Método Kiber

Outubro 15 2010

 

            As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos. Em verdade, há imprecisão e controvérsias na definição de sua origem, que pode ter sido a Europa mediterrânea ou o continente asiático. A maioria dos estudos indica a Ásia como local de origem do alho. Julga-se que tenha surgido no deserto da Sibéria, que tenha sido levado para o Egipto por tribos asiáticas nómadas, dali tenha seguido para o extremo oriente através das rotas do comércio com a Índia, e depois tenha chegado à Europa.

 

            Para todas as culturas, seja a indiana, a egípcia, a grega, a hebraica, a russa ou a chinesa, o alho era um elemento quase tão importante quanto o sal. O que ditou a diferença de importância foi a rejeição pelas classes mais altas, em razão do odor da planta. Nos cultos de alguns deuses gregos era vetada a entrada de pessoas recendendo a alho. Mais tarde, continuaria rejeitado pela aristocracia e, em alguns casos, pelo clero, o que fazia deste vegetal um indicador de classe social. Era entusiasticamente apreciado como alimento e medicamento pelas massas, o que fez com que o escritor francês Raspail o apelidasse de “cânfora dos pobres”, snobismo que se provaria equivocado ao longo do tempo.

 

            A despeito do preconceito advindo das classes dominantes, a importância e a representatividade do alho na história da humanidade são indiscutíveis. No antigo Egipto, 7 kg de alho eram suficientes para comprar um escravo e, até meados do século XVIII, os siberianos pagavam os seus impostos em alho. Alho e cebola eram ingredientes essenciais na dieta de escravos e operários para que não adoecessem, não tendo faltado, por exemplo, na dos construtores das pirâmides.

 

            Foi largamente utilizado na conservação de carnes e até mesmo de cadáveres. Os egípcios usavam-no como parte do processo de mumificação dos mortos. Consta que no túmulo de Tutankamon foram encontrados seis dentes de alho e em cemitérios pré-históricos descobriram-se bolbos de alhos moldados em argila, que lá foram colocados para afastar os espíritos malignos.

 

            Por sinal, a nenhuma outra planta na história do mundo foi atribuído tamanho poder de destruir malignidades, poder este afinado com suas qualidades medicinais, sobre as quais já se publicaram mais de dois mil artigos em revistas científicas. Ao longo da Antiguidade, o alho foi considerado uma protecção dos vulneráveis ao mau-olhado – virgens, recém-nascidos, casais de noivos.

 

             No Egipto moderno, continua-se a realizar uma festa na qual o alho é comido, usado e esfregado nas portas e janelas para manter as forças do mal afastadas.
            Enfim, o alho era sagrado nas culturas mediterrâneas e orientais, protegendo de todas as doenças e, ainda, afastando maus espíritos. Tantos poderes apontaram para incríveis propriedades desses bolbos, pouco a pouco confirmadas pela ciência.

 

            O alho pertence ao género Allium, assim como a cebola e a chalota, entre outras plantas. A maioria das propriedades do alho deve-se aos seus vários compostos de enxofre. Quando se tritura ou mastiga o bolbo, a aliína, um destes compostos, transforma-se em alicina (responsável pelo odor e alguns dos efeitos terapêuticos), e parte desta decompõe-se em outros produtos sulfurosos também com propriedades medicinais. Cozinhar o alho inibe a formação de alicina e elimina algumas das outras substâncias terapêuticas.

 

            O alho era apreciado e usado pelas suas propriedades terapêuticas já pelos antigos egípcios para curar desde a lepra às hemorróidas, além de que, por exemplo, os construtores de pirâmides tomavam-no para ganhar força e resistência. Pasteur descobriu-lhe propriedades anti-bacterianas e durante as duas guerras mundiais foi usado para tratar ferimentos.

 

            Actualmente fazem-se estudos para apurar o seu potencial anti-cancerígeno, estando já provado ser eficaz na prevenção dos cancros do tracto digestivo, do cancro da mama e da próstata. Além disso, sabe-se que é redutor de problemas cardíacos, pois reduz a coagulação do sangue ao impedir que as plaquetas se aglomerem e se agarrem às paredes das artérias e ajuda a baixar a tensão arterial, alargando os vasos sanguíneos e permitindo, assim, que o sangue circule mais livremente. Também combate as infecções de vários tipos, inclusivamente provocadas por vírus, bactérias e fungos, reforça a imunidade, tem propriedades antioxidantes e pode baixar os níveis de colesterol. O alho é rico em vitaminas A, B2, B6 e C, assim como em aminoácidos, em ferro, silício e iodo. É muito apreciado na cozinha mediterrânica, sobretudo em refogados com tomate e cebola.

 

            O alho é um parente das cebolas e alho-porro, tem o poder de reduzir o colesterol e a pressão arterial, tem acção germicida combatendo infecções além de possuir antioxidantes e flavonóides que combatem o envelhecimento e muitas outras propriedades. Acredita-se que a maioria dessas propriedades se deve à riqueza de substâncias sulfurosas na sua composição.

            A acção mais saudável do alho é sua capacidade de melhorar as condições cardíacas, suas acções germicidas e anti-cancerígenas. Enfim, o alho é um dos alimentos acessíveis mais saudáveis.

 

            Alguns fatos sobre o alho: previne doenças coronárias e circulatórias previne enfartes reduz a coagulação do sangue reduz a pressão sanguínea combate infecções bacterianas, viróticas e fúngicas, inclusive infecções de pele diminui o risco de câncer do estômago, gástrico e outros reduz os níveis de açúcar e glicose, ajudando no tratamento da diabetes.

 

            O alho é indicado nas afecções catarrais agudas e crónicas, como as bronquites que dificultam a respiração, tuberculose, pneumonia e asma. É excelente nos resfriados e gripes.

 

            Usa-se o alho ainda como hipotensor, em casos de pressão alta; e no tratamento das varizes. Ele combate as toxinas intestinais e expulsa os vermes. Para isso, use o alho em forma de chá, com leite, e tome 3 ou 4 vezes por dia.

 garlic_chopping_board_sway_md_wht.gif (3447 bytes)

            É empregado também com bons resultados como anticéptico, depurativo do sangue, diurético, emoliente e no combate à febre. É usado ainda em casos de ácido úrico, cálculos, diabetes, enfermidades do fígado, dos rins e da bexiga, esgotamento, insónia, picaduras de insectos, reumatismo e úlceras.

 chef_knife_chopping_board_garlic_md_wht.gif (7657 bytes)

            Externamente, usa-se o alho contra calos, verrugas, sarna e manchas da pele.

            Não devem fazer uso do alho as pessoas com hipotensão arterial, pois este abaixa mais ainda a pressão. Em doses muito elevadas, o alho produz dor de cabeça, dor no estômago, nos rins, cólicas, vómitos, diarreia e tontura.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:25

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

contador gratis
Interactividade
Outubro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
16

17
18
19
20
22

24

31


pesquisar
 
blogs SAPO