Método Kiber

Fevereiro 23 2010

 

            Existe o mito que nós precisamos de muita proteína. Algumas pessoas tentam um aumento de energia. Pensam que precisam de proteína para aumentar a resistência. Muitas pessoas comem-na para ter ossos fortes. Mas, em cada um desses casos, o excesso de proteína produz efeito exactamente oposto.
 
            Quando é que você imagina que as pessoas precisam mais de proteínas? Provavelmente quando são crianças pequenas. A Mãe natureza providenciou um aumento, o leito materno, que fornece à criança tudo o que ela precisa. Sabe quanta proteína tem o leite materno? O leite materno tem apenas 2,38% de proteína após o parto, que se reduz para 1,2; 1,6%, em seis meses. Isso é tudo. Então, de onde tiramos a ideia de que os seres humanos precisam de doses maciças de proteínas?
 
            Ninguém realmente tem qualquer ideia de quanta proteína precisam. Após dez anos estudando as necessidades humanas de ingestão de proteínas, o Dr. Mark Hegstead, antigo professor de nutrição da Harvard Medical Shool, confirmou o facto de que a maioria dos seres humanos parece adaptar-se a qualquer quantidade de proteína que esteja disponível para eles. Além do mais, mesmo pessoas como Frances Lappé, que escreveu Diet for a Small Planet, e que por quase uma década promoveu o conceito de combinar vegetais para conseguir todos os aminoácidos essenciais, dizem que as pessoas não têm de combinar as suas proteínas, que se você fizer uma dieta vegetariana convenientemente ponderada, conseguirá toda a proteína de que necessita.
             A National Academy of Sciences diz que o norte-americano adulto precisa de 56 gramas de proteína por dia. Num relatório do International Union of Nutritional Sciences, descobrimos que cada país tem diferentes exigências de proteínas diárias para o adulto, que variam de 39 a 110 gramas por dia. Assim, quem realmente tem alguma ideia? Por que você precisaria de toda essa proteína? Presume-se que seja para repor o que perdeu. Mas você perde só uma pequena quantidade por dia, através da excreção e respiração! Então, onde eles conseguiram essas cifras?!  
  
            A National Academy of Sciences, revelaram a quantidade de 56 gramas. De facto, os relatórios deles diziam que só precisámos de 30, mas recomendavam 56. Mas eles também afirmam que o excesso de proteína ingerida sobrecarrega o trato urinário e causa fadiga. Por que, então, recomendam até mais do que dizem que precisamos?
            Divulgaram que quando decidiram baixar, depararam com um grande protesto público. De quem? Dos interesses de industriais que ganham o seu sustento com a venda de alimentos e produtos altamente proteicos.
 
            O que é que o seu corpo usa como energia? Primeiro, ele usa glicose das frutas, vegetais e tubérculos. Então usa amido, depois usa gorduras. E a última coisa que chega a usar é proteína. Basta, quanto ao mito. E sobre a ideia de que as proteínas ajudam a aumentar a resistência? Errado. Proteína em excesso dá ao corpo nitrogénio em excesso, que causa fadiga. Gente com o corpo modelado, todo estufado de proteínas, não é conhecida por sua habilidade de correr maratonas. Ficam muito cansados. Bem, e quanto à questão das proteínas fazerem ossos fortes? Errado outra vez. É o contrário. Muita proteína tem estado ligada sempre à osteoporose, degeneração e enfraquecimento dos ossos. Os ossos mais fortes do planeta pertencem aos vegetarianos.
 
            Comer carne devido às proteínas é uma das piores coisas que se pode fazer. Um dos produtos derivados do metabolismo da proteína é a amónia, por exemplo: a carne contém alto níveis de ácido úrico, que é um dos resíduos ou produtos excretórios resultantes do trabalho das células vivas. Os rins extraem ácido úrico da corrente sanguínea e enviam-no para a bexiga para ser passado com a ureia, como urina. Se o ácido úrico não for pronta e seguramente removido do sangue, o excesso se acumula nos tecidos do corpo, para mais tarde provocar gota ou pedra da bexiga, sem mencionar o que ele faz para seus rins. Descobriu-se que as pessoas com leucemia, em geral, têm níveis muito altos de ácido úrico na corrente sanguínea.
  
            Um pedaço médio de carne tem 907,2 mg de ácido úrico. O seu corpo pode eliminar só 518,4 mg de ácido úrico por dia. Você sabe o que dá à carne o seu sabor? Ácido úrico do animal, que agora está morto, e que você está consumindo. Se duvidar disso, tente comer carne à moda Kosher (ortodoxa judaica), antes de ser temperada. O sangue é drenado e, assim, a maior parte do ácido úrico. Carne sem ácido úrico não tem sabor. É isso que você quer pôr em seu corpo, o ácido normalmente eliminado na urina de um animal?!
 
            São os lacticínios melhores? De algumas formas, são até piores. Todo o animal tem leite com o equilíbrio certo de elementos para esse animal. Muitos problemas podem surgir se bebermos leite de outros animais, incluindo o de vaca. Por exemplo: os fortes hormónios de crescimento, no leito das vacas, destinam-se a fazer um bezerro crescer de 40 quilos ao nascer até quase 430 quilos na maturidade física, dois anos mais tarde. Em comparação, uma criança humana, nasce com cerca de 2.800-3.500 gramas e atinge a maturidade física de 46 a 90 quilos, 21 anos mais tarde. Há uma grande controvérsia sobre o efeito que isso tem em nossa população. O Dr. William Ellis, grande autoridade em produtos lacticínios e como eles afectam a corrente sanguínea humana, declara que se você quiser alergias, beba leite. Se quiser um sistema “entupido”, beba leite. A razão, declara ele, é que poucos adultos podem metabolizar adequadamente a proteína do leite de vaca. A principal proteína no leite de vaca é a caseína. No entanto, a caseína não é o que os humanos precisam.
 
             De acordo com os estudos do Dr. Ellis, tanto as crianças como os adultos têm grande dificuldade em digerir a caseína. Os seus estudos agora mostram que, pelo menos em crianças, 50 por cento ou mais da caseína não é digerida. Essas proteínas parcialmente digeridas com frequência entram na corrente sanguínea e irritam os tecidos, criando susceptibilidade às alergias. Por fim o fígado tem de remover todas essas proteínas de vaca parcialmente digeridas, e isso em compensação coloca uma desnecessária carga no sistema excretório interno e no fígado em particular. Em contraste, a lactoalbumina, a proteína básica no leite humano, é fácil para os seres humanos digerirem. Quanto a beber leite pelo cálcio, Ellis declara que, após fazer testes de sangue em cerca de 25.000 pessoas, descobriu que aqueles que tomam três, quatro ou cinco copos de leite por dia, têm o mais baixo nível de cálcio no sangue.
  
             Ainda de acordo com Ellis, se você estiver preocupado em obter cálcio suficiente, simplesmente coma muitos vegetais verdes, manteiga de gergelim, ou nozes, todos são muito ricos em cálcio e de fácil digestão. Também é importante notar que se você consome cálcio em excesso, ele pode acumular-se em seus rins e formar pedras.
 
            Por que razão não ouvimos essas coisas sobre os lacticínios? Por muitas razões, algumas tendo a ver com condicionamentos passados e sistemas de crenças. Outra razão com o facto de os governos gastar milhões de euros por ano para negociar os excedentes de lacticínios. De facto, de acordo com o New York Times (18/11/83), a mais nova estratégia é uma propaganda do governo para incentivar o consumo adicional dos produtos de leite, apesar dessas tais medidas se chocarem directamente com outras campanhas que alertam quanto aos perigos de consumir gordura em excesso.
            O depósito do governo norte-americano está repleto com cerca de 650 milhões de quilos de leite em pó, 194 milhões de quilos de manteiga e 450 milhões de quilos de queijo.
            Os países que formam a União Europeia, encontram-se nas mesmas condições, existe excesso de lacticínios, a União Europeia gasta milhões de euros na conservação de energia eléctrica para os frigoríficos desses produtos. O leite armazenado terá que ser convertido em pó para não se estragar e o excesso de manteiga já foi comparada a montanhas, tudo isso, devido ao excesso de produção. Os próprios governos subsidiam os produtores para não pararem com uma produção que nos países ricos está em crise.
           
            Os interesses económicos estão acima da saúde, por isso, há todo o interesse tanto dos industriais como dos governos que as populações consumem excesso de proteínas, para rentabilizar um sector que tem um peso muito elevado na economia dos Estados Unidos e União Europeia.
 
PROF. KIBER SITHERC
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:30

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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