Método Kiber

Janeiro 28 2014

 

            As palavras que atribuirmos à nossa experiência, torna-se enfaticamente a nossa experiência, essa é a essência do Vocabulário Transformacional. Devemos conscientemente escolher as palavras que usamos para descrever os nossos estados emocionais, porém, se não estarmos atentos, poderemos sofrer a penalidade de criar uma dor maior do que é justificado ou atribuído. 
            Há uma palavra que é uma autêntica espada de dois gumes, que tanto serve para ajudar como para embaraçar, poderá ser usada para um corte frontal e eficaz, como servirá para um golpe matreiro. Kopmeyer, vê nela como uma palavra mágica. Louise Hay, aconselha prudência na utilização dessa palavra. Parece ser uma palavra inofensiva, pequenina e trivial na nossa linguagem, mas não deixa de ser tão importante, por vezes passa no nosso vocabulário despercebido, mas ela consegue mudar a nossa emoção tanto para o mal como para o bem. Aí encontra-se o seu poder que limita ou abre novos horizontes. Essa palavra chama-se: “MAS”
            Na nossa gramática a palavra mas é uma conjunção coordenativa adversativa que estabelece uma oposição ou restrição.
            Se há palavras que poderão ser armadilhas, essa é uma delas. Você poderá não avançar nos seus projectos e desejos se a põe à frente dos bois.
            “Eu tenho um projecto que vai dar certo, mas... não tenho dinheiro, não sei como realizá-lo”; “Vou conseguir todos os meus desejos, mas... eu vivo neste meio pequeno, é difícil conseguir”; “Eu concordo contigo, mas... tu não tens razão alguma”. Vejamos o discurso de um político: “Se votarem na minha candidatura, cumprirei todas as minhas promessas, mas... virão tempos muito difíceis”. O “mas” pronunciado aí anula todo o seu discurso, todo o sentido é alterado.
            Não admira que tudo aquilo que tinha planeado tenha sido rejeitado. Os seus esforços foram de certos inúteis, todos os seus planos foram por água abaixo, dessa maneira foi fácil desistir de muitos projectos, todavia, usando a conjunção “mas” à frente das suas aspirações, negou ou contraditou-se quanto aos seus desígnios. Porque o “mas” ao ser projectado nos seus desígnios metamorfoseou o positivo em negativo.
            Suponhamos que esteja melancólico, as coisas tenham-lhe corrido mal e no seu desânimo tenha dito: “ Parece que todo o mundo me caiu em cima, todas as portas se fecharam, mas... ainda estou vivo, ainda há estrelas no céu”; “Perdi uma batalha, mas... ainda não perdi a guerra”. Aí o “mas” é uma palavra que faz maravilhas.
             Quando o infortúnio lhe bater à porta, e desesperadamente lamentar-se. Lembre-se sempre de acrescentar a conjunção mágica: “Perdi o meu emprego, mas... vou arranjar outro melhor”; “Perdi a minha casa, mas... vou lutar por outra”; “O meu namorado deixou-me, mas... tenho muito amor para dar”. Lembre-se de usar sempre esta pequenina palavra, quando entrar no desespero, porque ela acrescentada, faz a transição do negativo para o positivo, da catástrofe para a esperança. Quando pronuncia aí o “mas”, há um entrave nas palavras desesperadas, como se tivesse anulado todo o negativo que tivesse dito. 
            Substitua as palavras no condicional pelo presente. Em vez de dizer: “Eu deveria de mudar de alimentação”; diga: “Eu estou a mudar de alimentação”. Em vez de dizer: “Eu gostaria de ser mais activa”; diga: “Eu gosto de ser mais activa”. A acção dita no presente fica mais concreta e mais forte.
            Evite a palavra tentar, porque implica esforço. Em vez de dizer: “Vou tentar mudar a minha vida”; deverá dizer: “Estou a mudar a minha vida”. 
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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publicado por professorkibersitherc às 08:58

Novembro 14 2010

 

            Uma fobia consiste basicamente num medo intenso, incontrolável e por vezes insuportável à pessoa que o experimenta, sendo desproporcional em relação aos elementos que o causam. Desta forma, há indivíduos com fobias de altura, escuridão, lugares fechados, lugares abertos, aviões, água, elevadores, etc.

 

            Uma reação fóbica ocorre de forma instantânea, automática, diante de um estímulo externo (o elemento causador da fobia). O indivíduo poderá experimentar taquicardia (coração batendo acelerado), falta de ar, transpiração excessiva (”suar frio”), dentre outros sintomas.

 

            O medo em geral não pode ser explicado pelo indivíduo, que conscientemente não entende por que o sente e talvez até o considere ilógico. Isto porque o medo está associado a experiências traumáticas passadas (ou, às vezes, a experiências traumáticas projetadas no futuro) que estão fora da consciência do indivíduo.

 

            Para compreender o aspecto aparentemente ilógico de uma fobia, imaginemos um homem forte, corajoso, um campeão de boxe por exemplo, que, todavia, se vê totalmente aniquilado quando entra num elevador. A um mero espectador, a cena seria incompreensível: como um homem tão forte pode ter medo de algo tão inofensivo?

            Contudo, trata-se de uma reação intensa aprendida no passado, talvez na infância, quando o homem associou o medo ao elevador, ou por ter passado por uma experiência traumática envolvendo elevadores, ou mesmo por tê-la apenas imaginado.

 

            Note-se que as fobias muitas vezes se formam na infância porque este é um período em que há poucos recursos, poucas vivências em relação à experiência traumática. A fobia também pode ter início em outros momentos da vida, nos quais o indivíduo está temporariamente sem recursos, fragilizado, experimentando uma emoção muito forte (como por exemplo um assalto, a perda de alguém muito próximo).

 

            Da mesma forma que um determinado aroma ou uma música nos lembram uma pessoa, ou um momento de nossas vidas, uma fobia também é uma associação entre uma sensação e um estímulo.

            Na formação da fobia participam os processos de omissão, distorção e generalização.

 

            Omissão porque partes da experiência original (ou a experiência toda) são eliminadas da consciência.

 

            Distorção porque em geral a representação da experiência não corresponde ao que ocorreu na realidade. Por exemplo, um indivíduo com fobia de ratos pode ter um dia imaginado que muitos ratos o estavam devorando, quando na verdade um único rato apenas havia passado perto dele. Pode ainda formar imagens (geralmente inconscientes) imensas, aterrorizantes, muito coloridas e próximas de um ou mais ratos, e reviver a experiência traumática como se estivesse passando por ela novamente.

            A generalização acontece em virtude de que o indivíduo vai apresentar a reação fóbica sempre que estiver diante do objeto causador da fobia, em todas as situações e ambientes.

 

            As reações fóbicas em geral acontecem quando as pessoas formam imagens da situação que causou a fobia como se estivessem nelas, associadamente (ainda que não se dêem conta disso). Quando uma pessoa se recorda de um facto estando associada nele, os seus sentimentos estão contidos no próprio fato. Porém quando as pessoas vêem a si mesmas passando pela experiência, dissociadamente, como se assistissem a um filme, têm sentimentos sobre o que vêem. Neste caso, há uma certa distância entre o indivíduo e o facto.

 

            A associação e a dissociação, conforme a descrição acima, são técnicas bastante úteis utilizadas pela PNL. Convidamos o leitor a experimentá-las com suas próprias lembranças. Imagine, por exemplo, a experiência de estar andando numa montanha-russa – se já esteve numa antes – ou outra experiência pela qual já tenha passado. Passe um filme da situação de forma que possa se ver passando pela experiência.

 

            Agora, “entre” dentro do filme, associe-se, passe pela experiência como se ela estivesse acontecendo agora, e experimente a diferença. Você poderá usar estas técnicas em inúmeras situações de sua vida. A dissociação, quando se lembrar de factos desagradáveis, evitando assim passar pela situação novamente e sentir-se mal em conseqüência disto. A associação para recuperar sensações agradáveis.

 

            Na cura da fobia, a PNL utiliza basicamente a dissociação no processo de desfazer a associação entre o estímulo e a sensação (a resposta fóbica). Isto em geral é feito de forma simples, segura e rápida, lembrando que uma das formas através das quais aprendemos é a rapidez (a outra é a repetição).

 

            Ressaltamos que a PNL não se ocupa do conteúdo da fobia, mas da sua forma, do seu processo. Por este motivo, não se perde em intermináveis interpretações e explicações sobre o porquê de um indivíduo ser fóbico.

 

            Todavia, o indivíduo é considerado como um todo, ou seja, são verificadas outras questões que podem estar influenciando a fobia. Como exemplo, citamos os ganhos secundários, que ocorrem quando o indivíduo obtém vantagens a partir de seu problema, como atenção e afecto. Enquanto não for resolvida esta questão, ele não será curado da fobia.

 

PROF. KIBER SITHERC  

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 11:22

Janeiro 22 2010

 

            Segundo a Bíblia, Deus criou o mundo pela palavra, como dizem as Escrituras Sagradas, falou e logo tudo se fez. Os Antigos davam muita importância a determinadas palavras que as consideravam mágicas, pois acreditavam que elas tinham poderes quando as pronunciavam. Muito antes dos escritos judaicos serem escritos, já os antigos egípcios possuíam um grande número de formulações, que intimidavam para obterem protecção e favores dos deuses.
            Ora, como sabemos, os cinco sentidos convergem uma série de sensações para o cérebro. Todos recebemos os seguintes estímulos: visuais, auditivos, cinestésicos, olfactivos e gustativos, e todos são interpretados pelos órgãos sensoriais em sensações internas. Depois, são rotulados em várias classificações. O ser humano criou rótulos, para se expressar pela “palavra”.
São as palavras que usamos em forma de rótulos que exercem um efeito extraordinário e profundo sobre a nossa experiência e realidade. As palavras que atribuímos à nossa experiência tornam-se nossa experiência. As palavras são rótulos que usamos para descrever sensações. Por isso, devemos ser muito cautelosos na atribuição dos rótulos que aplicamos a uma coisa, porque, criamos uma emoção correspondente.           
            Na precipitação de tomar decisões rápidas, muitas vezes não usamos todas as palavras disponíveis para encontrar a descrição mais exacta e apropriada, muitas vezes, usamos as palavras como “atalhos”, mas com frequência esses atalhos também provocam um atalho emocional. Dessa maneira, a escolha desse vocabulário descabido enfraquece a nossa experiência de vida.
            Você pode reduzir a sua intensidade emocional em áreas que talvez nunca tenha imaginado. Por exemplo. Em vez de dizer: “Estou a morrer de fome”, ou “Estou com uma fome de lobo”; deverá dizer: “Estou com apetite”. Rapidamente poderá baixar a intensidade da sua fome insaciável.
            Para melhor compreensão do poder da palavra, apresentarei um caso de uma paciente que me consultou há muitos anos. Ela encontrava-se num estado emocional muito debilitado, pois tinha recentemente traído o seu marido. Confessou-me: “Sinto-me suja. Cometi adultério. Eu dei uma facada no meu matrimónio”. Disse-lhe que essas palavras eram de uma intensidade muito negativa e ao serem proferidas mais a culpavam, porém, ela tinha as suas razões para ter cometido essa acção, deveria substituir essas palavras por “um relacionamento extraconjugal”. No mesmo instante começou a meditar nessas palavras e depois concluiu: “Isto resulta, estou a ficar muito mais aliviada”. E gracejando acrescentou: “Acho que era capaz meter-me noutra”.
            A aplicação de um novo rótulo às suas palavras será suficiente para romper um padrão negativo e mudar de facto a sua experiência. A nova palavra ao ser pronunciada terá um impacto de baixar a sua intensidade emocional. Lembre-se, somos moldados por nossa linguagem. Todos podemos ter as mesmas sensações, mas a maneira pela qual rotulamos, atribuímos aí a nossa experiência. Quatro pessoas poderão ter a mesma experiência desagradável, mas uma sente ódio, outra sente irritação, a terceira sente aborrecimento e a última sente apenas indiferença.
            Se as palavras que usa habitualmente, cria em si estados que o enfraquecem, livre-se delas, e substitua por outras que o fortalecem. Alguns exemplos. Substitua as palavras, irritado para estimulado, zangado para desapontado, esquecimento para distracção, confuso para curioso. Para romper o seu padrão mental negativo, procure novas palavras e assim abaixará a sua intensidade emocional.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:08

Janeiro 21 2010

 

           Há cerca de um milhão e meio de anos, surgiu em África o Homo erectus, que se caracterizou pela sua coluna vertebral erecta. Factor que foi decisivo na sua evolução, a sua estrutura erecta, permitiu um desenvolvimento impar, que se distanciou de todos os outros animais.

            Devido à nossa posição elevada, somos os únicos que podemos contemplar e abraçar até ao infinito as estrelas. Sonhar com o horizonte do espaço, sendo essa a nossa última fronteira. Apesar de termos feito tantos progressos, ainda há muitos humanos que parece que ainda não desceram das árvores, que se comportam como os primatas!

            A característica de uma pessoa deprimida, fracassada, frustrada e abatida é representada por costas curvadas, os ombros inclinados, caindo para a frente, figura desajeitada e triste. Andar lento e pesado. Olhar vago, por vezes fixando o chão e respiração fraca. 

            Lembre-se, há uma lei universal no esoterismo e na psicologia, que tudo o que é ascendente é positivo; e o que é descendente é negativo. Ciências como a grafologia, quirologia, e onirologia (interpretação dos sonhos) baseiam-se nesse facto.

            Os pesquisadores da linguagem do corpo, sabem que as nossas representações internas (pensamentos criados pelo cérebro), se exteriorizam e reflectem-se na nossa postura corporal. Se você estiver num estado e comportamento negativo e frustrante, seu cérebro automaticamente influencia sua fisiologia: postura, respiração, energia, tensão muscular e relaxamento. Se olhar para o espelho num estado negativo, realmente vê um rosto triste e abatido, devido aos pensamentos depressivos que se originaram no cérebro. Estar triste ou alegre foi uma representação interior que criou a sua mente, e tudo isso influenciou a sua expressão corporal.

            Se você modificar a sua fisiologia, automaticamente influencia os seus pensamentos e comportamentos. A representação interna e a fisiologia trabalham juntas numa conexão cibernética. O que atinge uma automaticamente atinge a outra. Por isso, se houver mudanças de estado de espírito, envolvem mudanças de representação interna e fisiologia.    

            Se estiver triste, e abatido não se ponha numa posição de cabeça inclinada, chorando e enrolando-se numa posição fetal. Ponha-se de pé, não inclinado, nem dobrado, bem direito, mas não rígido, nem tenso, mas descontraído e elevado. Respire profundamente, levante a cabeça, olhe para cima. Ficará surpreendido ao verificar que o seu estado melhorará rapidamente, porque transmitiu ao cérebro a sua autoconfiança e elevação positiva.

            A maneira como ficamos de pé ou sentados enroscados, tem muito que ver com a maneira como estamos nos sentindo. Ao se aprumar, começará também a pensar direito. Movimento o seu corpo, caminhe levemente, concentrando-se como se tentasse atingir algo mais alto com a ponta da cabeça. Dê largas passadas, com harmonia e elegância. Não cruze os braços, o que tornará uma pessoa defensiva, relaxe-os ao caminhar como pêndulos.

Reparará como se sentirá leve, deixará de tropeçar, porque toda a sua estrutura estará elevada, a coluna vertebral ficará erecta, todos os canais vitais, ficarão mais funcionais, incluindo a medula espinhal, que por meio dela o cérebro, controlará o seu corpo de uma forma positiva. Dessa maneira, seu cérebro recebe uma nova mensagem sobre como se sentir positivamente. Suas sensações e emoções, mudam quase no mesmo instante para se sentir cheio de vitalidade, autoconfiança e tranquilidade.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:59

Janeiro 21 2010

            Sempre associei à queima de eucaliptos um cheiro agradável, uma lembrança feliz da minha meninice. A minha mãe mais a minha avó, buscavam essa lenha para aquecer o forno, durante essa azáfama, nós crianças procurávamos tirar às escondidas alguma massa do alguidar de barro para fazermos pequeninos pãezinhos. Ao falar dessa associação agradável, alguém me contou da triste associação que ela fazia. Esse cheiro para ela não era só desagradável, como era terrível, porque o associava a um incêndio que destruiu a sua casa.
            Ora, a vida está cheia de associações: bacalhau assado com alho, arroz doce com canela, leite com chocolate; praia e óculos de sol, campo e flores, piquenique e formigas, desporto e fato de treino, etc. Só por curiosidade, cito um pormenor, durante um jantar uns senhores ficaram indignados, por um jovem pedir uma coca-cola para beber com o bacalhau em vez do tradicional vinho tinto.
            Porque é que os caçadores defendem e praticam a caça, e outros a criticam e a abominam? Porque os primeiros a associam essa prática ao desporto, convívio, divertimento, alimento, prazer, etc. Enquanto os segundos associam essa prática à barbaridade, selvajaria, etc.    
            Há dois tipos de associações, as colectivas e as individuais. Um exemplo de associação colectiva: os antigos gregos associam a serpente à medicina, se alguém sonha-se com uma serpente seria um presságio de cura, por sua vez os judeus associavam a serpente ao diabo, que significava, intriga e traição. A associação individual resulta das nossas experiências, desde da infância ao longo da vida.
Porém, tanto fazemos associações negativas como positivas. Por isso, criamos associações falsas em nossos sistemas nervosos quanto ao que criará dor ou prazer, felicidade ou mal-estar em nossas vidas. Os nossos destinos foram moldados de forma significativa através de poderosas associações, por vezes, desconhecemos com precisão quando ocorreram essa programação que nos condicionou.
            No número anterior, vimos que através da dor e do prazer, nós podemos criar associações para nos libertar e mudar a nossa vida. Estas associações são criadas pelo nosso cérebro, por isso são chamadas de neuroassociações. É possível ao examinar a sua vida recordar experiências que formaram essas neuroassociações que o levaram a aquilo que é hoje. 
            Porque muitos adolescentes começam a fumar? Porque associam o consumo do tabaco a desenvolvimento pessoal. Todos os métodos para deixar esse vício se tornam infrutíferos, enquanto não criar no seu cérebro associações contrárias às que criou anteriormente. Se começar a associar ao tabaco: doença, imundície, mau cheiro, droga, vício, fraqueza, etc. os resultados poderão ser positivos.
            Se o trabalho para si é frustrante foi porque criou várias associações que o desmotivaram. O trabalho poderá ser interessante se criarmos associações positivas, tais como: distracção, dinheiro, exercício, saúde, vitalidade, etc.    
            Para obtermos a mudança o resultado poderá ser excelente quando agrupamos muitas associações agradáveis. Vejamos o exemplo para um jovem se motivar no estudo, ao associar todas as associações possíveis ou imagináveis: sucesso, poder, independência, fortuna, etc.
Com o conhecimento e prática das neuroassociações podemos mudar definitivamente, deixar facilmente os vícios e não voltar a ter recaídas. Ao associarmos os nossos desejos, consolidaremos facilmente os nossos objectivos.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:27

Janeiro 20 2010

  

            Todos nós usamos metáforas, por vezes inconscientemente devido à força do hábito. As metáforas são símbolos, por isso, são mais intensas do que as palavras. Ora vejamos: “Estou na fossa”, em vez “Estou com problemas”; “Não vejo saída”, em vez “Não vejo solução”.
            Também as expressões positivas são mais intensificadas: “A vida é bela”, comparando com a expressão: “A vida é um mar de rosas”, ou “A vida é agradável” com “A vida é uma taça de cerejas”.
Cristo, foi o grande mestre das metáforas, por isso, os seus ensinamentos atraíam as multidões. Expressões como “semeador” comparando com missionário, ou “pescador de homens”, foram tão intensificadas, que mesmo ao fim de dois mil anos não perderam a sua actualidade. É essa a grande força da metáfora, que mesmo usando expressões desusadas, como “não por a carroça à frente dos bois” fazem parte sempre da nossa contemporaneidade.
            Um dos meios mais poderosos das metáforas é das comparações, pois elas permitem fazer um número ilimitado de associações mentais. Quando não enxergamos algo, usando uma parábola, ou uma ilustração em forma de metáfora, dessa maneira é mais fácil a compreensão.
            As mensagens metafóricas que usamos e que foram impregnadas no cérebro determinam os nossos pensamentos, os nossos actos e também o nosso destino. Lembre-se que quando as usa elas exercem um grande poder sobre a sua vida. Na verdade, a maioria das pessoas nunca seleccionou conscientemente as metáforas que poderão ser positivas e fortalecedoras.
            As metáforas que usa habitualmente foram recolhidas em seu redor, através de familiares, professores, amigos, colegas de trabalho e possivelmente foi incutido através dos livros que influenciou culturalmente.
            As metáforas positivas fortalecem-nos, pela sua ampliação e enriquecimento da experiência da vida. As metáforas negativas, não deixam de ser expressivas, mas enfraquecem-nos e intensificam a dor.
            A nossa mudança também passa pelas metáforas que usamos habitualmente. Todas elas fazem parte das regras, ideias e convicções que adoptámos, por isso, ao quebrá-las, mudando de metáforas, interrompemos esse velho paradigma.
            Se pensa e acredita que a sua vida é uma batalha sem fim, que o mundo está cheio de feras que o querem devorar, que não poderá dar tréguas aos seus inimigos. Pense numa metáfora mais fortalecedora que o possa sentir-se feliz. Verá que o fará progredir mais na vida e evitará muitos dissabores.
            Conheci um vendedor, que ao competir com outros concorrentes dizia que se encontrava numa guerra, não demorou muito a sentir-se deprimido. Mudou de táctica, alterou a sua metáfora para um jogo diplomático com os seus adversários, então a sorte sorriu-lhe, vendeu mais, e eles começaram a respeitá-lo e admirá-lo.
            Se você não progride, é porque usa metáforas agressivas que o bloqueiam nas suas metas. É muito vulgar certas pessoas se queixarem: “Eu sou um “trouxa”, “Eu estou na mó debaixo” e “Sou uma escrava”. Use metáforas positivas para descrever os seus sentimentos que os intensifique ao máximo.
            A maneira como se sente intensifica tudo. Você é um “trouxa” ou é uma “estrela”? É o “Sol” ou é uma “vela apagada”? Está na “sombra” ou está na “ribalta”? Pense e medite: qual será uma metáfora melhor?
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 03:35

Janeiro 12 2010

 

            Vimos no número anterior a técnica mais simples para desligar o pensamento; desvalorizá-lo e não lhe dar importância alguma, porque ele na verdade não é real. Tudo aquilo que nós aprovamos e acreditamos processa-se no nosso cérebro como uma realidade.
            Quando o pensamento negativo está enraizado na mente, por vezes torna-se difícil erradicá-lo, como uma erva daninha, terá que ser arrancado, antes que se alastre e provoque a infelicidade e a doença. É possível erradicá-lo de uma só vez para que não nos volte a importunar. Os mesmos pensamentos poderão ser controlados para que não andem a acatar-nos; espreitando-nos para nos deprimir e impedir-nos de sermos felizes.
            Vejamos os vários métodos para deter o pensamento:
 
            O método da desvalorização do pensamento: consiste em desvalorizar o pensamento que nos inquieta, que em cima me referi e que foi desenvolvido no mês anterior.
 
            O método “Stop”: consiste em quebrar os pensamentos incomodativos de uma maneira rápida, quando eles nos aparecem. Quando surgirem pensamentos negativos, visualize na sua mente um sinal de “Stop”. Imagine uma voz forte e enérgica que lhe diga: “Já basta” Pense em bloqueá-lo, e mude o pensamento para um positivo. Um pensamento enraizado demorará mais tempo a quebrá-lo. Faça esse exercício persistentemente, com a prática o seu cérebro fará isso de uma maneira automática.
 
            O método de troca: consiste em fazer parar mentalmente a “imagem”, que o incomoda. Depois dar-lhe relevo: brilho, destaque e trocá-la por outra positiva. Exemplo: suponhamos que está triste por algo que lhe aconteceu; congele essa imagem, ponha-a imóvel, dê-lhe brilho, aumente-a em tamanho, depois troque-a por uma positiva, não esquecendo de lhe dar relevo, brilho e destaque à imagem posterior. Depois desligue, e pense noutros assuntos positivos, pois convém, para não entrar na obcecação mental. 
 
            O método da manipulação: é o mais criativo de todos eles, porque consiste em manipular o pensamento através dos nossos sentidos.
            Se você não gostar de um canal de televisão poderá mudar de programa, escolher o que lhe convém, baixar o som e inclusive desligar. O mesmo se passará com os seus pensamentos negativos; é tão simples como desligar o interruptor da luz.
            Com a mente poderá fazer o mesmo: é possível desligar-se de todos os pensamentos irritantes através da manipulação dos sentidos.
            Visualize uma cena que o tenha incomodado. Use a audição e experimente baixar o som como faz ao televisor, agora tire o som totalmente do diálogo interior persistente, visualize que no diálogo apenas os lábios se mexem. Veja a diferença de estar sem som. As tais palavras enfadonhas que quase lhe furavam os tímpanos desapareceram. Agora experimente fazer o mesmo à imagem inquietante que o perturba. Escureça-a cada vez mais, reduza-a a uma pequenez insignificante, até que desapareça.
            Se na sua mente, permanece a lembrança da desagradável voz de alguém, poderá modificá-la pela manipulação auditiva. A voz irritante poderá tornar-se a fala de um cómico palhaço, ou de um desenho animado. Com a técnica da manipulação, poderá visualizar a tal pessoa enfadonha, como um insignificante pigmeu, a uma pequenez exagerada.
            Lembre-se, quando se irrita ou se aborrece, amplia na sua mente essa imagem; quando desvaloriza essa emoção, a sua mente a reduz e a circunscreve.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 14:19

Janeiro 09 2010

 
            A nossa sociedade está sofrendo uma crise de valores. De facto vivemos numa época em que nada se acredita, todos os valores foram postos em causa. Na política defendia-se determinados ismos e acreditava-se neles, com o desmoronamento do muro de Berlim os últimos valores foram extintos. O nosso mundo entrou no vazio e a própria democracia foi posta em causa, considerada como impotente, com algumas falhas, mesmo assim, acreditamos que não temos mais nada em que agarrar.
            A própria religião está em crise, muitas pessoas não sabem em que acreditar, do fanatismo religioso ao ateísmo, entrou-se na indiferença, na apatia em que nada tem sentido. Valorizou-se apenas os bens materiais e o status
            Não procuro defender os valores considerados caducos em que tiveram o seu apogeu e que foram ultrapassados. No tempo das nossas avós, elas eram preparadas para o casamento, em que aprendiam a bordar e a cuidar da lida da casa, porque o valor do casamento era o seu destino. Hoje as meninas são preparadas para estudar para poderem ter um bom emprego e serem independentes, porque o seu maior valor é a profissão. 
            Valores são crenças que nos orientam como se fossem bússolas, são eles que determinam o que é certo ou errado para nós. Há valores colectivos, que conduzem o grupo, ou mais abrangentes que orientam uma sociedade.
            Seus valores foram incutidos na educação pelos seus pais, educadores e pela observância dos valores de seus heróis, míticos ou reais. Se os rejeitava era punido se os aceitava, era recompensado. Os seus valores tornaram-se uma miscelânea de experiências, de condicionamentos ao longo da vida, a maioria dos nossos valores foram programados através da técnica de recompensa – punição.
            Se agirmos de acordo com os nossos valores, e seguirmos essas regras, obtemos paz e tranquilidade. Se isso não acontecer, se transgredimos esses mesmos valores, é certo que vamos experimentar sofrimento, entremos em conflito com nós mesmos, porque violámos as nossas crenças sobre o que é certo ou errado, e entrámos na confusão e arrependimento. Os valores devem guiar cada decisão que tomamos, e assim o nosso destino.  
            Os valores, como a sua hierarquia, podem mudam com o tempo, algumas vezes definitivamente, outras lentamente que quase não damos por isso. Uma jovem poderá valorizar em primeiro lugar o amor; em segundo lugar o lazer; em terceiro lugar os estudos. Quando chegar aos 60 anos, poderá valorizar em primeiro lugar a saúde; em segundo lugar o conhecimento; depois a profissão; descendo na escala o amor; seguindo a ordem, etc.
            Pense e tome nota dos valores que fazem parte da sua vida, ou daqueles que poderia atingir a felicidade. Faça uma hierarquia desses mesmos valores, começando pelos mais importantes. Há valores que nos guiam e nos protegem, como a saúde, a prudência, a ordem, a moderação, a segurança, etc.
Se o seu valor principal é a família e se o amor está em segundo lugar, terá muitos conflitos internos e externos por trabalhar exageradamente e não ter tempo para estar com os seus. Se o amor está em primeiro lugar na escala e se cometeu infidelidade, entrou na incongruência e é natural que não se sinta bem. Se o seu valor mais importante é a saúde e se fuma, é natural que seja incongruente.   
            Quem não tem valores anda às cegas, e na incerteza. Por outro lado, há um incrível poder em viver por seus valores: um senso de certeza, uma paz interior, uma total harmonia, que jamais sentirão.
 
PROF. KIBER SITHER
 
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 19:59

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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