Método Kiber

Setembro 30 2009

 

 

           Quando Alexandre Magno finalizou a sua conquista à Índia, a Europa se aproximou da misteriosa Índia. O novo Império de Alexandre tornou-se uma ponte cultural que muito influenciou a civilização Helénica. O estoicismo, com raízes orientais, ensinado pelo filósofo Zenão, foi algo estranho que mais tarde se entranhou até ao Império Romano.
            Mas os Gregos tinham uma concepção original quanto ao projecto humano: acreditavam no Destino. Segundo a mitologia Greco-romana, o Destino era um deus que continha um grande livro em que tinha o curso dos acontecimentos determinados de um modo irrevogável e independente da vontade humana. Livro esse que só os deuses o poderiam consultar.
            Os Judeus, tinham uma concepção diferente. Segundo Jeremias, Deus moldava os humanos segundo o seu critério como se fosse um oleiro. Paulo de Tarso, escreveu numa das suas epístola que Deus tinha poder de fazer uns vasos para honra e outros para desonra. Porque o mesmo se considerava um vaso escolhido, na sua missão apostólica.
            O Cristianismo, desenvolveu a ideia da predestinação, os eleitos que colaboravam com a divindade esperariam a recompensa da felicidade celestial e da vida eterna. Quanto aos ímpios, estava predestinado o fogo eterno que os consumiria. Segundo esta concepção nada se poderia alterar, porque o próprio Deus já tinha tudo determinado.
            O mau marceneiro põe a culpa nas ferramentas. O conformista poderá contentar-se com a sua sorte acreditando no seu destino. Quando dizemos: é o meu destino. Estamos condicionados a seguir o caminho mais fácil que nos parece que nos foi traçado. Dessa maneira esqueçamos do nosso livre arbítrio e que somos seres pensantes.
            A ideia do karma pretende mostrar que a nossa situação actual é o resultado das nossas acções anteriores. Uma mulher acreditando que foi uma má esposa, poderá aceitar todo o sofrimento com o seu cônjuge. A necessidade de punição poderá ser aceite para que tenha a felicidade matrimonial na próxima vida, desta maneira ela nada fará para evitar tal situação constrangedora. São os nossos pensamentos que construíram a nossa situação actual.
 A ideia do karma poderá ser prejudicial quando aceitemos o sofrimento como uma punição em que nos condiciona a não mudar de rumo às nossas vidas. Igualmente a ideia que nascemos com o Destino traçado prejudica-nos
            Lembre-se, uma coisa é certa, todos nós somos vítimas das nossas crenças. Elas tanto nos podem ajudar como nos podem atormentar.
            Não pretendo discutir se existe Destino ou Karma. As ideias são ferramentas, devem ser usadas para nos ajudar a alcançar a felicidade. Se a ideia do karma nos aflige deveremos usar outra ideia (ferramenta), por isso, é que há tantas ideias, religiões ou filosofias de vida para todos os gostos.
Uma coisa é certa, no vazio nada se escreve ou se aprende. Todos nós levamos experiências do passado que nos poderá moldar ou condicionar, mas a força e a persistência dos nossos actos poderão fazer o nosso próprio destino. E todos nós somos responsáveis pelos nossos actos e eles nos podem condicionar no futuro, então surge a ideia do karma em que Paulo usou a seguinte expressão: “Tudo o que o homem semear isso também ceifará”. Se pensarmos e aceitarmos que são os nossos pensamentos e actos que nos determinaram todo o nosso sofrimento actual, então, torna-se mais fácil, conseguir a mudança das nossas vidas, porque tudo depende de nós.

 

Pelo Prof. Kiber Sitherc

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:45
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Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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