Método Kiber

Outubro 28 2010

 

            Um brasileiro de Hidrolândia, Goiás, tem tanto medo de ser enterrado vivo que criou uma tumba com televisão e sistema de ventilação para evitar que o seu pior pesadelo vire realidade.

 

            Ironicamente o homem que se chama Freud, de 73 anos, não consegue se livrar de sua fobia e diz que ser enterrado vivo é um pensamento que o atormenta constantemente e o tornou notícia recente no jornal estadunidense The Wall Street Journal.

 

            A sua cripta também tem água corrente, alimentos e um sistema rudimentar de comunicação com tubos plásticos e “megafones” cónicos, caso ele precise pedir por socorro.

 

            Freud é proprietário de um hotel fazenda e foi político na região onde mora. Ele sofre de uma condição rara chamada de tafofobia: o medo doentio de ser sepultado vivo: “Eu tenho terríveis, terríveis pesadelos em que tento cavar para sair debaixo da terra”, disse Freud.

 

            Apesar da fobia do Sr. Freud ser exagerada, o medo de enterro prematuro é um dos mais comuns, com contos fantásticos sobre o assunto desde os tempos da Grécia antiga em que se dizia pessoas que se levantavam em seus próprios funerais. Com os avanços da ciência o risco de ser enterrado vivo é muito pequeno.

 

            Freud não se lembra quando sua fobia começou. Esta já é a segunda tumba construída por ele, que dá a possibilidade de escape. Ele já está trabalhando em um terceiro projecto, ainda mais avançado.

 

            Mas o medo de Freud não evitou que ele se tornasse prefeito de Aparecida, uma cidade próxima, e tivesse o seu hotel-fazenda de 3 mil acres com vários atracões turísticas.

 

            Equipes de televisões correram para a inauguração da sua última caverna, apesar de alguns repórteres irem embora bem menos animados: um repórter desmaiou depois de apenas alguns segundos na tumba.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:06
Tags:

Outubro 28 2010

 

             “O termo de doação do meu corpo está colado na porta do meu quarto para a família não esquecer. Quando morrer, não quero ser enterrado”. Actor e funcionário público aposentado, Romário Machado Barbosa, 53 anos, não pode imaginar o seu corpo no interior de um caixão, um túmulo ou uma gaveta do cemitério. Nascido em Salvador, cresceu ouvindo histórias sobre pessoas que foram enterradas vivas. “Minha avó contava que muitos foram encontrados de bruços no caixão depois de enterrados. Isso é um desespero!”, disse.

 

            O medo se transformou em um trauma, mas Barbosa encontrou uma alternativa. Em 2005, quando se mudou para São Paulo, leu em num jornal uma nota da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) que incentivava os leitores a doarem os próprios corpos para, quando mortos, servirem para ensino e pesquisa nos laboratórios de anatomia. O actor não hesitou. “Liguei para a faculdade, marquei uma conversa com a responsável pelo recebimento das doações e ela me explicou os procedimentos. Eu disse ‘pode fazer o que quiser de mim, eu só não quero ser enterrado, de jeito nenhum’, contou.

 

            Oito dias depois da conversa, Barbosa retornou à faculdade de Medicina com o termo de doação assinado por ele e cinco testemunhas. As assinaturas e o registo no cartório são uma exigência da faculdade. O documento foi assinado no dia 1º de Abril de 2005 e lavrado no 3º Tabelião de Notas de Santo André (Grande São Paulo), onde o actor morava. “Com a doação tenho dois objectivos: evitar meu enterro, porque tenho medo, e fazer um acto de solidariedade em prol da ciência. Meu corpo poderá ser estudado e formar médicos”.

 

            O termo ficará arquivado por tempo indeterminado na Faculdade de Medicina da USP, que só saberá da morte de Romário Barbosa se algum familiar ou amigo do actor entrar em contacto pedindo a remoção do corpo para o SVO (Serviço de Verificação de Óbitos), órgão da USP, em São Paulo. “Eu já avisei todo mundo”, afirmou.

 

            Não foi apenas por causa das histórias da avó que Barbosa desenvolveu a tafofobia, o medo de ser enterrado vivo. “Quando eu era pequeno, minha mãe foi ao velório de uma menina. É costume na Bahia colocar uma vela entre as mãos da criança. Ao fazer isso, ela percebeu que a menina transpirava, mas oras, cadáver não transpira. Minha mãe gritou ‘não enterre essa menina, ela está viva!’. Todos falavam que ela estava louca, mas momentos depois a criança acordou”, contou.

 

            “Ele fez terapia, mas não superou o trauma. O Romário definitivamente não quer ser enterrado", afirmou Mariliza Ottani, que recebeu o termo de doação de Romário em 2005 na Faculdade de Medicina. Além de distribuir cópias do documento para vários amigos, o actor reafirmou a sua vontade numa matéria publicada no Jornal da Tarde no mesmo ano. “Quando meu corpo não servir mais para estudo e for enterrado, eu não estou nem aí. Daqui até lá, já virei papelão”, disse. “Se alguém me enterrar, eu levanto e dou um tapa! [risos]”, brincou.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:37
Tags:

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt
Interactividade
favoritos

A ORIGEM DO RISO

Outubro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
16

17
18
19
20
22

24

31


pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO