Método Kiber

Outubro 13 2010

 

            O medo de envelhecer é a fobia que se chama: Gerascofobia. Esta fobia é mais vulgar do que muita gente supõe, muitos de nós contraiu esa doença, o medo de envelhecer, vivem angustiadas, mas inconscientemente julgam que os seus sintomas estão dentro da normalidade.

 

            Vivemos hoje na paranóia da beleza, magreza, corpos bem definidos, cada centímetro a mais é um crime. Na moda do metrosexualismo, o exagero pode acarretar em insegurança pessoal e profissional. Pessoas receptivas ao mundo de hoje em que tudo é válido, podem sofrer sem saber.

            Não são só os jovens os preocupados com o corpo e a aparência que passarão aos outros da sociedade, pessoas de mais idade estão cada vez mais sujeitas ao risco da síndrome de Peter Pan.

            Um dos maiores sucessos da Diney, Peter Pan é um garoto que vive num mundo de fantasia e que não deseja crescer, tem medo das responsabilidades da vida adulta e dos compromissos e pressões que a acompanham.

 

            Quando o Outono chega, as folhas verdes e tenras da primavera mudam de cor. O seu labor, a produção de alimentos, foi completado durante o Verão. Cores de tons brilhantes, amarelos, alaranjados e roxos, dão ao Outono uma beleza comparável ao  verde da Primavera.

            Igualmente no homem, a beleza e o vigor da produção juvenil, gradualmente se transforma na beleza da madurez - os cabelos brancos, a experiência, o sábio conselho. Qual destas etapas da vida é a mais bela?

 

                Quando somos crianças, queremos ser maiores de idade. Queremos dirigir  automóveis, trabalhar e nos casar. Na nossa sociedade, estas coisas são vistas como acontecimentos importantes. E na realidade são naturais e bons. Por que, então,   encaramos o envelhecer (parte do processo natural da vida) como algo não desejável?

            A maioria de nós gostaria de retardar o envelhecimento. Gastamos muito em cremes, maquilhagens e pinturas.

 

            Por que não queremos envelhecer? A sociedade em que vivemos aprecia a juventude e a beleza exageradamente. Temos a impressão de que o envelhecer reduz o nosso valor como pessoa. É certo isto? Claro que não!

            Mas temos medo de ser inúteis. Tememos não poder fazer as coisas por nossa própria conta. Tememos a dor e as limitações que acompanham o envelhecimento. Tememos o final da vida.

            Haverá algo que possamos fazer para poder receber o envelhecimento como a um amigo em vez de resistir a ele como a um inimigo?

 

            Há muito tempo que se ouve falar de pessoas que não lidam bem com a passagem dos anos, ou com a entrada numa fase do ciclo de vida mais próxima da morte. De um modo geral, e apesar de a esperança média de vida ser cada vez maior, não é só o medo da morte que nos angustia. Estamos genericamente cada vez mais preocupados com o envelhecimento e os seus danos, no entanto, há pessoas que se destacam pela angústia e ansiedade com que gerem estas alterações.

 

            Se, por um lado, não há nada de patológico no facto de pintarmos o cabelo ou recorrermos a produtos de beleza que retardem os efeitos da ancianidade, há claramente casos bastante mais complexos e perturbadores que envolvem o medo exacerbado de envelhecer. De qualquer forma, há um elemento comum nestes processos: apesar de cada vez mais homens e mulheres recorrerem a cirurgias estéticas e tratamentos de beleza caríssimos, todos travam uma luta inglória, já que é impossível travar o tempo.

 

            A gerascofobia define-se como o medo persistente, anormal e injustificado de envelhecer e acarreta normalmente grande infelicidade. Pode atingir pessoas que se encontrem de boa saúde do ponto de vista físico, financeiro, etc.

 

            Tal como noutras fobias, esta perturbação pode dar origem a sintomas concretos, como falta de ar, tonturas, sudação excessiva, boca seca, tremores, palpitações, dificuldade em raciocinar ou falar claramente, descontrolo, despersonalização (sensação de estar fora da realidade) ou ataque de pânico.

 

            Há alguns factores directamente associados a esta perturbação e que estão relacionados com a história de vida do doente: a existência de outras fobias ou focos de ansiedade exacerbada, falta de realização pessoal ou cumprimento de objectivos de vida e até o contexto socioeconómico. Trata-se normalmente de pessoas ansiosas ou com personalidade narcísica e que sobrevalorizam os bens materiais. Além disso, o facto (ou a possibilidade) de perderem os seus atributos físicos e o poder de sedução constitui uma fonte de angústia e sofrimento. Ao contrário do que superficialmente se possa considerar, esta não é uma perturbação que possa atingir qualquer pessoa, já que depende claramente da forma como cada um amadurece.

 

            Mas o medo de envelhecer está longe de se circunscrever à estética – a angústia é generalizável à perda de competências intelectuais e capacidades físicas em geral. E se há pessoas capazes de gastar verdadeiras fortunas em produtos sem os quais “não podem viver”, a prática exagerada de exercício físico e a ortorexia são outras respostas comuns ao problema.

 

            Outro padrão comum a estas pessoas é o relacionamento amoroso com pessoas mais jovens. De algum modo, a capacidade para conquistar alguém significativamente mais novo confere-lhes a sensação de poder e de valorização. Para alguns essa necessidade é acumulada através de comportamentos típicos de um adolescente, como a aquisição de uma mota depois dos 50 anos. Mesmo que não possam parar o relógio, os gerascofóbicos adoptam estes comportamentos de evitação porque isso lhes permite auto-enganar-se sobre a sua verdadeira idade e, assim, reduzir os níveis de angústia e ansiedade.

 

            A idade traz inevitavelmente algumas perdas – do ponto de vista da imagem, mas também ao nível social, relacional, intelectual e de poder. Prepararmo-nos para as diferentes fases do ciclo de vida implica encontrar actividades e objectivos a perseguir de modo a que nos sintamos preenchidos, em vez de tremendamente ansiosos. As pessoas que encaram a velhice como uma parte do processo não a evitam. Tendem a sobrepor os aspectos positivos desta etapa aos mais negativos.

 

             A espiritualidade, a transmissão de conhecimentos e de experiências às gerações mais novas ou a possibilidade de se gerir o tempo de forma mais tranquila são elementos positivos. Procurar actividades potencialmente geradoras de satisfação – que até podem incluir a aquisição de uma mota, e porque não uma bicicleta? Manter o contacto social (real e não apenas virtual ou telefónico) e a actividade intelectual são os melhores caminhos para um envelhecimento emocionalmente saudável.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

Imagem 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:42
Tags:

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

contador gratis
Interactividade
Outubro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
16

17
18
19
20
22

24

31


pesquisar
 
blogs SAPO