Método Kiber

Setembro 30 2009

           

Lembro-me  de   uma  história  que  muitas  vezes  ouvi  na

minha infância, de um rico avarento e amargurado, que sentia-se incomodado pela alegria e pelo cantarolar de um pobre sapateiro. O rico resolveu acabar com a alegria do seu pobre vizinho. Entregou-lhe um saco cheio de dinheiro. O sapateiro jubilou-se, mas essa alegria, foi sol de pouca dura, pois tinha escondido o saco de dinheiro em casa, e começou a preocupar-se com a sua riqueza, começou a desconfiar de tudo e de todos, tinha medo que o pudessem roubar, sem se aperceber tornou-se melancólico como o seu vizinho rico, e deixou de cantar. Todas as pessoas começaram a reparar na sua mudança, e falavam do seu semblante, porque deixaram de o ver sorrir e de o ouvir cantar. Um dia o sapateiro ganhou coragem (quebrou esse infeliz paradigma), agarrou no saco cheio de dinheiro e o devolveu ao seu vizinho rico em troca da sua alegria e tranquilidade.    

            Moral da história? O leitor já encontrou a resposta! Quando temos muito dinheiro ou haveres, aumenta a pressão financeira. É um peso que nos carrega e nos atormenta, o próprio sábio e rico Salomão nos deu a resposta: “Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco, quer muito; mas a fartura do rico não o deixa dormir”; “Ao rico pode-se exigir resgate pela sua vida; mas o pobre não corre o risco de ser ameaçado”.
            Quando um jovem rico, encontrou o Mestre, ficou desolado pelo convite: dar todo os bens aos pobres e segui-lo. Ora ele possuía muitas riquezas que o enraizavam. Quanto aos outros discípulos que nada possuíam, não encontraram entraves nas palavras do Mestre e o seguiram. 
            Não pretendo dizer que o melhor caminho não é nada possuir, vivendo como um asceta, como dizia o Mestre: que não tinha onde reclinar a cabeça. Pretendo mostrar, que a pressão financeira, tem a ver com aquilo que nós possuímos; ora se nada temos, logo nada podemos perder.
            A pressão financeira, obriga-nos a trabalhar mais, o medo de perder o que se tem dá origem à avareza. O avarento chega a viver como se fosse pobre, porque não faz uso do que tem, é como se nada tivesse, porque tem medo de ficar na miséria. Quanto mais poupa, mais quer poupar o seu grande medo é devido à pressão financeira.
            Mas não é fácil, podermos viver renunciando aos nossos bens materiais, eles fazem parte da nossa vida. Como dizia o Mestre: onde eles estão, está o nosso coração. Como podemos nos livrar da pressão financeira? Pois essa pressão, acarreta-nos muitas preocupações, e são o motivo das principais discussões entre os casais.
            Não tenha medo de perder, ora perder e outras vezes ganhar faz parte da vida, devemos tirar partido das perdas para não voltar a cometer os mesmos erros. Com certeza que já ouviu a seguinte expressão: “Vão-se os anéis, mas ficam os dedos”. Significando que as perdas materiais não nos devem desanimar, afinal podia ter sido pior se perdêssemos os dedos. Faz lembrar aquela expressão citada pelos orientais. “Eu estava triste porque não tinha sapatos, depois vi alguém que não tinha pés”.
            Todos conhecemos alguém, ou de ouvir falar que começaram do nada, ou que de uma grande catástrofe se levantaram e depois conseguiram muito mais. A vida por vezes prega-nos muitas surpresas, está cheia de altos e baixos, nada é estático tudo pulsa e flutua. Seja metódico, não cometa o mesmo erro duas vezes, creia que a sua situação precária se resolve com o tempo. Como num barco, teremos que aguentar toda a pressão e agitação das ondas e remar para conseguir chegar aos nossos objectivos, sem ter medo de falhar e assim chegaremos à mente tranquila.   

Pelo Prof. Kiber Sitherc

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:51

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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