Método Kiber

Janeiro 17 2011

 

            Nome científico: (Equisetum arvense)

 

            Outros nomes: cavalinha, cavalinha dos campos, cauda de cavalo, cauda de raposa, qüisseto, erva canuda, erva canudo, lixa vegetal, milho de cobra, rabo de cavalo.

 

            Familía das: equisetáceas

 

            Características: O seu nome é de origem latina, composto por “equi” (cavalo) e “setum” (cauda), ou seja, rabo de cavalo. São plantas vasculares, perfazendo cerca de 16 espécies de plantas do género Equisetum. A cavalinha é uma planta perene. Não possui flores e, conseqüentemente, nem sementes; algumas espécies possuem folhas verticiladas, mas reduzidas a tamanho insignificante. Estas  plantas perenes e herbáceas, secam no inverno (para a maioria das espécies temperadas) ou sempre verde (para algumas espécies tropicais, e a espécie temperada Equisetum hyemale). A maioria delas cresce 0,2 – 1,5 m de altura, embora a E. telmateia possa excepcionalmente alcançar 2,5 m, e a espécie tropical E. giganteum 5 m, e E. myriochaetum 8 m.

 

            Nestas plantas, as folhas são muito reduzidas, mostrando-se inicialmente como pequenas inflorescências translúcidas. Os caules são verdes e fotossensíveis, apresentando como características distintas o facto de serem ocos, com juntas e estrias.Considera-se que esta planta tem mais de 300 milhões de anos sendo assim, comparativamente, uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo.

 

            Habitat: Adapta-se bem a qualquer clima. Precisa de uma certa luminosidade para se desenvolver. A meia-sombra ou sol moderado é o ideal. Cresce em qualquer tipo de solo, mas prefere solos pantanosos ou campos húmidos. Esta planta está presente em todos os continentes excepto na Austrália e Antárctica.

 

            Propriedades: É depurativa, emenagoga, diurética, anti-inflamatória, anti-hemorrágica, adstringente, anti-depressiva, cicatrizante. Tem propriedades anti-acne.

 

            Indicações terapêuticas: Esta planta originária da Europa possui propriedades terapêuticas de acção diurética e remineralizante, que permitem a eliminação, através da urina, das substâncias tóxicas do organismo. O facto de possuir princípios activos adstringentes fazem com que a cavalinha seja útil também no tratamento de problemas circulatórios, actuando como hemostático, ou seja, substancia capaz de diminuir ou exterminar hemorragias. A estimulação da produção de fibras colágenas e elastina confere à cavalinha a propriedades de preservar e aumentar a tonicidade da pele, funcionando como um super-hidratante que confere elasticidade a peles secas e senis.

 

            Mas não é só isso, esta planta de nome curioso participa do processo de calcificação dos ossos e age sobre as artérias, aumentando a elasticidade e a resistência dos vasos sanguíneos. A sua acção anti-inflamatória actua em casos de inchaço e inflamação da próstata e o facto de ser estimular o metabolismo das células da pele a torna cicatrizante, ajudando a recuperar com mais rapidez vários tipos de ferimentos. Por fim, as suas propriedades adstrigentes e detergentes são muito úteis no tratamento de peles com acne, através da aplicação de cremes e loções.

 

             A Cavalinha é uma excelente planta indicada para períodos de desintoxicação e emagrecimento.

 

            Menstruação dolorosa ou excessiva, hemorragia uterina, febre puerperal (relativa ao parto), úlcera gastroduodenal, afecções da bexiga e dos rins, doenças da prostata, pulmonares, gripes.

            Nas inflamações dos olhos e em feridas, aplica-se cataplasma ou compressa quente com chá da planta.

 

            Nas hemorragias internas e nas regras excessivas, usa-se como hemostático. Após o parto e em casos de corrimento vaginal, usa-se o chá para aplicação de lavagem vaginal.

 

 

            Clareia o cabelo Combate ácido úrico, afecções nos brônquios e pulmões, anemia as aftas, alergia, ansiedade sangramentos no nariz. Melhora as estrias, a cicatrização, a flacidez da pele e músculos. É útil no tratamento do cancro.

 

            Atenção: crianças devem utilizar metade da dose de adultos e não é aconselhável ultrapassar a dose recomendada por seu médico. Não existe nenhum tipo de restrição quanto ao uso da cavalinha por mulheres grávidas ou em fase de amamentação.

 

            Uso cosmético: Em infusão, combate a celulite; ferva 30 gr. da erva (caules estéreis) em 2 litros de água por 15 minutos. Coe e despeje na banheira. Tome banho de imersão por 20 minutos. Repita 2 ou 3 vezes por semana. Uma infusão mais forte aplicada com ligaduras ou mesmo um cataplasma da erva, aplicada em locais do corpo propensos a celulite, faz verdadeiras maravilhas. A cavalinha é ainda excelente tónico para peles oleosas. Melhora as estrias.

 

            Uso caseiro: Utilizada na marcenaria para polir madeira. Também usado como corante verde. Usa-se contra transpiração excessiva nos pés, sob a forma de tintura, com banhos preparados com a planta. Muito bonita em arranjos com flores, antigamente era usada como uma espécie de "esfregão" vegetal, bom para arear panelas (pelo seu teor de silício).

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:44

Dezembro 19 2010

 

 

            Nome científico: (Geranium robertianutn)

 

            Outros nomes: Erva-roberta, bico de grou, Robertino, Passara,

 

            Família das: Geraniáceas

 

            Tem um sabor amargo; um cheiro intenso e acre.

 

            Composição: tanino, diurético, óleo essencial, resina, substancia amarga, vitamina c.

 

            Propriedades: Adstringente, anti-espasmódico, hemostático, hipoglicemianto, e tónico.

 

            Esta humilde planta era já muito conhecida na Idade Média, quando utilizada em rituais de magia e sobretudo na farmacopeia, para curar problemas relacionados com o sangue, pois associava-se a cor da planta à cor do órgão sobre o qual esta teria maior acção. Daí esta erva ser útil para purificar o sangue, estancar hemorragias e curar problemas de fígado.

 

            Muito utilizada pela grande conhecedora de plantas Santa Hidelgarda de Bingen, nascida na Alemanha em 1098. Entre os vários tratados que escreveu, consta um livro “Causue et Curae”, onde se podem estudar muitas teorias e descrições de curas ainda válidas nos dias de hoje.

 

            Na América do Norte, onde é conhecida por cransbill ou bico de cegonha, era já usada pelos índios Cherokees, principalmente para cicatrizar feridas. Os índios Iroquois e Chippewa usavam a raiz para tratar problemas de diarreia.

 

            É ainda conhecida e utilizada na China para tratar problemas gastrointestinais.

 

 

            A origem do nome:

 

            Existem duas ou três versões quanto à origem do seu nome. Pode ter vindo do latim ruber que significa vermelho ou de Robertium que seria uma adulteração de Rupertianum, evocando o nome de São Roberto, bispo de Salzburgo que no século XII terá descoberto as propriedades hemostáticas desta planta. Outra versão é de que seja derivado do grego geranos que significa grou.

 

            Habitat:

 

            Nativa da Europa e Ásia, julga-se ter sido introduzida e naturalizada nas Américas. Dá-se em quase todo o tipo de terrenos, beiras de muros, buracos de paredes, bosques e terrenos abandonados e floresce durante grande parte do ano.

 

            As folhas triangulares, palmadas de cor verde, vão-se tornando vermelhas com o sol, numerosas flores de cor rosa ou lilás de cinco pétalas, estigma de cor púrpura na extremidade, frutos em forma de bico ou agulha de onde lhe vem um dos seus nomes populares bico de grou ou erva agulha.

 

            Indicações: Anginas, cálculo urinário, boca, cancro, diabetes, inflamação, nefrite, dermatite, úlcera, hemorragia, olhos, hemorróides, rouquidão, seio, gastrites, rins, aftas, infecções nos olhos.

 

            As experiências que se têm feito com a erva-de-são-roberto no tratamento de qualquer das doenças e em especial no cancro, são bastante animadoras. Queremos aqui indicar a maneira de a aplicar, quer interna, quer internamente nos tumores malignos.   

 

            Planta verde: cortam-se as raízes e a parte inferior dos pés se estes estiverem deteriorados; limpam-se de folhas secas e lava-se bem em água fresca. Seguidamente, cortam-se as folhas e as hastes em pedacinhos até encher uma colher das de sopa. Se as hastes forem duras aproveitam-se apenas as folhas e reservam-se aquelas para o chá.

            Bate-se uma gema de ovo e mistura-se na planta cortada. Bate-se de novo, muito bem, e toma-se com algum açúcar, ou mel, em jejum e uma hora antes do pequeno-almoço. Se o doente sofre do fígado e não pode tomar o ovo, substituir este por um caldo de farinha maizena ou outra, que não seja de trigo empoado.

 

            Outra fórmula: Com duas colheres e meia da dita planta, verde, em meio litro de água, ou um pouco mais, para compensar a evaporação, faz-se um cozimento, deixando ferver durante dois minutos. Toma-se as chávenas, quente ou frio, às refeições ou fora delas e ao deitar. No caso de hemorróidas, lavá-las com o chá e dar um pequeno clister (um decilitro, destinado a ficar dentro e ser absorvido pelo intestino). Em chagas exteriores, lavam-se com o mesmo cozimento; e se tratar de inflamação uterina dão-se irritações mornas.

 

            Planta seca: Cortar muito miudinha até encher uma colher, das de sopa. Deita-se numa chávena e lança-se sobre uma colher de água a ferver. Imediatamente se esmaga com um cabo de madeira até ficar numa pasta macia. Mistura-se uma gema de ovo, bate-se e toma-se com um pouco de açúcar ou mel. Da mesma forma que a planta verde se faz, também, o chá para tomar ou para as outras aplicações, mas fervendo durante quatro minutos.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:15

Dezembro 10 2010

 

            Nome científico: ( Parietaria officinalis)

 

            Outros Nomes; Alfavaca-de-cobra, tiritana, erva das muralhas, saxifrágia, erva de vidro, erva-fura-paredes, parte-pedras, erva-dos- muros, vitríolo, erva-de-santa-Ana, erva-de-nossa-senhora, helxina, cobrinha, pulitaina, pulitária, mauerkraut (alemão), espargoule (francês), pellitory, (inglês).

 

            Família das: Urticácias.

 

            A parietária tem sabor ligeiramente salgado, os brotos tenros, têm sabor refrescante, fervidos, dão uma tisana de cor amarelo limão, cujo sabor se assemelha ao dos pepinos.

 

            Composição: Rica em salitre, azotado de potássio, mucilagem e enxofre.

 

             Propriedades: Emoliente, calmante; diurética e antiflgisticas, particularmente recomendadas no combate à nefrite, cálculos renais, e outros distúrbios do aparelho urinário, furúnculos, feridas chagas e queimaduras, catarro brônquios, tosse e afecções pulmonares, hidropisia, disfunções hepáticas, fissuras dos seios, e do ânus, problemas das artérias e coração, febres inflamatórias.

 

            Como os próprios nomes indicam, esta planta vê-se pendurada a espreitar pelos buracos de qualquer muro, como não cresce muito, é vista em pequenas moitas, as folhas são pecioladas, de ovais e lanceoladas, agudas verdes e brilhantes na face superior e pelosas na parte inferior. Dá pequenas flores esverdeadas, ou meio avermelhadas, floresce de Julho a Outubro. Encontra-se nas paredes menos cuidadas, seja na cidade ou qualquer outro lugar, aparece no sopé dos muros dos caminhos, sempre à mão, para nos socorrer numa imprevista dor de dentes, podemos mastiga-la, para lhes subtrair o suco que fica na boca o resto é deitado fora.

 

            Indicações de uso: 

 

            Brônquios (catarro), tosse, rins (cálculo); Infusão em um litro de água fervente, verter 10g de parietária seca, deixando em repouso 10 minutos, filtrar o líquido, adoçá-lo com mel, e bebe-lo em xícaras durante o dia.

 

            Chagas, queimaduras - Unguento; ferver uma pitada de folhas de parietária, em um cálice de água por dois minutos, filtrar o líquido e colocar 15 gramas em recipiente de vidro, adicionando a ele os seguintes ingredientes; 10g de farelo de trigo, 10g de farinha de fava, um cálice de azeite finíssimo e um cálice de vinho branco de boa qualidade, misturar tudo muito bem e aplicar o unguento duas vezes por dia.

 

            Abcessos, furúnculos, chagas – Cataplasma; lavar, enxugar e estender, sobre um pedaço de gaze, dobrado várias vezes, um punhado de folhas e hastes frescas de Parietária. Bater a gaze com o cabo de uma faca, para sair todo o suco e aplica-lo sobre o local afectado.

 

            Fígado, (disfunções) - Vinho levar à ebulição, um litro de um bom vinho tinto, com um pedacinho de casca de laranja, a seguir adicionar 30g de parietaria officinalis, quando o líquido ficar frio, filtrá-lo e tomar um cálice ao final das refeições.

 

            Fissuras anais e do seio – Cataplasma; em um cálice de leite, ferver dois punhados de parietaria officinalys, até que o líquido evapore. Reduzir as folhas a uma papinha e estende-las, depois de mornas sobre um pedaço de tecido. Aplicá-las sobre a região afectada.

 

            Pulmões; (afecções) - Infusão: uma colherada de folhas secas e pulverizadas, de parietaria officinalys, em xícara de água fervente, filtrar e beber em seguida, esta infusão, como as seguintes, também é eficaz contra as tosses, - Mel misturar 10g de folhas secas, de parietaria officinalis, reduzida a pó com 10g de mel, batendo bem os dois ingredientes, por dez minutos, tomar uma colher dessa mistura a cada duas horas.

 

            Suco: Lavar em, água corrente escorrer e deixar secar por dez minutos várias plantinhas, frescas de parietária officinalys, em pedaço de tecido fino. Torcer o pano de modo a fazer sair todo o suco que deve ser misturado com algumas gotas de sumo de limão ou laranja. Tomar de 30g a 100g desse suco por dia, inclusive em casos de casos de cálculos renais.

 

            Feridas; Cataplasma: aplicar sobre a região afectada, alguns raminhos, de parietaria officinalis. Bem lavados escorridos e um pouco esmagados.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:25

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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