Método Kiber

Fevereiro 21 2010

 

            Conta-se que na Grécia Antiga, vivia um velho sábio. Considerado o mais sábio dos sábios, nenhuma questão que lhe fosse levada ficava sem solução. Ele sabia tudo de tudo.
            Existia nessa cidade um jovem arrogante que não se conformava com isso. Ele não aceitava o facto de o sábio conseguir decifrar qualquer enigma, fosse ele qual fosse. Durante muito tempo o jovem arrogante ficou planeando uma forma de cravar uma partida ao sábio.
 
            - Tem que existir uma forma de enganar o velho. Ninguém sabe tudo de tudo – pensava ele.
            Até que um dia ele descobriu uma forma, a qual nem mesmo o mais sábio dos sábios teria saída.
            - Colocarei em minhas mãos, levemente fechadas, um pequeno pássaro vivo e perguntarei ao sábio se o pássaro está vivo ou morto. Se ele responder que está morto, eu abrirei as mãos e o libertarei para o voo. Se ele responder que está vivo, eu o apertarei com os dedos e o matarei.
            O velho não terá saída. Assim pensou o jovem arrogante.
 
            Procurou o velho sábio, juntamente com os seus discípulos para o fazer embaçar. Mostrou a mão levemente fechada e perguntou:
            - Mestre sábio, vós que sabeis tudo, dizei-me: o passarinho que está na minha mão está vivo ou morto?
            O sábio olhou bem nos olhos do jovem e respondeu:
            - Como queiras, meu filho, como queiras!
 
 
 
            Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração de agora.
 
            - Vocês cresceram num mundo diferente, um mundo quase primitivo! - o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.
            - Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, telemóveis, televisão, aviões a jacto, viagens espaciais, homens a caminhar na Lua, novas naves espaciais, já visitámos Marte. Nós temos energia nuclear, carros eléctricos e a hidrogénio, computadores com grande capacidade de processamento e… – fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.
            O senhor idoso se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse:
            - Você está certo, jovem. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens, por que estávamos ocupados em inventá-las. E você, um adolescente arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?
 
PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 03:21

Fevereiro 17 2010

 

            No Oriente a velhice é um predicado, dizendo a uma pessoa que parece ter mais idade é um elogio, porque para os orientais a idade é sinónimo de sabedoria. Para os ocidentais a velhice significa o fim, a extinção. Na verdade, têm medo da própria vida, dos anos que passam, e dos cabelos brancos. A vida, no entanto, é interminável. A velhice não é o voo dos anos e sim a madrugada da sabedoria.
            Na antiguidade os anciãos eram respeitados, eram eles os conselheiros dos reis, e o próprio sábio Salomão os tinha na sua corte.
            Como as mentalidades mudaram em relação à velhice! Hoje vive-se o culto da “adoração da juventude” do corpo esbelto, do exterior, da nossa fachada e aparência. A beleza poderá ser fútil, mesmo assim está a ser mais apreciada e procurada; o interior que é o mais importante é esquecido. Claro que é importante cuidarmos do nosso exterior, para a nossa auto-estima, porque é o nosso cartão-de-visita.        
            Nunca diga: “Quem me dera ter vinte anos e saber o que sei hoje”. Porque nunca voltará a essa idade, e para saber o que sabe hoje, terá que ter a idade de agora. Se voltasse a essa idade voltaria a fazer os mesmos erros, porque lhe faltaria experiência.         
            Envelhecer significa amadurecer, se a vida for bem aplicada toda a experiência significa evolução, as rugas do rosto em vez de significar velhice simbolizarão a escola da vida, poderão ser interpretadas como rugas de reflexão. Se der importância à experiência da vida, verá a sua juventude como os verdes anos e imaturos.
            A idade do ser humano poderá ser medida em três idades distintas:
            Idade cronológica – idade segundo o calendário.
            Idade biológica – idade do corpo.
            Idade psicológica – idade que se sente.
            A idade cronológica que é considerada real porque é fixa, é a mais subjectiva; e a idade biológica que o espelho revela, poderá ser a mais objectiva. A maioria a teme, porque o espelho na verdade mostra o que os outros vêm.     
            A velhice poderá ser uma atitude mental (idade psicológica). Um jovem poderá estar velho mentalmente nos seus vinte, trinta ou quarenta anos, já esgotados e cansados pela estrada da vida, curvados sob seus fardos físicos e mentais. Quando a vida é bem aproveitada, poderemos envelhecer com elegância e postura, um homem poderá ser jovem nos seus oitenta anos ou noventa anos, capaz de decidir e apressar os seus passos, para as maravilhas da vida, e resolver todos os seus problemas psicológicos.
            A criatividade e a sabedoria inspiraram Picasso, Bernard Saw, Miguel Ângelo, Tolstoi e outros génios longevos até ao dia em que morreram. Verdi escreveu uma das suas maiores óperas, “Falstaff”, aos 80 anos. Goeth, escreveu os seus mais importantes trabalhos após os setenta anos. 
            Psicólogos que estudam a criatividade dizem que pintores e escritores produzem frequentemente mais novas ideias aos 70 anos do que produziam aos 20.
            Nem sempre o provérbio: “Burro velho não aprende línguas” está certo, porque está provado que a nossa capacidade de aprendizagem se desenvolve com a idade, na verdade quando utilizamos e desenvolvemos o “músculo” da aprendizagem assim como os outros músculos eles se tornam mais fortes.
            Com a idade, poderemos nos tornar mais tolerantes, flexíveis e compreensíveis, por termos assimilado com o tempo mais conhecimento e informação. Tudo depende da nossa convicção em relação ao envelhecimento, se julgarmos que a velhice significa apenas, decadência e doença.  
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:36

Fevereiro 16 2010

 

            Conheci um homem de idade avançada que mostrava as rugas do seu corpo com um certo orgulho. Todas as marcas tinham a sua história, a cicatriz na perna testemunhava quando ele foi atingido por um carabineiro, quando fugia ao fazer contrabando para Espanha. Tinha uma marca profunda na testa, por ser projectado vários metros da sua carroça, quando vendia peixe. Num braço marcava umas rugas fortes, quando ele foi puxado por uma corda quando caiu num poço. Procurava às vezes outros sinais secundários e poucos salientes, ficava frustrado quando a sua vista já débil os não alcançava. Então, certificávamos quando víamos: “Está aqui”. Então o seu rosto se iluminava e entusiasmado lá contava outra história que nos surpreendia.
            Por vezes ele procurava marcas que mais se confundiam com rugas. A sua testa tinha umas rugas salientes, que são chamadas: rugas de reflexão e de pensamento. Os cantos da sua boca eram salientes, devido aos músculos do seu sorriso. Tinha rugas no canto dos olhos devido à concentração do seu olhar. A sua pele era queimada e envelhecida pelo sol.
            Todo o seu corpo testemunhava: os perigos, as façanhas, a coragem, a valentia e a sua determinação ao longo da vida. Se aquele homem fizesse plástica, ou apaga-se os seus sinais, não poderia testemunhar todas as suas façanhas e aventuras.
            Como os velhos guerreiros, dos temos de outrora, ele procurava um retiro tranquilo para repousar, e vendo alguém, apontava e mostrava orgulhosamente as cicatrizes, com que se tinha debatido nas duras batalhas da vida.
            As nossas rugas, estão marcadas no nosso corpo como se fossem mapas, são trajectórias do nosso passado, algo que podemos testemunhar. Apagar todas essas marcas seria como anular todas as nossas experiências da vida.
            Actualmente muitas pessoas vivem atormentadas com o tempo que foge, as rugas são consideradas sinais de debilidade e envelhecimento. Há pessoas que se afligem, quando contemplam o espelho e observam uma simples ruga. Milhares de pessoas vivem atormentados com o envelhecimento. Ser idoso para elas, é sinónimo de decadência física e intelectual. Associam sempre um idoso de muletas, ou gemendo de agonia numa cama de hospício. É natural, por isso, fazerem cirurgia plástica, tentando modificar todas as partes do corpo.
            Como as mentalidades mudaram em relação à velhice! Hoje, vive-se o culto da “adoração da juventude”, do corpo esbelto, do exterior, da nossa fachada e aparência. A beleza poderá ser fútil, mesmo assim está a ser mais apreciada e procurada, o interior que é o mais importante é esquecido. Claro que é essencial cuidarmos do nosso exterior, para a nossa auto-estima.
            Nem sempre foi assim. Na Antiguidade, os anciãos eram respeitados, eram eles os conselheiros dos reis, e o próprio sábio Salomão os tinha na sua corte.
            Envelhecer, significa amadurecer a nível físico e intelectual. Poderemos envelhecer com saúde e desenvolver as nossas capacidades de raciocínio e de tolerância, e compreendermos melhor o nosso lugar no Universo.
            Há quem envelheça com vingança e azedume, sempre ruminando e cheios de ressentimentos. Então se debilitam num arrastamento até à morte; mas também há aqueles que envelhecem cheios de esperança, com amor e altruísmo.
            A beleza física, não se perde com a idade, a excelência poderá continuar até ao fim. Uma pessoa positiva, poderá irradiar beleza e encanto pessoal, apesar de ter as suas rugas e marcas que assinalaram o seu itinerário durante a vida.
 
            Publicado na Revista Boa Estrela (Setembro de 2009)
PROF. KIBER SITHERC
 
  

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:24

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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