Método Kiber

Março 30 2014

 

            Certa vez, num cemitério em Hong Kong, um inglês punha as flores numa jarra na sepultura dum familiar; reparou ali ao lado num chinês, que punha uma tigela de arroz numa sepultura, o inglês perguntou-lhe: “Quando é que o teu morto vem comer o arroz?”; o chinês nem pestanejou, respondeu imediatamente: “Será quanto o teu morto cheirar as flores!”           
Assim é o homem de um só livro: inquisidor, duro, inflexível e intransigente em suas opiniões. Ele não aceita outros conceitos, nem tão pouco ele conhece outra regra ou doutrina. Por isso, os antigos liberais romanos diziam: “Temo o homem de um só livro”.  
           Acreditar que tudo terá que ser branco ou preto, é um conceito radical e uma ideia fundamentalista; aceitar os extremos do Bem e do Mal de uma maneira absoluta é tonar-se maniqueísta, em que tudo é dual, faltando o meio-termo. 
Na verdade, nem tudo é branco ou preto, há outros matizes, outras cores, ou seja há outras ideias e opiniões. Com o tempo, através da experiência, poderemos sair dos extremos do branco e do preto e atingir a zona cinzenta, em que os extremos se tocam onde o branco e o preto se consolidam em compreensão e concordância.
 As ideias preconcebidas e rígidas são como muralhas; a imobilidade de uma fortaleza torna-se pior que uma prisão.
            Não devemos tentar mudar os outros, mas sim compreende-los. Os obstáculos e os conflitos nas relações humanas surgem por vários motivos: primeiro porque julgamos que as outras pessoas “vêem e entendem o mundo” como nós o vemos, por isso não conseguimos compreender as suas atitudes; segundo porque julgamos que essas pessoas “deveriam de ver o mundo” como nós o vemos, por isso pensamos que captamos a verdade como ela é realmente.
            Ao compreendermos que cada pessoa vê o mundo à sua maneira, que a verdade é subjectiva, então seremos mais tolerantes e compreensivos.   
            A nossa compreensão do mundo que nos rodeia depende dos nossos cinco sentidos: visão, audição, tacto, gosto e olfacto; como um filtro eles absorvem estímulos que nos influenciam a nossa capacidade de decidir e a nossa percepção do mundo. Nem todos somos sensíveis aos mesmos estímulos, depende das neuro-associações que fazemos, e depende também do nosso “principal sistema representativo” se predomina mais o sistema visual, auditivo ou cinestésico; não poderemos ver as coisas como são, apenas as vemos como somos.  
            Por isso, quando nos relacionamos com alguém e não procuramos mudar as suas opiniões e convicções, as muralhas desvanecem-se, as defesas caem e os corações abrem-se; porquê uma fortaleza se deixará de haver resistência? Porquê muralhas para defesa se não há quem as ataque?   
            A variedade de culturas, de povos, de religiões e de línguas, fazem do nosso planeta um mosaico único e rico de conhecimentos, em que todos podem aprender uns com os outros, mas respeitando as suas crenças, ideias e ideologias. Seria monótono, se todos pensassem da mesma maneira, se vestissem as mesmas roupas e usassem as mesmas cores. Como seria enfadonho se todos os jardins tivessem as mesmas árvores e sempre as mesmas flores! A diversidade é a oferta para a nossa escolha.
            Aceite a diferença: nem todas as pessoas vêem o mesmo panorama da mesma janela; nem interpretam de igual modo o mesmo poema; nem sentem ou ouvem a música do mesmo modo. Cada um de nós é um ser único, isso caracteriza a nossa personalidade e o respeito pelos outros.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:02

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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