Método Kiber

Março 01 2011

  

 

              Há muitos anos, apareceu-me uma senhora que sofria de uma depressão crónica, lamentava-se de tudo e de todos, como se fosse a pessoa mais infeliz do mundo.

            Apareceu com o marido e a filha. O marido era um comerciante abastado que tudo fazia para lhe agradar, ela deixou de o ajudar na loja, desculpando-se que os clientes a incomodavam. Em casa tinha uma mulher-a-dias, que até lhe fazia as refeições e punha-lhe a mesa. Como se não basta-se, o marido pagava a uma ama para sua companhia (por sugestão do médico), para a levar à rua a distrair-se.

            A filha preocupava-se por ver a mãe naquele estado, e ia adiando o seu casamento, tinha medo que algo de grave lhe viesse a acontecer.

            Quando lhe disse que não tinha motivos para estar nesse estado depressivo, afinal ela própria tinha confessado, que tinha um excelente marido e uma boa filha, que se preocupava com ela a todo o momento. Afinal, havia pessoas que na verdade poderiam ter motivos para andarem tristes, por terem uma vida horrível, com dívidas para pagarem, sujeitas a maus tratos, tendo problemas com filhos, com tribunais… então, ela me interrompeu:

            - Professor, mas com o mal dos outros estou bem! Eu estou doente, não sou feliz, eu tenho é que me preocupar comigo. Eu não quero saber o que se passa com os outros. Eles que se desenrasquem. Só tenho é que pensar em mim!

            Chegou também a confessar-me:

            - Quando saiu à rua e vejo essas pessoas a rirem-se e todas felizes, fico revoltada, porque será que não entra tristeza na vida delas, só serei eu a sofrer?

            Fez-me lembrar uma expressão de Albino Forjaz de Sampaio, que o grande desejo de certos egoístas inválidos, seria que todo o mundo andasse com uma cadeira de rodas. 

            Há muitas pessoas que sofrem depressão por egoísmo, desconhecem a terapia da solidariedade.

            Milhares de pessoas praticam o voluntariado, deixam o seu conforto da casa, visitam os necessitados, ajudam os sem abrigo, sem receberem nada de material em troca. Ficam satisfeitos em troca de um obrigado ou de um simples sorriso. Porque o fazem? Porque se sentem bem em ajudar o próximo, dando sem receber nada em troca, ajudando quem precisa e tendo compaixão por quem necessita mais do que eles, isso é excelente, vence o egoísmo e satisfaz a alma.

            Já viu essas pessoas sofrerem de depressão? Naturalmente que não têm tempo para pensarem nisso.  

      

            As pessoas egoístas são aquelas que têm mais problemas e que são mais infelizes. Como crianças egocêntricas, querem se sentir o centro de todas as atenções, quando alguém as ignora fazem birra para se salientarem e serem mimadas, assim acontece a essas pessoas egoístas. Claro, que nem todas as pessoas depressivas são egoístas, há vários motivos para se chegar à depressão.

            Mas muitas vezes a depressão é uma forma de lamúria, em que o paciente se lamenta que só ele é que sofre, esquecendo-se que há quem esteja pior, como aquele se lastimava que não tinha sapatos, depois vê alguém que não tinha pés.

            Usar a lógica que há quem sofra mais que nós, dá ânimo à nossa postura, afinal não somos o centro do mundo e ajudando os outros é um caminho para atingirmos a felicidade e obtermos a mente tranquila.

            Estamos todos no mesmo barco, a diferença é que alguns remam, e preocupam-se em ajudar os outros, enquanto outros, não remam, esperam que o barco siga sozinho sem itinerário, nem rumo, não importando mesmo que ande à deriva. É natural que surja a depressão, para a vencer é necessário remar.

 

 Publicado em Março de 2011, na Revista Boa Estrela pelo

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:32

Outubro 30 2010

 

              O ser humano é o único animal que pretende dormir sem estar com sono, preocupa-se se não dorme e levanta-se quando está sonolento.

                Quantas horas de sono são necessárias para o nosso repouso físico e equilíbrio mental? A resposta é muito subjectiva depende de pessoa para pessoa. Em geral os adultos necessitam de sete a oito horas de sono diário. As crianças necessitam de um período de nove a onze horas de sono, não dormindo o suficiente, ficam irritadiças e são prejudicadas na aprendizagem e na concentração.

            Certas pessoas precisam de dormir mais do que outras, Toscani necessitava apenas de cinco horas de sono, mas Calvin Coolidge necessitava do dobro. É importante que cada pessoa descubra a sua quantidade de sono adequada. Não fique alarmado por descobrir que necessita tão poucas horas de sono. Margaret Thatcher, a ex-primeira ministra britânica, o Marcelo Rebelo de Sousa e o Belmiro de Azevedo, garantem que necessitam apenas de quatro horas de sono diário.

            O cientista genial, Albert Einstein, necessitava de dez horas de sono, se ele tentasse dormir menos talvez a sua teoria da relatividade ficasse comprometida.

 

            Consultou-me um indivíduo que pretendia usar o poder mental para dormir menos, porque segundo ele “dormir era uma perda de tempo”, ele pretendia com essa prática, dormir cada vez menos, para cumprir mais tarefas quotidianas.   

            Napoleão gabava-se de só dormir quatro horas, ele próprio uma vez disse: “Seis horas de sono para os homens, sete horas para as mulheres e oito horas para os tolos”. Também ele achava que dormir era uma perda de tempo.

            Outra pessoa procurou-me porque queria dormir mais, queixava-se de insónias, durante a noite não tinha sono, só dormia um pouco de manhã, e acordava bastante tarde, confessou-me que dormia apenas um pouquinho durante a tarde. Disse-me que dantes dormia muito, era viúva e vivia sozinha, não tinha nada que fazer e gostava de dormir, como dantes o fazia.            

 

            O grande problema da insónia é a preocupação de não dormir, por isso, pense em não preocupar-se se dorme ou não, é indispensável permanecer tranquilo, e em repouso.

            Muitas pessoas, além disso, se queixam de insónia, mas na verdade não a têm. Lamentam-se, por não dormir durante oito ou nove horas, quando sete horas de sono ou talvez menos lhes seriam suficientes.

            Levante-se cedo, não fique na cama até tarde, porque passará a dormir toda a manhã e não terá sono à noite, então dirá que sofre de insónias.

            É frequente quando nos deitamos tarde e temos a preocupação de nos levantar cedo, só de pensar das poucas horas que vamos dormir, e da hora certa que temos que acordar (apesar de ser tão tarde), o sono não vem. Ora o sono não surge devido à ansiedade, porque já é tarde e temos que nos levantar cedo, essa preocupação tira-nos a tranquilidade, por isso, apesar de ser já muito tarde não temos sono, só surge o sono quando estamos tranquilos e não usamos o esforço para dormir. É o caso de muitas pessoas que adormentam no sofá, mas ficam logo despertadas quando se metem na cama. É uma lei mental: o esforço traz sempre o contrário desejado.  

 

            Dicas para vencer as insónias:

            Faça um horário certo para acordar de manhã.

            Evite as sestas a meio da tarde.

            Não ingere bebidas alcoólicas ou com cafeína à noite.

            Evitar refeições pesadas à noite, procure uma refeição ligeira.

            Evitar discussões com familiares e amigos.

            Ver televisão na cama, sobretudo programas violentos pode per­turbar a tranquilidade necessária para adormecer normalmente. O mesmo se aplica à leitura.

            A cama, o colchão, a almofada e a roupa da nossa cama têm uma importân­cia enorme para uma boa noite de sono. Se o colchão da sua cama é descon­fortável, substitua-o.

            Procurar ir para a cama apenas quando se tem sono; se demorar mais de vinte minutos a adormecer é preferível levantar-se da cama do que esforçar-se por dormir à força, procure realizar qualquer tarefa relaxante até sentir sono e voltar para a cama. Mesmo que adormeça tarde, procure levantar-se à mesma hora no dia seguinte para não alterar os seus hábitos de sono.

            A língua é um músculo que labuta por vezes com o nosso pensamento, se tenta dormir e usa diálogos interiores é natural que a língua se encontre tensa e o sono não vem, aprenda a descontrair a língua.

            Faça os seguintes exercícios: Pressione a língua até ao céu-da-boca, agora solte-a, e ao mesmo tempo descontrai-a toda a sua boca, incluindo o maxilar e os lábios.

            Quando estiver na cama, procure não pensar em nada, descontrai todos os seus músculos e imagine que está a flutuar.

            Pense numa noite em que estava com sono, visualize toda essa cena, abra a boca como se estivesse sonolento, procure bocejar até aparecer o “João Pestana”.

 

Publicado em Novembro de 2010, na Revista Boa Estrela pelo

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 18:52

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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