Método Kiber

Outubro 11 2010

 

            Muito se tem escrito na imprensa, livros e revistas sobre os benefícios do vinho tinto, baseados em evidências científicas, que a ingestão do precioso néctar dos deuses pode reduzir o risco de doenças cardíacas. Criou-se, então, o mito de que uma taça diária de vinho não faz mal, e muitas pessoas aderiram à moda, muitas vezes recomendada pelo próprio médico. Será que o consumo de vinho tinto faz bem à saúde?

 

            A polêmica é antiga, mas parece que, finalmente, os estudiosos do problema chegaram a uma conclusão definitiva em relação ao vinho. E ela é favorável. Após alguns anos de estudos nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Dinamarca, os especialistas concluíram que quem bebe vinho tinto regularmente reduz em 35% o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Essa descoberta teve início no século XIX e de uma forma bem inusitada.

 

             Autópsias realizadas em cidadãos franceses revelaram que a maior parte deles não possuía artérias obstruídas pela gordura. Isso deixou os estudiosos intrigados, uma vez que pensavam exatamente o contrário, já que a culinária francesa é pródiga em comidas gordurosas. Mas eles também tomavam muito vinho. A conclusão não demorou a chegar. Daí em diante, entidades importantes, como a American Dietetic Association, passaram a receitar o vinho, de forma comedida, é claro. Nos Estados Unidos ele passou a fazer parte da ementa da Universidade Johns Hopkins. Com a continuação das pesquisas, verificaram que o vinho não era benéfico apenas para o coração.

 

            A cada momento se descobre no vinho uma nova propriedade positiva para a saúde. Segundo esse estudo, o vinho é composto de cerca de 400 substâncias, algumas delas podendo aumentar o bom colesterol, evitar a oxidação das células, reduzir a formação de placas de gordura nas veias, dilatar os vasos e melhorar a circulação.

 

            Já se descobriu que os efeitos benéficos do vinho, especialmente o tinto, devem-se aos flavonóides e ao resveratrol das uvas. Os flavonóides são substâncias antioxidantes conhecidas por aumentar o HDL colesterol ("colesterol bom"), diminuir o risco de entupimento das artérias coronárias (aterosclerose) e ajudar a baixar a pressão arterial. O resveratrol é uma substância encontrada naturalmente em diversas plantas, como na casca das uvas (também nas sementes de algumas variedades), no amendoim e no mirtilo, em menores quantidades. Em experiências com ratos de laboratório, o resveratrol tem efeito anti-câncer, anti-inflamatório, redutor da glicemia e outros benefícios cardiovasculares.

 

            Por esse motivo, recomendava-se o uso diário do vinho tinto como um venerável remédio. Entretanto, não podemos esquecer que o vinho tinto também contém álcool, popular nas pesquisas científicas por causar danos em quase todo o corpo. Além dos danos físicos, o consumo de álcool também é grande responsável por acidentes de trânsito, problemas conjugais, familiares e sociais.

 

            Em mulheres, os efeitos lesivos do álcool são mais pronunciados do que nos homens, com risco maior de desenvolver cirrose, lesão cardíaca e neuropatias (lesão dos nervos). Mulheres grávidas que bebem álcool podem causar no bebé a Síndrome Alcoólica Fetal, caracterizada por retardo mental e malformações congénitas. Em homens, abuso de álcool pode interferir na função sexual causando infertilidade por atrofia das células produtoras de testosterona, pode prejudicar o desejo sexual e causar impotência.

 

            Alguns cientistas mais exagerados vão até mais longe, mas não garantem a autenticidade de suas pesquisas. Para eles, o vinho pode combater diversos tipos de vírus, bactérias, câncer, doenças degenerativas e males decorrentes do envelhecimento. Isto porque está comprovado que o vinho possui perto de 200 compostos fenólicos, substâncias que agem como antioxidantes e antiinflamatórios, sendo a resveratrol a mais importante delas.

 

            A mesma substância que é produzida naturalmente pela videira para proteger os cachos de uva dos fungos e da umidade. A resveratrol inibe o desenvolvimento de tumores, protege os neurônios, é um forte antioxidante, combate vírus e é um potente antiinflamatório.

 

            Encontrado principalmente na casca e nas sementes das uvas, o resveratrol aparece mais nos tintos franceses feitos com uva tannat. Ele quase não existe nos vinhos brancos e nos espumantes.

 

            Podrá haver mais prejuízos, usando o vinho tinto,  para a saúde do que benefícios, se não houver cuidado e bom senso.

 

            É melhor usar um pouco de vinho tinto, se comer um prato de cozido à portuguesa, feijoada à brasileia, tripas à moda do Porto, e outros pratos gordurosos e com carne, do que acompanhá-los com água. Usar água nesses pratos ou mesmo sumos de fruta não é muito saudável. O vinho devido às suas propriedades, poderá equilibrar  reduzir e queimar essas gordura.

 

             Mas usando em mairores cuantidades, chegando a um estado de euforia e embrieguês o prejuízo é grave para a saúde. Um copo ou dois poderá ser razoável, dependendo da cuantidade de comida (principalmente carnes gordas), e da constituição do indivíduo.

 

            Usar o vinho tinto fora das refeições, e mesmo com as chamadas refeições leves à base de saladas aí o vinho não irá beneficiar. Se não conseguir controlar o bom senso o melhor será de o evitar.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:21

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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