Método Kiber

Janeiro 09 2010

 
            A nossa sociedade está sofrendo uma crise de valores. De facto vivemos numa época em que nada se acredita, todos os valores foram postos em causa. Na política defendia-se determinados ismos e acreditava-se neles, com o desmoronamento do muro de Berlim os últimos valores foram extintos. O nosso mundo entrou no vazio e a própria democracia foi posta em causa, considerada como impotente, com algumas falhas, mesmo assim, acreditamos que não temos mais nada em que agarrar.
            A própria religião está em crise, muitas pessoas não sabem em que acreditar, do fanatismo religioso ao ateísmo, entrou-se na indiferença, na apatia em que nada tem sentido. Valorizou-se apenas os bens materiais e o status
            Não procuro defender os valores considerados caducos em que tiveram o seu apogeu e que foram ultrapassados. No tempo das nossas avós, elas eram preparadas para o casamento, em que aprendiam a bordar e a cuidar da lida da casa, porque o valor do casamento era o seu destino. Hoje as meninas são preparadas para estudar para poderem ter um bom emprego e serem independentes, porque o seu maior valor é a profissão. 
            Valores são crenças que nos orientam como se fossem bússolas, são eles que determinam o que é certo ou errado para nós. Há valores colectivos, que conduzem o grupo, ou mais abrangentes que orientam uma sociedade.
            Seus valores foram incutidos na educação pelos seus pais, educadores e pela observância dos valores de seus heróis, míticos ou reais. Se os rejeitava era punido se os aceitava, era recompensado. Os seus valores tornaram-se uma miscelânea de experiências, de condicionamentos ao longo da vida, a maioria dos nossos valores foram programados através da técnica de recompensa – punição.
            Se agirmos de acordo com os nossos valores, e seguirmos essas regras, obtemos paz e tranquilidade. Se isso não acontecer, se transgredimos esses mesmos valores, é certo que vamos experimentar sofrimento, entremos em conflito com nós mesmos, porque violámos as nossas crenças sobre o que é certo ou errado, e entrámos na confusão e arrependimento. Os valores devem guiar cada decisão que tomamos, e assim o nosso destino.  
            Os valores, como a sua hierarquia, podem mudam com o tempo, algumas vezes definitivamente, outras lentamente que quase não damos por isso. Uma jovem poderá valorizar em primeiro lugar o amor; em segundo lugar o lazer; em terceiro lugar os estudos. Quando chegar aos 60 anos, poderá valorizar em primeiro lugar a saúde; em segundo lugar o conhecimento; depois a profissão; descendo na escala o amor; seguindo a ordem, etc.
            Pense e tome nota dos valores que fazem parte da sua vida, ou daqueles que poderia atingir a felicidade. Faça uma hierarquia desses mesmos valores, começando pelos mais importantes. Há valores que nos guiam e nos protegem, como a saúde, a prudência, a ordem, a moderação, a segurança, etc.
Se o seu valor principal é a família e se o amor está em segundo lugar, terá muitos conflitos internos e externos por trabalhar exageradamente e não ter tempo para estar com os seus. Se o amor está em primeiro lugar na escala e se cometeu infidelidade, entrou na incongruência e é natural que não se sinta bem. Se o seu valor mais importante é a saúde e se fuma, é natural que seja incongruente.   
            Quem não tem valores anda às cegas, e na incerteza. Por outro lado, há um incrível poder em viver por seus valores: um senso de certeza, uma paz interior, uma total harmonia, que jamais sentirão.
 
PROF. KIBER SITHER
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:59

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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