Método Kiber

Fevereiro 16 2010

 

            Conheci um homem de idade avançada que mostrava as rugas do seu corpo com um certo orgulho. Todas as marcas tinham a sua história, a cicatriz na perna testemunhava quando ele foi atingido por um carabineiro, quando fugia ao fazer contrabando para Espanha. Tinha uma marca profunda na testa, por ser projectado vários metros da sua carroça, quando vendia peixe. Num braço marcava umas rugas fortes, quando ele foi puxado por uma corda quando caiu num poço. Procurava às vezes outros sinais secundários e poucos salientes, ficava frustrado quando a sua vista já débil os não alcançava. Então, certificávamos quando víamos: “Está aqui”. Então o seu rosto se iluminava e entusiasmado lá contava outra história que nos surpreendia.
            Por vezes ele procurava marcas que mais se confundiam com rugas. A sua testa tinha umas rugas salientes, que são chamadas: rugas de reflexão e de pensamento. Os cantos da sua boca eram salientes, devido aos músculos do seu sorriso. Tinha rugas no canto dos olhos devido à concentração do seu olhar. A sua pele era queimada e envelhecida pelo sol.
            Todo o seu corpo testemunhava: os perigos, as façanhas, a coragem, a valentia e a sua determinação ao longo da vida. Se aquele homem fizesse plástica, ou apaga-se os seus sinais, não poderia testemunhar todas as suas façanhas e aventuras.
            Como os velhos guerreiros, dos temos de outrora, ele procurava um retiro tranquilo para repousar, e vendo alguém, apontava e mostrava orgulhosamente as cicatrizes, com que se tinha debatido nas duras batalhas da vida.
            As nossas rugas, estão marcadas no nosso corpo como se fossem mapas, são trajectórias do nosso passado, algo que podemos testemunhar. Apagar todas essas marcas seria como anular todas as nossas experiências da vida.
            Actualmente muitas pessoas vivem atormentadas com o tempo que foge, as rugas são consideradas sinais de debilidade e envelhecimento. Há pessoas que se afligem, quando contemplam o espelho e observam uma simples ruga. Milhares de pessoas vivem atormentados com o envelhecimento. Ser idoso para elas, é sinónimo de decadência física e intelectual. Associam sempre um idoso de muletas, ou gemendo de agonia numa cama de hospício. É natural, por isso, fazerem cirurgia plástica, tentando modificar todas as partes do corpo.
            Como as mentalidades mudaram em relação à velhice! Hoje, vive-se o culto da “adoração da juventude”, do corpo esbelto, do exterior, da nossa fachada e aparência. A beleza poderá ser fútil, mesmo assim está a ser mais apreciada e procurada, o interior que é o mais importante é esquecido. Claro que é essencial cuidarmos do nosso exterior, para a nossa auto-estima.
            Nem sempre foi assim. Na Antiguidade, os anciãos eram respeitados, eram eles os conselheiros dos reis, e o próprio sábio Salomão os tinha na sua corte.
            Envelhecer, significa amadurecer a nível físico e intelectual. Poderemos envelhecer com saúde e desenvolver as nossas capacidades de raciocínio e de tolerância, e compreendermos melhor o nosso lugar no Universo.
            Há quem envelheça com vingança e azedume, sempre ruminando e cheios de ressentimentos. Então se debilitam num arrastamento até à morte; mas também há aqueles que envelhecem cheios de esperança, com amor e altruísmo.
            A beleza física, não se perde com a idade, a excelência poderá continuar até ao fim. Uma pessoa positiva, poderá irradiar beleza e encanto pessoal, apesar de ter as suas rugas e marcas que assinalaram o seu itinerário durante a vida.
 
            Publicado na Revista Boa Estrela (Setembro de 2009)
PROF. KIBER SITHERC
 
  

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publicado por professorkibersitherc às 22:24

Fevereiro 16 2010

 

            Ao visitar um velho solitário, achei-o muito debilitado e melancólico, devido ao seu triste isolamento. E na sua nostalgia contemplativa desabafou: “Estou velho e muito só, não consigo contar os meus amigos pelos dedos da minha mão!”
            Muitas pessoas sofrem de solidão, e quando chegam ao Inverno da vida perguntam: “Onde estão os meus velhos amigos, o que foi feito deles?!”
            Lembro-me de ter lido na minha adolescência as seguintes palavras: “Não há coisa mais importante do mundo do que a amizade”. O velho livro já há muito que se perdeu, mas essas palavras impregnaram profundamente na minha mente.
            O ser humano é por natureza um animal sociável. Como se costuma dizer: “Nenhum homem é uma ilha”. A solidão leva as pessoas à depressão e angústia, por não haver o diálogo favorece o suicídio. Todas as pessoas têm necessidade de conviverem, de desembucharem das suas mágoas, de sentirem que têm o apoio de um amigo, tanto nos bons momentos, como nas horas mais aflitivas da vida. Com a idade é possível as amizades escassearem, porque o adulto não tem a mesma facilidade de conviver como as crianças.
            Há que aprender a separar e a seleccionar as amizades. Os colegas e os companheiros, não se devem confundir com os amigos. Mas é possível que os mesmos se tornem verdadeiros amigos. Nem sempre o companheiro mais próximo é nosso aliado, há que saber distinguir do falso e do verdadeiro amigo.
            Há pessoas tão extrovertidas e comunicativas, que se convencem que fazem amigos em toda a parte. Por vezes são presas fáceis, julgando encontrar uma amizade autêntica ao voltar da esquina.
            Na selecção das amizades é como uma joeira filtrando toda a essência, aí ficará a parte mais reduzida e pura. Por isso, os amigos serão sempre poucos.
            O semelhante atrai o semelhante. É natural que nos sentimos atraídos com pessoas que tenham os mesmos gostos, as mesmas ideologias, tanto políticas como religiosas. Por isso, nós vemos grupos de pessoas que partilham as mesmas actividades desportivas, os mesmos locais de lazer. Por isso, existem os grupos: fumadores com fumadores, bebedores partilhando com os amigos do álcool, abstémios na companhia dos sóbrios. Há confrarias para todos os gostos e feitios, por isso, é possível que encontre sempre alguém que partilhe das suas ideias e hábitos. Não cometa o erro de se associar em grupos viciados que o podem prejudicar.         
            É necessário fazer uma lista das verdadeiras amizades, e procurar estar em contacto com os amigos mais íntimos. As relações amorosas, ou as mudanças de localidade poderão afastar-nos para longe e perdermos o seu contacto. Se os perdeu, faça os possíveis para os encontrar. Não volte a perder o contacto deles, não se iluda que é fácil substituir qualquer amigo, ele ou ela são tão preciosos como o ouro.
            Comece já hoje. Telefone à tal amiga que há muito não tem notícias dela. E faça os possíveis para ter sempre os amigos contactáveis.
            O mais importante é de manter os bons amigos, do que criar muitas amizades, é preferível a qualidade sincera do que a quantidade supérflua que é apenas ilusória.
            Hoje poderá não necessitar da companhia deles. Mas amanhã poderá precisar do seu apoio. Há que manter as verdadeiras amizades.
 
            Publicado na Revista Boa Estrela (Dezembro de 2009)
PROF. KIBER SITHERC
 
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publicado por professorkibersitherc às 17:24
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Fevereiro 16 2010

 

             Lembro-me de ter lido uma máxima chinesa, que era fácil conseguir conquistar um império, mas que a dificuldade estava em mantê-lo. O mesmo princípio se poderá aplicar à amizade. Durante a vida conquista-se muitos amigos, mas quando chegamos a velhos todos eles se afastaram e se perderam.     
                Ora, a dificuldade está em manter as amizades ao longo da vida. Como as verdadeiras amizades são escassas, por isso, é muito importante que elas não se percam no longo percurso da nossa vida.
                Consultou-me uma jovem desesperada. Não tinha amor, nem tinha amigos, confessou que lhe chegaram a dizer que era azeda. Tinha sido educada num ambiente triste e nunca tinha conhecido um sorriso. Aprendeu a sorrir e a sua vida se transformou.
                Quando conhecemos alguém somos logo avaliados pelo sorriso, se mostrarmos uma cara séria, carrancuda e mal-humorada, deixaremos logo uma má impressão. “Esta pessoa é antipática, eu não gosto dela!” Apesar de você ser uma pessoa sincera e honesta. Saiu-se mal da fotografia, porque não sorrio. As pessoas mais bonitas, não são as que mais amigos arranjam, mas as que sorriem e que mostrem simpatia pelos outros.
                Talvez não saiba, que a maioria das pessoas tem a necessidade de serem ouvidas. “Outra vez com essa palestra, não, já tenho o saco cheio, por favor mude de assunto”; “Ó pai, por favor, não fale mais de política em casa”.
                Ser um bom ouvinte, mantém uma boa amizade para sempre. Deixe que a outra pessoa fale durante a maior parte da conversa. Não a interrompe, deixe que ela acabe a sua palestra. Se a incitar a falar de si próprio, verá que deixará uma boa impressão.
                Na conversação fale apenas de assuntos que a pessoa lhe possa interessar, se falar de temas que a pessoa detesta é natural que ela se afaste, e será impossível manter essa amizade.
                Seja simpático na conversação. Em todo o diálogo de conversação enalteça o seu semelhante, procurando elogiar os seus predicados e as suas singularidades de relevo. Trate todos com a máxima amabilidade, nunca saberá quando surgirá as novas amizades. Não espere usar dois pesos e duas medidas: para os amigos com delicadeza e simpatia; para os estranhos com irreverência, com o protesto que não os conhece de lado algum.
                Evite discussões. Seja de que assunto for, mesmo sabendo que está certo. Nunca se ganha uma discussão, a teimosia prevalece sempre, é um contra censo humilhar o próximo com o nosso conhecimento.
                Evite usar a crítica, toda ela é destrutiva, não temos o direito de criticar ninguém, ela afasta os amigos. Aceite o seu semelhante como ele é. Em vez do criticar deverá mostrar interesse por ele.
                Não se lembre dos amigos só nas ocasiões. Quando estiver aflito e necessitar de ajuda. Para implorar favores, pedinchar dinheiro e o desenrascar só quando precisa.
                Ao entrar em casa duns amigos, reparei que eles tinham nomes sublinhados nas datas dum calendário escondido atrás duma porta. Perguntei o porquê disso, eles me disseram que eram os aniversários dos familiares, quando um dia me felicitaram pelo me aniversário, agradeci e sorri, então, lembrei-me que o meu nome também constava no calendário.
                Todos nós gostamos que alguém nos saúde pelo aniversário, apesar dos anos acumulados. Pois é uma forma de mostrar interesse e simpatia por nós, é como se dissesse-mos: não me esqueci de ti.
                São esses pequenos gestos e simples, que fazem as pessoas gostarem de nós e assim mantemos as amizades para sempre.
            
            Publicado na Revista Boa Estrela (Janeiro de 2010)

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 16:03
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Fevereiro 15 2010

 

             Muitas pessoas consideram que a laranja é prejudicial à noite para a saúde e para isso, citam o seguinte provérbio: “A laranja de manhã é ouro, de tarde é prata e à noite mata”. Este provérbio é de origem árabe, mas foi mal traduzido e interpretado. O provérbio original é o seguinte: “A laranja de manhã é ouro, de tarde é prata e à noite é chumbo”. Significando o seguinte: de manhã a laranja faz melhor principalmente em jejum, por isso, é ouro, melhor do que de tarde, que é prata. Assim as virtudes da laranja vão diminuindo para o final do dia, como o valor dos metais, acabando à noite por ser chumbo.
 
            Interpretou-se mal “chumbo” por “mata”, por se achar que “chumbo” queria dizer pesado para o estômago, ou então para rimar: prata com mata.
 
            Este provérbio tem uma sabedoria árabe milenar, que foi adquirida pela experiência. A laranja como qualquer outra fruta faz bem principalmente em jejum, com o estômago vazio. Porquê? A razão é que as frutas não são, em princípio, digeridas no estômago: são digeridas no intestino delgado. As frutas são destinadas a passarem rapidamente pelo estômago, dali indo para o intestino, onde libertam os seus açúcares. Mas se houver carne, batatas ou amidos no estômago, as frutas ficam retidas lá e começam a fermentar. Você comeu alguma fruta de sobremesa, após uma opulenta refeição, e passou o resto da noite arrotando aquele desconfortável sabor restante? É por que você não a comeu da maneira adequada. Você deve sempre comer fruta com o estômago vazio.
 
            Poderá achar que é problemático usar as frutas?! Não, se as usar de maneira adequada, poderá usar as frutas ou sumos meia hora antes das refeições, por que a sua digestão é rápida, de preferência não as misturar. Altere a variedade durante o dia.
            Se gosta de comer frutas, use-as logo de manhã, e faça uma regra de ouro na sua alimentação: depois das 21 horas, coma só frutas, verá que acordará com mais saúde e energia.
 
            Se tiverem o estômago vazio, à noite, poderão comer as laranjas sumarentas que tanto apreciam, verão que não lhe farão mal algum.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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publicado por professorkibersitherc às 19:54

Fevereiro 12 2010

 

            Os ataques de pânico podem atingir-nos em qualquer altura. Muitas vezes podem remontar a traumas recalcados de infância, ou a situações controladoras ou de maus tratos no passado. Pode ter havido momentos de negligência, castigo ou críticas severas que foram recalcados e negados durante a sua vida e de repente o subconsciente lida com a situação da única forma possível: dando azo a um ataque de pânico. Esta reacção evita, naturalmente, que você entre numa situação indesejada, isto é, algo de que o subconsciente quer fugir. Portanto é um mecanismo de auto preservação. É possível que sinta dores no peito, tenha palpitações ou até a sensação de que está a sufocar.
 
            Muitas vezes dizem às pessoas que se controlem se elas ousarem admitir ao mundo exterior que são tímidas. A timidez pode acabar com a vida das pessoas. Romper com o comportamento autodestrutivo de timidez, analisando padrões de pensamento e discurso, pode ajudá-lo a vencer a timidez e começar a viver.
 
            O diálogo interior destrutivo e as observações negativas que proferimos sobre nós mesmos provêm basicamente do centro “estúpido” do seu cérebro. Se repetir continuamente para si mesmo que é tímido, que as outras pessoas estão a observá-lo, que não é suficientemente bom para estar onde está, então não está a ouvir o que dizem as pessoas à sua volta. O que, provavelmente, está a fazer é a concentrar-se no que determinadas pessoas lhe disseram. As palavras mais cruéis e os comentários mais atrozes ficam sempre connosco e têm mais poder do que as muitas observações afáveis que nos fazem. É possível suavizar e acabar com este padrão concentrando-se simplesmente nas observações simpáticas e positivas que as pessoas fazem e notando com firmeza que são mais os positivos que os negativos.
 
            Encarar a auto-estima e o diálogo interior positivo como auto-indulgência e arrogância é a receita certa para a catástrofe. Em criança, dizem-nos que é mau elogiar-nos a nós mesmos. Os pais podem ser maravilhosos, bons, generosos e especiais, mas a influência dos nossos queridos pais pode ser extraordinariamente nociva.
 
             Na verdade, gostar de si mesmo e conhecer o seu próprio valor, não constitui auto-indulgência nem arrogância. Não tenha medo de reconhecer os seus pontos positivos e de se concentrar no que é positivo. Só depois de gostar realmente de si é que você pode abrir as portas para que o resto do mundo também o aprecie.
 
PROF. KIBER SITHERC 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:14
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Fevereiro 11 2010

 

            Com a chegada do verão, surge a preocupação feminina da estética, então a maioria segue a dieta chamado tipo yo-yo, que como o tal brinquedo conhecido se move para a frente e para trás, para cima e para baixo, chega-se sempre ao mesmo ponto de partida, segundo essa dieta, ora se engorda, ora se emagrece, até se passa fome, depois se empanturra até fartar. Por vezes, obtém-se até mais quilos antes de iniciar a dieta.
            Ora, todas essas mulheres têm dificuldade em emagrecer, procuram todos os produtos e fórmulas mágicas e imagináveis, acabando depois em dietas drásticas. O desequilíbrio alimentar, faz com que a pessoa ao privar-se de certos elementos (gorduras e açucares, por exemplo) ceda necessariamente a impulsos qualificados de gulodice, quando o próprio organismo privado de determinados nutrientes os reclama, sem que a pessoa possa se opor a esse imperativo biológico.
            É natural que depois se caia na frustração e na angústia, a nossa sociedade criou padrões de beleza bastante magros, considerados modelos de perfeição que por vezes não correspondem a um corpo saudável.
            O sucesso só será positivo quando se descobre a origem da compulsão por comida. Ao descobrir o motivo torna-se mais fácil mudar de hábitos e criar novos padrões mentais para a mudança. É importante descobrir o que a leva a comer compulsivamente. Há pessoas que quando se sentem tristes perdem o apetite, porém, outras comem que nem umas desalmadas. Quando a criança é recompensada por uma gulodice, é natural que se sinta sempre atraída por um gelado ou um bolo, em vez da tradicional sopa em que era obrigada a comer.
            O nosso cérebro poderá associar determinados alimentos com situações e lembranças agradáveis, por isso, no cinema poderá comer pipocas, na praia poderá deliciar-se com bolas de Berlim ou gelados.
            Com a criação de novos padrões mentais, passaremos a ver a comida como uma fonte de prazer saudável, isto é, comeremos para viver, escolheremos alimentos saborosos propícios à nossa saúde, e não usaremos os alimentos como uma gula compulsiva, vivendo apenas para comer insaciavelmente. 
            O peso a mais é um desequilíbrio, a obesidade é uma doença. Nenhuma obesa gosta dela própria. Ela sente-se insegura e através da gula isola-se de gordura para se proteger. Em geral procura satisfazer um vazio, que nunca será preenchido, porque se come por compulsão, depois se arrepende daquilo que se empanturrou. Há a sensação de se desejar comer sem ter fome, e por vezes surge a dúvida se tem fome ou não. 
            Um dos grandes erros é pensar na lista dos alimentos proibidos, daqueles alimentos que tanto gostava e abusava, mas cheios de calorias. Ora essa lista proibitiva só lhe vai trazer ansiedade, pior ainda, quando fará projectos que nunca irá comer tais alimentos. Pense antes dos alimentos saudáveis e de baixas calorias. Procure informar-se sobre o assunto.
            Lembre-se que emagrecer e manter o peso certo, só é possível com uma grande mudança de hábitos. Medite na seguinte fórmula: “Eu estou a emagrecer dia após dia, eu gosto muito de mim, estou escolhendo os alimentos saudáveis”.
 Aqui ficam algumas dicas: Nunca vá às compras com fome procure comer primeiro. Experimente comer em pratos mais pequenos. Não ponha a travessa recheada de comida em cima da mesa. Coma mais vezes ao dia e pouco de cada vez. Evite petiscar quando vê televisão. Não use líquidos à refeição. Coma muitas frutas, de preferência antes das refeições, mas não as misture.
 
PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 01:54
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Fevereiro 11 2010

 

            O ser humano é por natureza vulnerável, ao contrário dos outros animais não tem defesas e armas naturais, sendo desprotegido e nu. Durante toda a sua longa caminhada pela história passou refugiado em grutas e cavernas naturais, para se proteger e salvaguardar a sua descendência. O medo do desconhecido deu origem às superstições e aos mitos.
            O medo é um sentimento natural, quando ele é autêntico e verdadeiro poderá beneficiar-nos. A reacção psicológica ao medo permite a nossa sobrevivência e preparam-nos para “a fuga e o ataque” perante um perigo iminente. Essa característica também é partilhada pelos outros animais, se não houvesse o medo todos os animais à face da terra já teriam desaparecido. Um exemplo: se as aves não tivessem medo dos humanos ou dos outros animais deixar-se-iam apanhar e já se tinham extinguido. 
            Se não houvesse o medo não seríamos mais cautelosos e prudentes; é esse sentimento que nos leva a proteger as nossas vidas. Um indivíduo que não conhece o medo poderá por a sua vida em perigo; e é o medo que o leva a ser aplicado na sua conduta diária.
            Quando o medo limita a nossa felicidade torna-se “um falso medo” e é fóbico. Exemplo: se alguém nos apontar uma arma é natural que tenhamos medo, pois revela, um sentimento verdadeiro; mas se você mudar de passeio com medo de um cachorro inofensivo é um falso medo, porque é uma fobia.
            Há centenas de classificações de fobias, desde as mais simples e quase inofensivas às mais traumáticas e paralisantes. A pior de todas é a fabofobia: é o medo de ter medo. Gera a ansiedade e o receio de ter medo de uma determinada fobia, de não ser capaz de resolver uma determinada situação. É a preocupação de entrar em pânico antes de surgir o estado fóbico. Exemplo: você ao sofrer da zoofobia (medo dos animais), entrará em pavor ao pensar que vai estar em contacto com eles.
            Vejamos algumas técnicas para se curar das fobias:
Respire profundamente.Quando sentimos medo, retemos a respiração, o cérebro deixa de se oxigenar e fica entorpecido, a circulação sanguínea fica enfraquecida e o cérebro deixa de se irrigar convenientemente. Procure respirar enchendo profundamente os pulmões de ar, verificará então um grande autodomínio e segurança.                                             
 Faça a coisa que teme decididamente e sem hesitar. Não diga: “Tenho que fazer isso”; mas diga antes: “Eu quero experimentar isso e eu vou conseguir”. Como uma criança que dá os primeiros passos, ela hesita, tem medo e por vezes até cai, mas ela insiste até conseguir o equilíbrio.
Repita várias vezes a coisa que tanto teme. Lembre-se do exemplo da criança nos primeiros passos; ela não desiste apesar de muitos esforços. A mesma coisa acontece com os passarinhos quando saem nos ninhos; tanto se esforcem e batem as asas que acabam por voar. 
Ria-se do seu medo.Experimente ridicularizá-lo não leve a sério essa fobia. Não lhe dê a importância que tanto teme, convença-se que esse medo não é verdadeiro e que não há razão para se assustar.  
Use o conhecimento.Usando os factos e a lógica distancia-se do medo. Se tem medo das aranhas e dos insectos, procure saber algo a cerca deles e verificará que a maioria são inofensivos e muito interessantes e procure ter alguns para se familiar com eles. O conhecimento dissipa o medo; a ignorância poderá gerar o pânico.
             
PROF. KIBER SITHERC 

 

 

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Fevereiro 10 2010

 

            Todos nós somos emotivos, por isso a ansiedade é uma característica da espécie humana. Não se preocupe se um dia acordar ansioso e com a mente inquieta, isso faz parte do nosso estado de espírito que é inconstante. Se não sentisse qualquer emoção ou ansiedade seria anormal, pois seria patológico e teria que procurar um psiquiatra. O que não é normal é estar sempre ansioso e preocupado.
            Há pessoas que acreditam que as preocupações fazem parte da vida; não saberiam como viver se não tivessem a mente preocupada. Crêem que ao preocuparem-se, é como se controlassem ou evitassem o pior que as atormentam. Por isso, às vezes ficam irritadas com as pessoas, que aparentemente parecem calmas, e usam frases como estas: “Esta gente não se preocupa com nada”; “Os meus filhos não se preocupam”. Por vezes ficam satisfeitas, quando vêm um filho preocupado, interpretando isso como sinal de maturidade e de bom senso. Poder-se ia perguntar: quando o seu filho se preocupa com os fantasmas ou com o papão será que também é sinal de maturidade?
            Os sentimentos como as preocupações podem-se aprender com os pais. Ouvido muitas vezes os refrães: “Estou ralado com isto... estou inquieto e preocupado com aquilo que me poderá acontecer...” É natural que se aprenda que as preocupações fazem parte da vida e que é impossível viver sem elas.
            A palavra preocupação deriva do prefixo de origem latina: pre que significa antes e da palavra ocupação, por isso, preocupação significa: estado de inquietação por algo antecipado que poderá estar no futuro ou talvez nunca venha a acontecer.
            Não há dúvida que a preocupação é um estado que nos deixa impotentes, porque estamos a antecipar um futuro inquietante; por vezes duvidoso e que não podemos fazer nada para resolver a situação: tira-nos o sono, leva-nos a um grande stress e abrevia-nos a morte. 
            É impossível fugir das preocupações, porque para onde for as levará sempre consigo. Se tentar esforçar-se para ignorá-las ou esquecê-las está a dar-lhes poder; e elas aumentam de intensidade e tornam-se mais fortes e inquietantes. Não lhes dar importância tira-lhes o poder e elas se dissipam como se fossem fumo diante dos nossos horizontes.
            Toda a preocupação é uma meditação antagónica, e uma concentração de emoções negativas paralisantes, causam a tensão muscular e condicionam-nos o corpo para o ataque, defesa ou retirada: tudo isso antes que o perigo aconteça. A tensão muscular pode esgotar as suas reservas químicas, imobilizando assim a renovando da energia vital. Por isso, as preocupações prolongadas podem abalar a energia muscular; e também dar origem ao cansaço mesmo quando a actividade é mínima.
            O relaxamento é um dos exercícios que deverá praticar (ver nos números anteriores), para que os músculos descansem e tranquilizem a mente. Lembre-se que toda a atitude corporal, isto é, fisiológica, influencia o cérebro; e as representações internas (pensamentos), influenciam todo o corpo: respiração, músculos, circulação sanguínea, coração, digestão etc. e vice versa.
            Não fazer nada, ou enterrar a cabeça na areia como a avestruz, não é a solução correcta para vencer as preocupações, terá que agir, isto é, tomar uma atitude que seja correcta. Exemplos: se a saúde o preocupa, terá que ter coragem em consultar o médico; se a segurança de casa o preocupa deverá proteger-se com um sistema de alarmes.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
           
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:15

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt
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