Método Kiber

Maio 04 2011

 

            O Dr. Madan Kataria, fundou na Índia, o “Clube do Riso”. Iniciou uma revolução de risos e gargalhadas que está a difundir-se em todo o mundo. Este médico sempre sorrindo definiu o seu método: “Em suma, o yoga do riso é uma combinação de auto-indução de riso, os exercícios de yoga, respiração e exercícios de alongamento. Com um pouco de diversão se transformam em riso verdadeiro. O nosso corpo produz uma resposta semelhante à que temos de riso espontâneo”.

            Em 1995, estando a escrever um artigo para uma revista sobre a saúde, lembrou-se da expressão que o “riso era o melhor remédio” de Reades’s Digest. Então, pensou, porque não fundar um clube do riso? 0 seu pequeno grupo cresceu e hoje existem centenas de Clubes do Riso em todo o mundo.

            A alegria é um sentimento verdadeiro, que deve ser estimulado, mas nem sempre foi assim. 

            “O homem é o único animal que ri”, exprimiu Aristóteles. Mas rir era um acto medíocre, próprio das pessoas desprovidas da razão, segundo o pensamento platónico.

            A Igreja, foi mais longe quanto à censura do riso. O riso estaria associado ao escárnio e ao pecado, enquanto a tristeza expressava o arrependimento e nos aproximava mais de Deus.

            Jesus era visto como um modelo a seguir, ora nos quatro evangelhos não aparece uma única vez que Jesus tenha sorrido, pelo contrário, no evangelho de João o Mestre chora amargamente, pranteado a morte do amigo Lázaro. Por isso, convinha ver Jesus como um exemplo: não sorrir.

            O debate alongou-se durante o período medieval, os defensores do sorriso, diziam que mesmo assim, os evangelhos não diziam que o Mestre não sorrisse.

 

            Eça de Queiroz descreveu a decadência do riso que já se notava no seu tempo; lamentava-se de já não ouvir as gargalhadas que se davam na sua infância. Segundo ele: “a antiga gargalhada”, era “genuína, livre, franca, ressoante, cristalina!” No seu “século sério” segundo ele “perdemos o dom divino do riso. Já ninguém ri! Quase que já ninguém sorri”.

            Rir tornou-se sinónimo de escárnio, falta de educação e de postura. Os pais corrigem os filhos na sua espontaneidade: “Não te rias que parece mal”; “Que risada é essa? Tem juízo”. Lembro-me de ouvir, desde a minha infância dos adultos sisudos repetirem a seguinte máxima: “Muito riso, pouco siso”.

            Apareceu-me uma jovem que não sorria. Dizia que não tinha motivos para isso. Na sua casa dominava a tristeza, ninguém sorria. A sua mãe enviuvava pela segunda vez, deixando um bebé órfão. Tinha perdido o namorado, sentia-se só, no emprego achavam-na azeda e mal encarada.

            Com alguma descrença e dúvida, começou a praticar a terapia do sorriso. Como dizia Fernando Pessoa: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Começou a fazer exercícios em frente do espelho, notou que ao princípio os músculos da boca (devido à falta de prática), doíam-lhe quando os contraia. Habituou-se a sorrir. Com o tempo a sua vida transformou-se, deixou de ser uma rapariga triste e sisuda e passou a ser uma jovem alegre e simpática. Compreendeu que o problema não estava nos outros, mas em si própria.

            Os benefícios psicológicos do humor e do sorriso são surpreendentes, já não há qualquer dúvida entre os médicos e os profissionais de saúde. Geralmente, as pessoas guardam emoções negativas tais como raiva, tristeza e medo, ao invés de expressá-las. O riso possibilita uma maneira destas emoções serem liberadas inofensivamente. A risada funciona como catarse. Por isso algumas pessoas tristes ou stressadas vão ao cinema ou ao teatro para assistir a uma comédia, para que elas possam rir até mandar as emoções negativas embora (estas emoções, quando guardadas, podem causar mudanças bioquímicas que afectam o nosso organismo). Ao sorrir, o fluxo de serotinina é enviada para o cérebro, proporcionando assim uma mudança agradável no seu estado de espírito.

             Procure fazer uma lista de coisas agradáveis: acumule filmes e livros cómicos interessantes que lhe poderão proporcionar horas deleitáveis. Nas suas viagens e deslocações poderá ler alguns livros divertidos, não tenha constrangimento se eles são demasiado infantis para a sua idade e muito menos tenha vergonha de rir. 

 

 Publicado em Maio de 2011, na Revista Boa Estrela pelo

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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Março 10 2010

 

            Já sabemos há muito tempo que rir é útil para aqueles que enfrentam uma doença grave e o stress dos problemas da vida. Mas os pesquisadores agora dizem que o riso pode fazer muito mais. Basicamente, ele pode trazer equilíbrio a todos os componentes do sistema imunológico, sistema que nos ajuda a lutar contra as doenças.
 
            A risada reduz os níveis de certos hormónios do stress. Ao fazer isso, a risada fornece uma válvula de segurança que fecha o fluxo dos hormónios do stress e da resposta biológica ao perigo, que se transforma em acção nos nossos corpos quando experimentamos o nervosismo, a raiva ou a hostilidade. Estes hormónios do stress suprimem o sistema imunológico, aumentando o número de células da medula ósseano sangue (o que pode causar obstrução nas artérias) e faz subir a pressão arterial. Quando estamos rindo, as células matadoras naturais que destroem tumores e vírus aumentam, assim como o interferon gama (proteína que ataca as doenças), as células T, parte mais importante da resposta imunológica e as células B, que produzem os anticorpos.
 
            O riso pode provocar soluço e tosse, que limpam o trato respiratório ao desalojar os tampões de muco. O riso também aumenta a concentração de imunoglobulina Asalivar, que faz a defesa contra organismos infecciosos que entram pelo trato respiratório.
            O que pode surpreendê-lo ainda mais é o facto de que os pesquisadores estimam que rir cem vezes é igual a dez minutos no aparelho de remo seco ou quinze minutos na bicicleta. Rir pode ser uma sessão completa de ginástica para o corpo! A pressão arterial abaixa e há um aumento no fluxo e na oxigenação do sangue, o que também auxilia na cura. A risada também fornece ao seu diafragma e abdómen, aparelho respiratório, face, pernas e músculos das costas uma sessão de ginástica. Isto explica porque você geralmente se sente cansado após um longo ataque de riso; você acabou de fazer ginástica aeróbica!
 Smile 
            Os benefícios psicológicos do humor são surpreendentes, já não há qualquer dúvida entre os médicos e os profissionais de saúde. Geralmente, as pessoas guardam emoções negativas tais como raiva, tristeza e medo, ao invés de expressá-las. O riso possibilita uma maneira destas emoções serem liberadas inofensivamente. A risada funciona como catarse. Por isso algumas pessoas tristes ou stressadas vão ao cinema ou ao teatro para assistir a uma comédia, para que elas possam rir até mandar as emoções negativas embora (estas emoções, quando guardadas, podem causar mudanças bioquímicas que afectam o nosso organismo).
 
            Cada vez mais os profissionais de saúde mental estão sugerindo a "terapia do riso", que ensina às pessoas como rir abertamente de coisas que normalmente não são engraçadas, e a enfrentar situações difíceis usando o humor. Seguindo o exemplo real do divertido Dr. Patch Adams (interpretado por Robin Williams no filme "Patch Adams - O amor é contagioso"), os médicos e psiquiatras estão se tornando mais conscientes dos benefícios terapêuticos da risada e do humor. Isto se deve, em parte, ao crescente grupo de estudiosos do humor e da risada (500 académicos de diferentes disciplinas pertencem à International Society for Humor Studies).
 
            Aqui vão algumas dicas para você acrescentar mais riso à sua vida:
            Descubra o que faz você rir e faça isto (ou leia ou assista isto) mais frequentemente;
·         cerque-se de pessoas divertidas e esteja com elas sempre que puder;
·         desenvolva o seu próprio senso de humor. Você pode até ter aulas para aprender como ser um humorista melhor, ou pelo menos um contador de piadas melhor na próxima festa. Seja divertido sempre que puder, contanto que não seja às custas de alguém.
 
PROF. KIBER SITHERC 
 
  

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Março 06 2010

 

            De 1926 a 1950, o norte-americano Oliver Hardy e o britânico Stan Laurel formaram a mais famosa dupla cómica do cinema: Laurel & Hardy, em Portugal ficaram conhecidos pelos (Bucha e Estica) e no Brasil pelos (Gordo e o Magro). Oliver Norvell Hardy Junior, aos 8 anos, já era cantor profissional. Filho de advogado, chegou a se matricular na Universidade da Geórgia para seguir os passos do pai, mas abandonou a ideia e preferiu abrir um pequeno cinema, quando tinha 18 anos. 
Ollie
          Três anos mais tarde, conseguiu emprego na indústria cinematográfica, interpretando pequenos vilões em comédias de curta-metragem, chegando a dirigir e escrever algumas delas.
            Em 1921, contracenou pela primeira vez com Stan Laurel em "Lucky Dog", mas ninguém notou a possibilidade de formarem uma dupla de grande sucesso e Oliver continuou fazendo papéis menores. Os dois só voltaram a trabalhar juntos cinco anos depois.
Stan
          Artur Stanley Jefferson, cujo pai era actor, director, produtor, escritor e empresário teatral, estreou no teatro aos 16 anos, em Glasgow (Escócia) e até 1910 ganhou a vida como actor teatral na Inglaterra, interpretando dramas e comédias. Naquele ano, ingressou na famosa companhia de Fred Karno, como actor substituto de Charles Chaplin na primeira turnet do grupo pelos Estados Unidos.

            Na segunda turnet, em 1912, Stan ficou nos Estados Unidos actuando em comédias de curta-metragem e em peças teatrais, escrevendo roteiros e dirigindo alguns de seus filmes. Adoptou o pseudónimo Stan Laurel porque seu nome verdadeiro, Stanley Jefferson, tinha treze letras diferentes e ele acreditava que poderia dar azar.

            Em 1926, o director Leo McCarey, dos estúdios de Hal Roach, convenceu Stan e Oliver a trabalharem juntos e já no ano seguinte realizaram treze comédias de sucesso.
            Stan Laurel e Olver Hardy tornaram-se na dupla de comediantes mais famosa da história cinematográfica. Nenhuma outra dupla conseguiu prender a atenção de milhões de pessoas durante tantos anos como Laurel e Hardy. Ao contário de muitos outros comediantes, eles possuíam um elevado nível de boas maneiras e eram educados um com o outro e com as restantes personagens.
            Com um humor inteligente e visual, em 1929 a dupla entrou sem problemas no cinema falado. Em 1940, terminaram a sociedade com Hal Roach e trabalharam para grandes estúdios, como Fox e Metro.
 
            Pararam de filmar em 1945 e fizeram duas turnets pela Inglaterra com um show. Em 1950, voltaram às telas numa co-produção franco-italiana chamada Atoll K (lançado nos EUA como "Robinson Crusoeland", e mais tarde relançado como "Utopia"). No Brasil, teve outros dois títulos: "O Paraíso dos Malandros" e "A Ilha da Bagunça". Contudo, não tiveram sucesso.

            Nessa época, Oliver vivia com sua terceira mulher, Virginia Lucille Jones, com quem se casou em 1940, e Laureu estava no seu sexto casamento, com Ida Kitaeva Raphael, que o acompanhou de 1946 até a morte.
 
            Oliver Hardy teve na manhã de 14 de Setembro de 1956 um derrame cerebral (AVC), que o deixou paralisado e acamado por vários meses, sem falar e se mover.
            Em 7 de Agosto de 1957, Oliver Hardy morreu. Laurel não compareceu ao seu funeral, pois estava a trabalhar em "Babe Would Understand" e disse que Hardy o entenderia. Laurel decidiu, a partir de então, não mais trabalhar sem o seu amigo de tanto tempo, e passou a escrever para comédias. Os amigos diziam que Laurel ficara totalmente arrasado após a morte de Hardy, sem nunca ter se recuperado.
 
            Nos anos seguintes Laurel voltou a fazer pequenas participações em alguns filmes e também recebeu um Oscar honorífico por sua contribuição ao cinema em 1963. Stan Laurel morreu de um ataque de coração em 23 de Fevereiro de 1965.

            A filmografia de Stan Laurel, assim como a de Oliver Hardy, é bastante complexa, mediante as muitas fontes contraditórias. Consta que, sozinho, Stan teria feito 76 filmes e, com Hardy, 105 filmes.
 
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Fevereiro 27 2010

 

            Damos gargalhada quando achamos algo humorístico. Apresentaremos as três teorias tradicionais sobre aquilo que achamos divertido.
 
            A teoria da incongruência sugere que o humor cresce quando lógica e familiaridade são substituídas por elementos que normalmente não andam juntos. O pesquisador Thomas Veatch diz que uma piada se torna engraçada quando esperamos uma coisa e acontece outra. Quando a piada começa, nossas mentes e corpos já estão antecipando o que vai acontecer e como ela vai terminar. Esta antecipação tem a forma de um pensamento lógico interligado com a emoção, e é influenciado por nossas experiências passadas e por nossos processos de pensamento. Quando a piada segue por uma direcção inesperada, nossos pensamentos e emoções precisam mudar repentinamente. Assim, temos emoções novas apoiando uma linha de pensamento diferente. Em outras palavras, experimentamos simultaneamente dois conjuntos de pensamentos e emoções incompatíveis. Ou seja, experimentamos a incongruência entre as diferentes partes da piada.
 
            A teoria da superioridade aparece em cena quando rimos de piadas que focam os erros, a estupidez ou o infortúnio de alguém. Nós nos sentimos superiores a esta pessoa, experimentamos um certo desligamento da situação e assim temos a capacidade de rir dela.
 
            A teoria do alívio é a base para um artifício utilizado há muito tempo pelos produtores de filme. Em filmes de acção ou de suspense onde a tensão é alta, o director utiliza o alívio cómico nas horas certas. Ele constrói muita tensão ou suspense e logo quebra o suspense ou a tensão através de um comentário paralelo, possibilitando ao espectador aliviar-se da emoção reprimida, assim o filme pode construir a tensão ou o suspense novamente! Da mesma forma, uma situação ou uma história real cria tensão dentro de nós. Enquanto tentamos enfrentar dois conjuntos de emoções e pensamentos, precisamos de alívio e a risada é o caminho para limpar nosso sistema de tensão crescente e incongruência. De acordo com a Dra. Lisa Rosenberg, o humor, especialmente o humor negro, pode ajudar os trabalhadores a lidar com situações stressantes. Ela diz: "a acção de produzir humor, de contar uma piada, nos dá uma pausa mental e aumenta a nossa objectividade diante da tensão opressiva".
            Agora compreenderemos por que nem todos acham graça das mesmas coisas.
 
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Fevereiro 24 2010

 

            O filósofo John Morreall acredita que a primeira risada humana pode ter começado com um gesto de alívio compartilhado ao se livrar de um perigo. E como o relaxamento resultante de um ataque de riso inibe a resposta biológica ao perigo, o riso pode indicar confiança na companhia de uma pessoa.
 
            Muitos pesquisadores acreditam que o propósito do riso está relacionado com fazer e fortalecer as conexões humanas. "A risada acontece quando as pessoas sentem-se à vontade umas com as outras, quando se sentem abertas e livres. E quanto mais riso houver maior vínculo ocorre dentro do grupo", diz o antropologista cultural Mahadev Apte. Esta resposta à "união" vínculo-risada-maior ligação, combinada com o desejo de não ser discriminado pelo grupo, pode ser outra razão de porque o riso geralmente é contagioso.
 
            Estudos também descobriram que os indivíduos dominantes; o patrão, o chefe da tribo ou o patriarca da família, usam mais o humor do que os seus subordinados. Se você sempre achou que no escritório todos riem quando o chefe ri, você é muito perspicaz. Em tais casos, controlar a risada de um grupo torna-se uma maneira de exercitar o poder controlando o clima emocional do grupo, diz Morreall. Então, a risada, como comportamento humano, deve ter sido desenvolvida para mudar o comportamento dos outros, afirma Provine. Numa situação embaraçosa ou ameaçadora, a risada pode servir como um gesto conciliador ou como uma maneira de desviar-se da raiva. Se a pessoa ameaçadora juntar-se à risada, o risco de confronto pode diminuir.
 
            Provine é uma das poucas pessoas que estão investigando o riso, assim como um "behaviorista" poderia estudar o latido do cão ou o canto do pássaro. Ele acredita que o riso, assim como o canto do pássaro, funcionam como um tipo de sinal social. Outros estudos confirmam essa teoria ao provar que as pessoas são 30 vezes mais propensas a rir em eventos sociais do que quando estão sozinhas (e sem estímulo pseudo-social da televisão). O riso, assim como o sentido de humor, perde muito efeito quando empregado por uma pessoa sozinha, de acordo com o psicólogo alemão Willibald Ruch.
 
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Janeiro 20 2010

 

            Fortino Mario Alfonso Moreno Reys (mais conhecido pelo Cantinflas), nasceu na Cidade do México, em 12 de Agosto de1911.
            Oriundo de uma família muito pobre, filho de um humilde carteiro e o sexto de doze filhos. Teve uma adolescência marcada pela pobreza o que o levou a começar a trabalhar muito cedo, primeiro como engraxador, depois aprendiz de toureiro e motorista de táxi. No início da sua juventude, sonhava em ser médico, mas devido à penúria pela qual passava a família, desistiu dos estudos, também, tentou tornar-se pugilista profissional, mas começou a tornar-se artista ambulante, fazendo sucesso ao dançar e cantar melodias de um jeito gaiato, que alternava com discursos galhofeiros.
 
            Em 1930, ele se tornou parte do circuito na Cidade do México, onde conheceu a sua esposa, Valentina Ivanova Zubareff de obrigam russa, que se casou em 27 de Outubro de 1936. Eles permaneceram juntos até sua morte em 1966.
 
            Mário Moreno, tornou-se popular por interpretar o seu personagem Cantinflas, rapidamente foi reconhecido por seu talento, sensibilidade, charme e optimismo. O seu personagem vestido como um homem pobre com calças muito originais, t-shirt desgastada, um pano sujo no seu ombro e bigode scrcggy, todo ele foi um caso único e de imitação. Através de sua interpretação, ele sempre tentou educar o público sobre um estilo de vida saudável e criticou os poderosos em defesa da classe trabalhadora. Este personagem sempre representou a identidade nacional do México. Por isso, o público tanto o admirava.
 
            Entre as coisas que cativou o seu público, foi a maneira como ele usava a linguagem cómica, complicando as conversações a ponto de se tornarem inteligíveis durante os seus filmes. Ele genialmente, na conversação invertia as frases, trocava palavras e abusava do imprevisto: seus personagens, por exemplo o El Barrendero, gostava de iniciar uma conversa normal com alguém no filme, e depois complicava para o ponto onde não o entendiam o que ele estava falando, uma prática que muitos de seus fãs achavam ser muito engraçado. Sua rotina, consistia na comédia de se aliciar em longa conversa fora, sem sentido. Cantinflas, conquistou o público hispânico.
            Ele foi responsável por mais uma palavra que entrou no dicionário de língua espanhola, a forma de expressão cunhada do verbo cantinflear, que foi reconhecido pela Real Academia Espanhola em 1992, definido como falar muito de uma maneira absurda e incoerente, sem dizer nada.
 
            Entrou para o cinema em La Mujer del Puerto (1933), e aos poucos ganhou outras oportunidades até estrelar Así es Mi Tierra (1937). A sua fama e popularidade foi extraordinária.
            Criou a sua própria produtora, a Rosa Filmes (1940), dos mais de 50 filmes que fez, a maior parte foi produzido pela sua companhia. E a primeira longa-metragem da produtora foi Ni Sangre ni Arena (1941), seguido de outros, dirigidos na maior parte por Miguel Delgado, como El Gendarme Desconocido (1941), Os Três Mosqueteiros (1942), O Circo (1943), O Mago (1949), O Bombeiro Atómico (1950).
 
            Em Hollywood ele fez dois filmes: A Volta ao Mundo em 80 Dias (inspirado no romance de Júlio Verne), foi um sucesso de bilheteira e vencedor do Óscar de melhor Filme em 1956 e Pepe, que foi um fracasso de público e crítica. A sua carreira durou até a década de 80. A crítica, porém, destaca que os melhores filmes do comediante foram feitos nos anos 40 e na década de 50.
 
            A origem do seu apelido é perdida entre lendas, há uma versão afirmando que ele próprio inventou, a fim de impedir os pais de saber que ele estava a trabalhar no entretenimento, uma profissão que considerava pouco respeitável.
            Há outra versão, explicado pelo crítico e escritor Carlos Monsiváis, afirmando que, durante uma apresentação, o medo do palco assumiu e fez Mario Moreno esquecer o seu monólogo inicial. Ele reagiu dizendo alguma coisa que lhe veio à mente numa incoerência “brilhante”. Alguém do público irritado com suas frases sem sentido, gritou: “en la cantina inflas”. Que significa “beber no bar”, baptizando assim o seu carácter. Então, Mario Moreno, por alguma razão divertida, encurtou o insulto ao nome profissional de Cantinflas.
           
            Mario Moreno, que para nós ficou sempre o Cantinflas, era uma alma generosa. Sempre lutou contra os opressores e defendeu os oprimidos, foi presidente do sindicato dos actores mexicanos.
            Apesar do facto de Cantinflas morrer milionário, mas ele nunca esqueceu de onde veio. Grande parte do seu dinheiro, foi entregue ao trabalho de caridade, incluindo os pobres de habitações inferiores, e que não tinham recursos para uma habitação de baixa renda, para os pobres da cidade do México.
 
            Quando ele morreu, ele foi saudado como herói nacional, e houve um período de luto oficial seguido. O senado dos Estados Unidos, efectuou um minuto de silêncio para homenagear a sua memória.
            E assim saiu do palco da vida, uma das maiores estrelas de sempre nos filmes de língua espanhola, e um dos maiores cómicos do mundo.
            Morreu em 20 de Abril de 1993, vítima de cancro do pulmão.
 
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Dezembro 23 2009

 

            Charles Chaplin, 1889-1977. Nasceu em Londres e foi um dos maiores realizadores e actor do cinema britânico. Foi filho de um modesto casal de actores teatrais que trabalhavam no music hall. Os seus pais separaram-se logo após o seu nascimento, ficou na tutela de sua mãe, que sofria de perturbações emocionais. Charles subiu ao palco pela primeira vez aos 5 anos, em 1894, quando representou no music hall diante de sua mãe, que lhe ensinou a cantar e a representar.
            Em 1896, ela ficou desempregada e não conseguia encontrar outro emprego. Por isso, Charles e seu meio-irmão mais velho, Sydney, foram para a Escola Hanwell, para crianças órfãs e destituídas. O seu pai faleceu devido ao alcoolismo, quando Charles tinha doze anos. O estado emocional da sua mãe se agravou, foi admitida devido aos sérios problemas mentais, no asilo Cane Hill, onde faleceu em 1928.
 
            Em 1912 emigrou para os Estados Unidos. Um ano depois, em 1913 inicia-se no mundo do cinema com a produtora Keystone Film Company, de Mack Sennett. Ao princípio Charles teve dificuldade para se ajustar ao estilo de acção da Keystone, mas depressa se adaptou e fez vários filmes.
            Em 1919 associa-se com W. Griffith, Douglas Fairbanks e Mary Pickford para fundar a United Artists, que foi a produtora dos seus filmes a partir da referida data. Entre os filmes mais famosos contam-se a Quimera de Ouro e O Circo. Com a chegada do cinema sonoro realiza Luzes da Cidade, Tempos Modernos e O Grande Ditador, que foi o seu primeiro filme sonoro, onde fez uma afronta a Adolf Hitler e ao Nazismo. Foi filmado e lançado nos Estados Unidos um ano antes da entrada do país na Guerra. Charlie no filme fazia um papel duplo. Adenoid Hynkel, clara alusão ao nome de Hitler, e de um barbeiro judeu. Hitler gostava muito de cinema. E sabe-se que ele tenha visto o filme duas vezes (segundo registos do seu cinema particular).
 
            Charles, politicamente tinha ideias esquerdistas. Vários dos seus filmes seguiram essa tendência, principalmente o filme Tempos Modernos, de 1936, que faz uma crítica à situação operária e dos pobres em geral. Por causa das suas ideias políticas, foi incluído na Lista Negra de Hollywood. Foi acusado pelo governo de “actividades anti-americanas”. Em 1952, Charles Chapllin, mais a sua mulher Oona O’Neill, decidiram escolher a Europa para viver, elegendo a Suíça para morar.
 
            Fez depois os dois últimos filmes, nos quais, infelizmente, já não brilhou o génio da época do cinema mudo: Um rei em Nova Iorque e a Condessa de Hong Kong.
            Charles Chaplin, conhecido pelo seu pseudónimo de Charlot. É uma figura importante e universal do cinema. A sua obra é a síntese madura do melodrama romântico e da sátira social mais pungente, independente e inconformista, cómica e sentimental em simultâneo, animada por sentimentos humanitários e não de certa amargura.
            Charles Chaplin, morreu aos 88 anos no dia de Natal (25 de Dezembro) de 1977 em Vevey na Suiça, em consequência de um derrame cerebral.
            Nada melhor que escolher esta altura de Natal, para ver os seus filmes fantásticos e humorados, e assim homenagear o ícone do cinema cómico mudo.  
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
 

 

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Novembro 16 2009

 

            Fernand Désiré Contandin (1903 – 1971), de seu nome artístico “Fernandel”. Nasceu em Marselha, este extraordinário actor cómico francês. Germinou já com o seu caminho traçado, os seus pais estavam ligados ao mundo do espectáculo. O pai era cantor do café-concerto, a mãe era comediante amadora.
            Fernandel, encorajado pelo seu pai, começou muito cedo a sua carreira de cantor nos music-halls de Marselha. Com 25 anos foi descoberto por Marc Allégret para o cinema, e desempenhou um papel de duas curtas-metragens, em 1930. A partir desse momento, e sem deixar o teatro, entrou em várias turnês, e a carreira cinematográfica, começou a ser muito intensa. Era um artista multifacetado, trabalhando com um talento nato. Com o seu sorriso largo, entre o dramático e o ironónico, conquistou o público muito cedo. Actuou aproximadamente em 150 filmes, com os melhores actores da sua época, e foi um excelente actor dramático. Mas, foi sem sombra de dúvida, um grande cómico.
 
Fernandel et son fameux sourrireFernandel à la peche au large de Carry - © Collection F. FernandelPortrait © Collection Jacques VauclairFernandel lève son chapeau - © Collection F. Fernandel 

 

            A sua capacidade de fazer rir era extraordinária, pois, toda a sua figura o favorecia. Era jovial, possuía um queixo avantajado e diziam que ele tinha “um sorriso de cavalo”. A sua popularidade, fez dele (um mito do cinema francês), chegou a alturas imagináveis, quando interpretou o padre na série de filmes sobre “Don Camillo”.
            Os seus personagens, tanto, padeiros, gangestrs ou sacerdotes, são preenchidos com uma profunda humanidade, propício a todas as vítimas do infortúnio, que ainda acreditam na bondade e ingenuidade humana.
            Do seu imenso repertório cinematográfico, saliento aqui, as séries de “Don Camillo”; “Ali Babá e os quarenta ladrões” 1954; e La Vachet et le prisionnier (A Vaca e o prisioneiro) de 1959.
            Fernandel, deixou-nos no dia 2 de Fevereiro de 1971, em Paris, aos 67 anos de idade, vítima de cancro.
            Aqui fica a minha sincera homenagem.  
 

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Novembro 01 2009
    
               Manílio Haidar Badaró, mais conhecido apenas por Badaró, chegou a Portugal em 1957. Veio integrado no elenco da companhia brasileira “Fogo no Pandeiro”, que durante dois anos manteve em cena um espectáculo de revista, em Lisboa. O actor fixou residência no país e acabou por se naturalizar português, tendo trabalhado em teatro, rádio e televisão. Fez sucesso na Rádio Clube Português, com o seu programa “Jornaleco” e ele explicava: “Um jornal que ninguém lê, mas todos ouvem”. Ficou conhecida a célebre expressão “Toma e embrulha” que ele usava nesse programa. Na televisão ficou famoso pelas personagens como o “Chinezinho Limpopó” e ainda pela célebre expressão “Ó Abreu, dá cá o meu”. Badaró estava a preparar uma festa para comemorar os 50 anos de carreira. “Quero fazer um espectáculo que reúne todos os meus amigos, no Parque Mayer ou no Maria Vitória”, divulgou Badaró.
                No dia 1 de Novembro de 2008, Badaró morreu aos 75 anos, vítima de cancro. As cerimónias fúnebres realizaram-se às 10.30 horas, na igreja de Paço de Arcos. Depois o seu corpo foi para a faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa, cumprindo-se assim o desejo de Badaró, que queria que o seu corpo fosse entregue à ciência, informou o seu filho, Ruben Badaró.
                 Estava afastado dos palcos há anos, devido aos problemas de saúde que se iam agravando. Há cerca de dois meses que o artista lutava contra um cancro no estômago. Estava internado no Instituto Português de Oncologia de Lisboa desde o passado dia 18. Badaró também sofria de Alzheimer, tendo vindo a perder significativamente a memória.
                Mas, apesar da doença, continuava bem-disposto e até costumava brincar com os momentos mais trágicos da sua vida. “Tenho tantos problemas de saúde que já lhes perdi a conta: sofri um enfarte, um AVC, tive um linfoma e agora descobri que tenho mais um cancro”, afirmou, em entrevista ao jornal”24 Horas”, no passado mês de Maio.
                Em declarações à agência Lusa, Raul Solnado lembrou “o grande sucesso na revista” alcançado por Badaró quando chegou a Portugal, no final da década de 50, como elemento da companhia brasileira “Fogo no Pandeiro”. “Trabalhou muito e muito bem para crianças e foi muito popular. Fez “one man shows” que ficaram na memória”, disse, ainda, recordando-o como “um bom amigo, um homem de bem, muito inteligente e culto”.
                Alina Vaz, que trabalhou com Badaró por mais de um ano na peça “Empresta-me o teu apartamento”, salientou a amizade que começou quando o humorista foi escolhido para substituir na peça o protagonista Henrique Santana. “Começou uma amizade grande. Era muito esperto e culto; pouca gente será dessa opinião, mas para mim sempre foi um senhor”, disse à agência Lusa.
                 Apesar de nos últimos tempos se terem distanciado, a actriz recorda os encontros para tomar café, as longas conversas e também os espectáculos em que Badaró era arrasado pelos colegas. “Foi sempre muito afastado pela classe teatral vigente na época e nunca percebi por que acontecia. Qualquer coisa que fizesse era para dizer mal e um espectáculo em que eu também entrei foi pateado pelos colegas”, lembrou, sublinhando que a maior parte da classe teatral não o aceitava. Alina Vaz destacou ainda a grande sensibilidade e boa disposição do humorista e salienta a decisão de doar o seu corpo à ciência como exemplo da sua “grande humanidade”.
                Compareceram, unicamente, na missa de corpo presente na igreja de Paço de Arcos, 4 pessoas ligadas ao mundo do espectáculo. O filho do empresário Vasco Morgado, o músico Fernando Falé e os dois elementos do Trio Odemira.
                Na mesma semana, faleceu uma grande actriz da Revista à Portuguesa, Aida Baptista, e nem uma presença no funeral, de qualquer colega, o que mostra bem como se encontra a classe de artistas de Portugal, que têm falta de humanismo e solidariedade para com os colegas de profissão.
                Aqui fica a minha sincera homenagem, ao humorista que nos fez esquecer os momentos de angústia: BADARÓ
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 14:17
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Outubro 30 2009

 Dr. Madan Kataria

                O Dr. Madan Kataria, foi o fundador do Clube do Riso na Índia. Iniciou uma revolução de alegria e de risos que está a espalhar-se por todo o nosso planeta. O Dr. Kataria definiu assim o seu método: “Em suma, o yoga do riso é uma combinação de auto-indução de riso, os exercícios de yoga, respiração e exercícios de alongamento. Com um pouco de diversão se transformam em riso verdadeiro. O nosso corpo produz uma resposta semelhante à que temos de riso espontâneo”.

                Essa ideia veio a ele como uma inspiração. Em 1995, estava ele a escrever um artigo para uma revista sobre a saúde e  lembrou-se  que o “riso,  era o  melhor remédio” de  Reader´s

Digest. Ao pesquisar para o artigo, o Dr. Kataria descobriu uma grande quantidade de literatura científica sobre os benefícios do riso na mente e do corpo humano.

                Numa manhã bem cedo ele pensou: Se o riso é tão bom, por que não começar com um clube do riso?” Várias horas depois, ele apresentou essa ideia com os habituais do parque que ele frequentava. Eles reagiram: “Doutor, o senhor está bem?” “O senhor está louco?” Mesmo assim, conseguiu persuadir quatro deles para experimentar a rir num canto do parque. O grupo cresceu de tal maneira que hoje existem centenas de Clubes do Riso em todo o mundo.

                Desde esse dia, que o Dr. Kataria tem divulgado a sua mensagem do riso para todas as classes sociais, e grupos: as crianças na escola, os prisioneiros na cadeia, lares de idosos, doentes nos hospitais e trabalhadores de todas as classes.

                Segundo a pesquisa do Dr. Kataria, o riso tem um impacto positivo em vários sistemas do corpo. O riso ajuda a eliminar os efeitos negativos do stress. Mais de 70% de doenças como hipertensão, doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão, tosse e resfriados frequentes, úlcera apéptica, insónia, alergias, asma, dores de cabeça, perturbações do estômago e até mesmo cancro estão relacionados de alguma forma com o stress. O riso ajuda a impulsionar o sistema imunológico, que é a chave mestra para a manutenção da boa saúde.

                O nosso sistema imunológico está directamente relacionado com o cérebro, portanto, o nosso cérebro é afectado pelas emoções. O Dr. Lee Berk, confirmou esses estudos neurológicos, onde a actividade do cérebro foi mapeado durante as anedotas ou piadas. Os investigadores descobriram que não era apenas uma parte do cérebro que reagiu, mas que todo o córtex cerebral foi invadido durante o riso.

                O Dr. Kataria, acredita que há dois tipos de risos: o humor, devido ao intelecto e à comunicação; e o riso interior, que é mais emocional, infantil e acessível a todos. “As crianças não têm um grande senso de humor”, diz Kataria. “Elas não precisam de anedotas para rir. Riem porque sentem o riso”.

                Com base nesse princípio de riso interior, Kataria desenvolveu a sua filosofia de Riso-Yoga. “Na tentativa de ligar o mais acto físico exterior do riso com o interior mais emocional”, diz ele. “Esta é a filosofia do Riso-yoga”.

                O seu método incorpora uma variante da respiração profunda do yoga, assim como exercícios de alongamento incorporando os risos. Com essa prática meditativa recebe-se mais oxigénio para os pulmões. “Todos nós temos o nosso próprio nível de comediante”, diz ele. A dificuldade está em revelar e expressar essa faceta. Kataria acha que a sociedade não nos permite expressar “o nosso comportamento louco” se não estivermos embriagados. Mas ele também salienta, pode ter algo a ver com a nossa falta de confiança.  

                O Dr. Madan Kataria, ao idealizar o método do yoga do riso também desenvolveu o seu principal objectivo: atingir a paz mundial, já que as pessoas que riem em conjunto, não podem entrar provavelmente em conflito.  

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

 
 
 
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publicado por professorkibersitherc às 22:57
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Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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