uso diário do vinho tinto como um venerável remédio. Entretanto, não podemos esquecer que o vinho tinto também contém álcool, popular nas pesquisas científicas por causar danos em quase todo o corpo. Além dos danos físicos, o consumo de álcool também é grande responsável por acidentes de trânsito, problemas conjugais, familiares e sociais.

 

            Em mulheres, os efeitos lesivos do álcool são mais pronunciados do que nos homens, com risco maior de desenvolver cirrose, lesão cardíaca e neuropatias (lesão dos nervos). Mulheres grávidas que bebem álcool podem causar no bebé a Síndrome Alcoólica Fetal, caracterizada por retardo mental e malformações congénitas. Em homens, abuso de álcool pode interferir na função sexual causando infertilidade por atrofia das células produtoras de testosterona, pode prejudicar o desejo sexual e causar impotência.

 

            Alguns cientistas mais exagerados vão até mais longe, mas não garantem a autenticidade de suas pesquisas. Para eles, o vinho pode combater diversos tipos de vírus, bactérias, câncer, doenças degenerativas e males decorrentes do envelhecimento. Isto porque está comprovado que o vinho possui perto de 200 compostos fenólicos, substâncias que agem como antioxidantes e antiinflamatórios, sendo a resveratrol a mais importante delas.

 

            A mesma substância que é produzida naturalmente pela videira para proteger os cachos de uva dos fungos e da umidade. A resveratrol inibe o desenvolvimento de tumores, protege os neurônios, é um forte antioxidante, combate vírus e é um potente antiinflamatório.

 

            Encontrado principalmente na casca e nas sementes das uvas, o resveratrol aparece mais nos tintos franceses feitos com uva tannat. Ele quase não existe nos vinhos brancos e nos espumantes.

 

            Podrá haver mais prejuízos, usando o vinho tinto,  para a saúde do que benefícios, se não houver cuidado e bom senso.

 

            É melhor usar um pouco de vinho tinto, se comer um prato de cozido à portuguesa, feijoada à brasileia, tripas à moda do Porto, e outros pratos gordurosos e com carne, do que acompanhá-los com água. Usar água nesses pratos ou mesmo sumos de fruta não é muito saudável. O vinho devido às suas propriedades, poderá equilibrar  reduzir e queimar essas gordura.

 

             Mas usando em mairores cuantidades, chegando a um estado de euforia e embrieguês o prejuízo é grave para a saúde. Um copo ou dois poderá ser razoável, dependendo da cuantidade de comida (principalmente carnes gordas), e da constituição do indivíduo.

 

            Usar o vinho tinto fora das refeições, e mesmo com as chamadas refeições leves à base de saladas aí o vinho não irá beneficiar. Se não conseguir controlar o bom senso o melhor será de o evitar.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:21

Outubro 08 2010

 

            Em Julho de 2006, foi divulgada a triste notícia sobre os obesos americanos.

 

            Um número cada vez maior de americanos está se tornando gordo demais para caber nas máquinas de raio-X e de ultra-som, segundo uma pesquisa publicada no último número da revista especializada Radiology.

 

            O crescente problema de obesidade entre os cidadãos dos Estados Unidos significa não somente que eles são grandes demais para os aparelhos, mas também que têm gordura demais para as ondas sonoras penetrarem. Segundo a pesquisa publicada na Radiology, o número de exames que falharam por conta da obesidade dos pacientes dobrou nos últimos 15 anos.

 

            O problema não está limitado aos aparelhos de raio-X, porém. Alguns hospitais já aumentaram o tamanho de suas camas para atender pacientes obesos. E as companhias aéreas estão desenvolvendo aviões com capacidade de carregar mais peso, porque os passageiros estão ficando maiores.

 

            Exames impedidos

 

            A equipe de pesquisadores liderada pelo médico Raul Uppot, do Hospital Geral de Massachusetts, notou que estava vendo cada vez mais pacientes cujo tamanho os impedia de passar por exames radiológicos. Uppot e sua equipe decidiram então verificar os registros radiológicos entre 1989 e 2003 para verificar a extensão do problema.

 

            Ano a ano, eles verificaram um pequeno, mas significativo, aumento no número de exames que tiveram que ser abandonados porque o paciente era gordo demais. Imagens de ultra-som foram as mais afetadas, porque as ondas sonoras precisam penetrar a pele e o tecido adiposo antes de chegar aos órgãos que precisam ser examinados.

 

            Os autores do estudo advertiram que diagnósticos importantes poderiam ser perdidos se as pessoas não puderem ser examinadas. Segundo o governo dos Estados Unidos, 64% da população americana está acima do peso ideal.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 00:16
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Outubro 07 2010

 

            Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio.

 

             Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e amargurados.

 

            - Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho mau e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia a sua compaixão!           

 

            O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:

            - Ele agiu conforme a sua natureza e eu de acordo com a minha.

 

            Devemos compreender como os outros agem: cada qual age de acordo com a sua natureza.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:23

Outubro 07 2010

 

            A azeitona fruto da oliveira é constituída basicamente por uma pele exterior, de composição celulósica que contem produtos aromáticos e corantes naturais, uma polpa, onde se encontra a grande parte dos ácidos gordos e um caroço que encerra substâncias nutritivas.

 

            É rica em ácidos gordos monoinsaturados e possui diversos minerais na sua composição como o cálcio, fósforo, potássio, magnésio, enxofre, cloro, ferro, cobre, manganésio e sódio, e vitaminas como a niacina, riboflavina, tiamina, Vitamina B6, Vitamina B12, Vitamina E e carotenóides.

 

            Além da gordura monoinsaturada, com todos os seus benefícios, a azeitona é rica em polifenóis (substâncias químicas vegetais que são potentes anti-oxidantes). Ao prevenir as oxidações biológicas, os polifenóis reduzem a formação de radicais livres. Estes, através do dano celular que produzem, são os grandes vilões do envelhecimento e das doenças crónico-degenerativas, como o cancro.

 

            O principal defeito nutricional da azeitona está inerente ao seu método de conservação. Utilizam-se salmouras (água com sal) para aumentar a duração do produto. Tal processo, aumenta muito o teor em sódio da azeitona. Daí a azeitona ter uma conotação negativa.

 

            A azeitona faz bem e trás benefícios à saúde idênticos ao azeite, mas como em tudo na vida, a moderação é a palavra de ordem. Não se deve exagerar o consumo devido ao seu alto teor de sódio, proveniente do método de conservação.

 

            É muito utilizada em diversos pratos da culinária, principalmente, dos países mediterrâneos (Portugal, Espanha, Itália e Grécia).

 

            Propriedades medicinais: adstringente, anti-reumática, anti-séptica, anti-álgica, antiasmática, anti-inflamatória, anti-lítica, broncodilatadora, colagoga, depurativa, diurética, emoliente, espasmolítica, hipocolesterogênica, hipoglicemiante, hipotensora, laxante, aromática, nutritiva, restauradora, vermífuga, vulnerária.

 

            Indicações: asma, algias, colite, constipação, enterite, erupções cutâneas, estomatite, gastrite, gota, hipertensão arterial, pedras nos rins, queimaduras, toxinas no sangue, reumatismo, vermes intestinais.

 

            Cinco conselhos e cinco dicas para as integrar numa alimentação saudável

Aperitivo ou acompanhamento? Dê um toque fresco e aromático às suas refeições e tire todos os benefícios dos seus ácidos gordos mono-insaturados.

Estes são conhecidos como “gorduras boas”, que ajudam a reduzir o “mau” colesterol (LDL) e manter o “bom” (HDL)!

 

            Integradas numa alimentação nutricional as azeitonas são ainda ricas em água e fibras, que ajudam a manter o organismo hidratado.

            Embora façam parte da gastronomia portuguesa há milhares de anos, a maioria das pessoas ainda não descobriu as vantagens de ter as azeitonas por perto:

 

            1 – Sabia que as azeitonas são dos aperitivos mais saudáveis? Seis azeitonas (com 23 gramas de peso) têm menos de metade das calorias de igual peso de amendoins ou cajus (54 kcal. vs. 131 kcal. e 140 kcal., respectivamente).

 

            2 – Conservadas em salmoura (água e sal), as azeitonas são uma alternativa saudável para temperar, em substituição do sal, vilão da hipertensão.

            Pode-se ainda optar pelas conservadas em azeite, com um teor de sal bastante mais reduzido do que as preservadas em salmoura, dando assim um tempero especial e saudável às refeições.

 

            3 – Adicionar azeitonas às saladas é sinónimo de lhes juntar também muitos antioxidantes (sobretudo vitamina E), que protegem o organismo do ataque dos radicais livres.

 

            4 – Livres de “mau” colesterol e ricas em aromas, as azeitonas podem substituir outros condimentos e molhos nos guisados, estufados…

 

            5 – Integradas numa alimentação nutricional as azeitonas são ainda ricas em água e fibras, que contribuem para o bom funcionamento do aparelho digestivo.

           

            Para quem gosta de azeitona, uma boa notícia ela ajuda no combate do mau colesterol. O colesterol total é composto por dois tipos, o HDL, conhecido como colesterol bom e necessário para o corpo, e o LDL, o vilão que precisa ser controlado, pois pode causar o entupimento de veias e artérias, levando ao infarto de miocárdio e derrame. Uma forma de alterar o nível ruim do colesterol é consumir a azeitona e o azeite de oliva Extra Virgem, dois exemplos saborosos e nutritivos. 

 

            Em substituição a gordura saturada, considerada ruim para a saúde, presente em produtos de origem animal, como manteigas, leite integral e derivados, carnes gordas e frituras em geral, entra a azeitona, e o azeite de oliva Extra Virgem, dois alimentos admirados na cozinha, que enriquecem massas e saladas. De acordo com a nutricionista Fabiane Veltrini, “as azeitonas têm alto teor de gorduras monoinsaturadas que ajudam combater o nível de colesterol ruim no sangue, e são fonte de vitaminas A, e E, minerais, como cálcio, ferro, e fósforo. Além de evitar o envelhecimento precoce, já que possui polifenois que evitam a formação de radicais livres”, explica.

 

            As moléculas de polifenois neutralizam os radicais livres, assim como a vitamina C do sumo de limão evita que a maçã descascada escureça. Por isso, as azeitonas devem fazer parte da alimentação ao longo de toda a vida. A azeitona também possui água e fibra alimentar, importante para o funcionamento do intestino.

 

            Segundo Fabiane “o ideal é consumir em média de 5 a 7 azeitonas por dia, ou 1 colher de sobremesa de azeite de oliva Extra Virgem, para diminuir o nível de colesterol ruim”, diz.

 

            As azeitonas verdes são adstringentes; porém as pretas têm um poder laxativo.

            As azeitonas são contra-indicadas na gravidez.

 

            Quando usadas moderadamente, nunca ultrapassar mais que oito azeitonas, são muito benéficas nas saladas, e em todos os pratos vegetarianos, poderá em vários pratos substituir as proteínas da carne.

            O que realmente poderá prejudicar é o seu abuso, não se deve comer azeitonas como quem come tremoços.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:57

Outubro 06 2010

 

            Dois monges viajavam juntos por um caminho lamacento. Chovia torrencialmente o que dificultava a caminhada. A certa altura tinham que atravessar um rio, cuja água lhes dava pela cintura. Na margem estava uma jovem extremamente bela que parecia não saber o que fazer:

            - Quero atravessar para o outro lado, mas tenho medo, por favor me ajudem.

            Então o monge mais velho carregou a moça às suas cavalitas para a outra margem.

 

            Horas depois, quando já estavam a chegar ao convento, o monge mais novo não se conteve e perguntou:

            - Nós, monges, não nos devemos aproximar das mulheres, especialmente se forem jovens e atraentes. É perigoso. Por que fez aquilo?

            - Eu deixei a moça lá. Mas você ainda a está carregando?!

           

            Muitas vezes continuamos carregando pensamentos destrutivos, que nos tiram a tranquilidade, por vezes nos levam às observações críticas. Paulo de Tarso escreveu: Tudo é puro para os puros.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 18:13

Outubro 04 2010

 

            Os primeiros refrigerantes surgiram em 1676, em Paris. Na verdade, essa mistura era mais um suco artificial do que um refrigerante. Nela continha água, sumo de limão e açúcar.


            O refrigerante como conhecemos, com a mistura de água e gás, foi inventado em 1772, por Joseph Priestley, o qual desenvolveu as pesquisas que levaram ao descobrimento da água gaseificada. No entanto, tal mistura só foi comercializada em 1830, exclusivamente para fins farmacêuticos, como no auxílio da digestão, por exemplo.


            Duas das maiores fabricantes de refrigerantes do mundo, Coca-Cola e Pepsi, também foram pioneiras na produção do refrigerante, e suas fórmulas tiveram o mesmo fim: ajudar na digestão. O farmacêutico John Pemberton criou uma mistura de cor caramelo e a juntou com água gaseificada. Seu contador, Frank Robinson, baptizou a bebida de Coca-Cola, passando a vendê-la na farmácia pelo preço de U$ 0,05.


            No caso da Pepsi, o propósito da bebida também era o de ajudar e melhorar a digestão. Um reflexo disso é o próprio nome “Pepsi”, que veio da palavra pepsina, principal enzima que actua no processo da digestão e que estava presente na composição da bebida junto com nozes de cola.

 

            Não admira, que para a época, os refrigerantes tivessem uso medicinal, pois a sociedade estava pouca esclarecida, porque o mesmo se passou com o tabaco, julgava-se que o seu uso era medicinal.

 

            Um novo estudo mostra que pessoas que bebem grandes doses diárias de refrigerante podem ter sérios problemas musculares e até cardíacos devido à queda do nível de potássio no sangue.

 

            Os pesquisadores analisaram pessoas que bebiam entre dois e nove litros de refrigerante por dia, incluindo mulheres grávidas internadas.

 

            Uma gestante que bebia três litros de refrigerante por dia apresentava cansaço, perda de apetite e vômitos, enquanto outra, que consumia até sete litros diários (antes da internação), sofria de debilidade muscular. Após deixar de beber refrigerante e tomar potássio, as duas pacientes se recuperaram.

 

            Moses Elisaf, da Universidade de Ioannina, na Grécia, explica que o excesso de refrigerante reduz o nível de potássio no sangue, o que provoca transtornos do ritmo cardíaco. Esses transtornos podem até matar. Porém, antes de chegar a esse extremo, a redução do potássio provoca debilidade muscular, palpitações e enjôos.

 

            A redução do potássio é provocada por três componentes muito presentes em certos refrigerantes: glicose, frutose e cafeína.

            O refrigerante nada mais é, do que uma bebida gasosa com elevada quantidade de corantes e conservantes, aroma sintetizado de frutas e gás carbônico, para dar o aspecto borbulhante à bebida.

            Alguns refrigerantes, na versão cola, possuem cafeína em sua composição que é uma substância estimulante do sistema nervoso central, em doses elevadas podem causar sinais perceptíveis de confusão mental e indução de erros em tarefas intelectuais, ansiedade, nervosismo, tremores musculares, taquicardia, zumbido e gastrite.


            De acordo com uma pesquisa do Instituto Framingham, em Boston, o consumo diário de refrigerante mostrou um aumento de 48% na prevalência da síndrome metabólica, em comparação aos indivíduos que consomem menos de um refrigerante por dia.


            A síndrome metabólica é a incidência de doenças cardiovasculares, diabetes, aumento da circunferência abdominal, hipertensão, elevação nos níveis de triglicerídeos e de glicose em jejum, além da redução de lipoproteínas de alta densidade (o "colesterol bom").

            Segundo o pesquisador e professor da Escola de Medicina da Universidade de Boston, EUA, Ramachandran Vasan, o risco aumenta tanto em pessoas que consomem o refrigerante diet quanto entre os que tomam a versão normal.


            Existem três possíveis explicações que ainda precisam ser estudadas, o xarope de frutose de milho, utilizado nos refrigerantes, causaria ganho de peso, o maior consumo de líquidos estaria ligado a um grau mais baixo de compensação alimentar, os refrigerantes - diets ou não - são altamente adocicados.


            Todo refrigerante contém uma pequena quantidade de ácido de grau alimentar, os mais usados são o ácido cítrico e o ácido fosfórico, estes ácido interferem na absorção de alguns nutrientes, podendo prejudicar a fixação do cálcio nos ossos e levar a osteoporose.


            É muito comum as pessoas optarem por refrigerantes, se prendendo apenas às calorias, afinal um copo de refrigerante comum possui em média 85 kcal e um copo de suco de laranja natural possui cerca de 90 kcal. Porém, é fundamental perceber que um copo de refrigerante não possui nenhum nutriente, apenas calorias, já o suco de laranja possui inúmeras vitaminas e minerais que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo, evitando assim doenças relacionadas à má nutrição.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:53
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Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt
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