Método Kiber

Janeiro 29 2010

 

Anatonicamente, todos conhecem o nosso tendão de Aquiles. A origem remota à antiga Ilíada. Segundo Homero, a deusa Tétis, ao mergulhar no rio Styx, o seu filho Aquiles para o tornar invulnerável, a água molhou todo o corpo da criança, excepto o calcanhar pelo qual ela o segurava. Esse ponto fraco acompanhou-o para toda a vida, denunciando o futuro herói da sua condição humana, e foi a origem da sua extinção. Aquiles altivamente pretendeu mostrar que era invencível. Na sua arrogância, na guerra de Tróia, venceu duros combates e destacou-se como um herói, mas Páris feriu-o com um dardo no calcanhar, assim Aquiles encontrou a morte.
Todos nós temos o nosso calcanhar-de-aquiles, uma fraqueza, uma insegurança ou vulnerabilidade que, de vez em quando, nos prega uma cilada. Todos nós sofremos de vulnerabilidades que afectam nossos relacionamentos, nossas carreiras e nossos êxitos pessoais. Se você descobrir o seu “calcanhar-de-aquiles”, poderá iniciar a transformação de suas fraquezas em fontes de energia.
Ora, o “calcanhar-de-aquiles” caracteriza a parte de nós mais fraca e o nosso mais forte desafio. O segredo está em identificar e descobrir esse ponto sensível e vital. Esse ponto poderá tornar-se um estímulo para o nosso crescimento, e aperfeiçoamento da nossa condição humana. Em geral, somos como Aquiles, ignorando as vulnerabilidades e esquecendo de reforçar as fontes de energia. 
Como Aquiles, o bíblico Sansão, também ignorou o seu “calcanhar-de-aquiles”, deixou-se trair por Dalila, que lhe cortou as suas tranças e perdeu a sua força. Foi o preço que ambos pagaram por ignorarem o seu ponto fraco. Se nós ignorarmos e insistirmos em negar as nossas fraquezas, não tomando conhecimento, esse ponto fraco se manifestará na devida altura como uma cilada.
Como Aquiles, esse seu ponto fraco o acompanhará. Resistir ao seu “calcanhar-de-aquiles”, é esconder, negar ou subestimar o seu ponto fraco em vez de tentar compreender a origem de toda essa vulnerabilidade e fraqueza. Lembre-se, a Natureza nos fez maiores que nossas dificuldades ou fraquezas. Você é maior do que o seu “calcanhar-de-aquiles”.  
Aquiles em proporção era muito maior, comparando com o seu ponto fraco, apenas uns centímetros vulneráveis do seu calcanhar, que lhe provocaram a sua destruição. À semelhança de Aquiles, muitos de nós encaramos nossas fraquezas como se elas fossem a única medida de nossas características, de nosso valor. Ao contrário de avaliar-nos como um todo, de um modo geral positivo, deixamos que nossas inquietações nos convençam que aqueles pormenores (do rosto, ou da cintura) sejam mais importantes do que o conjunto formado por nosso corpo, mente e carácter.
Lembro-me de ter lido há muitos anos, numa revista feminina, em que muitas actrizes, desabafavam de determinados pormenores do seu corpo, apesar de nós achá-las belas, todas possuíam o seu “calcanhar-de-aquiles”, queixavam-se do nariz, boca, e outras partes do corpo. Uma delas confessava que na praia usava uma blusa para esconder os seus generosos seios, outra na praia procurava esconder os seus pés na areia. Muitas pessoas normais como elas, têm características que as limitam.  
Ao lembrar-se um pouco, nos momentos críticos em que ficou triste e frustrado, verá que foi devido ao seu “calcanhar-de-aquiles”. Descubra o seu ponto fraco, faça uma lista das suas fraquezas, físicas ou mentais: no amor, no aspecto financeiro, etc. Depois procure mudar, faça desse ponto fraco a sua força positiva. Dessa fraqueza transforme-a em fonte de energia, não a subestime poderá ser-lhe útil.  
    
 PROF. KIBER SITHERC
 

 

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Janeiro 24 2010

 

   
 
         Escotoma, é uma expressão pouco usual, clinicamente refere-se a uma perda ou ausência de visão devida a patologias oculares. Na psicologia, usasse esse termo quando alguém se afasta e despreza a realidade, agindo como se não vissem.
            Suponhamos que uma mulher está a ser traída pelo seu parceiro, mas não quer admitir essa realidade, ela é a própria que afirma: “Desde que eu não veja, tudo bem”. Por isso não se apercebe que está a ser enganada.
            Se você ao procurar qualquer coisa, e salientar que não sabe e não vê onde aquilo se encontra, então o seu cérebro adicionará essa mensagem, poderá até passar com os seus olhos por aquilo que procura, mas você não enxergará, é como se estivesse sob hipnose.
            Quando diz: “Não sei onde ponho as coisas”; “Não consigo encontrar”; “Esqueço-me com facilidade”. Automaticamente o seu cérebro aceita essa realidade.        
            É certo que nós temos acesso ao conhecimento e à verdade, através dos nossos sentidos, mas por vezes temos ouvidos e não ouvimos, temos olhos mas não vemos. Tudo nos parece vedado, como se tivéssemos um véu medieval que nos cobrisse a realidade. Pessoas com ideias pré-concebidas, dificilmente se aperceberão de uma nova verdade.
Todos sabemos pela História, como a Europa, mergulhou cegamente na escuridão, devido a ideias pré-concebidas e ultrapassadas. Houve uma cegueira colectiva, o conhecimento apenas brilhou em algumas estrelas, como numa noite escura se tratasse. A Europa civilizada, escotomizou-se os dogmas foram mais fortes e implacáveis, e perseguiram-se as novas ideias, que hoje são aceites como normais. 
A anorexia, poderá ser uma forma de escotoma, a pessoa anoréctica não admite que está magra, pelo contrário, convence-se que está gorda e tudo fará para perder uns quilos a mais, como um alcoólatra, só procura ajuda ao tirar o véu medieval, só assim verá a realidade, passará então a admitir que está doente. 
            Que deverá fazer para se livrar do escotoma ou evitar de se cobrir com o véu medieval? Tudo faz parte de suas crenças, se põe traves a novas ideias, se tem medo da mudança, então criará um alibi, defenderá as ideias tradicionais como se o mundo fosse estático e não fosse sujeito a mudanças.
            Antes de examinar seja o que for, nunca diga: “Eu não acredito”. Seja receptivo às novas ideias e experiências. Lembre-se que muitas coisas que são hoje rotineiras (como voar, as viagens ao espaço, o telefone, a televisão, etc.), foram consideradas impossíveis e motivo de chacota pelos nossos antepassados. 
            Dê maior visão aos seus sentidos, usando expressões como: “Eu vou encontrar”; “Eu vou examinar e tirarei todas as conclusões úteis”; “Estou receptivo a tudo aquilo que eu procuro”; “Com facilidade eu buscarei”. Dessa maneira o seu cérebro liberta todos os obstáculos que poderiam obstruir a sua mente.
            Tentar mudar as pessoas, que estão escotomizadas é uma tarefa inútil (quase impossível), quanto mais mostrar a verdade mais elas se encobrem no seu véu medieval. Quando a pessoa não quer ver, a visão não aparece, apenas vê quem quer. O orgulho de não crer ver a realidade, acaba sempre em teimosia. 
            Lembre-se que ninguém conseguiu mudar o mundo. Sócrates, Buda, Cristo, Maomet, Marx, Gandhi que fizeram eles? Deixaram apenas um oceano de ideias.
            O véu medieval pode cair, quando a pessoa estiver receptiva à verdade, como Newton esteve receptivo, quando viu cair uma maçã e descobriu a lei da atracção.  
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
 
 
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Janeiro 22 2010

 

            Duas senhoras foram abordadas numa rodoviária, por um jovem que pedia esmola, apenas uma se mostrou prestável, porém, a outra protestou e salientou que ao dar-lhe dinheiro era um incentivo para o consumo da droga. A senhora que lhe deu esmola disse que era melhor dar-lhe dinheiro, porque se ninguém lhe desse ele teria que roubar o que era muito pior. Porém, a outra não se deu por vencida, buscou outros argumentos a seu favor, mas a outra continuava a defender o seu acto caridoso da esmola. Afastei-me e as duas senhoras continuaram com a sua discussão, com certeza que nem uma nem outra se deu por vencida.
            Na verdade, ambas estavam certas nas suas opiniões, mas o facto é que aquele jovem era um toxicodependente e necessitava. Aí não nos resta qualquer dúvida que isso foi um facto, quanto às senhoras, apenas apresentaram a sua opinião.
            Defendendo ideias ou opiniões como sendo factos, poderá levá-lo a grandes discussões e controvérsias. Lembre-se antes de argumentar, as opiniões poderão ser filosóficas, poderão ser o nosso estilo de vida, mas os factos são a realidade, isto é, comprovativos e científicos. Contra factos não há argumentos. Especula-se e indaga-se e quando não se comprovam os factos, simplesmente teoriza-se.
            Não é saudável, entrar em discussões para defendermos o nosso orgulho por vezes mesquinho ou por puro sectarismo. Se acreditarmos que na discussão nasce a luz, então, andaremos sempre em disputas. E a melhor maneira para vencermos uma discussão é evitá-la.
            Um certo hipnotizador de palco para sugestionar uma plateia a seu bel-prazer, divulgou a hipnose como sendo misteriosa, e salientou que ele próprio teria poderes fantásticos fora de comum. Um indivíduo levantou-se na plateia, protestou que a hipnose era apenas sugestão, e nada tinha a ver com crenças misteriosas. O hipnotizador era um homem experiente, sorriu para o assistente e exclamou: “Aceito o seu ponto de vista, é uma opinião. Os espectadores pagaram para verem o meu espectáculo, não para divagarmos sobre a hipnose”. E no meio dos aplausos do público o hipnotizador saiu vencedor. O infeliz espectador, porém, ficou desarmado. Perante isto aprendemos uma lição, mesmo sabendo um facto será prudente o silêncio.
            Mas o pior ainda, não é divulgar as opiniões como sendo autênticas, mas aceitar essas mesmas opiniões como sendo reais, isto é, como sendo factos. Dessa maneira poderá ser catastrófico. Ora vejamos:
            Aceitar a opinião como sendo um facto, que se é demasiado velho para evoluir profissionalmente; aceitar a solidão crendo que os homens são todos iguais; julgando que os jovens são todos inexperientes e imaturos; pensar que todos os ricos são maus e egoístas e os pobres virtuosos; que determinados grupos étnicos são perigosos. Muitos outros exemplos se poderiam citar.
            Por vezes essas crenças, derivam de um mero acontecimento que foram interpretados erroneamente como factos, que nos condicionou durante a vida e que nos leva a consequências que podem prejudicar-nos e incentivar a dor.
            As opiniões são apenas apreciações, caprichos ou conceitos, não são reais ou consistentes. Se tiver dúvidas da sua autenticidade, deverá investigar se são realmente credíveis na sua aplicação. Os factos, esses sim, são concretos e definidos.
            Construa uma vida baseada em realidades concretas e definidas. O seu êxito depende da sua capacidade de separar factos de opiniões, em que essas apreciações são meramente subjectivas, mas os factos são a realidade.  
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
          
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Janeiro 21 2010

 

            Há um poder extraordinário e infinito que tem sido subestimado de uma maneira errada pelo Ocidente. Esse poder chama-se: imaginação. No Oriente, a imaginação é tida como uma disciplina, útil na vida e no quotidiano. Distinto no Ocidente, que se tornou sinónimo de devaneio, delírio e de alucinação.
            É através da imaginação que a mente exerce o infinito do seu poder. Pascal escreveu “que a imaginação estabeleceu no homem uma segunda natureza”. O grande imperador Napoleão disse que era a imaginação que governava os homens.
            Émile Coué, o célebre, francês terapêutico da auto-sugestão, escreveu: “Quando os seus desejos e a sua imaginação estão em conflito, a sua imaginação invariavelmente ganha a batalha”. Por exemplo: você caminhará sem dificuldade por uma prancha colocada no chão. Suponhamos que a mesma prancha esteja colocada a uma altura de dez metros, entre duas muralhas. Você, provavelmente, não arriscaria de andar sobre ela! O medo de cair, seria mais forte do que o seu desejo de andar sobre a prancha. A ideia dominante, a de cair, acabaria por vencer. O poder da imaginação acabaria por prevalecer. Para caminharmos na prancha, precisaríamos de acreditar na nossa própria destreza e no êxito. Se não tivermos essa confiança, falharemos por maior que seja a nossa habilidade.
            Através da imaginação a mente exerce o controlo sobre o corpo. A imaginação humana pode mostrar-se destrutiva e prejudicial, porque o corpo responde sempre à imaginação. Há anos que os terapeutas, através da hipnose, exploram o poder da imaginação humana.
Hoje, não resta qualquer dúvida da imaginação influenciar o nosso corpo. Há casos conhecidos de mulheres que ao julgarem que estão grávidas, deixam de ter períodos, os seios aumentam de volume e começam a engordar, mesmo não havendo qualquer feto em gestação. A imaginação também poderá influenciar o processo de digestão. O sistema imunológico do organismo pode ser controlado usando-se também a imaginação.
Quando a imaginação é usada positivamente ela consegue prodígios. Todos nós usamos a imaginação, mas nem todos temos conhecimento dos seus efeitos extraordinários. Hoje a imaginação é usada para obter mais rendimento no desporto, o desportista na sua concentração imagina que atira bolas ao cesto; o ginasta imagina que faz todos os exercícios com perícia; o nadador imagina-se que faz os exercícios de natação na piscina. Quando eles depois executam esses exercícios no mundo real, conseguem com mais confiança e facilidade. O mesmo exemplo poderá ser usado para várias situações em geral. Se quiser aprender a fazer esqui, observe atentamente os bons profissionais, então, imagine-se que executa todos esses movimentos. Depois execute esse desporto no mundo real.
Se gostaria de ser uma pessoa desinibida e mais confiante, observe alguém que conheça que possui essa característica, modele as atitudes que gostaria de adoptar, as palavras, os gestos, as expressões. Então, imagine diante do espelho que está usando todas essas características desinibidoras, depois pratique no mundo real.
Você poderá usar um, ou vários modelos de pessoas que admira, buscando características interessantes dessas pessoas. Na Psicologia, esse processo chama-se: modelagem. Todos nós temos a capacidade de imitar, isto é, de modelar alguém nos seus traços positivos. Se a imaginação é uma expressão que não lhe agrada, poderá substitui-la pela visualização. 
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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Janeiro 19 2010

 

            O optimista vê as rosas nos espinhos; o pessimista vê os espinhos nas rosas; o realista vê as rosas e os espinhos.
            Cada qual interpreta a vida de acordo com a sua óptica. Nem tudo é bom ou mal, mas o nosso pensamento é que o faz. Realmente existem coisas más, mas também existem coisas muito boas, para as pessoas que sofrem de azedume é mais fácil censurar do que dizer bem.
            Numa viagem de comboio, quem se divertirá mais o pessimista ou o optimista? O pessimista, poderá estar com razão quanto às suas críticas: dos horários, do atendimento dos funcionários, dos preços da viagem, da poluição que avista e de tudo aquilo que o desagrada. O optimista, simplesmente, procurou divertir-se e tirar partido da situação: viajou para se distrair. Por isso, escolheu o lado positivo da vida. Ora essa viagem, poderá ser interpretada como sendo o percurso da nossa existência. Porque não usarmos o optimismo na nossa viagem da vida?  
            Já reparou no conforto em que vive? Tudo graças a muitos cientistas geniais que pensaram e trabalharam para a Humanidade, para que nós usufruíssemos de todos esses prazeres. Até o próprio rei Luís XIV, o rei Sol, nunca gozou de tanto conforto como nós. Como seria a vida sem essas comodidades que nós conquistámos! No entanto, os nossos antepassados se prescindiram deles. Em toda a parte se vêm pessoas que sofrem de azedume. Onde você estiver ali estão eles, bem atentos para a luta e sempre prontos com a mão no gatilho, a disparar as suas frustrações nos outros. Estão sempre descontentes, tudo está mal para eles. Fazem lembrar os anarquistas no século XIX na Rússia, como tudo lhes era negativo, foram rotulados de niilistas, que significa no latim “nada”. Criticam quando estão nas filas dum banco, lamentam-se pelo tempo perdido, depois saem e perdem por vezes o dobro do tempo com um amigo em conversas fúteis. Na rua, estão bem atentos para que possam avistar algo para as suas críticas: quando um incauto passa ao sinal vermelho ou quando alguém os desagrada. 
Conseguem proliferar o seu azedume como uma influência epidémica se tratasse. Por vezes, julgam-se perfeitos, e alguns até de boa fé, tencionam mudar o mundo. Esquecendo-se porém que todos esses lideres do passado, foram impotentes para isso e que apenas deixaram um mar de ideias e de ilusões.
Como ervas daninhas eles conseguem-se alojar em tudo o que é sítio. E sempre encontram alguém, que devido às suas frustrações os apoiam. Em todo o lado os encontramos, quando ouvir as críticas, simplesmente diga sorrindo: “Não bata mais no ceguinho”. Essa expressão os desarma, por vezes eles sorriam e dessa maneira poderá mudar de conversa. Quem tem telhado de vidro não deve atirar pedras ao do vizinho. Lembrai-vos das palavras do Mestre: “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?” 
Essas pessoas como disse Norman Peale sofrem de psico-esclerose que é o endurecimento dos pensamentos. E para essa cura só existe um remédio: a mudança de pensamento.
Imagine-se na pele alheia: procure ver a situação com os olhos do outro; tentar ouvir com os ouvidos do outro, sentir com o tacto do outro. Quanto mais compreendermos os outros, mais eles gostarão de nós. Afaste-se de gente rabugenta e mal-humorada. A sua influência poderá ser contagiante, não entre nesse jogo crítico e procure mudar de assunto. Se sofre de azedume, experimente refrear a crítica e pratique a lisonjeia. Verá que a vida se tornará mais colorida, interessante e feliz.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
  

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publicado por professorkibersitherc às 04:11

Janeiro 18 2010

 

            Duas figuras históricas que mais me impressionaram foram: Alexandre Magno e o seu conterrâneo Diógenes. Alexandre conquistou o seu mundo conhecido, o velho Diógenes nunca saiu do seu túnel, quando se encontraram pela primeira vez, Alexandre perguntou se ele desejava manifestar algum pedido e ficou perplexo pela resposta categórica: “Sim quero, afasta-te do sol que me encobres”. Ambos morreram no mesmo ano, Alexandre na sua juventude com 33 anos e Diógenes na sua velhice com 70 anos. Alexandre conheceu um mundo de glória, teve tudo o que poderia sonhar e foi aclamado como um deus; Diógenes, o filósofo cínico desprezou as riquezas e tornou-se austero, conta-se que deitou fora o seu único utensílio que possuía ao ver uma criança beber água do côvado da mão.
            Na verdade não sei qual deles, foi o mais feliz, mas sabe-se que Alexandre teve um final infeliz a sua morte foi trágica e agonizante, como se expiasse por todos os erros que cometesse. Alexandre foi um jovem precoce e o seu grande erro foi de ser demasiado apressado.
            Todos nós, conhecemos de alguém ou de figuras famosas, que foram longe demais; que tragicamente morreram cedo e que tinham tanto para dar e fazer e que acabaram tão jovens!
 
            Lembro-me da minha meninice de dar longas caminhadas com um familiar, partíamos bem cedo pela manhã, não havia pressa, tínhamos todo o tempo do mundo. Calmamente, percorríamos perto de 10 quilómetros, era uma alegria quando fazíamos esse percurso, contávamos os marcos da estrada, íamos somando os quilómetros, como se fossemos comendo a distância. Era um homem sem pressa de viver, conhecia por experiência, quase todas as distâncias e o tempo das localidades do Ribatejo. Morreu velho, sem pressa de viver.
            A pressa é inimiga da perfeição, como diz o velho ditado: “Depressa e bem ninguém o faz”. Ao saborear a comida devagar e calmamente, poderemos obter maior prazer, se a viagem for devagar, poderemos apreciar melhor a paisagem, desfrutaremos melhor a vida se não tivermos pressa nem precipitação.
            Todos nós já ouvimos o sábio provérbio: “Devagar se vai ao longe”; ou “Devagar que eu tenho pressa”. Parece um paradoxo mas revela muita sabedoria, é uma maneira inteligente de evitar toda a precipitação e de sermos mais prudentes. Quantas mortes e calamidades, não se teriam evitado se ouvisse-mos o sábio conselho: “Mais vale perder um minuto do que a vida num minuto”.
            A máxima preferida do imperador Augusto era a seguinte: “Apressa-se devagar”. Significando: agir de uma maneira prudente sem precipitação. Lembrando a doutrina paradoxal do chinês Lao Tseu: “Agir pelo não agir”. 
 
            As palavras que se encontravam nas antigas passadeiras de comboio: “Pare, escute e olhe”. Avisava-nos para um possível perigo eminente: continuam a ter, hoje, a mesma mensagem actualizada.
Pare: como se disse-se a si próprio: “Aguenta os cavalos”; uma forma de controlar toda a impetuosidade, fazer uma pausa para reflectir.
Escute: oiça a sua voz interior.
Olhe: use os seus sentidos, principalmente a sua visão.
            Não ter pressa não significa entrar na passividade e na estagnação, mas agir de um amaneira segura e prudente.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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publicado por professorkibersitherc às 16:45

Janeiro 12 2010

 

            A confusão mental é a causa de muitas preocupações; é como se depara-se perante uma encruzilhada e não soubesse que caminho a tomar: os objectivos canalizam-se em direcções diferentes e duvidosos, a mente dispersa-se, bloqueia-se e torna-se confusa.
            Lembre-se que no estado inquietante, somos mais emotivos que racionais, por isso, quando estamos preocupados, as emoções prevalecem ao de cima, e a nossa capacidade de raciocinar diminui. Ao analisar o caso de uma maneira objectiva e imparcial, as inquietações dissolvem-se à luz da razão.
            A maior parte das preocupações existente é causada por pessoas que procuram tomar decisões, por vezes precipitadas, antes de ter conhecimento suficiente em que basear uma decisão.
            Quando centralizamos apenas um objectivo, conseguimos alcançá-lo mais rápido e eficazmente; diferente se pretendermos atingir muitas funções ao mesmo tempo.
            Um problema que entre na mente, poderá dispersar-se, enraizar-se e criar ervas daninhas; a melhor forma é usar o raciocínio e a lógica para se livrar do problema inquietante. Escreva o problema ou a preocupação num papel com toda a precisão, certifique-se de que os factos são imparciais, claros e objectivos. Kettering dizia: “Um problema bem definido, é um problema meio resolvido”.       
Torna-se mais fácil analisar os factos e seleccioná-los se eles forem escritos com todo o rigor e precisão, desta maneira evitará que eles andem à tona a incomodá-lo. O simples processo de os mencionar numa folha de papel ajuda muito para que as preocupações se dissipem à luz do conhecimento.
            Vejamos os três passos para resolver qualquer problema que o preocupa:
 
            1º - Escreva a origem do seu problema.
            Obtenha as causas das suas dúvidas de uma maneira precisa. Sem o apuramento dos factos, andamos inquietos e confusos.
 
            2º - Analise todas as causas do problema que o aflige.
            Analise tudo friamente, racionalmente, livre de qualquer emoção. Experimente abreviar as palavras para não se dispersar. Seja imparcial, finja que é um advogado julgando os prós e os contra, o que conseguirá beneficiar e o que poderá prejudicar. Será necessário por vezes dividir a frase, quando se apresentam várias dúvidas; visto indicar vários problemas: “dividir para vencer” é um pensamento que ajuda muito.
 
            3º - Tome uma decisão.                   
            Procure a imparcialidade e evite uma opinião pré-concebida, se tiver já uma ideia enraizada não poderá separar os factos e influenciará a sua compreensão para um novo discernimento.
 
Método das vantagens e desvantagens. É um dos métodos mais simples e eficazes para sair da dúvida e da confusão mental. Escreva numa folha vantagens e na outra desvantagem. Exemplo: “Devo mudar de casa?” Então enumere todas as vantagens que poderão proporcionar essa mudança: a distância do trabalho, o preço da casa, a localização, o espaço, etc. Depois na outra folha escreva as desvantagens. No fim observe e compare as duas folhas e veja a predominância das vantagens e desvantagens e assim chegará a um objectivo bem definido e toda a dúvida se extinguirá. Lembre-se, que em tudo na vida há sempre vantagens e desvantagens.  
         Se dedicar o seu tempo a estudar o caso de uma maneira objectiva e imparcial, as suas preocupações dissipam-se à luz do conhecimento.
 
PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:12

Janeiro 12 2010

 

            No meu antigo livro de leitura continha o sábio conselho: “Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje”. Considero que toda uma geração conheceu esse valioso provérbio, de não adiar para o futuro o que poderemos fazer no presente. Na minha meninice sempre ouvi a minha mãe repetir: “Guarda comer; mas não guardes que fazer”.
            Existem dois fantasmas que nos assombram a nossa felicidade: um deles chama-se Passado; e o outro chama-se Futuro. Eles só vivem na sua mente e imaginação. O primeiro já foi extinto e deverá estar enterrado; o segundo ainda não apareceu, pois ele está para nascer. Só há uma maneira de nos livrar deles: viver o dia de hoje.
            Nos primórdios da civilização o ser humano vivia apenas o dia de hoje; ao rebuscar-se criou hábitos inquietantes com o passado e o porvir. Um turista europeu que viajou pelo Taiti recolheu esta observação por um velho nativo, espantado com os europeus: “Quando vocês são jovens olham para o futuro pensando em todas as coisas que hão-de fazer; quando envelhecem olham para o passado: nós vivemos no presente”.
            O passado não deve ser visto como uma força impulsionadora da vida; deve ser compreendido como uma memória inerme, e tirarmos dele o máximo proveito. Apesar da adversidade que nos tenha marcado o passado, poderemos aprender com as experiências inóspitas da vida, é o que se chama: tirar partido da situação. Aí o passado contribui para a nossa compreensão da vida, e nossa felicidade. Ao pensar no passado, apenas está a activar a memória no presente com aquilo que já aconteceu, quando o passado é doloroso e o futuro inquietante e são transportados para o presente, tornam-se um fardo difícil de carregar. Razão teve quando o escritor francês Flaubert disse: “O futuro é o que há de pior no presente”.
            Quem vive intensamente o futuro está desviado e distraído no presente. É como se estivesse ocioso todos os dias, todos os planos e metas para atingir estão no amanhã, “faço depois”; “agora não me apetece, amanhã, amanhã... ”. A própria felicidade também é para lá transportada; entra-se num ciclo vicioso, quando “aquele dia” chegar... mas continuará a ser infeliz. O pensamento planeado para o futuro irá sempre decepcioná-lo, porque não está concentrado no presente. Quando se acredita que só atingindo determinados factores se consegue a felicidade, fica-se sempre à espera e “aquele dia de felicidade” não aparece.
            A felicidade encontra-se hoje, neste instante no presente, fazem parte da vida todos os momentos presentes que usufruímos uns após outros. A felicidade está em apreciar o momento presente: viver o agora como se fosse o último dia da nossa vida. A mente torna-se um campo fértil de inquietações quando se desvia do presente; mas quando volta ao presente entra-se na paz de espírito.
            Para se habituar a viver o presente; pratique o seguinte exercício:
            Procure um sítio calmo para se relaxar. Agora visualize três cenas como se fossem ecrãs: à esquerda visualize cenas importantes do seu passado; no meio cenas do presente; à direita cenas do seu futuro.
            Ao olhar para as três cenas (que poderão ser movimentadas como se fossem filmes ou paradas como se fossem fotografias), destaque primeiro a cena do passado: realce-a e dê-lhe brilho; agora escurece-a e veja apenas um ecrã negro. Faça agora à cena da direita que simboliza o futuro: realce-a e dê-lhe brilho a algo que o preocupa amanhã; também escureça até tornar-se num ecrã negro. Agora destaque a cena do meio que simboliza o presente: realce-a e dê-lhe brilho, faça com que essa cena se sobreponha aos outros compartimentos e que só ela fique no presente.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 16:56

Janeiro 12 2010

 

            Todos nós somos emotivos, por isso a ansiedade é uma característica da espécie humana. Não se preocupe se um dia acordar ansioso e com a mente inquieta, isso faz parte do nosso estado de espírito que é inconstante. Se não sentisse qualquer emoção ou ansiedade seria anormal, pois seria patológico e teria que procurar um psiquiatra. O que não é normal é estar sempre ansioso e preocupado.
            Há pessoas que acreditam que as preocupações fazem parte da vida; não saberiam como viver se não tivessem a mente preocupada. Crêem que ao preocuparem-se, é como se controlassem ou evitassem o pior que as atormentam. Por isso, às vezes ficam irritadas com as pessoas, que aparentemente parecem calmas, e usam frases como estas: “Esta gente não se preocupa com nada”; “Os meus filhos não se preocupam”. Por vezes ficam satisfeitas, quando vêm um filho preocupado, interpretando isso como sinal de maturidade e de bom senso. Poder-se ia perguntar: quando o seu filho se preocupa com os fantasmas ou com o papão será que também é sinal de maturidade?
            Os sentimentos como as preocupações podem-se aprender com os pais. Ouvido muitas vezes os refrães: “Estou ralado com isto... estou inquieto e preocupado com aquilo que me poderá acontecer...” É natural que se aprenda que as preocupações fazem parte da vida e que é impossível viver sem elas.
            A palavra preocupação deriva do prefixo de origem latina: pre que significa antes e da palavra ocupação, por isso, preocupação significa: estado de inquietação por algo antecipado que poderá estar no futuro ou talvez nunca venha a acontecer.
            Não há dúvida que a preocupação é um estado que nos deixa impotentes, porque estamos a antecipar um futuro inquietante; por vezes duvidoso e que não podemos fazer nada para resolver a situação: tira-nos o sono, leva-nos a um grande stress e abrevia-nos a morte. 
            É impossível fugir das preocupações, porque para onde for as levará sempre consigo. Se tentar esforçar-se para ignorá-las ou esquecê-las está a dar-lhes poder; e elas aumentam de intensidade e tornam-se mais fortes e inquietantes. Não lhes dar importância tira-lhes o poder e elas se dissipam como se fossem fumo diante dos nossos horizontes.
            Toda a preocupação é uma meditação antagónica, e uma concentração de emoções negativas paralisantes, causam a tensão muscular e condicionam-nos o corpo para o ataque, defesa ou retirada: tudo isso antes que o perigo aconteça. A tensão muscular pode esgotar as suas reservas químicas, imobilizando assim a renovando da energia vital. Por isso, as preocupações prolongadas podem abalar a energia muscular; e também dar origem ao cansaço mesmo quando a actividade é mínima.
            O relaxamento é um dos exercícios que deverá praticar (ver nos números anteriores), para que os músculos descansem e tranquilizem a mente. Lembre-se que toda a atitude corporal, isto é, fisiológica, influencia o cérebro; e as representações internas (pensamentos), influenciam todo o corpo: respiração, músculos, circulação sanguínea, coração, digestão etc. e vice versa.
            Não fazer nada, ou enterrar a cabeça na areia como a avestruz, não é a solução correcta para vencer as preocupações, terá que agir, isto é, tomar uma atitude que seja correcta. Exemplos: se a saúde o preocupa, terá que ter coragem em consultar o médico; se a segurança de casa o preocupa deverá proteger-se com um sistema de alarmes.
            O tema é vastíssimo por isso será abordado nos próximos números.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 16:20

Janeiro 12 2010

 

            O ser humano é por natureza vulnerável, ao contrário dos outros animais não tem defesas e armas naturais, sendo desprotegido e nu. Durante toda a sua longa caminhada pela história passou refugiado em grutas e cavernas naturais, para se proteger e salvaguardar a sua descendência. O medo do desconhecido deu origem às superstições e aos mitos.
            O medo é um sentimento natural, quando ele é autêntico e verdadeiro poderá beneficiar-nos. A reacção psicológica ao medo permite a nossa sobrevivência e preparam-nos para “a fuga e o ataque” perante um perigo iminente. Essa característica também é partilhada pelos outros animais, se não houvesse o medo todos os animais à face da terra já teriam desaparecido. Um exemplo: se as aves não tivessem medo dos humanos ou dos outros animais deixar-se-iam apanhar e já se tinham extinguido. 
            Se não houvesse o medo não seríamos mais cautelosos e prudentes; é esse sentimento que nos leva a proteger as nossas vidas. Um indivíduo que não conhece o medo poderá por a sua vida em perigo; e é o medo que o leva a ser aplicado na sua conduta diária.
            Quando o medo limita a nossa felicidade torna-se “um falso medo” e é fóbico. Exemplo: se alguém nos apontar uma arma é natural que tenhamos medo, pois revela, um sentimento verdadeiro; mas se você mudar de passeio com medo de um cachorro inofensivo é um falso medo, porque é uma fobia.
            Há cerca de 400 classificações de fobias, desde as mais simples e quase inofensivas às mais traumáticas e paralisantes. A pior de todas é a fabofobia: é o medo de ter medo. Gera a ansiedade e o receio de ter medo de uma determinada fobia, de não ser capaz de resolver uma determinada situação. É a preocupação de entrar em pânico antes de surgir o estado fóbico. Exemplo: você ao sofrer da zoofobia (medo dos animais), entrará em pavor ao pensar que vai estar em contacto com eles.
            Vejamos algumas técnicas para se curar das fobias:
 Respire profundamente.Quando sentimos medo, retemos a respiração, o cérebro deixa de se oxigenar e fica entorpecido, a circulação sanguínea fica enfraquecida e o cérebro deixa de se irrigar convenientemente. Procure respirar enchendo profundamente os pulmões de ar, verificará então um grande autodomínio e segurança. Faça a coisa que mais teme decididamente e sem hesitar. Não diga: “Tenho que fazer isso”; mas diga antes: “Eu quero experimentar isso e eu vou conseguir”. Como uma criança que dá os primeiros passos, ela hesita, tem medo e por vezes até cai, mas ela insiste até conseguir o equilíbrio.
Repita várias vezes a coisa que tanto teme. Lembre-se do exemplo da criança nos primeiros passos; ela não desiste apesar de muitos esforços. A mesma coisa acontece com os passarinhos quando saem nos ninhos; tanto se esforcem e batem as asas que acabam por voar. 
Ria-se do seu medo.Experimente ridicularizá-lo não leve a sério essa fobia. Não lhe dê a importância que tanto teme, convença-se que esse medo não é verdadeiro e que não há razão para se assustar.  
Use o conhecimento.Usando os factos e a lógica distancia-se do medo. Se tem medo das aranhas e dos insectos, procure saber algo a cerca deles e verificará que a maioria são inofensivos e muito interessantes e procure ter alguns para se familiar com eles. O conhecimento dissipa o medo; a ignorância poderá gerar o pânico.
 
PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 15:36

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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