Método Kiber

Abril 30 2011

 

            O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registos a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos. Já a sistematização dos métodos utilizados só começou, no entanto, após a Segunda Guerra Mundial, com pesquisas realizadas nos Estados Unidos. O primeiro curso universitário de musicoterapia foi criado em 1944, no Michigan State University.

 

            De acordo com a World Federation of Music Therapy, a Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos constituintes como o ritmo, melodia e harmonia, por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, num processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objectivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento.

 

            Os musicoterapeutas trabalham com uma gama variada de pacientes. Entre estes estão incluídas pessoas com dificuldades motoras, autistas, pacientes com deficiência mental, paralisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos, gestantes e idosos. O trabalho musicoterápico pode ser desenvolvido dentro de equipas de saúde multidisciplinares, em conjunto com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores. Também pode ser um processo autónomo realizado num consultório ou clínica multidisciplinar com aparelhos especializados.

 

            O processo da musicoterapia pode desenvolver-se de acordo com vários métodos. Alguns são receptivos, quando o musicoterapeuta toca música para o paciente. Este tipo de sessão normalmente limita-se a pacientes com grandes dificuldades motoras ou em apenas uma parte do tratamento, com objectivos específicos. Na maior parte dos casos a musicoterapia é activa, ou seja, o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta, dança ou realiza outras actividades junto com o terapeuta. A forma como o musicoterapeuta interage com os pacientes depende dos objectivos do trabalho e dos métodos que ele utiliza. Em alguns casos as sessões são gravadas e o terapeuta realiza improvisações ou composições sobre os temas apresentados pelo paciente. Alguns musicoterapeutas procuram interpretar musicalmente a música produzida durante a sessão. Outros preferem métodos que utilizem apenas a improvisação sem a necessidade de interpretação. O objectivo da produção durante uma sessão de musicoterapia são não-musicais, por isso não é necessário que o paciente possua nenhum treino musical para que possa participar deste tratamento. O musicoterapeuta, por outro lado, devido às habilidades necessárias à condução do processo terapêutico, precisa ter proficiência em diversos instrumentos musicais.

 

            Tudo vibra, desde os blocos sólidos de cimento das nossas construções à ténue brisa da Primavera. O som também é uma vibração, que se propaga sob a forma de ondas, ondas sonoras resultantes da vibração do ar. As ondas lentas produzem sons baixos e as ondas que se deslocam rapidamente produzem sons altos; é a isto que se chama «frequência».

 

            Quanto às qualidades físicas, o som pode ser considerado de vários pontos de vista:

 

            Altura ou frequência: de acordo com o número de vibrações por segundo, sons graves e sons agudos;

            Intensidade: sons fortes e sons fracos;

            Timbre: som resultante de diferentes fontes (por exemplo, piano, órgão, guitarra, voz).

            Musicalmente pode ser considerado de outros pontos de vista:

 

            Duração: maior ou menor duração dos tempos;

            Andamento: modo lento ou rápido;

            Ritmo: movimento regular de elementos fracos ou fortes;

            Melodia: sons con-juntos ou disjuntos, que diferem pela duração, intensidade e entoação;

            Harmonia: sons simultâneos que quando combinados dão origem aos acordes.

 

            Os tratamentos com a musicoterapia abrangem a improvisação musical, a audição, a composição, a discussão, a imaginação, a interpretação e a aprendizagem através da música. O paciente não precisa de qualquer formação musical para poder beneficiar do tratamento e não existe um estilo particular de música mais terapêutico que outro; existe, sim, a prescrição. A musicoterapia é um trabalho clínico terapêutico e não deve ser confundida com o uso da música para relaxamento ou prazer. Há casos em que a música é composta especificamente para os problemas apresentados pelo paciente, atingindo as áreas que devem ser tratadas (chakras) através da frequência emitida pelas notas musicais que activam respostas a serem interpretadas pelo terapeuta.

 

            O campo de actuação da musicoterapia é vasto e diversificado. Esta pode ser aplicada em várias áreas, como a deficiência mental, a deficiência física, a deficiência sensorial, a psiquiatria, a geriatria e a área social

 

            O facto desta terapia não ser invasiva, dolorosa, química ou sequer cara, faz com que seja vista como uma das grandes promessas para a medicina alternativa. De facto, os nossos antepassados distantes usaram-na bastante e com a Segunda Guerra Mundial tornou-se algo mais sério.

 

            Muitos dos filmes norte-americanos sobre essa época mostram cantores e músicos a visitar as enfermarias dos soldados feridos, causando um efeito balsâmico que distraía da dor e do sofrimento.

 

            A cura pode ser feita não só por escutar passivamente a música, como pelo uso pessoal de instrumentos ou pelo canto. Os efeitos são o aumento do bom humor e da confiança, a indução da calma e do sono, o apaziguamento interior e a relaxação muscular, entre outros, incluindo benefícios ao nível do sistema nervoso central.

 

            Crianças com deficiência mental usam a musicoterapia para melhorar as suas capacidades

 

            No caso das crianças e dos idosos o estímulo ajuda a aumentar ou manter as capacidades cognitivas e emocionais, incluindo a concentração e disponibilidade para sociabilizar, a coordenação motora e a aprendizagem. É por isso que muitos lares de idosos e escolas recorrem cada vez mais à musicoterapia.

 

            Fica a lista de algumas, vastas, possibilidades.

            Com adultos:

 

            Doenças degenerativas devido à idade como Alzheimer;

            Tóxico dependências de álcool ou drogas;

            Danos cerebrais causados por doenças ou traumatismos;

            Incapacidades físicas devido a doenças degenerativas ou acidentes;

            Dor crónica ou aguda causada por acidentes ou câncer;

            Doenças terminais;

 

            Com crianças:   

 

            Dificuldades de aprendizagem;

            Problemas de comportamento;

            Transtornos profundos de desenvolvimento como o autismo;

            Deficiências mentais;

            Dificuldades de socialização;

            Falta de auto-estima;

            Transtornos causados por doenças (câncer, doença cardíaca, dor crónica, etc).

 

            Outros benefícios:   

 

            Ajudar a explorar sentimentos;

            Aprender a lidar com ansiedade e stress;

            Aprender a resolver problemas e conflitos;

            Melhorar a sociabilidade. 

 

PROF. KIBER SITHER

 

 

 

 

 

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Fevereiro 12 2011

 

            A Aromaterapia consiste em tratar as doenças com a ajuda de óleos extremamente concentrados extraídos dos vegetais. Esses extractos chamados essências ou óleos essenciais contêm as substâncias que dão perfume às plantas e, por isso, seu odor é a característica principal.

 

            Os óleos essenciais são produzidos por minúsculas glândulas presentes nas pétalas, no caule, na casca e na madeira de numerosas plantas e árvores. Se, na natureza essas glândulas liberam os aromas das plantas de forma progressiva, quando aquecidas ou trituradas, elas explodem e liberam os odores com uma potência muito maior.

 

            Para extrair o óleo essencial puro, recorre-se a um processo de destilação no vapor d’água. Se a essência é dissolvida no álcool ou em outro solvente, denomina-se essência absoluta. São menos puras que os óleos, porém conservam propriedades curativas interessantes.

 

            Os usos dos óleos essenciais são múltiplos, mas eles são mais utilizados na unção da pele (massagem), podendo também ser inalados ou colocados na água de banho ou em compressas. Raramente são ingeridos. Certamente são mais eficazes quando inalados, pois provocam uma acção imediata no cérebro.   

 

            Não se deve pensar que a Aromaterapia não apresenta contra-indicações. Devem ser utilizados com precaução, pois podem causar irritação e alergia na pele.

 

            Os aromaterapeutas utilizam cerca de 30 plantas e flores para tratar a maior parte dos problemas.

 

            Os óleos essenciais são divididos em três categorias: os que tonificam o organismo e favorecem o bom humor; os que estimulam e regulam as principais funções do corpo; e os que têm um efeito calmante sobre o corpo e o espírito.

 

            Alguns exemplos:  

 

            Óleo de Camomila – refrescante. Indicado para dores de cabeça e depressão;

            Óleo de Cânfora – refrescante e estimulante. Indicado em resfriados, reumatismos, acne, insónia;

            Óleo de Cedro – sedativo. Usado para angústia, bronquite e tosse;

            Óleo de Limão – refrescante e estimulante. Para problemas circulatórios, hipertensão e acne;

            Óleo de Eucalipto – libera a cabeça. Indicado para edemas e dores musculares;

            Óleo de Gerânio – refrescante e anti-espasmódico. Para problemas urinários e infecções virais;

            Óleo de Jasmim – relaxante e calmante. Serve para tratar apatia e pele seca;

            Óleo de Manjerona – fortificante. Indicado em enxaquecas, cólicas e equimoses;

            Óleo de Pachuli – relaxante. Indicado na depressão e pele seca.

            Óleo de Pimenta Cinza – estimulante. Usado em problemas digestivos, resfriados e diarreia.

 

            Os óleos essenciais possuem propriedades anti-sépticas reconhecidas, como as da Lavanda e do Gerânio, que são eficazes contra infecções causadas por bactérias, vírus e fungos. São também apreciados pelas propriedades desintoxicantes do limão, alho, eucalipto e pelos efeitos calmantes junta à sensação de bem-estar e harmonia que parecem produzir um efeito preventivo sobre as doenças.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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Janeiro 26 2011

 

            É um tipo de terapia adoptado em diversas correntes da medicina tradicional que emprega ventosas. Em chinês é representada pelo ideograma 拔罐.

 

            A utilização das ventosas no tratamento de doenças não é uma exclusividade da Medicina Chinesa, existem informações do seu uso desde o antigo Egipto, ela também é mencionada nos escrito de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV a.C., possivelmente conhecida e utilizada por outras nações antigas.

 

            Hipócrates também usava ambos os métodos de ventosa “seca” e “molhada” como principal tratamento nas desordens menstruais.

 

            Ele prescrevia grandes ventosas de vidro a serem aplicadas nos seios de mulheres que sofriam de menorragia. Assim como nas “descargas amareladas vaginais”, pelo uso de ventosas durante um longo período de tempo em diferentes partes das coxas, na virilha e abaixo dos seios.

 

            Hipócrates era cuidadoso na prevenção da anti-sepsia após a ventosa, e adverte com o seguinte conselho:

 

             “Quando em aplicação de ventosa molhada, se o sangue continuar a fluir após o instrumento inspirador tiver sido removido, se o fluxo de sangue ou soro for copioso, os copos de ventosa precisam ser aplicados novamente até que da área tratada tenha se retirado o abstracto”.

 

            De outra forma, o sangue vai coagular, retendo-se nas incisões, e úlceras inflamatórias podem se formar. Aconselha-se banhar estas partes em vinagre. O local não pode ficar humedecido. Nunca permitir que o paciente se deite sobre as escarificações, e estas devem ser tratadas com medicamentos para feridas inflamadas.

 

            O antigo instrumento utilizado para fazer ventosas era a cabaça, conhecida naquela época como “curubitula” que em latim significa ventosa. Nas regiões primitivas do mundo, a ventosa tem registos históricos que datam de centenas a milhares de anos. Nas suas formas mais primitivas, era utilizada pelos índios americanos que cortavam a parte superior do chifre dos búfalos, com cerca de 10 cm de comprimento, provocando o vácuo por sucção oral na ponta do chifre, sendo de seguida tamponado.

 

             O uso de ventosas no Ocidente antigo era um elemento terapêutico corriqueiro e de grande valor panaceico. Pois por falta de outros recursos médicos, a ventosaterapia era utilizada praticamente na cura de todas as doenças. Abordado por essas épocas como um instrumento curativo mágico, pelo contacto íntimo com o interior do corpo através do sangue. Ela era respeitada também pela sua actuação no elemento energético gerado pela respiração. Teoria que se aproximava dos conceitos de Medicina Oriental

 

            Celsus adverte que a aplicação de ventosas é benéfica tanto para doenças crónicas como para agudas, incluindo ataques de febre, e particularmente nos stressados. Quando há perigo de fazer sangria, o recurso mais seguro é aplicar nesses pacientes ventosas secas.

 

            Ele adverte sobre a ocorrência de edema nas ventosas, sejam secas ou molhadas. Descreve ventosa seca em vários lugares para tratar paralisia, ventosas nas têmporas e na região occipital em caso de dores de cabeça prolongadas.

 

            No século passado, a operação de inspirar copos de ventosas no corpo consistia em colocar sobre a pele uma campânula de vidro ou outras formas de inspiradores semelhantes aos copos de ventosas, após fabricar vácuo pela queima do ar no seu interior, Devendo aplica-las de pronto sobre a pele para gerar sucção no local. Este método chamado de “ventosa seca” era aplicado na pele nua, causando trauma subcutâneo e agindo como contra-irritante.

 

            Outro método também comummente aplicado era chamado de “ventosa molhada”. Neste método, a pele era irritada por meio de um instrumento cortante, provocando uma leve sangria chamada de “escarificação”, imediatamente antes de a ventosa ser aplicada. Este método era considerado especial para se provocar sangria, sendo também reconhecido pelos antigos médicos como uma medida contra-irritante.

 

            As medidas contra-irritantes provocam o deslocamento da dor e o efeito conhecido na medicina oriental como “alívio da superfície do corpo”, muito útil no combate das dores por espasmo musculares enrijecimentos musculares, reflexos causadores de falsas dores, nos rins e pulmões.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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Janeiro 15 2011

 

            A Reflexoterapia é a utilização terapêutica da Reflexologia. É uma técnica de tratamento por meio de estímulos numa área reflexa. A Reflexologia é o estudo destas áreas. É um dos recursos da medicina natural ou medicina complementar, antigamente conhecida como medicina alternativa.

 

            As origens da Reflexologia remontam à Antiguidade, quando as terapias de pressão eram reconhecidas como uma forma de medicina preventiva e terapêutica. Embora não se saiba ao certo quando e como começou, as evidências indicam que a Reflexologia tem sido praticada por diversas culturas ao longo da História.

 

            De acordo com uma teoria que goza de grande aceitação, a Reflexologia nasceu na China há cerca de 5000 anos.

 

            O documento mais antigo que descreve a prática da Reflexologia foi encontrado em escavações no Egipto. Trata-se de um pictograma produzido à volta de 2500 a 2330 a.C. e foi descoberto no túmulo de um médico egípcio, Ankmahar, em Saqqara. Pela observação do túmulo conclui-se tratar-se de uma pessoa muito importante na sua época e que gozava de grande prestígio.

 

            A Reflexoterapia passou por diversas fases e foi praticada de várias maneiras ao longo dos anos, diferindo em estilo e localização dos pontos consoante o estudioso/terapeuta.

 

            Hoje em dia, os estilos e mapas reflexológicos estão mais aproximados uns dos outros e poucas diferenças apresentam entre si!

 

            O Do In, de origem japonesa, e o Tui Na, de origem chinesa, incluem princípios de Reflexologia como estes entre os seus tratamentos.

 

            As principais áreas reflexas trabalhadas são:

 

            As mãos (reflexo palmar); os pés (reflexo podal); as orelhas (reflexo auricular); a coluna (reflexo vertebral); a face (reflexo facial); e o crânio (reflexo cranial).

 

            Os praticantes desta técnica acreditam que existem pontos nos pés que reflectem a situação da saúde do corpo humano por inteiro. Por isto estimulam estas áreas para tentar aliviar dores e distúrbios em várias partes do corpo.

 

            O mesmo princípio se aplicaria às mãos. Nas mãos e nos pés a região mais próxima à ponta dos dedos corresponderia à cabeça e a região mais próxima ao pulso e ao tornozelo à região do quadril.

 

            Não deve ser confundida com a massagem básica dos pés ou com massagem de corpo de maneira geral – é uma técnica específica de pressão que actua em pontos reflexos precisos dos pés com base na premissa de que as áreas reflexas dos pés correspondem a todas as partes do corpo.

 

            Como os pés representam um microcosmos do corpo, todos os órgãos, glândulas e outras partes do corpo estão dispostos num arranjo similar ao dos pés.

 

            A Reflexoterapia é uma arte suave, uma ciência e um método muito eficaz de tratamento. É uma técnica curativa holística – o termo holístico é derivado da palavra grega Holos que significa “inteiro” e, assim, procura tratar o indivíduo como uma entidade constituída de corpo, mente e espírito.

 

            A pressão é aplicada nas áreas reflexas dos pés com os dedos das mãos e usando técnicas específicas. Este procedimento provoca mudanças fisiológicas no corpo na medida em que o próprio potencial de cura do organismo é estimulado.

 

            Desta forma, os pés podem desempenhar um papel importantíssimo na conquista e manutenção de uma boa saúde.

 

            É uma terapia que se aplica às seguintes situações: cefaleias, enxaquecas, trato digestivo (estômago, baço, pâncreas, vesícula biliar, fígado e intestinos), trato excretor (rins), parte endócrina (tiróide), sistema respiratório, articulações e dores musculares. Ajuda a diminuir o stress.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

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Janeiro 04 2011

 

            A acupunctura (do latim acus - agulha e punctura – pontoada, é um ramo da Medicina Tradicional Chinesa e um método de tratamento considerado complementar de acordo com a nova terminologia da OMS - Organização Mundial da Saúde.

 

            A acupunctura consiste na aplicação de agulhas, em pontos definidos do corpo, chamados de "Pontos de Acupunctura" ou "Acupontos", para obter efeito terapêutico em diversas condições.

 

            Atribui-se o nome "Acupunctura" a um jesuíta europeu que retornando da China, no século XVII, adaptou os termos chineses "Zhen" e "Jiu", juntando as palavras latinas "Acum" (agulha) e "Punctum" (picada ou punção), como visto.

 

            A tradução literal do termo chinês, no entanto, é bem diferente. O correcto seria Zhen (agulha) e Jiu moxa ou seja "longo tempo de aplicação do fogo".

           

            É frequente as agulhas serem alvo de fobias, pelo que muitas pessoas optam por não recorrer à Medicina Chinesa com medo das agulhas de Acupunctura. Muitas pessoas pensam que o terapeuta só trabalha com agulhas, mas os pontos e meridianos também podem ser estimulados por outros tipos de técnicas, como, Laser, Acupressão (pressão nos pontos com os dedos), Magnetos, Esferas metálicas, Moxabustão (calor nos pontos), Estimuladores eléctricos cutâneos, Ventosas, etc. Ficar sem tratamento...é que não. Assim, é óbvio que o medo das agulhas já não impede ninguém de receber tratamentos de Medicina Chinesa.

 

            São também utilizados Métodos Inovadores como as Agulhas No Pain Needle (Agulha Sem Dor), revestidas por uma película de silicone tornando-se praticamente imperceptíveis para o paciente durante o tratamento. É utilizado também um método de Acupunctura Sem Agulhas que consiste na aplicação de Adesivos Especiais que estimulam pontos específicos de Acupunctura e que prolongam no tempo os efeitos do tratamento. É utilizado também um método de Diagnóstico Digital dos Meridianos de Acupunctura através do Pulso, de nome AcuGraph.

 

            A história da acupunctura confunde-se com a história da medicina na China. Seus primórdios remontam à pré-história chinesa. A linguagem escrita milenar permitiu a continuidade do conhecimento. Posteriormente, outros países orientais contribuíram para o desenvolvimento das técnicas de acupunctura. As notícias sobre acupunctura no ocidente chegaram com os primeiros exploradores europeus que visitaram o império Chinês, ainda na idade média.

 

            Ciclo de geração dos cinco elementos: Fogo gera Terra, Terra gera Metal, Metal gera Água, Água gera Madeira, Madeira gera Fogo. A visão tradicional da medicina chinesa está profundamente ligada a teorias baseadas no Taoísmo, sobre a dualidade Yin/Yang, sobre meridianos e outros conceitos bastante "exóticos" para a ciência médica ocidental. Contudo, contribuição da Antropologia, mais especificamente da Antropologia Médica, vem facilitando o entendimento destes conceitos à luz da interpretação lógica das explicações mítico-religiosas compreendidas como sistemas etnomédicos capazes de dar respostas às demandas por cuidados de saúde de uma determinada população.

 

            O Yin e o Yang são aspectos opostos de todo movimento no universo. É um conceito hoje considerado quântico que os médicos chineses antigos conseguiram adaptar para a medicina. No corpo do homem existe um equilíbrio que pode ser alterado por diversos tipos de influências, como alimentar, comportamental e muitas outras.

 

            Existem muitas formas de diagnóstico na medicina tradicional chinesa. Algumas delas são a pulsação, a observação e aspectos da língua, a cor e aspectos da pele. Um médico chinês costuma dizer que não se deve olhar apenas o paciente, mas escutá-lo, tocá-lo, cheirá-lo, provar sua urina e conhecer as suas fezes.

 

            Uma consulta baseada no modelo tradicional chinês pode levar de vários minutos a algumas horas. O terapeuta questiona vários aspectos da vida incluindo a infância, expressão das emoções, a alimentação, hábitos e costumes.

 

            A natureza das explicações tradicionais da medicina chinesa não tornam essa prática essencialmente distinta de outros sistemas etno - médicos, excepto porém por sua notável semelhança com a medicina hipocrática - a quem se atribui a origem da moderna medicina cosmopolita. O estudo de sua história revela seu rompimento com algumas tradições "mágicas" e incorporação do conhecimento empírico proveniente de cuidadosas observações, consolidado no que vem sendo chamado do paradigma do Yin - Yang e dos 5 movimentos descrito nos livros clássicos para os orientais ou documentos etnológicos brutos para a antropologia estrutural. Entre os livros clássicos o mais conhecido é, sem dúvida o "Livro do Imperador Amarelo" cujo exemplar mais antigo foi encontrado em um túmulo da dinastia Han (Fu Weikang).

 

            Dentro do conhecimento actual de fisiologia, a Acupunctura é um método de estimulação neurológica em receptores específicos, com efeitos de modulação da actividade neurológica em três níveis – local, espinhal ou segmentar, e supra-espinhal ou suprasegmentar.

 

            Já em 1921, Goulden, concluiu sobre a participação do Sistema nervoso autónomo na Acupunctura, através dos nervos simpáticos, observando também que os pontos de Acupunctura possuem impedância menor entre si que os pontos próximos ou circunjacentes.

 

Chiang e Cols, em 1973, demonstraram que o efeito da Acupunctura é conduzido através dos nervos, ao constatarem que o estímulo acupunctural não surtia efeito quando aplicado em área bloqueada por anestésico local.

 

            Chan, 1984, concluiu que muitos dos pontos de Acupunctura correspondem a locais de penetração das fibras nervosas na fáscia muscular, 309 pontos estão localizados sobre terminações nervosas e 286 pontos localizados sobre os principais vasos sanguíneos, rodeados pelos Nervi vasorum, a enervação própria dos vasos sanguíneos. Alguns pontos de Acupunctura correspondem aos pontos gatilhos (Trigger points, em inglês), que são pontos localizados na musculatura, sensíveis ao toque e que condicionam o surgimento de sintomas à distância, como dores de cabeça, por exemplo.

 

Em 1985, foi descoberto que a aplicação de agulhas de Acupunctura estimulava fibras nervosas específicas e que as sensações produzidas pelo estímulo por acupunctura correspondem àquelas experimentadas pelo estímulo das fibras nervosas do tipo A delta (A δ), como choque, sensação de peso ou parestesia.

 

            A Acupuntura aplicada em áreas de pele acometidas por Neuralgia pós-herpética não se mostrou eficaz (embora o efeito analgésico possa ser obtido puncionando-se outras áreas). E foi demonstrado que, na Neuralgia pós-herpética, a sensação típica da estimulação de fibras A δ está ausente

 

            O estímulo da agulha de Acupunctura atinge áreas do encéfalo mais elevadas, como o Hipotálamo e a Hipófise, promovendo o equilíbrio do funcionamento destes centros. Como a Hipófise é uma Glândula, ocasionalmente chamada de Glândula Mãe, que coordena a função de diversas outras glândulas do corpo, o efeito da Acupunctura sobre este órgão afecta o funcionamento das Glândulas supra-renais, da Tiróide, dos ovários, dos testículos, e assim tem acção terapêutica sobre a Hipertensão arterial, Dismenorréia, Tensão pré-menstrual, disfunções da Libido, e outras patologias.

 

            Até o presente momento, sabe-se que a Acupunctura afecta a expressão e ou liberação de serotonina, e dos peptídeos opióides beta-endorfina, meta-encefalina, e dinorfina. A colecistocinina, peptídeo envolvido no processo digestivo, é antagonista da acupunctura. Considerando que a colecistocinina é estimulante da secreção ácida do estômago, temos daí a compreensão do efeito benéfico da acupuntura sobre as gastrites, úlceras e na Doença de refluxo gastroesofágico. A Naloxona, inibidor da acção de opióides, muito utilizada em Medicina antagoniza os efeitos da Acupunctura. Em dado momento, postulou-se que a acção da Acupunctura seria fruto apenas da liberação de endorfinas, entretanto, a rápida instalação da analgesia (insensibilidade à dor), e sua duração maior que o tempo de aumento da quantidade de opióides pela Acupunctura liberados, demonstra que outros mecanismos estão envolvidos.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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Dezembro 16 2010

 

            Urinoterapia é uma terapia alternativa ou filosofia de vida que busca a harmonia do corpo, da mente e do espírito através da ingestão de urina. A prática remonta aos primórdios da história dos países orientais tendo se difundido também em culturas dos países do ocidente. A sua prática, asseveram os adeptos, previne e cura diversas doenças, existindo relatos de cura do câncer.

 

            Cientificamente, a urina não é tóxica e se compõe de 90% de água e 10% de nutrientes não absorvidos pelo corpo e hormónios.

 

            A urina é o resultado da filtração do sangue pelos rins.

 

            Todos os seres humanos no princípio da vida, tomámos a nossa própria urina.

            Quando estávamos no seio materno e ao formarem-se os órgãos genitais, o rim funcionou e desde esse momento começamos a tomar a nossa própria urina.

            O bebé urina aproximadamente ½ litro diariamente, sobre tudo nos últimos meses e vai crescendo tomando o seu próprio líquido amniótico com urina. Isso dele tomar a própria urina tem sido verificado cientificamente através do ultra-som pélvico. A urina é muito parecida ao líquido amniótico em seu conteúdo.

 

            Muitos relatos levam a crer que a primeira urina excretada após uma noite de sono é a ideal para a ingestão, visto que é carregada de hormónios benéficos para o organismo e para o cérebro, são benéficos para o equilíbrio do cérebro e da memória.

 

            Relatos de ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial apontam para o poder cicatrizante da urina, isto se dá porque há grande concentração de cortisona, o que a torna antisséptica, bactericida e cicatrizante, sendo excelente também para tratamento de queimaduras.

 

            Os japoneses e indianos já conhecem a prática da urinoterapia há milénios, sendo que os primeiros a utilizam inclusive como cosmético, rejuvenescendo a pele com a aplicação de urina.

 

            A maior eficácia da terapia depende também da alimentação, que requer ingestão de verduras, legumes e frutas, todos crus, e a ingestão de muita água.

 

            Existem várias obras na literatura especializada que exemplificam as diversas formas de utilização.

 

            Existem depoimentos de náufragos que excederam os limites de sobrevivência marítima bebendo a própria urina e no deserto é comum os viajantes usarem a mesma para saciar a sede.

 

            Dr. William Hitt, Clinica Hitt, Mexico

Janeiro de 1995

 

            "A experiência tem demonstrado que injecções intra-musculares com urina constituem os melhores métodos para o tratamento de inúmeras doenças imunológicas, inclusive psoríase, carcinoma basal, asma e muitas outras desordens.”

            Relatório da Reuter

14 de Agosto de 1990

 

            “Quatro membros de tropas de elite do Sri Lanka que viram-se à deriva num barco a mais de 1.000 milhas de distância da Tailândia, após terem sido surpreendidos numa emboscada e considerados mortos, foram recebidos com muita emoção quando retornaram a seus lares.” “Eles conseguiram sobreviver no barco, caçando tartarugas e bebendo urina”, informou um oficial militar. “

            Agência de Notícias Kyodo, Tóquio

30 de Julho de 1990

 

            "Um cozinheiro foi retirado dos escombros do Hotel Hyatt, na manhã dessa segunda-feira, após 14 dias, após a devastação do Norte das Filipinas, por um forte terremoto, informaram funcionários do Governo. Seco, com apenas alguns arranhões no corpo, ele disse aos repórteres que sobreviveu bebendo a sua própria urina.”

 

            Em 1975, um dos fundadores dos Laboratórios Miles, o Dr. A.H. Free, publicou o seu livro Urinálise na Prática de Clínica Laboratorial, onde relata que a urina, não somente é um composto corpóreo estéril (mais puro que água destilada), mas que “reconhece-se hoje que a urina contém milhares de componentes, e que com o desenvolvimento de equipamento de análise mais sensível, é quase certo que novos componentes da urina serão identificados.”

 

            Dentre os constituintes mencionados no tratado revelador do Dr. Free há uma lista de nutrientes que o(a) deixarão estupefacto(a). Como diz o Dr. Free, os ingredientes listados abaixo constituem apenas alguns dos compostos vitais encontrados na urina:

 

Ácido Ascórbico ..... 30 mg/dia

Ácido Fólico ..... 4 mg/dia

Ácido Glutâmico ..... 308 mg/dia

Ácido Pantotênico ..... 3 mg/dia

Alanina, total ..... 38 mg/dia

Alantina ..... 12 mg/dia

Amino-ácidos, total ..... 2.1 g/dia

Arginina, total ..... 32 mg/dia

Bicarbonato..... 140 mg/dia

Biotina ..... 35 mg/dia

Cálcio ..... 23 mg/dia

Creatinina ..... 1.4 mg/dia

Cistina ..... 120 mg/dia

Dopamina ..... 0.40 mg/dia

Epinefrina ..... 0.01 mg/dia

Fenilalanina ..... 21 mg/dia

Ferro ..... 0.5 mg/dia

Fósforo, orgânico ..... 9 mg/dia

Glicose ..... 100 mg/dia

Glicina ..... 455 mg/dia

Inositol ..... 14 mg/dia

Iodo ..... 0.25 mg/dia

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 18:09
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