Método Kiber

Janeiro 22 2010

 

            Duas senhoras foram abordadas numa rodoviária, por um jovem que pedia esmola, apenas uma se mostrou prestável, porém, a outra protestou e salientou que ao dar-lhe dinheiro era um incentivo para o consumo da droga. A senhora que lhe deu esmola disse que era melhor dar-lhe dinheiro, porque se ninguém lhe desse ele teria que roubar o que era muito pior. Porém, a outra não se deu por vencida, buscou outros argumentos a seu favor, mas a outra continuava a defender o seu acto caridoso da esmola. Afastei-me e as duas senhoras continuaram com a sua discussão, com certeza que nem uma nem outra se deu por vencida.
            Na verdade, ambas estavam certas nas suas opiniões, mas o facto é que aquele jovem era um toxicodependente e necessitava. Aí não nos resta qualquer dúvida que isso foi um facto, quanto às senhoras, apenas apresentaram a sua opinião.
            Defendendo ideias ou opiniões como sendo factos, poderá levá-lo a grandes discussões e controvérsias. Lembre-se antes de argumentar, as opiniões poderão ser filosóficas, poderão ser o nosso estilo de vida, mas os factos são a realidade, isto é, comprovativos e científicos. Contra factos não há argumentos. Especula-se e indaga-se e quando não se comprovam os factos, simplesmente teoriza-se.
            Não é saudável, entrar em discussões para defendermos o nosso orgulho por vezes mesquinho ou por puro sectarismo. Se acreditarmos que na discussão nasce a luz, então, andaremos sempre em disputas. E a melhor maneira para vencermos uma discussão é evitá-la.
            Um certo hipnotizador de palco para sugestionar uma plateia a seu bel-prazer, divulgou a hipnose como sendo misteriosa, e salientou que ele próprio teria poderes fantásticos fora de comum. Um indivíduo levantou-se na plateia, protestou que a hipnose era apenas sugestão, e nada tinha a ver com crenças misteriosas. O hipnotizador era um homem experiente, sorriu para o assistente e exclamou: “Aceito o seu ponto de vista, é uma opinião. Os espectadores pagaram para verem o meu espectáculo, não para divagarmos sobre a hipnose”. E no meio dos aplausos do público o hipnotizador saiu vencedor. O infeliz espectador, porém, ficou desarmado. Perante isto aprendemos uma lição, mesmo sabendo um facto será prudente o silêncio.
            Mas o pior ainda, não é divulgar as opiniões como sendo autênticas, mas aceitar essas mesmas opiniões como sendo reais, isto é, como sendo factos. Dessa maneira poderá ser catastrófico. Ora vejamos:
            Aceitar a opinião como sendo um facto, que se é demasiado velho para evoluir profissionalmente; aceitar a solidão crendo que os homens são todos iguais; julgando que os jovens são todos inexperientes e imaturos; pensar que todos os ricos são maus e egoístas e os pobres virtuosos; que determinados grupos étnicos são perigosos. Muitos outros exemplos se poderiam citar.
            Por vezes essas crenças, derivam de um mero acontecimento que foram interpretados erroneamente como factos, que nos condicionou durante a vida e que nos leva a consequências que podem prejudicar-nos e incentivar a dor.
            As opiniões são apenas apreciações, caprichos ou conceitos, não são reais ou consistentes. Se tiver dúvidas da sua autenticidade, deverá investigar se são realmente credíveis na sua aplicação. Os factos, esses sim, são concretos e definidos.
            Construa uma vida baseada em realidades concretas e definidas. O seu êxito depende da sua capacidade de separar factos de opiniões, em que essas apreciações são meramente subjectivas, mas os factos são a realidade.  
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
          
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:14

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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