Método Kiber

Fevereiro 17 2010

 

            No Oriente a velhice é um predicado, dizendo a uma pessoa que parece ter mais idade é um elogio, porque para os orientais a idade é sinónimo de sabedoria. Para os ocidentais a velhice significa o fim, a extinção. Na verdade, têm medo da própria vida, dos anos que passam, e dos cabelos brancos. A vida, no entanto, é interminável. A velhice não é o voo dos anos e sim a madrugada da sabedoria.
            Na antiguidade os anciãos eram respeitados, eram eles os conselheiros dos reis, e o próprio sábio Salomão os tinha na sua corte.
            Como as mentalidades mudaram em relação à velhice! Hoje vive-se o culto da “adoração da juventude” do corpo esbelto, do exterior, da nossa fachada e aparência. A beleza poderá ser fútil, mesmo assim está a ser mais apreciada e procurada; o interior que é o mais importante é esquecido. Claro que é importante cuidarmos do nosso exterior, para a nossa auto-estima, porque é o nosso cartão-de-visita.        
            Nunca diga: “Quem me dera ter vinte anos e saber o que sei hoje”. Porque nunca voltará a essa idade, e para saber o que sabe hoje, terá que ter a idade de agora. Se voltasse a essa idade voltaria a fazer os mesmos erros, porque lhe faltaria experiência.         
            Envelhecer significa amadurecer, se a vida for bem aplicada toda a experiência significa evolução, as rugas do rosto em vez de significar velhice simbolizarão a escola da vida, poderão ser interpretadas como rugas de reflexão. Se der importância à experiência da vida, verá a sua juventude como os verdes anos e imaturos.
            A idade do ser humano poderá ser medida em três idades distintas:
            Idade cronológica – idade segundo o calendário.
            Idade biológica – idade do corpo.
            Idade psicológica – idade que se sente.
            A idade cronológica que é considerada real porque é fixa, é a mais subjectiva; e a idade biológica que o espelho revela, poderá ser a mais objectiva. A maioria a teme, porque o espelho na verdade mostra o que os outros vêm.     
            A velhice poderá ser uma atitude mental (idade psicológica). Um jovem poderá estar velho mentalmente nos seus vinte, trinta ou quarenta anos, já esgotados e cansados pela estrada da vida, curvados sob seus fardos físicos e mentais. Quando a vida é bem aproveitada, poderemos envelhecer com elegância e postura, um homem poderá ser jovem nos seus oitenta anos ou noventa anos, capaz de decidir e apressar os seus passos, para as maravilhas da vida, e resolver todos os seus problemas psicológicos.
            A criatividade e a sabedoria inspiraram Picasso, Bernard Saw, Miguel Ângelo, Tolstoi e outros génios longevos até ao dia em que morreram. Verdi escreveu uma das suas maiores óperas, “Falstaff”, aos 80 anos. Goeth, escreveu os seus mais importantes trabalhos após os setenta anos. 
            Psicólogos que estudam a criatividade dizem que pintores e escritores produzem frequentemente mais novas ideias aos 70 anos do que produziam aos 20.
            Nem sempre o provérbio: “Burro velho não aprende línguas” está certo, porque está provado que a nossa capacidade de aprendizagem se desenvolve com a idade, na verdade quando utilizamos e desenvolvemos o “músculo” da aprendizagem assim como os outros músculos eles se tornam mais fortes.
            Com a idade, poderemos nos tornar mais tolerantes, flexíveis e compreensíveis, por termos assimilado com o tempo mais conhecimento e informação. Tudo depende da nossa convicção em relação ao envelhecimento, se julgarmos que a velhice significa apenas, decadência e doença.  
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:36

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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