Método Kiber

Dezembro 19 2010

 

 

            Nome científico: (Geranium robertianutn)

 

            Outros nomes: Erva-roberta, bico de grou, Robertino, Passara,

 

            Família das: Geraniáceas

 

            Tem um sabor amargo; um cheiro intenso e acre.

 

            Composição: tanino, diurético, óleo essencial, resina, substancia amarga, vitamina c.

 

            Propriedades: Adstringente, anti-espasmódico, hemostático, hipoglicemianto, e tónico.

 

            Esta humilde planta era já muito conhecida na Idade Média, quando utilizada em rituais de magia e sobretudo na farmacopeia, para curar problemas relacionados com o sangue, pois associava-se a cor da planta à cor do órgão sobre o qual esta teria maior acção. Daí esta erva ser útil para purificar o sangue, estancar hemorragias e curar problemas de fígado.

 

            Muito utilizada pela grande conhecedora de plantas Santa Hidelgarda de Bingen, nascida na Alemanha em 1098. Entre os vários tratados que escreveu, consta um livro “Causue et Curae”, onde se podem estudar muitas teorias e descrições de curas ainda válidas nos dias de hoje.

 

            Na América do Norte, onde é conhecida por cransbill ou bico de cegonha, era já usada pelos índios Cherokees, principalmente para cicatrizar feridas. Os índios Iroquois e Chippewa usavam a raiz para tratar problemas de diarreia.

 

            É ainda conhecida e utilizada na China para tratar problemas gastrointestinais.

 

 

            A origem do nome:

 

            Existem duas ou três versões quanto à origem do seu nome. Pode ter vindo do latim ruber que significa vermelho ou de Robertium que seria uma adulteração de Rupertianum, evocando o nome de São Roberto, bispo de Salzburgo que no século XII terá descoberto as propriedades hemostáticas desta planta. Outra versão é de que seja derivado do grego geranos que significa grou.

 

            Habitat:

 

            Nativa da Europa e Ásia, julga-se ter sido introduzida e naturalizada nas Américas. Dá-se em quase todo o tipo de terrenos, beiras de muros, buracos de paredes, bosques e terrenos abandonados e floresce durante grande parte do ano.

 

            As folhas triangulares, palmadas de cor verde, vão-se tornando vermelhas com o sol, numerosas flores de cor rosa ou lilás de cinco pétalas, estigma de cor púrpura na extremidade, frutos em forma de bico ou agulha de onde lhe vem um dos seus nomes populares bico de grou ou erva agulha.

 

            Indicações: Anginas, cálculo urinário, boca, cancro, diabetes, inflamação, nefrite, dermatite, úlcera, hemorragia, olhos, hemorróides, rouquidão, seio, gastrites, rins, aftas, infecções nos olhos.

 

            As experiências que se têm feito com a erva-de-são-roberto no tratamento de qualquer das doenças e em especial no cancro, são bastante animadoras. Queremos aqui indicar a maneira de a aplicar, quer interna, quer internamente nos tumores malignos.   

 

            Planta verde: cortam-se as raízes e a parte inferior dos pés se estes estiverem deteriorados; limpam-se de folhas secas e lava-se bem em água fresca. Seguidamente, cortam-se as folhas e as hastes em pedacinhos até encher uma colher das de sopa. Se as hastes forem duras aproveitam-se apenas as folhas e reservam-se aquelas para o chá.

            Bate-se uma gema de ovo e mistura-se na planta cortada. Bate-se de novo, muito bem, e toma-se com algum açúcar, ou mel, em jejum e uma hora antes do pequeno-almoço. Se o doente sofre do fígado e não pode tomar o ovo, substituir este por um caldo de farinha maizena ou outra, que não seja de trigo empoado.

 

            Outra fórmula: Com duas colheres e meia da dita planta, verde, em meio litro de água, ou um pouco mais, para compensar a evaporação, faz-se um cozimento, deixando ferver durante dois minutos. Toma-se as chávenas, quente ou frio, às refeições ou fora delas e ao deitar. No caso de hemorróidas, lavá-las com o chá e dar um pequeno clister (um decilitro, destinado a ficar dentro e ser absorvido pelo intestino). Em chagas exteriores, lavam-se com o mesmo cozimento; e se tratar de inflamação uterina dão-se irritações mornas.

 

            Planta seca: Cortar muito miudinha até encher uma colher, das de sopa. Deita-se numa chávena e lança-se sobre uma colher de água a ferver. Imediatamente se esmaga com um cabo de madeira até ficar numa pasta macia. Mistura-se uma gema de ovo, bate-se e toma-se com um pouco de açúcar ou mel. Da mesma forma que a planta verde se faz, também, o chá para tomar ou para as outras aplicações, mas fervendo durante quatro minutos.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 00:15

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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