Método Kiber

Março 01 2011

  

 

              Há muitos anos, apareceu-me uma senhora que sofria de uma depressão crónica, lamentava-se de tudo e de todos, como se fosse a pessoa mais infeliz do mundo.

            Apareceu com o marido e a filha. O marido era um comerciante abastado que tudo fazia para lhe agradar, ela deixou de o ajudar na loja, desculpando-se que os clientes a incomodavam. Em casa tinha uma mulher-a-dias, que até lhe fazia as refeições e punha-lhe a mesa. Como se não basta-se, o marido pagava a uma ama para sua companhia (por sugestão do médico), para a levar à rua a distrair-se.

            A filha preocupava-se por ver a mãe naquele estado, e ia adiando o seu casamento, tinha medo que algo de grave lhe viesse a acontecer.

            Quando lhe disse que não tinha motivos para estar nesse estado depressivo, afinal ela própria tinha confessado, que tinha um excelente marido e uma boa filha, que se preocupava com ela a todo o momento. Afinal, havia pessoas que na verdade poderiam ter motivos para andarem tristes, por terem uma vida horrível, com dívidas para pagarem, sujeitas a maus tratos, tendo problemas com filhos, com tribunais… então, ela me interrompeu:

            - Professor, mas com o mal dos outros estou bem! Eu estou doente, não sou feliz, eu tenho é que me preocupar comigo. Eu não quero saber o que se passa com os outros. Eles que se desenrasquem. Só tenho é que pensar em mim!

            Chegou também a confessar-me:

            - Quando saiu à rua e vejo essas pessoas a rirem-se e todas felizes, fico revoltada, porque será que não entra tristeza na vida delas, só serei eu a sofrer?

            Fez-me lembrar uma expressão de Albino Forjaz de Sampaio, que o grande desejo de certos egoístas inválidos, seria que todo o mundo andasse com uma cadeira de rodas. 

            Há muitas pessoas que sofrem depressão por egoísmo, desconhecem a terapia da solidariedade.

            Milhares de pessoas praticam o voluntariado, deixam o seu conforto da casa, visitam os necessitados, ajudam os sem abrigo, sem receberem nada de material em troca. Ficam satisfeitos em troca de um obrigado ou de um simples sorriso. Porque o fazem? Porque se sentem bem em ajudar o próximo, dando sem receber nada em troca, ajudando quem precisa e tendo compaixão por quem necessita mais do que eles, isso é excelente, vence o egoísmo e satisfaz a alma.

            Já viu essas pessoas sofrerem de depressão? Naturalmente que não têm tempo para pensarem nisso.  

      

            As pessoas egoístas são aquelas que têm mais problemas e que são mais infelizes. Como crianças egocêntricas, querem se sentir o centro de todas as atenções, quando alguém as ignora fazem birra para se salientarem e serem mimadas, assim acontece a essas pessoas egoístas. Claro, que nem todas as pessoas depressivas são egoístas, há vários motivos para se chegar à depressão.

            Mas muitas vezes a depressão é uma forma de lamúria, em que o paciente se lamenta que só ele é que sofre, esquecendo-se que há quem esteja pior, como aquele se lastimava que não tinha sapatos, depois vê alguém que não tinha pés.

            Usar a lógica que há quem sofra mais que nós, dá ânimo à nossa postura, afinal não somos o centro do mundo e ajudando os outros é um caminho para atingirmos a felicidade e obtermos a mente tranquila.

            Estamos todos no mesmo barco, a diferença é que alguns remam, e preocupam-se em ajudar os outros, enquanto outros, não remam, esperam que o barco siga sozinho sem itinerário, nem rumo, não importando mesmo que ande à deriva. É natural que surja a depressão, para a vencer é necessário remar.

 

 Publicado em Março de 2011, na Revista Boa Estrela pelo

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 17:32

Fevereiro 18 2011

 

            Esta doença estranha, também conhecida como doença do ‘homem-árvore’, é uma doença hereditária extremamente rara que leva a formação de verrugas na pele que nunca param de crescer. Ela costuma se manifestar entre 1 e 20 anos de idade e afecta normalmente as mãos e os pés. O único tratamento conhecido é a remoção cirúrgica das verrugas que voltam a crescer em seguida, o que exige cirurgias frequentes.

 

            Bem, o HPV, ou vírus do papiloma humano, infecta os queratinócitos da pele ou mucosas, e possui mais de 200 variações. Uma das formas mais conhecidas de propagação da doença é pela relação sexual.

 

            Dede, um pescador da Indonésia com 37 anos tem o corpo coberto de uma espessa camada bizarra de “raízes” que crescem ao longo da epiderme!

 

            Tudo começou quando Dede se cortou no joelho durante a adolescência. Um pequeno ponto protuberante surgiu ao redor da ferida e dias depois eram vários. Os dias passaram, tornaram-se anos e os pontos continuaram a crescer e a alastrar até atingir o estado que podemos presenciar nestas fotografias e vídeo.

 

            A esperança para Dede surgiu quando um dermatologista americano o viu num documentário do Discovery Channel – “The Treeman”.

 

            O médico interessou-se pelo caso e voou para Jacarta. Após o diagnóstico deste caso bizarro, o médico descobriu de que deformação padecia, propondo uma terapêutica baseada em vitamina A, composto orgânico em deficiência no seu organismo.

 

            O Dermatologista testou amostras numa biópsia feita com amostras do tecido sanguíneo de Dede. O Dr Anthony Gaspari concluiu que o “Treeman” era na verdade um caso gravíssimo de Epidermodisplasia Verruciforme, uma doença viral  do papiloma humano gerador de verrugas e causador de sofrimento. Ainda há quem não aceita esta causa e que aponte este caso como uma doença cancerígena da epiderme humana.

 

            Mas o caso de Dede era extremo: porque além do vírus do papiloma humano, tinha um raro erro no processamento do código genético humano que impede o sistema imunitário de combater as verrugas.

 

            O Dr. Gaspary acredita que Dede nunca será uma pessoa normal, dada a gravidade do seu caso, mas que com o avanço da terapêutica talvez dentro de alguns anos volte a usar novamente as mãos para tarefas básicas do quotidiano.

 

            O seu sistema imunológico não reconhece o vírus como uma ameaça. Assim, o vírus tem livre replicação no organismo indefeso.

 

            Várias intervenções cirurgicas foram realizadas, mas as verrugas voltam a crescer. Atualmente os médicos acreditam que a única forma do rapaz ter uma vida “melhor” é passando por cirurgias semestrais para a retirada do excesso de verrugas. Em cada intervenção são retiradas em média 3 kg de verrugas.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:26

Fevereiro 16 2011

 

            Esta doença rara, foi descrita pela primeira vez em 1825, pelo médico francês Jean Itard. Mais tarde, em 1885, Gilles de la Tourette publicou um relato de nove casos da doença, que denominou maladie des tics convulsifs avec coprolalie ("doença dos tiques convulsivos com coprolalia"). Posteriormente a doença foi renomeada "síndrome de Gilles de la Tourette", por Charcot.

           

            A mais antiga referência conhecida à síndrome de la Tourette é de 1489 e aparece no livro Malleus maleficarum ("martelo da bruxa"), de Jakob Sprenger e Heinrich Kraemer, onde é descrito o caso de um padre cujos tiques seriam supostamente relacionados à possessão demoníaca.

 

            Durante um século, não se conseguiu explicar ou tratar os tiques característicos da síndrome. A abordagem psiquiátrica foi privilegiada ao longo do século XX. A possibilidade de que as perturbações motoras, características da síndrome de la Tourette, pudessem ser de origem orgânica só foi considerada a partir de 1920, quando uma epidemia de encefalite, entre 1918 e 1926 desencadeou, na sequência, um aumento importante dos casos de distúrbios motores e tiques.

 

            Durante os anos 1960 e 1970, a abordagem psicanalítica foi contestada após a descoberta do haloperidol, que permite atenuar os tiques. A virada ocorreu em 1965, quando Arthur K. Shapiro, considerado como o precursor da pesquisa moderna no tratamento de tiques, publicou um artigo criticando a abordagem psicanalítica, depois de ter tratado um paciente, portador de síndrome de la Tourette, com haloperidol.

 

            A síndrome de Gilles la Tourette (ST) é uma patologia caracterizada pelo comprometimento psicológico e social dos pacientes, causando impacto na vida dos portadores e de seus familiares.

 

             Esta síndrome é geralmente associada a uma variedade de problemas comportamentais e emocionais.

 

            Na síndrome de Gilles la Tourette as características principais incluem distúrbio caracterizado por tiques múltiplos, incluindo o uso involuntário ou inapropriado de palavras obscenas (coprolalia) e a repetição involuntária de um som, palavra ou frase de outrem (ecolalia), entre outros.

 

            Os estudos actuais demonstram que a taxa de prevalência pode variar de 1% a 2,9% da população em alguns grupos. Contudo, estes dados podem ser imprecisos, pois depende, em parte, dos critérios e métodos utilizados e do tipo de estudo epidemiológico realizado.

 

            Dados estatísticos internacionais mostram que esta síndrome é encontrada em vários países, independentemente de classe social ou de etnia, acometendo cerca de três a quatro vezes mais o sexo masculino, em relação ao sexo feminino

 

            As pesquisas realizadas com crianças e adolescentes mostram que a prevalência de Síndrome de Gilles la Tourette é dez vezes maior em crianças e adolescentes do que em adultos.

 

            Nas crianças e adolescentes os tiques são considerados isoladamente, com uma frequência aproximada que varia de 1% a 13% nos meninos e 1% a 11% nas meninas.

 

            A Síndrome de Gilles la Tourette é um distúrbio genético, de natureza neuropsiquiátrica, caracterizado por fenómenos compulsivos, que, muitas vezes, resultam em uma série repentina de múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais.

 

            Como característica da Síndrome de Gilles la Tourette, os tiques acometem a pessoas durante pelo menos um ano, tendo início antes dos 18 anos de idade e estes tiques podem ser classificados como motores e vocais, subdividindo-se, ainda, em simples e complexos.

 

            Geralmente, na Síndrome de Gilles la Tourette os pacientes apresentam, inicialmente, tiques simples, evoluindo para os mais complexos; entretanto, o quadro clínico pode variar de paciente para paciente.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 02:06

Fevereiro 12 2011

 

            A Aromaterapia consiste em tratar as doenças com a ajuda de óleos extremamente concentrados extraídos dos vegetais. Esses extractos chamados essências ou óleos essenciais contêm as substâncias que dão perfume às plantas e, por isso, seu odor é a característica principal.

 

            Os óleos essenciais são produzidos por minúsculas glândulas presentes nas pétalas, no caule, na casca e na madeira de numerosas plantas e árvores. Se, na natureza essas glândulas liberam os aromas das plantas de forma progressiva, quando aquecidas ou trituradas, elas explodem e liberam os odores com uma potência muito maior.

 

            Para extrair o óleo essencial puro, recorre-se a um processo de destilação no vapor d’água. Se a essência é dissolvida no álcool ou em outro solvente, denomina-se essência absoluta. São menos puras que os óleos, porém conservam propriedades curativas interessantes.

 

            Os usos dos óleos essenciais são múltiplos, mas eles são mais utilizados na unção da pele (massagem), podendo também ser inalados ou colocados na água de banho ou em compressas. Raramente são ingeridos. Certamente são mais eficazes quando inalados, pois provocam uma acção imediata no cérebro.   

 

            Não se deve pensar que a Aromaterapia não apresenta contra-indicações. Devem ser utilizados com precaução, pois podem causar irritação e alergia na pele.

 

            Os aromaterapeutas utilizam cerca de 30 plantas e flores para tratar a maior parte dos problemas.

 

            Os óleos essenciais são divididos em três categorias: os que tonificam o organismo e favorecem o bom humor; os que estimulam e regulam as principais funções do corpo; e os que têm um efeito calmante sobre o corpo e o espírito.

 

            Alguns exemplos:  

 

            Óleo de Camomila – refrescante. Indicado para dores de cabeça e depressão;

            Óleo de Cânfora – refrescante e estimulante. Indicado em resfriados, reumatismos, acne, insónia;

            Óleo de Cedro – sedativo. Usado para angústia, bronquite e tosse;

            Óleo de Limão – refrescante e estimulante. Para problemas circulatórios, hipertensão e acne;

            Óleo de Eucalipto – libera a cabeça. Indicado para edemas e dores musculares;

            Óleo de Gerânio – refrescante e anti-espasmódico. Para problemas urinários e infecções virais;

            Óleo de Jasmim – relaxante e calmante. Serve para tratar apatia e pele seca;

            Óleo de Manjerona – fortificante. Indicado em enxaquecas, cólicas e equimoses;

            Óleo de Pachuli – relaxante. Indicado na depressão e pele seca.

            Óleo de Pimenta Cinza – estimulante. Usado em problemas digestivos, resfriados e diarreia.

 

            Os óleos essenciais possuem propriedades anti-sépticas reconhecidas, como as da Lavanda e do Gerânio, que são eficazes contra infecções causadas por bactérias, vírus e fungos. São também apreciados pelas propriedades desintoxicantes do limão, alho, eucalipto e pelos efeitos calmantes junta à sensação de bem-estar e harmonia que parecem produzir um efeito preventivo sobre as doenças.

 

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publicado por professorkibersitherc às 18:29
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Fevereiro 07 2011

 

            Uma nova síndrome foi descrita por Cohen e Hayden, em 1979, sendo proposta como entidade clínica e baptizada de Proteus em 1983 por Wiedmann, devido a sua variada forma de apresentação e evolução fenotípica (do deus grego Proteus = o polimorfo, aquele que mudava de forma para escapar da captura). Em 1986, Cohen afirmou: “o homem-elefante não tem neurofibromatose e, sim, síndrome de Proteus”.

  

            Joseph Merrick, ‘o Homem Elefante’ é provavelmente o caso mais famoso desta síndrome. A doença causa crescimento ósseo e de pele excessivos com incidência frequente de tumores.

 

            A síndrome de Proteus é uma doença congénita que causa crescimento exagerado e patológico da pele com tumores subcutâneos, desenvolvimento atípico com macrodactilia e hemi-hipertrofia. É uma doença extremamente rara: se descreveram cerca de 100 casos em todo mundo. Por causa dessa raridade, não há muitos estudos na área actualmente, e quase todos os acontecimentos, praticamente, não têm solução.

 

            Esta doença teria permanecido desconhecida, se não fosse o caso de Joseph Merrick, O homem elefante, foi um caso particularmente grave desta síndrome, além da neurofibromatose que também acredita-se que tinha.

 

            Em 1980 foi rodado o filme "O Homem Elefante" (The Elephant Man) dirigido por David Lynch e estrelado por Anthony Hopkins, John Hurt, Anne Bancroft e John Gielgud. No filme, o actor John Hurt interpreta Joseph Carey Merrick, onde é relatada sua vida e as dificuldades enfrentada por ele portar a doença que provocou deformidades em 90% do seu corpo.

 

            Em vida, Joseph, quando criança foi rejeitado por sua aparência, sendo assim, expulso de casa. Após isso, tentou vender livros, mas não obteve muito sucesso por causa de sua aparência. Depois de meses tentando arrecadar fundos para viver, foi "resgatado" por um circo de aberrações, onde foi posto como atracão sob o título de "A parte mais degradante do ser humano". Após tempos de circenses, um médico dos arredores o recolheu para análise e tratamento. Em 1890, Joseph veio a falecer por causa do crescimento de seu cérebro e seu rompimento de pele.

 

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publicado por professorkibersitherc às 12:43

Fevereiro 01 2011

 

            Fetus in fetu (ou feto em fœtu ) é uma anomalia de desenvolvimento em que uma massa de tecido semelhante a um feto se forma dentro do corpo. Há duas teorias de origem a respeito de "fetus in fetu". Uma teoria é que a massa começa como um feto normal, mas se envolve dentro de seu gémeo. A outra teoria é que a massa é um programa altamente desenvolvido teratoma. "Fetus in fetu" é estimada para ocorrer em 1 em 500.000 nascidos vivos.

 

            A fetus in fetu pode ser considerado vivo, mas apenas no sentido de que a sua componente de tecidos ainda não tenham morrido ou sido eliminadas. Assim, a vida de um fetus in fetu é semelhante à de um tumor na medida em que as suas células permanecem viáveis por meio de actividade metabólica normal. No entanto, sem as condições de gestação no útero com o âmnio e placenta, um fetus in fetu pode tornar-se, na melhor das hipóteses, uma bem diferenciada de teratoma, ou, na pior das hipóteses, um alto grau metastático teratocarcinoma.

 

            Em termos de maturação física, os seus órgãos têm um suprimento de sangue de trabalho do anfitrião, mas em todos os casos de fetus in fetu apresenta defeitos críticos, como não funciona o cérebro, coração, pulmões, trato gastrointestinal ou do trato urinário. Assim, enquanto um fetus in fetu pode seleccionar partes morfológicas características com um feto normal, não tem qualquer perspectiva de vida fora do gémeo hospedeiro. Além disso, representa uma ameaça clara para a vida do irmão gémeo de acolhimento de quem depende a sua própria vida.

 

            Fetus in fetu pode ser um gémeo parasita, um feto crescendo dentro de seu hospedeiro gémeo. Muito cedo num monozigótico gravidez gemelar, em que ambos os fetos partilham uma placenta comum, um feto envolve e envolve a outra. O gémeo envolvido torna-se um parasita, uma vez que a sua sobrevivência depende da sobrevivência de seu irmão gémeo hospedeiro, inspirando-se em anfitrião duplo suprimento de sangue. O gémeo parasítico é anencefálico (sem cérebro) e carece de alguns órgãos internos, e como tal é quase sempre incapaz de sobreviver por conta própria. Enquanto o gémeo normal, para "alimentar" o gémeo envolta dos nutrientes recebidos através de um único cordão umbilical, que geralmente morre antes do nascimento.

 

            Casos de fetus in fetu tem atraído a atenção dos media em todo o mundo. Estes casos são uma pequena minoria dos casos conhecidos e raramente coincidem com os casos relatados na literatura médica, mas eles são amplamente conhecidos.

 

            Alamjan Nematilaev, no Cazaquistão, foi o anfitrião sobrevivente de um fetus in fetu. Em 2003, com 7 anos, na sua escola o médico o encaminhou para o hospital, após movimentos, foram detectados o aumentado do abdómen, do menino. Numa operação destinada a remover um quisto foi descoberto o feto do irmão gémeo idêntico a Alamjan, que tinha vivido como excrescência parasitária dentro do menino durante toda a sua vida. O feto foi comparativamente altamente desenvolvido, com pêlos, braços, dedos, unhas, pernas, pés, órgãos genitais, uma cabeça e uma vaga aproximação de um rosto.

 

            Em Junho de 1999, o caso de Sanju Bhagat um homem de Nagpur, na Índia, atraiu a atenção para o período de tempo (36 anos), ele havia levado o seu "paralisante" gémeo dentro de seu corpo. Como não tinha o Bhagat placenta, o crescimento havia se conectado directamente ao seu suprimento de sangue.

 

            Em Março de 2006, médicos no Paquistão retiraram dois fetos de dentro de um bebé  de um mês de idade.

 

            Em Novembro de 2006, um menino em Santiago do Chile, foi diagnosticado com fetus in fetu pouco antes do nascimento.

 

            Em Agosto de 2007, com dois meses de idade Eljie Millapes de Baguio, Filipinas, foi diagnosticado com fetus in fetu. Os pais de Millapes ficaram alarmados com o crescimento anormal do abdómen da bebé. Os médicos descobriram mais tarde que ela estava sofrendo de fetus in fetu.

 

            Em Janeiro de 2008, Afiah Syafina, com um mês de idade, na Indonésia, foi diagnosticado com um tumor no seu abdómen. Foi feita uma operação em 19 Janeiro de 2008 que revelou o tumor ser suspeito realmente um feto.

 

            Em Maio de 2008, foi retirado da barriga de um ano de idade de uma menina de Larissa no Hospital Geral da Grécia, depois que ela foi diagnosticada com um tumor no lado direito da barriga. O embrião foi um feto com cabeça, cabelos e olhos, mas sem cérebro ou do cordão umbilical.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

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Janeiro 28 2011

 

            O ovo já foi o grande vilão da saúde na década de 80 e 90.  Era considerado um dos maiores causadores de doenças cardíacas. Os cientistas diziam que dar ovos para as crianças era quase um crime, pois estaríamos condenando-as a terem hipertensão para o resto de suas vidas.

 

             Ele era considerado um grande causador de doenças cardíacas. Mas, hoje, ele faz parte do cardápio de atletas e pessoas que praticam actividades físicas regularmente. Estudos actuais revelam que, na realidade, esse alimento tão apreciado em todas as culinárias não é tão prejudicial como pensavam. O ovo, hoje, passou a ser visto como uma óptima fonte de proteína, vitaminas do complexo B, antioxidantes e minerais.

 

            Uma das demonstrações mais recentes é assinada pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Em artigo publicado em Janeiro de 2010, resultado de uma pesquisa envolvendo 9.734 pessoas de 25 a 74 anos acompanhadas durante duas décadas, os pesquisadores demonstraram não haver relação entre o consumo regular de ovos e o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, como enfarto e derrame. Não houve diferença entre aqueles que comiam um ovo ou mais por dia em comparação com quem não comia nenhum, disse o cardiologista Adnan Qureshi, líder da investigação. Em apenas um grupo específico, o dos diabéticos, encontramos dados que mostram que o consumo maior de ovos pode estar ligado ao aumento da ameaça de doenças cardíacas, mas isso nem sequer está totalmente claro.

 

            Brasileiros também chegaram a essa conclusão, foram analisados hábitos alimentares de 1.600 estudantes, em escolas de rede pública da cidade de Campinas-SP. Com amostras de sangue dos participantes, foi demonstrado que os indivíduos que consumiam mais ovos não eram os que apresentavam as maiores taxas de colesterol. A conclusão é que o excesso de colesterol não está relacionado com a ingestão de ovos, e sim, com a obesidade e o baixo consumo de fibras.

 

            A média de consumo de ovo por pessoa durante o ano, hoje, no Brasil, é de 141 unidades, segundo os dados da União Brasileira de Avicultura (UBA). O país fica bem abaixo do México, que tem o maior consumo do alimento, com uma média de 360 unidades por habitante durante um ano.

 

            As propriedades nutricionais do ovo fazem com que ele seja um alimento completo. A ideia de que ele é um alimento rico em colesterol foi banida. A gema seria a única parte do alimento rica nessa propriedade, mas, segundo estudos recentes, a gema do ovo não é a responsável pelo aumento de colesterol no sangue, pois o tipo de colesterol presente no ovo é metabolizado de forma benigna pelo corpo humano.

 

            A clara é onde se concentra a maior carga nutritiva do ovo. É nela que está presente a maioria das proteínas do alimento. "A proteína é um regenerador natural. Uma pessoa que fez algum tipo de cirurgia ou sofre de desnutrição pode fazer o uso desse alimento como um auxiliador no processo de cura", afirma a nutricionista Geise Belo.

 

            O ovo é um alimento que fornece aminoácidos essenciais que nosso corpo não é capaz de produzir, tem baixo valor calórico e é uma das poucas fontes externas de vitamina D e K, além de conter outras vitaminas e minerais que ajudam no equilíbrio do organismo.

 

            Comer ovos emagrece.  O médico Nikhil Durandhar, da Universidade Estadual da Louisiana, comparou dois grupos de mulheres em dieta para emagrecer. Um dos grupos comeu dois ovos mexidos no desjejum. O outro, alimentos à base de carboidratos, como pães, torradas e bolos. E, ao final de dois meses, aquelas mulheres que optaram pelos ovos emagreceram 65% mais do que as outras.

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:02

Janeiro 26 2011

 

            É um tipo de terapia adoptado em diversas correntes da medicina tradicional que emprega ventosas. Em chinês é representada pelo ideograma 拔罐.

 

            A utilização das ventosas no tratamento de doenças não é uma exclusividade da Medicina Chinesa, existem informações do seu uso desde o antigo Egipto, ela também é mencionada nos escrito de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV a.C., possivelmente conhecida e utilizada por outras nações antigas.

 

            Hipócrates também usava ambos os métodos de ventosa “seca” e “molhada” como principal tratamento nas desordens menstruais.

 

            Ele prescrevia grandes ventosas de vidro a serem aplicadas nos seios de mulheres que sofriam de menorragia. Assim como nas “descargas amareladas vaginais”, pelo uso de ventosas durante um longo período de tempo em diferentes partes das coxas, na virilha e abaixo dos seios.

 

            Hipócrates era cuidadoso na prevenção da anti-sepsia após a ventosa, e adverte com o seguinte conselho:

 

             “Quando em aplicação de ventosa molhada, se o sangue continuar a fluir após o instrumento inspirador tiver sido removido, se o fluxo de sangue ou soro for copioso, os copos de ventosa precisam ser aplicados novamente até que da área tratada tenha se retirado o abstracto”.

 

            De outra forma, o sangue vai coagular, retendo-se nas incisões, e úlceras inflamatórias podem se formar. Aconselha-se banhar estas partes em vinagre. O local não pode ficar humedecido. Nunca permitir que o paciente se deite sobre as escarificações, e estas devem ser tratadas com medicamentos para feridas inflamadas.

 

            O antigo instrumento utilizado para fazer ventosas era a cabaça, conhecida naquela época como “curubitula” que em latim significa ventosa. Nas regiões primitivas do mundo, a ventosa tem registos históricos que datam de centenas a milhares de anos. Nas suas formas mais primitivas, era utilizada pelos índios americanos que cortavam a parte superior do chifre dos búfalos, com cerca de 10 cm de comprimento, provocando o vácuo por sucção oral na ponta do chifre, sendo de seguida tamponado.

 

             O uso de ventosas no Ocidente antigo era um elemento terapêutico corriqueiro e de grande valor panaceico. Pois por falta de outros recursos médicos, a ventosaterapia era utilizada praticamente na cura de todas as doenças. Abordado por essas épocas como um instrumento curativo mágico, pelo contacto íntimo com o interior do corpo através do sangue. Ela era respeitada também pela sua actuação no elemento energético gerado pela respiração. Teoria que se aproximava dos conceitos de Medicina Oriental

 

            Celsus adverte que a aplicação de ventosas é benéfica tanto para doenças crónicas como para agudas, incluindo ataques de febre, e particularmente nos stressados. Quando há perigo de fazer sangria, o recurso mais seguro é aplicar nesses pacientes ventosas secas.

 

            Ele adverte sobre a ocorrência de edema nas ventosas, sejam secas ou molhadas. Descreve ventosa seca em vários lugares para tratar paralisia, ventosas nas têmporas e na região occipital em caso de dores de cabeça prolongadas.

 

            No século passado, a operação de inspirar copos de ventosas no corpo consistia em colocar sobre a pele uma campânula de vidro ou outras formas de inspiradores semelhantes aos copos de ventosas, após fabricar vácuo pela queima do ar no seu interior, Devendo aplica-las de pronto sobre a pele para gerar sucção no local. Este método chamado de “ventosa seca” era aplicado na pele nua, causando trauma subcutâneo e agindo como contra-irritante.

 

            Outro método também comummente aplicado era chamado de “ventosa molhada”. Neste método, a pele era irritada por meio de um instrumento cortante, provocando uma leve sangria chamada de “escarificação”, imediatamente antes de a ventosa ser aplicada. Este método era considerado especial para se provocar sangria, sendo também reconhecido pelos antigos médicos como uma medida contra-irritante.

 

            As medidas contra-irritantes provocam o deslocamento da dor e o efeito conhecido na medicina oriental como “alívio da superfície do corpo”, muito útil no combate das dores por espasmo musculares enrijecimentos musculares, reflexos causadores de falsas dores, nos rins e pulmões.

 

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Janeiro 25 2011

 

            A Disprosopia também conhecida como duplicação craniofacial é um distúrbio raro no qual o rosto da mesma pessoa é duplicado na sua cabeça. A condição é causada por uma proteína responsável por determinar as características do rosto e seu excesso leva a um segundo rosto espelhado.

 

            A falta da proteína leva a características faciais pouco desenvolvidas. Normalmente este tipo de anomalia sequer permite que a criança nasça com vida, mas Lali Singh, nascida em 2008, sobreviveu por dois meses antes de sofrer uma paragem cardíaca.

 

            Em 2008, uma menina nascida na Índia, Lali Singh, tornou-se a criança mais conhecida por ter a Disprosopia.

 

             Ela nasceu em 10 de Marco de 2008 numa família de casta inferior que vivem na aldeia Sanai Sampūra perto de Delhi, o nascimento foi dificultado por distocia causado pela sua cabeça grande, e teve que nascer num hospital com uma episiotomia.

 

            Foi das poucas crianças que nasceu com a doença rara, chamada Disprossopia. Nasceu com traços faciais, incluídos dois pares de olhos, dois narizes e duas bocas (mas apenas um par de orelhas). Lali Singh, filha de Sushma e Vinod Singh, foi vista como a reencarnação da deusa Durga, que tem três olhos. Pensou-se também que Lali era a reencarnação do deus hindu Ganesh.

 

            Em Abril de 2008, Sushma e Vinod Singh tinham recusado a solicitação dos médicos locais para avaliar a sua filha com CT ou MRI digitalização. Sem diagnóstico por imagem, não era possível saber a extensão à qual a condição da criança podia ter afectado o seu cérebro e outras estruturas vitais em sua cabeça e pescoço. Assim, qualquer estimativa de sua capacidade de sobreviver ou prosperar, só poderia ser especulativa, embora a família Lali descreveu-a como funcionar normalmente.

 

            Também é desconhecido se neurocirurgiões e cirurgiões craniofaciais, se foram consultados, se haveria soluções viáveis para oferecer no que diz respeito à cirurgia correctiva.

 

            Um médico local disse aos jornalistas que a bebé devia ser considerada uma criança saudável, que viveria uma vida normal, que teria ocorrido uma eventualidade desconhecida entre os portadores do transtorno.

 

            Os dois olhos de Lali, sofria de opacidade da córnea devido à anatomia anormal dos músculos faciais, o que a impedia de fechar correctamente os olhos (foi injustamente acusado de flashes de câmaras).

 

            Fissura de palato causou dificuldades em alimentá-la em condições de vila. Uma dieta pobre se alimentava por um frasco de solução de açúcar e leite diluído, que escorria pela garganta dela, porque ela não conseguia sugar adequadamente por causa da fissura palatina, enfraquecido o seu estado, deu origem a vómitos e a infecção começou.

 

            A Admissão hospitalar foi adiada por uma discussão (inclusive levá-la de volta para casa hospitalar), entre os seus parentes e sua aldeia chefe. Finalmente os seus pais, alarmados com a doença e desidratação, desafiaram os seus outros parentes e levaram de volta ao hospital, onde, sob tratamento médico apropriado, incluindo antibióticos e uma solução salina por gotejamento, ela começou a melhorar, e parou de vomitar, e começou a beber leite e defecando normalmente; mas seis horas mais tarde, em dois meses de idade para o dia, ela morreu de um ataque cardíaco.

 

            Ela foi enterrada em sua aldeia, como é habitual no hinduísmo, com crianças que morrem muito jovens. Mais tarde, um templo foi construído na aldeia em sua memória.

  

            A diprosopia ou duplicação craniofacial é uma deformação rara que aparece em humanos, mas também noutros animais: gatos, ratos e bovinos. Essa duplicação da face faz o animal aparentar ter duas cabeças, sendo que vemos uma face colada na outra. Essa anomalia traz consigo vários problemas que ameaçam a vida do animal em questão.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:50

Janeiro 23 2011

 

            São mais de sete mil já identificadas em todo o Mundo, mas em Portugal apenas se conhecem três centenas de doenças raras.

 

            Segundo um estudo divulgado há cerca de um ano pela Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras - Raríssimas, estas doenças estão diagnosticadas em cerca de 400 portugueses, 75 por cento crianças e 25 por cento adultos.

             

            Porém, e de acordo com um inquérito divulgado pela Organização Europeia das Doenças Raras, Portugal está na cauda da Europa, no que se refere ao diagnóstico destas patologias.

 

            Aliás, a própria Raríssimas defende que os números de que dispõe actualmente servem simplesmente de amostra, já que não existe no nosso país um registo relativo às patologias menos comuns.

 

            O inquérito da Organização Europeia das Doenças Raras é ainda mais implacável com Portugal quando chega à conclusão de que 40 por cento das pessoas inquiridas tiveram de lidar com um diagnóstico errado, antes de ter um diagnóstico definitivo da patologia.

 

            Um dos aspectos mais graves que o estudo tornou visível é o facto de que muitas das pessoas afectadas tiveram de esperar entre cinco e trinta anos pelo tal diagnóstico definitivo.

 

            A verdade é que, se há diagnósticos mais ou menos simples, outros podem ser muito complexos, até que, pelo facto de serem muito pouco ou nada comuns, torna-se difícil para que os profissionais de saúde reconheçam as patologias.

 

            Mas se, por um lado, Portugal está relativamente atrasado no que diz respeito à detecção destas doenças, por outro, mecanismos têm vindo a ser criados para melhorar a informação sobre o tema.

 

            É o caso da "Orphanet" que tem uma extensão portuguesa a funcionar no Instituto de Genética Médica Jacinto Magalhães, no Porto. Esta é uma base de dados relacional com informação sobre doenças raras e medicamentos órfãos, que pretende contribuir para melhorar o diagnóstico, seguimento e tratamento das doenças raras. A versão actual da base de dados inclui 3.687 doenças, com informação científica detalhada sobre cerca de 1.100 através de um texto descritivo, lista de sintomas (com frequências relativas), links e outros sites de interesse.

 

            A título de curiosidade, no site oficial da "Orphanet", é referido que «no nosso país verifica-se uma quase total inexistência de informação disponível em português, o que se reflecte negativamente no seu impacto na sociedade em geral».

 

            Criada há alguns anos, a Raríssimas também oferece apoio a doentes, famílias, amigos e todos aqueles que vivem e convivem de perto com doenças raras. Para além de prestar apoio social e jurídico às famílias, a associação tem vindo a lutar para que estas patologias sejam mais conhecidas não só do público em geral, mas também dos profissionais de saúde.

 

            Refira-se ainda que, de acordo com a União Europeia, existem na Europa mais de 20 milhões de pessoas com doenças raras, sendo que a UE determina que são "raras" as patologias que afectam uma em cada duas mil pessoas.  

 

            Na Madeira, também existem alguns casos de doenças raras. Filomeno Paulo Gomes, presidente do Conselho de Administração do Serviço Regional de Saúde (SRS), afirma que «dentro do rácio da nossa distribuição populacional, também nos tocam algumas patologias daquelas consideradas raras ou raríssimas».

 

            De entre as que já foram diagnosticadas, Filomeno Gomes referiu, a título de curiosidade, existirem na Região dois casos da Doença de Gaucher, entre outras que colocam por vezes aos SRS «algumas dificuldades ao nível dos diagnósticos e das terapêuticas».

 

            Questionado sobre os meios de diagnóstico, o presidente do SRS afirmou ao DIÁRIO existirem várias metodologias que podem ser seguidas, sendo que algumas delas são possíveis na Madeira e outras apenas podem ser realizadas no continente. Segundo referiu, estas doenças podem ser detectadas, por exemplo, através de biópsias musculares, análises bioquímicas ou testes genéticos, sendo que para estes é possível recorrer ao Laboratório de Genética Humana (LGH) da Universidade da Madeira.

 

            António Brehm, responsável por este laboratório, afirma que o diagnóstico de uma doença é fácil de ser feito, desde que «a génese da patologia esteja perfeitamente estabelecida do ponto de vista laboratorial e da literatura».

 

            O LGH já se deparou com análises deste tipo, referiu o responsável, acrescentando que, à medida que se realizam os trabalhos, «vamos implementando diagnósticos em cada vez maior número».

 

            Além disso, sublinhou que «o laboratório, do ponto de vista do "know-how" e do equipamento, está habilitado para fazer seja o que for», desde, claro, que as géneses das doenças sejam conhecidas. Estudos de fundo sobre a origem de doenças ainda não são feitos no Laboratório de Genética Humana, apenas por «falta de fundos», acrescentou.

 

            Mas apesar das dificuldades, a Madeira ainda dá algumas cartas naquilo que é a investigação genética. Um dos exemplos desta situação foi o trabalho que recebeu o Prémio Zarco em 2005.

 

            Helena Caldeira Araújo, a autora, no âmbito do trabalho de doutoramento, descobriu o erro genético com que nascem as pessoas que sofrem de deficiência da guanidinoacetato metiltransferase, um desarranjo raro do metabolismo que provoca atraso mental.

 

            Na investigação foram identificados 4 casos na Madeira, os primeiros conhecidos em Portugal, de uma doença detectada apenas em 1994, e da qual existiam à data apenas 12 casos identificados no Mundo.

 

            A médio e longo prazo esperam-se novos avanços ao nível da investigação nacional, para que Portugal deixe de estar na cauda da Europa no diagnóstico de doenças raras. O futuro o dirá.  

 

            Em Portugal, e principalmente ao longo dos últimos anos, algumas doenças raras já foram diagnosticadas, sendo, por isso, objecto de estudo e de maior conhecimento.

 

            Um destes casos é a Síndrome de Angelman, também conhecida como "Síndrome da Boneca Feliz". Associada a uma perturbação no cromossoma 15, as pessoas portadoras desta doença apresentam um défice cognitivo muito grave.

 

            A Síndrome de Prader-Will tem também a ver com uma alteração do cromossoma 15, mas desta vez com a ausência de contribuição paterna. Com atrasos na linguagem e actividade motora, todos os indivíduos com esta síndrome manifestam atraso mental, puberdade incompleta e infertilidade.

 

            Afectando um doente em um milhão, a Síndrome Bernard Soulier é uma doença hereditária, autossómica recessiva, porque ambos os progenitores têm um defeito sem expressão nos próprios mas cuja combinação leva a que o bebé nasça com esta doença que afecta o sangue.

 

            A Doença de Cornélia de Lange, que já tem uma consulta especializada no Hospital D. Estefânia, foi diagnosticada em 50 portugueses. Segundo a revista "e-ciência", «as "vítimas" desta doença são recém-nascidos pequenos, com pouco peso, que apresentam uma microcefalia e característica faciais específicas que se misturam com os traços herdados pelas suas famílias».

 

            Existe já tratamento para a Doença de Fabry, uma patologia hereditária e provada por uma anomalia genética. O diagnóstico desta doença é feito através de uma biópsia ou de análises ao plasma sanguíneo e aos leucócitos.

 

            A Síndrome "Cri-du-chat" (alteração do cromossoma 5), a Doença de Gaucher (deficiência enzimática que afecta pelo menos 80 portugueses), a Síndrome de Kabuki, a Síndrome Vogt-Kyoanagi-Haradas (afecta vários sistemas do corpo humano), a Doença de Kawasaki (inflamação aguda dos vasos sanguíneos) e a Doença de Acromegaly (doença crónica que vai progredindo lentamente, afectando os adultos e que se caracteriza pelo excessivo crescimento hormonal) são outras das doenças raras já conhecidas no nosso país.

 

            A Doença de Chron e a Tetralogia de Fallot (patologia do conhecido "menino azul") também já foram diagnosticadas em Portugal. Mas ainda falta muito para que estas doenças raras se tornem mais conhecidas.

 

            Recorde-se que as doenças raras (a maioria tem origem genética) são crónicas, graves, progressivas e podem provocar sérias incapacidades.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:35

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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