Método Kiber

Fevereiro 16 2010

 

            Ao visitar um velho solitário, achei-o muito debilitado e melancólico, devido ao seu triste isolamento. E na sua nostalgia contemplativa desabafou: “Estou velho e muito só, não consigo contar os meus amigos pelos dedos da minha mão!”
            Muitas pessoas sofrem de solidão, e quando chegam ao Inverno da vida perguntam: “Onde estão os meus velhos amigos, o que foi feito deles?!”
            Lembro-me de ter lido na minha adolescência as seguintes palavras: “Não há coisa mais importante do mundo do que a amizade”. O velho livro já há muito que se perdeu, mas essas palavras impregnaram profundamente na minha mente.
            O ser humano é por natureza um animal sociável. Como se costuma dizer: “Nenhum homem é uma ilha”. A solidão leva as pessoas à depressão e angústia, por não haver o diálogo favorece o suicídio. Todas as pessoas têm necessidade de conviverem, de desembucharem das suas mágoas, de sentirem que têm o apoio de um amigo, tanto nos bons momentos, como nas horas mais aflitivas da vida. Com a idade é possível as amizades escassearem, porque o adulto não tem a mesma facilidade de conviver como as crianças.
            Há que aprender a separar e a seleccionar as amizades. Os colegas e os companheiros, não se devem confundir com os amigos. Mas é possível que os mesmos se tornem verdadeiros amigos. Nem sempre o companheiro mais próximo é nosso aliado, há que saber distinguir do falso e do verdadeiro amigo.
            Há pessoas tão extrovertidas e comunicativas, que se convencem que fazem amigos em toda a parte. Por vezes são presas fáceis, julgando encontrar uma amizade autêntica ao voltar da esquina.
            Na selecção das amizades é como uma joeira filtrando toda a essência, aí ficará a parte mais reduzida e pura. Por isso, os amigos serão sempre poucos.
            O semelhante atrai o semelhante. É natural que nos sentimos atraídos com pessoas que tenham os mesmos gostos, as mesmas ideologias, tanto políticas como religiosas. Por isso, nós vemos grupos de pessoas que partilham as mesmas actividades desportivas, os mesmos locais de lazer. Por isso, existem os grupos: fumadores com fumadores, bebedores partilhando com os amigos do álcool, abstémios na companhia dos sóbrios. Há confrarias para todos os gostos e feitios, por isso, é possível que encontre sempre alguém que partilhe das suas ideias e hábitos. Não cometa o erro de se associar em grupos viciados que o podem prejudicar.         
            É necessário fazer uma lista das verdadeiras amizades, e procurar estar em contacto com os amigos mais íntimos. As relações amorosas, ou as mudanças de localidade poderão afastar-nos para longe e perdermos o seu contacto. Se os perdeu, faça os possíveis para os encontrar. Não volte a perder o contacto deles, não se iluda que é fácil substituir qualquer amigo, ele ou ela são tão preciosos como o ouro.
            Comece já hoje. Telefone à tal amiga que há muito não tem notícias dela. E faça os possíveis para ter sempre os amigos contactáveis.
            O mais importante é de manter os bons amigos, do que criar muitas amizades, é preferível a qualidade sincera do que a quantidade supérflua que é apenas ilusória.
            Hoje poderá não necessitar da companhia deles. Mas amanhã poderá precisar do seu apoio. Há que manter as verdadeiras amizades.
 
            Publicado na Revista Boa Estrela (Dezembro de 2009)
PROF. KIBER SITHERC
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:24
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Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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