Método Kiber

Janeiro 21 2011

 

            A nosofobia é o medo de adoecer, é o que leva o fóbico a se julgar doente; começa pelo medo de se infectar por micróbios, por isso, até não dá a mão nos cumprimentos… essa fobia conduz rapidamente à hipocondria (busca obcecada de tratamento para doenças inexistentes).

 

            Há pessoas que vivem mortificadas limpando, o que muitas vezes está limpo, vendo sujidade insuportável na mais pequena poeira. A mania de limpar as maçanetas das portas que leva à fobia dos micróbios e doenças por eles produzidas (nosofobias).

 

            Muitas mulheres, utilizam produtos não muito aconselháveis na sua higiene íntima pelo receio de não estarem correctamente limpas. Chega-se mesmo a cair no exagero e no abuso da limpeza, movidas pelo medo de odores desagradáveis e dos micróbios.

 

            Os microrganismos, também conhecidos por germes ou micróbios, são pequenos seres vivos que não podem ser vistos a olho nu. Podem encontrar-se em quase todos os locais do planeta. Alguns são inofensivos e outros são nocivos para o ser humano. Apesar de extremamente pequenos, podem ter tamanhos e formas diversas. Há três tipos principais de micróbios:

 

            Os Vírus são os micróbios mais pequenos e são geralmente nocivos para os humanos. São organismos que não podem sobreviver por si próprios. Precisam de uma célula “hospedeira” para se reproduzirem e sobreviver. Assim que penetram na célula “hospedeira” multiplicam-se rapidamente aos milhões, provocando a destruição da célula durante este processo!

 

            Os Fungos são organismos multicelulares, que tanto podem ser benéficos como nocivos. Obtêm o seu alimento através da decomposição de matéria orgânica ou vivendo como parasitas num organismo hospedeiro. Podem causar directamente infecções no organismo ou envenenar os alimentos que ingerimos. Mas também podem ser benéficos, como o Penicillium, que produz penicilina e como os Agaricus (cogumelos) que servem para a nossa alimentação.

 

            As Bactérias são organismos unicelulares que se multiplicam exponencialmente em cada 20 minutos. Ao crescer podem produzir substâncias (toxinas) que são muito prejudiciais para a saúde e provocar doenças (exº Staphylococcus aureus); outras são completamente inofensivas e até benéficas (exº: Lactobacilus que se usa na indústria alimentar). Nalguns casos são até indispensáveis para a vida humana, como é o caso daquelas que são responsáveis pelo crescimento das plantas (Rhizobacterium). As bactérias benéficas ou inofensivas designam-se por não-patogénicas, enquanto as nocivas são conhecidas como patogénicas.

 

            As Bactérias podem ser classificadas, quanto à forma, em três grupos: Cocos (arrredondados), Bacilos (tubulares) e Espirais. Os Cocos também ser sub-divididem em três grupos, pela forma como se agregam: Estafilococos (aos cachos), Estreptococos (em cadeia) e Diplococos (aos pares). Os cientistas usam esta classificação para identificar qual a infecção que o paciente tem.

  

            Somente 1 a 3% são patogénicos, 87% são benéficos ou não prejudiciais e 10% oportunistas, isto é, podem causar doenças se eles atingirem local apropriado.

 

            Os seres humanos obtêm muitos benefícios a partir das relações estabelecidas com a sua microbiota endógena. Alguns nutrientes, como as vitaminas K, B12, o ácido pantoténico, a biotina, a piridoxina são obtidos a partir de secreções de bactérias coliformes. Além disso, estes micróbios endógenos, que vivem nos seres humanos, fornecem uma fonte constante de substâncias irritantes e antígenos que estimulam o nosso sistema imune.

 

            Outros microrganismos não patogénicos tornam possível a produção de iogurte, queijo, pão, cerveja, vinhos e muitos outros alimentos e bebidas. Muitas bactérias e fungos são saprófitas, que ajudam na fertilização, devolvendo nutrientes inorgânicos, ao solo.

 

             Nós somos densamente povoados por dentro e por fora, de bactérias. A população bacteriana, que tem como lar o corpo humano, é fantástica, sendo 10 vezes superior ao número de células existente no nosso corpo. Existem dez vezes 100 triliões de bactérias, da boca ao recto, e na superfície da pele. Apesar disso, o mais surpreendente é que o feto, em condições sadias, é estéril sob o ponto de vista microbiológico.

 

            O feto não possui microbiota endógena. Durante e após o nascimento, um recém-nascido é exposto a vários microrganismos de sua mãe e a tudo o que entra em contacto. As relações entre a microbiota endógena e o hospedeiro humano são excelentes exemplos de simbiose, um termo aplicado a relações gerais entre organismos diferentes vivendo juntos em estreita relação. Essa relação pode ser benéfica, inofensiva ou prejudicial para um, para vários ou para todos os simbiontes. Na realidade, existe simbiose dentro de todas as nossas células e fora no sistema vivo humano.

 

            Sem a presença de micróbios, no nosso planeta, o ser humano e outros organismos vivos deixariam rapidamente de existir.  

            Os micróbios são responsáveis por 90% das reacções bioquímicas produzidas na Terra.

 

            Eles estão presentes em grande número na Terra, incluindo os meios extremos. Na verdade o Mundo é microbiano. Os micróbios estão associados às actividades fundamentais na natureza, participando em todos os ciclos de transformação da matéria, bem como em muitas actividades úteis e em algumas nocivas também. Esta extraordinária descoberta revolucionou a nossa visão do mundo.

 

            Não tenha medo dos micróbios, eles estão em toda a parte, esses minúsculos seres, fazem parte da nossa vida!

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:32
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Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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