Método Kiber

Outubro 30 2009

               

               

               Era uma vez um povo triste… que vivia num regime opressor. Então, surgiu alguém que o pôs a rir…

                Raul Solnado nasceu em Lisboa em 19 de Outubro de 1929.

           Foi indiscutivelmente reconhecido como um dos maiores nomes do humor português, começou a fazer teatro na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (1947), profissionalizando-se em 1952. E desde daí nunca mais parou de nos fazer rir… opereta, revista, teatro clássico, cinema, televisão.

            Raul Solnado faleceu no dia 8 de Agosto de 2009, vítima de doença cardiovascular. O actor estava internado no hospital Santa Maria e, na manhã, pelas 10h55m, foi confirmado o óbito. Segundo informou o hospital, Solnado sucumbiu na sequência da evolução de um quadro clínico cardiovascular grave, depois de ter sido operado à carótida, há três dias.

            Foi até à sua morte, Director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas, que fundou juntamente com Armando Cortez, entre outros.

            Como Chaplin, Fernandel, Jô Soares, Jerry lewis e tantos outros nomes grandes do humor, Raul Solnado tinha a capacidade de se transfigurar a um ritmo vertiginoso sempre que a personagem lho exigia. Os músculos do seu rosto contraíam-se e descontraíam-se em incontáveis caretas por segundo, acompanhadas por outros tantos gestos das suas mãos desassossegadas. Um frenesim que o levava mesmo a gaguejar ligeiramente, tornando as suas personagens ainda mais engraçadas. A expressividade foi, sem dúvida um dos segredos do sucesso deste actor, que, como todos os cómicos dignos deste nome, manteve até ao fim um sorriso de menino traquinas a franzir-lhe o rosto.

            As gargalhadas fizeram atenuar a guerra.

            Raul Solnado foi um actor de mil faces mas foi com gargalhadas que se impôs como uma figura mítica do espectáculo. E quando a guerra colonial era tabu e indiscutível, ele pôs Portugal a rir-se de uma guerra sem sentido, uma rábula que foi o seu maior êxito de sempre.

            Raul Solnado inovou e revolucionou o humor em Portugal, pois defendia a piada inteligente e exigente, no lugar da piada fácil e ordinária. Um humor que esteve sempre na linha da frente e que esgotou bilheteiras nas principais salas de espectáculos do país.

            Aqui fica a minha homenagem a esse grande humorista e a lembrança da advertência que nos fazia:

 

        

   

 

 “Façam o favor de ser felizes…” Raul Solnado

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:07
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Setembro 30 2009

 

 
            Eça de Queiroz descreveu a decadência do riso que já se notava no seu tempo; lamentava-se de já não ouvir as gargalhadas que se davam na sua infância. Segundo ele: “a antiga gargalhada”, era “genuína, livre, franca, ressoante, cristalina!” No seu “século sério” segundo ele “perdemos o dom divino do riso. Já ninguém ri! Quase que já ninguém sorri”.
            Rir tornou-se sinónimo de escárnio, falta de educação e de postura. Os pais corrigem os filhos na sua espontaneidade: “Não te rias que parece mal”; “Que risada é essa? Tem juízo”. Lembro-me de ouvir, desde a minha infância dos adultos sisudos repetirem a seguinte máxima: “Muito riso, pouco siso”.
            O rir é uma questão de cultura, os antigos orientais preferiam um aspecto sisudo ao riso, durante séculos as mulheres japonesas tapavam a boca com a mão quando riam, ocultando assim a sua vergonha.
            Enquanto os orientais mantinham-se sérios, calados, conservadores e introvertidos, e tímidos; os europeus discretamente sorriam; os americanos davam gargalhadas e mostravam-se extrovertidos.
            O homem primitivo era natural e espontâneo, ria e dava gargalhadas mostrando a sua alegria, essa característica ainda se encontra no povo africano que ainda fazem eco nas suas esculturas artesanais ao salientarem a boca mostrando os dentes.
            A civilização contribuiu para a tristeza da humanidade, o homem ao evoluir rebuscou-se requintadamente, tornou-se austero na sua naturalidade. Na verdade o homem culto e de pensamento, hoje, poderá estar condenado à melancolia e pessimismo.
            Devido a tantas advertências e repreensões supostamente civilizadoras, a gargalhada espontânea asfixiou e foi substituída por um riso seco, áspero, duro, curto como se viesse de uma resistência devido a cócegas. O próprio riso foi substituído por um sorriso discreto, como se tenta-se agradar a alguém, um sorriso quase amarelo.
            É provável que já tenha lido a história do homem... que riu tanto que se curou!
            Quando os músculos faciais são movimentados através dum sorriso, exercem um efeito calmante no sistema nervoso, ritmo cardíaco e sistema respiratório.
            Na próxima vez em que nos sentirmos tristes, podemos experimentar pôr no rosto um sorriso realmente animado. Veremos que é difícil continuarmos tão tristes e, se tentarmos pôr nos olhos um brilho risonho, o efeito ainda será melhor.
            Tal como a tristeza o rir também é contagiante e estimula a boa disposição. Se sofre de depressão evite o contacto com as pessoas mal encaradas que só vêm o lado negro da vida: a tristeza, o azedume e o mau humor poderá contagiá-lo. Prefira as pessoas alegres e bem-humoradas que estimularão a sua boa disposição. Também evite as notícias trágicas e catastróficas da televisão que o poderão influenciar no sono.  
            Não leve a vida demasiado a sério, tenha o sentido de humor e procure ter a capacidade e a ousadia de poder rir de si próprio.
            Olhe para o espelho e sorria, verá como o seu aspecto se modifica, através do fluxo de serotinina para o cérebro, proporcionando assim uma mudança agradável no seu estado de espírito.
            Procure fazer uma lista de coisas agradáveis: acumule filmes e livros cómicos interessantes que lhe poderão proporcionar horas deleitáveis. Nas suas viagens e deslocações poderá ler alguns livros divertidos, não tenha constrangimento se eles são demasiado infantis para a sua idade e muito menos tenha vergonha de rir.
 
PELO PROF. KIBER
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:10
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Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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