Método Kiber

Outubro 02 2010

 

            Desconhecido dos gregos até ao século IV a. C. foi pelas mãos de um soldado de Alexandre, chamado Niarchos, enviado para a conquista da Índia Oriental por volta de 325 a. C. que o caldo da cana entrou para a literatura ocidental. Narra o almirante alexandrino que as populações nativas do Vale do Indo bebiam o suco da cana fermentado. Com a alcunha de “sal indiano”, passou a ser importado a preços elevadíssimos pelos gregos e romanos. Também chamado de “mel sem abelhas”, ou “mel manufaturado” ou ainda de “mel de cana”, não é difícil imaginar como o suco da cana impressionara os conquistadores da época. Coube a um escritor romano o registo latino do nome saccharum (donde sacarose). Tudo narrado no interessante livro do escritor norte-americano William Dufty, Sugar Blues.

 

            O açúcar era muito caro, e praticamente desconhecido pelo povo. Usava-se apenas o mel, eventualmente mais como um remédio.


            Este processo histórico prova que o açúcar branco é desnecessário como alimento. Foi só a partir dos dois últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido e consumido de forma cada vez mais intensa. Com a sofisticação da técnica, purificou-se mais ainda o açúcar de cana retirando-se dele apenas a sacarose branca. Hoje somos uma civilização, consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar.

 

            O açúcar branco é o resultado de um processamento químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos – desconhecidos em sua maioria –, sendo que aditivos como clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes pertencem a grupos químicos sintéticos muitas vezes cancerígenos e sempre prejudiciais à saúde. Devemos considera-lo como um produto quimicamente activo, pois, sendo o resultado de uma síntese química e um produto concentrado. Quando são retiradas da garapa e do mascavo suas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas etc., resta apenas o carboidrato, pobre, isolado, razão pela qual devemos considerar o açúcar como um produto químico e não um alimento.

 

            O corpo humano não necessita de açúcar branco.


            O que é realmente necessário é a glicose, ou seja, a menor partícula glicídica dos carboidratos. A glicose, por sua vez, é importante para o metabolismo, pois produz energia ao ser “queimada”. Embora se diga que “açúcar é energia”, sabemos bem que a citação é apenas modesta, pois, na verdade, deveríamos dizer que “açúcar é superabundância de energia química concentrada” e eis aí o problema: açúcar é sempre excesso de energia, além das necessidades reais, e este excesso tende a depositar-se, a exigir trabalho orgânico extra, a diminuir o tempo de vida, pois a célula só usa o que necessita, todo o resto passa a “estorvo” metabólico.


            Outro facto importante é que, ao consumir um produto extremamente concentrado, isolado, exigiremos do organismo uma complementação química. Por exemplo, vai exigir muito cálcio e magnésio do metabolismo e das reservas; ele “rouba” os nossos depósitos de um modo directamente proporcional a quantidade ingerida. Podemos dizer então que o açúcar é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante e empobrecedor metabólico. Açúcar não é “alimento”, mas um poderoso “anti-nutriente”, um grande veneno.


            Razão pela qual Willian Dufty, em seu mais que consagrado livro sobre o açúcar, o “Sugar Blues”, considera-o como uma “droga doce e viciante que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização”. Os seus efeitos nunca são imediatos, mas lentos, acumulativos, insidiosos, drenando a saúde aos poucos.

 

            O açúcar é essencial para manter o organismo funcionando. Mas, dependendo da sua origem e composição, da quantidade diária ingerida e até do perfil de quem o consome, pode gerar conseqüências bem amargas para a saúde - desde cáries e enxaqueca até osteoporose, diabetes, obesidade, perda de memória e cancro. Tudo o que comemos se transforma em glicose, proteína e gordura.


            A glicose - o açúcar dos alimentos naturais encontrados em legumes, verduras, frutas, cereais, etc., - não causa males à saúde.


            O problema está nos alimentos industrializados que contém grandes quantidades desse doce veneno chamado açúcar. O Brasil, que é o maior exportador de açúcar do mundo, o índice chega a 35 quilos. Mas há quem devore diariamente 300 gramas de açúcar. Um homem, sozinho, pode chegar a consumir até 10 quilos mensalmente.

            Uma pessoa de classe média consome 150 gramas de açúcar diariamente, mesmo sabendo que ele afecta o pâncreas, o baço, os pulmões, o coração, o estômago, os intestinos, a circulação, o fígado, a pele, os ovários, os dentes, os ossos, os olhos, o cérebro e a alma.


            Além disso, está provado cientificamente que o açúcar causa uma certa apatia, explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptófano, que é rapidamente convertido no cérebro em serotonina, um tranquilizante natural. Por isso, sempre que um pessoa está nervosa, nós oferecemos a ela "um copo de água com açúcar que passa". É natural que o açúcar se torne viciante.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:21
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