Método Kiber

Janeiro 11 2011

 

            Em Novembro de 2007, um catarinense de cinco anos fantasiado de Homem-Aranha, ficou famoso ao salvar uma menina de um ano e dez meses. O salvamento ocorreu no município de Palmeira, na Serra catarinense.

 

            Riquelme Wesley dos Santos brincava de carrinho na casa da vizinha Lucilene Córdova dos Santos, 36 anos, quando percebeu que um incêndio começava no quarto da filha de Lucilene, Andrieli. Riquelme chamou a vizinha, que correu para socorrer a criança.

 

            Ao abrir a porta do quarto, a mãe se deparou com labaredas e saiu da casa. Riquelme, então, disse que iria salvar Andrieli. Lucilene tentou impedir. O menino, no entanto, tampou o nariz, foi até o quarto da menina, retirou-a do berço (que estava sendo consumido pelo fogo) e, em poucos segundos, entregou-a nos braços de Lucilene.

 

            Os bombeiros chegaram pouco tempo depois. Tudo o que havia no interior da casa foi perdido. Andrieli e Riquelme não sofreram nenhum arranhão ou queimadura.

 

            Esta notícia espalhou-se por todo o Brasil. O herói foi um menino de cinco anos, e temos a certeza que não sofria de pirofobia.

 

            A Pirofobia (do grego πυρpyr, pyrós "fogo"; φόβοςphobein "medo") é um distúrbio psicológico que se caracteriza pelo medo doentio do fogo.

 

            Este medo, a pirofobia, não é um medo qualquer e natural como o que a gente sente ao chegar perto de um fogo perigoso, em virtude do instinto de auto-preservação.

 

            Basta a pessoa só de ver uma chama para entrar em pânico, perdendo o controlo de seus sentidos e da sua razão. 

 

            Toda a fobia é um medo irracional de uma situação, actividade ou objecto específico. A fobia obriga a pessoa a evitar o alvo do seu medo, porque associado ao medo surgem outros sintomas: ansiedade, batimento cardíaco acelerado, ondas de calor ou de frio, engasgo, sensação de sufocamento, tremores, tontura, desmaio e outras sensações desagradáveis.

 

            Deve ficar claro que ninguém escolhe ter uma fobia, ela simplesmente existe. E como, no caso da pirofobia, é muito nefasto começar a ter um ataque toda a vez que alguém acende um cigarro, começa a cozinhar, ou vê uma fogueira.

             Existem várias terapias para tratar este distúrbio:

 

            1) - Terapia comportamental gradativa: a pessoa fala do que causa a fobia, vê fotos e depois expõe-se à fobia gradativamente.

 

            2) - Terapia comportamental agressiva: a pessoa sofre exposição directa, ou seja, enfrenta a sua fobia repetidamente, acompanhada de um terapeuta, até que se acostume.

 

            3) - Terapia de grupo e/ou de auto-ajuda: várias pessoas com o mesmo tipo de fobias, ou problemas semelhantes, discutem o tema e se ajudam mutuamente.

 

            4) - Terapia individual: a pessoa com a fobia consulta um terapeuta, que vai guiá-la em um processo de cura.

 

            5) - Medicamentos: os tipos de medicamentos utilizados incluem certos anti-depressivos, ansiolíticos, tranquilizantes e beta-bloqueadores. Esses medicamentos reduzem os sintomas de pânico que aparecem com a situação temida. Atenção: os medicamentos só podem ser tomados se receitados por médicos e terapeutas. Nunca pratique a auto-medicação.

 

            É importante respeitar o medo alheio e estimular um dos tratamentos acima, dessa maneira, é a melhor forma de ajudar o fóbico.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:44
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