Método Kiber

Outubro 04 2010

 

            Os primeiros refrigerantes surgiram em 1676, em Paris. Na verdade, essa mistura era mais um suco artificial do que um refrigerante. Nela continha água, sumo de limão e açúcar.


            O refrigerante como conhecemos, com a mistura de água e gás, foi inventado em 1772, por Joseph Priestley, o qual desenvolveu as pesquisas que levaram ao descobrimento da água gaseificada. No entanto, tal mistura só foi comercializada em 1830, exclusivamente para fins farmacêuticos, como no auxílio da digestão, por exemplo.


            Duas das maiores fabricantes de refrigerantes do mundo, Coca-Cola e Pepsi, também foram pioneiras na produção do refrigerante, e suas fórmulas tiveram o mesmo fim: ajudar na digestão. O farmacêutico John Pemberton criou uma mistura de cor caramelo e a juntou com água gaseificada. Seu contador, Frank Robinson, baptizou a bebida de Coca-Cola, passando a vendê-la na farmácia pelo preço de U$ 0,05.


            No caso da Pepsi, o propósito da bebida também era o de ajudar e melhorar a digestão. Um reflexo disso é o próprio nome “Pepsi”, que veio da palavra pepsina, principal enzima que actua no processo da digestão e que estava presente na composição da bebida junto com nozes de cola.

 

            Não admira, que para a época, os refrigerantes tivessem uso medicinal, pois a sociedade estava pouca esclarecida, porque o mesmo se passou com o tabaco, julgava-se que o seu uso era medicinal.

 

            Um novo estudo mostra que pessoas que bebem grandes doses diárias de refrigerante podem ter sérios problemas musculares e até cardíacos devido à queda do nível de potássio no sangue.

 

            Os pesquisadores analisaram pessoas que bebiam entre dois e nove litros de refrigerante por dia, incluindo mulheres grávidas internadas.

 

            Uma gestante que bebia três litros de refrigerante por dia apresentava cansaço, perda de apetite e vômitos, enquanto outra, que consumia até sete litros diários (antes da internação), sofria de debilidade muscular. Após deixar de beber refrigerante e tomar potássio, as duas pacientes se recuperaram.

 

            Moses Elisaf, da Universidade de Ioannina, na Grécia, explica que o excesso de refrigerante reduz o nível de potássio no sangue, o que provoca transtornos do ritmo cardíaco. Esses transtornos podem até matar. Porém, antes de chegar a esse extremo, a redução do potássio provoca debilidade muscular, palpitações e enjôos.

 

            A redução do potássio é provocada por três componentes muito presentes em certos refrigerantes: glicose, frutose e cafeína.

            O refrigerante nada mais é, do que uma bebida gasosa com elevada quantidade de corantes e conservantes, aroma sintetizado de frutas e gás carbônico, para dar o aspecto borbulhante à bebida.

            Alguns refrigerantes, na versão cola, possuem cafeína em sua composição que é uma substância estimulante do sistema nervoso central, em doses elevadas podem causar sinais perceptíveis de confusão mental e indução de erros em tarefas intelectuais, ansiedade, nervosismo, tremores musculares, taquicardia, zumbido e gastrite.


            De acordo com uma pesquisa do Instituto Framingham, em Boston, o consumo diário de refrigerante mostrou um aumento de 48% na prevalência da síndrome metabólica, em comparação aos indivíduos que consomem menos de um refrigerante por dia.


            A síndrome metabólica é a incidência de doenças cardiovasculares, diabetes, aumento da circunferência abdominal, hipertensão, elevação nos níveis de triglicerídeos e de glicose em jejum, além da redução de lipoproteínas de alta densidade (o "colesterol bom").

            Segundo o pesquisador e professor da Escola de Medicina da Universidade de Boston, EUA, Ramachandran Vasan, o risco aumenta tanto em pessoas que consomem o refrigerante diet quanto entre os que tomam a versão normal.


            Existem três possíveis explicações que ainda precisam ser estudadas, o xarope de frutose de milho, utilizado nos refrigerantes, causaria ganho de peso, o maior consumo de líquidos estaria ligado a um grau mais baixo de compensação alimentar, os refrigerantes - diets ou não - são altamente adocicados.


            Todo refrigerante contém uma pequena quantidade de ácido de grau alimentar, os mais usados são o ácido cítrico e o ácido fosfórico, estes ácido interferem na absorção de alguns nutrientes, podendo prejudicar a fixação do cálcio nos ossos e levar a osteoporose.


            É muito comum as pessoas optarem por refrigerantes, se prendendo apenas às calorias, afinal um copo de refrigerante comum possui em média 85 kcal e um copo de suco de laranja natural possui cerca de 90 kcal. Porém, é fundamental perceber que um copo de refrigerante não possui nenhum nutriente, apenas calorias, já o suco de laranja possui inúmeras vitaminas e minerais que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo, evitando assim doenças relacionadas à má nutrição.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:53
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