Método Kiber

Março 16 2010

 

            No meu antigo livro de leitura continha o sábio conselho: “Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje”. Considero que toda uma geração conheceu esse valioso provérbio, de não adiar para o futuro o que poderemos fazer no presente. Na minha meninice sempre ouvi a minha mãe repetir: “Guarda comer; mas não guardes que fazer”.
 
            Existem dois fantasmas que nos assombram a nossa felicidade: um deles chama-se Passado; e o outro chama-se Futuro. Eles só vivem na sua mente e imaginação. O primeiro já foi extinto e deverá estar enterrado; o segundo ainda não apareceu, pois ele está para nascer. Só há uma maneira de nos livrar deles: viver o dia de hoje.
 
            Nos primórdios da civilização o ser humano vivia apenas o dia de hoje; ao rebuscar-se criou hábitos inquietantes com o passado e o porvir. Um turista europeu que viajou pelo Taiti recolheu esta observação por um velho nativo, espantado com os europeus: “Quando vocês são jovens olham para o futuro pensando em todas as coisas que hão-de fazer; quando envelhecem olham para o passado: nós vivemos no presente”.
 
            O passado não deve ser visto como uma força impulsionadora da vida; deve ser compreendido como uma memória inerme, e tirarmos dele o máximo proveito. Apesar da adversidade que nos tenha marcado o passado, poderemos aprender com as experiências inóspitas da vida, é o que se chama: tirar partido da situação. Aí o passado contribui para a nossa compreensão da vida, e nossa felicidade. Ao pensar no passado, apenas está a activar a memória no presente com aquilo que já aconteceu, quando o passado é doloroso e o futuro inquietante e são transportados para o presente, tornam-se um fardo difícil de carregar. Razão teve quando o escritor francês Flaubert disse: “O futuro é o que há de pior no presente”.
 
            Quem vive intensamente o futuro está desviado e distraído no presente. É como se estivesse ocioso todos os dias, todos os planos e metas para atingir estão no amanhã, “faço depois”; “agora não me apetece, amanhã, amanhã... ”. A própria felicidade também é para lá transportada; entra-se num ciclo vicioso, quando “aquele dia” chegar... mas continuará a ser infeliz. O pensamento planeado para o futuro irá sempre decepcioná-lo, porque não está concentrado no presente. Quando se acredita que só atingindo determinados factores se consegue a felicidade, fica-se sempre à espera e “aquele dia de felicidade” não aparece.
 
            A felicidade encontra-se hoje, neste instante no presente, fazem parte da vida todos os momentos presentes que usufruímos uns após outros. A felicidade está em apreciar o momento presente: viver o agora como se fosse o último dia da nossa vida. A mente torna-se um campo fértil de inquietações quando se desvia do presente; mas quando volta ao presente entra-se na paz de espírito.
 
            Para se habituar a viver o presente; pratique o seguinte exercício:
            Procure um sítio calmo para se relaxar. Agora visualize três cenas como se fossem ecrãs: à esquerda visualize cenas importantes do seu passado; no meio cenas do presente; à direita cenas do seu futuro.
            Ao olhar para as três cenas (que poderão ser movimentadas como se fossem filmes ou paradas como se fossem fotografias), destaque primeiro a cena do passado: realce-a e dê-lhe brilho; agora escurece-a e veja apenas um ecrã negro. Faça agora à cena da direita que simboliza o futuro: realce-a e dê-lhe brilho a algo que o preocupa amanhã; também escureça até tornar-se num ecrã negro. Agora destaque a cena do meio que simboliza o presente: realce-a e dê-lhe brilho, faça com que essa cena se sobreponha aos outros compartimentos e que só ela fique no presente.
 
PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:01

Março 03 2010

 

            A preocupação é uma forma de medo e todas as formas de medo produzem fadiga. O homem que aprendeu a não ter medo percebe como a fadiga da vida quotidiana diminui enormemente.
            Bertrand Russell (filósofo inglês). 
 
            Saiba distinguir, com clareza e lucidez, sobre o que está sob o seu controle e sobre o que não está. Este é o ponto principal para o controle das preocupações.
           
            É fundamental que possamos identificar quais as situações ou os problemas estão sobre o nosso controle e quais não estão. Uma vez identificados os problemas que estão sobre o nosso controle, vamos agir sobre eles, procurando resolvê-los quanto antes.
            Você não tem poder sobre a sua morte, mas tem poder de evitar determinadas doenças que lhe abreviarão a morte.
 
             O que não está sobre o nosso controle, simplesmente deixemos de lado. Você não tem poder de evitar a sua morte. Aceite o inevitável com tranquilidade, que não pode transformar nem alterar.
             Se você está no avião e a turbina pegou fogo, não há nada que você possa fazer. Apenas relaxe e morra com a alma serena, não agitada.
 

            Tudo depende só de mim!
            Hoje levantei-me cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.
            Minha função é escolher que tipo de dia que vou ter hoje.
            Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a rua.
            Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
            Posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar vivo.
            Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
            Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
            Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um tecto que abrigue minha família e meus haveres.
            Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
            Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
            O dia está à minha frente, esperando para ser o que eu quiser.
            E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma ao meu dia e ao mundo.
            Tudo depende só de mim!

 

PROF. KIBER SITHERC



kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:52

Fevereiro 10 2010

 

            Todos nós somos emotivos, por isso a ansiedade é uma característica da espécie humana. Não se preocupe se um dia acordar ansioso e com a mente inquieta, isso faz parte do nosso estado de espírito que é inconstante. Se não sentisse qualquer emoção ou ansiedade seria anormal, pois seria patológico e teria que procurar um psiquiatra. O que não é normal é estar sempre ansioso e preocupado.
            Há pessoas que acreditam que as preocupações fazem parte da vida; não saberiam como viver se não tivessem a mente preocupada. Crêem que ao preocuparem-se, é como se controlassem ou evitassem o pior que as atormentam. Por isso, às vezes ficam irritadas com as pessoas, que aparentemente parecem calmas, e usam frases como estas: “Esta gente não se preocupa com nada”; “Os meus filhos não se preocupam”. Por vezes ficam satisfeitas, quando vêm um filho preocupado, interpretando isso como sinal de maturidade e de bom senso. Poder-se ia perguntar: quando o seu filho se preocupa com os fantasmas ou com o papão será que também é sinal de maturidade?
            Os sentimentos como as preocupações podem-se aprender com os pais. Ouvido muitas vezes os refrães: “Estou ralado com isto... estou inquieto e preocupado com aquilo que me poderá acontecer...” É natural que se aprenda que as preocupações fazem parte da vida e que é impossível viver sem elas.
            A palavra preocupação deriva do prefixo de origem latina: pre que significa antes e da palavra ocupação, por isso, preocupação significa: estado de inquietação por algo antecipado que poderá estar no futuro ou talvez nunca venha a acontecer.
            Não há dúvida que a preocupação é um estado que nos deixa impotentes, porque estamos a antecipar um futuro inquietante; por vezes duvidoso e que não podemos fazer nada para resolver a situação: tira-nos o sono, leva-nos a um grande stress e abrevia-nos a morte. 
            É impossível fugir das preocupações, porque para onde for as levará sempre consigo. Se tentar esforçar-se para ignorá-las ou esquecê-las está a dar-lhes poder; e elas aumentam de intensidade e tornam-se mais fortes e inquietantes. Não lhes dar importância tira-lhes o poder e elas se dissipam como se fossem fumo diante dos nossos horizontes.
            Toda a preocupação é uma meditação antagónica, e uma concentração de emoções negativas paralisantes, causam a tensão muscular e condicionam-nos o corpo para o ataque, defesa ou retirada: tudo isso antes que o perigo aconteça. A tensão muscular pode esgotar as suas reservas químicas, imobilizando assim a renovando da energia vital. Por isso, as preocupações prolongadas podem abalar a energia muscular; e também dar origem ao cansaço mesmo quando a actividade é mínima.
            O relaxamento é um dos exercícios que deverá praticar (ver nos números anteriores), para que os músculos descansem e tranquilizem a mente. Lembre-se que toda a atitude corporal, isto é, fisiológica, influencia o cérebro; e as representações internas (pensamentos), influenciam todo o corpo: respiração, músculos, circulação sanguínea, coração, digestão etc. e vice versa.
            Não fazer nada, ou enterrar a cabeça na areia como a avestruz, não é a solução correcta para vencer as preocupações, terá que agir, isto é, tomar uma atitude que seja correcta. Exemplos: se a saúde o preocupa, terá que ter coragem em consultar o médico; se a segurança de casa o preocupa deverá proteger-se com um sistema de alarmes.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
           
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:15

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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