Método Kiber

Outubro 01 2009

 

 
 “Olhai os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham nem fiam; e eu vos digo que, nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.” Estas palavras foram proferidas pelo Mestre, no célebre sermão da Montanha.
            Na verdade, tenho dúvidas se Salomão não se vestiria como eles ou superior a eles, visto que estava rodeado de tantas riquezas. Ora o Mestre mais tarde responde a dois discípulos de João Baptista: “Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis”.
            Não pretendo abordar nenhum tema teológico. O que na verdade o Mestre pretendia demonstrar era a simplicidade, a liberdade e a espontaneidade da vida: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam... Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham nem fiam...” 
            Se nós observarmos a natureza as flores crescem fluidamente, as aves dos céus alegram os campos com os seus chilreios, na sua beleza e naturalidade.·
            Na antiga e misteriosa Índia um jovem príncipe chamado Siddaharta, viveu em todo o esplendor e opulência, como qualquer membro real. A sua insatisfação interrogava sobre o mistério do sofrimento e da morte. O seu pai tinha conhecimento por uma profecia que ele abandonaria o lar paterno. Por isso, à medida que ele enfastiava-se com a vida, mais o pai lhe aumentava todos os prazeres do momento, para que ele não abandona-se o palácio. O excesso de todo o prazer se tornou insípido, então abandonou todo o conforto para encontrar a simplicidade da vida. Esse homem foi chamado de Buda que significa em sânscrito “O Iluminado”. 
            O excesso de conforto traz sempre a apatia. Quando nascemos num berço de ouro, pois aí temos tudo, mas falta a luta e o desafio. É como se já estivéssemos no cimo da montanha e olhando para o horizonte nada nos resta que alcançar, então só poderemos descer.
            Não pretendo que devêssemos ser estóicos e abnegar de todos os confortos da vida, e seguirmos uma vida austera, mas devemos dar importância aos pequenos prazeres da vida
           Ora, um certo campeão de fórmula 1, desesperadamente exclamou: “Conheci todas as glórias e confortos; bebi de todas as taças e pereço de sede!”
            Houve um homem ocidental, que apesar da sua grande fortuna e de vida opulência, tinha uma vida triste e monótona. Resolveu fazer uma longa viagem para modificar o seu estado de espírito. Ninguém como ele era mais amargurado e infeliz. Ao chegar à Índia contactou as populações locais, vivendo na extrema pobreza em que nada possuíam, apenas revelavam um grande sorriso de felicidade e tranquilidade. Nesse país esse homem, abalou todas as suas convicções e crenças sobre a sua filosofia de vida. Como ele estava errado!
            Aí ele compreendeu que não tinha motivos, nem razões para a sua infelicidade, foi na Índia que encontrou o seu caminho para Damasco, o caminho da mudança e do arrependimento. Pela primeira vez descobriu que tinha motivos suficientes para se achar o homem mais feliz do mundo. Compreendeu como ele era egoísta... ficou marcado para sempre a visão de uma pobre mulher sorridente, que lhe estendeu a mão e insistiu para que ele aceitasse a oferta de uma maçã.
            Olhai os lírios do campo... observai as coisas simples e elementares da vida, aprenda a dar valor às coisas humildes e modestas. O excesso de fartura origina o enfado e a insatisfação. Não é o meio indicado para atingir a mente tranquila.
 
Pelo Prof. Kiber Sitherc
             
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:32

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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