Método Kiber

Dezembro 31 2010

 

            A síndrome de Ehlers-Danlos é um distúrbio hereditário extremamente raro do tecido conjuntivo que ocasiona a flexibilidade articular extrema, pele muito elástica e tecidos muito frágeis. Esta síndrome causa várias variantes, causada por anomalias em diferentes genes que controlam a produção de tecido conjuntivo. Muitas crianças apresentam articulações muito flexíveis (hipermobilidade benígna) sem qualquer outro sintoma. A flexibilidade tende a diminuir com o tempo.

 

            A pele pode ser distendida por vários centímetros, mas retorna a sua posição normal quando liberada. Frequentemente ocorre a formação de grandes cicatrizes sobre as partes dos ossos, sobretudo nos cotovelos, joelhos e nas canelas. Podem ocorrer a formação de nódulos redondos e duros sobre a pele, os quais podem ser observados nas radiografias.

 

            Pequenos traumatismos podem causar grandes lesões abertas, geralmente com um pequeno sangramento. Mas, uma minoria das pessoas que contém a síndrome tem uma tendência ao sangramento fácil. A reparação das lesões pode ser difícil, pois os pontos tendem a lacerar o tecido frágil. Os órgãos internos do corpo também tendem a ser frágeis, causando problemas durante cirurgias. As entorses e luxações são comuns.

 

            Apesar das muitas e variadas complicações, o tempo de vida de pessoas com síndrome de Ehlers-Danlos é normal, mas algumas complicações como ruptura de vasos podem ser fatais. A síndrome não tem cura. As lesões devem ser evitadas por causa da fragilidade dos tecidos.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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Dezembro 31 2010

 

            A Síndrome Riley-Day, é a insensibilidade congénita à dor.

 

            Nesta doença rara, são conhecidos 100 casos documentados nos Estados Unidos. Desconhece-se a frequência em outros locais por não ser facilmente diagnosticado por passar quase sempre desapercebida.

 

            A descoberta desta doença é recente. Deve-se a uma mutação num gene encarregado da síntese de um tipo de canal de sódio que se encontra principalmente em neurónios encarregados de receber e transmitir o estímulo doloroso.

 

            São indivíduos totalmente normais no tacto e na sensibilidade ao frio, ao calor, e pressão. No entanto, ante qualquer acto que em pessoas normais provocaria dor (como picar com uma agulha), não provoca nenhuma sensação dolorosa. Como consequência disto, costumam morrer mais jovens por traumatismos e lesões ao não sentir nenhum dano. Devem estar sempre sob o cuidado dos olhos quando crianças para que não se machuquem eles mesmos.

 

            O sintoma mais característico é a ausência da sensibilidade à dor. No entanto, existem ainda outros sintomas: deficiências no crescimento, dificuldades em comer, apneia, vómitos, convulsões, hipotonia, escoliose severa, diminuição do sentido do paladar, … Assim, quem possui a doença não sentem dores. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras.

 

             Foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

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Dezembro 19 2010

 

 

            Nome científico: (Geranium robertianutn)

 

            Outros nomes: Erva-roberta, bico de grou, Robertino, Passara,

 

            Família das: Geraniáceas

 

            Tem um sabor amargo; um cheiro intenso e acre.

 

            Composição: tanino, diurético, óleo essencial, resina, substancia amarga, vitamina c.

 

            Propriedades: Adstringente, anti-espasmódico, hemostático, hipoglicemianto, e tónico.

 

            Esta humilde planta era já muito conhecida na Idade Média, quando utilizada em rituais de magia e sobretudo na farmacopeia, para curar problemas relacionados com o sangue, pois associava-se a cor da planta à cor do órgão sobre o qual esta teria maior acção. Daí esta erva ser útil para purificar o sangue, estancar hemorragias e curar problemas de fígado.

 

            Muito utilizada pela grande conhecedora de plantas Santa Hidelgarda de Bingen, nascida na Alemanha em 1098. Entre os vários tratados que escreveu, consta um livro “Causue et Curae”, onde se podem estudar muitas teorias e descrições de curas ainda válidas nos dias de hoje.

 

            Na América do Norte, onde é conhecida por cransbill ou bico de cegonha, era já usada pelos índios Cherokees, principalmente para cicatrizar feridas. Os índios Iroquois e Chippewa usavam a raiz para tratar problemas de diarreia.

 

            É ainda conhecida e utilizada na China para tratar problemas gastrointestinais.

 

 

            A origem do nome:

 

            Existem duas ou três versões quanto à origem do seu nome. Pode ter vindo do latim ruber que significa vermelho ou de Robertium que seria uma adulteração de Rupertianum, evocando o nome de São Roberto, bispo de Salzburgo que no século XII terá descoberto as propriedades hemostáticas desta planta. Outra versão é de que seja derivado do grego geranos que significa grou.

 

            Habitat:

 

            Nativa da Europa e Ásia, julga-se ter sido introduzida e naturalizada nas Américas. Dá-se em quase todo o tipo de terrenos, beiras de muros, buracos de paredes, bosques e terrenos abandonados e floresce durante grande parte do ano.

 

            As folhas triangulares, palmadas de cor verde, vão-se tornando vermelhas com o sol, numerosas flores de cor rosa ou lilás de cinco pétalas, estigma de cor púrpura na extremidade, frutos em forma de bico ou agulha de onde lhe vem um dos seus nomes populares bico de grou ou erva agulha.

 

            Indicações: Anginas, cálculo urinário, boca, cancro, diabetes, inflamação, nefrite, dermatite, úlcera, hemorragia, olhos, hemorróides, rouquidão, seio, gastrites, rins, aftas, infecções nos olhos.

 

            As experiências que se têm feito com a erva-de-são-roberto no tratamento de qualquer das doenças e em especial no cancro, são bastante animadoras. Queremos aqui indicar a maneira de a aplicar, quer interna, quer internamente nos tumores malignos.   

 

            Planta verde: cortam-se as raízes e a parte inferior dos pés se estes estiverem deteriorados; limpam-se de folhas secas e lava-se bem em água fresca. Seguidamente, cortam-se as folhas e as hastes em pedacinhos até encher uma colher das de sopa. Se as hastes forem duras aproveitam-se apenas as folhas e reservam-se aquelas para o chá.

            Bate-se uma gema de ovo e mistura-se na planta cortada. Bate-se de novo, muito bem, e toma-se com algum açúcar, ou mel, em jejum e uma hora antes do pequeno-almoço. Se o doente sofre do fígado e não pode tomar o ovo, substituir este por um caldo de farinha maizena ou outra, que não seja de trigo empoado.

 

            Outra fórmula: Com duas colheres e meia da dita planta, verde, em meio litro de água, ou um pouco mais, para compensar a evaporação, faz-se um cozimento, deixando ferver durante dois minutos. Toma-se as chávenas, quente ou frio, às refeições ou fora delas e ao deitar. No caso de hemorróidas, lavá-las com o chá e dar um pequeno clister (um decilitro, destinado a ficar dentro e ser absorvido pelo intestino). Em chagas exteriores, lavam-se com o mesmo cozimento; e se tratar de inflamação uterina dão-se irritações mornas.

 

            Planta seca: Cortar muito miudinha até encher uma colher, das de sopa. Deita-se numa chávena e lança-se sobre uma colher de água a ferver. Imediatamente se esmaga com um cabo de madeira até ficar numa pasta macia. Mistura-se uma gema de ovo, bate-se e toma-se com um pouco de açúcar ou mel. Da mesma forma que a planta verde se faz, também, o chá para tomar ou para as outras aplicações, mas fervendo durante quatro minutos.

 

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Dezembro 17 2010

 

            A fobia aos gatos, também conhecido como Ailurophobia, deve-se na maioria dos casos à ignorância, às falsas crenças e preconceitos em relação a esses indefesos bichanos.

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            Na Europa Medieval, o gato negro foi marcado por uma terrível superstição que sobrevive até aos dias de hoje sob a forma de um temor de azar. Houve uma implacável perseguição que os determinou às fogueiras. Tudo isto em nome de um deus implacável que os queimou em fogueiras, humanos e gatos, como acusados de serem íntimos do diabo.

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            A Igreja queria ver-se livre dos rituais pagãos, ainda em franca prática da Antiga Religião, e acabou por inventar o mito do Gato Preto demoníaco. Este gato passou então a simbolizar o mundo das trevas que afastava o bom cristão de seu iluminado e santo caminho. Tornou-se personagem constante em processos contra bruxos e adoradores de Satã.

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            No processo contra os Templários, havia uma passagem em que Satã aparecia em forma de gato preto aos seus adeptos. Mas, as crendices não paravam por aí: já em 1561 houve um grande processo na França, contra mulheres ditas feiticeiras que se transformavam em gatos pretos durante os seus rituais. Então, perseguiram todos os gatos pretos da França a ponto destes quase desaparecerem por completo. Sobre isto, há um pormenor quase lendário (porém muito real), de uma descoberta de um antigo rol de objectos caseiros de um testamento do século XVII, onde um gato preto fez parte do espólio assim como móveis e quadros preciosos!

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            O delírio de crueldade contra os gatos pretos na Europa não parou por aí, na Bélgica, até o ano de 1817 se praticava o "Kattestoët" (Jogo dos Gatos) que consistia em colocar três gatos pretos dentro de um saco, subir no alto do campanário da igreja local e atirá-los lá de cima. Se algum gato sobrevivesse, a multidão enlouquecida dos habitantes das aldeias saía correndo atrás do pobre felino, com paus e pedras e massacravam o animalzinho. Era 'costume', 'folclore' do país!  

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            Napoleão Bonaparte foi, sem duvida, uma figura respeitada na época em que viveu. Aos 26 anos de idade, ele tinha conquistado a Itália. Só andava com pessoas de alto nível, e em seu calculo de amigos admitia apenas matemáticos, cientistas, estudiosos das ciências exactas. Partilhava as suas ideias com filósofos e outros intelectuais da época.

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            Mas, acreditava (e os factos pareciam mostrar que tinha razão) que usar lenço de seda preta ao pescoço dava sorte nas batalhas. Em Waterloo, inclusive, ele resolveu colocar um lenço de seda branca e acabou sendo derrotado.

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            O facto é que Napoleão não era tão forte e bem-resolvido quanto aparentava ser. Ninguém sabia (ou talvez uma ou outra pessoa soubesse), mas ele era perseguido por uma terrível fobia que chegou a se transformar em obsessão: não podia ver gatos, nem pensar em gatos, nem sequer sonhar com gatos, porque entrava em pânico! Qual foi a origem da sua fobia?

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            Quando ele tinha apenas seis meses de idade, um gato selvagem pulou em cima dele. A empregada que estava cuidando dele havia saído para fazer algo na casa; ele estava deitado no jardim a apanhar o sol da manhã e ar fresco, quando um gato selvagem pulou em cima dele. Isso não o machucou - talvez o gato estivesse apenas brincando - mas para a mente da criança foi quase como uma morte. Desde então, ele se tornou vulnerável a qualquer gato, mesmo que fosse um simples gatinho.

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            Não tinha medo de tigres ou de leões; ele podia lutar com um leão sem armas, sem medo nenhum. Mas um gato? Isso era uma outra coisa. Vendo um gato ele ficava quase gelado; ele tornava-se novamente uma criança pequena de seis meses, sem qualquer defesa, sem nenhuma capacidade de lutar. Para aqueles pequenos olhos de criança aquele gato deve ter parecido enorme; era um gato selvagem.

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            Mas felizmente houve poucos os personagens que tinham aversão aos gatos:

 

            Dwight D. Eisenhower – O antigo presidente dos Estados Unidos da América, não suportava gatos e alegadamente deu ordem aos empregados para matar qualquer gato que entrasse nos seus terrenos.

 

            Alexandre, o Grande, Júlio César, Mussolini, Gengis-Khan e até mesmo Hitler tinham pavor e medo dos gatos.

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            Mas nem todos os personagens durante a História, tinham aversão aos gatos:

 

            Maomé – O fundador do Islamismo considerava os gatos sagrados, mas os cães, animais sujos.

 

            Cardeal Richelieu – O Cardeal tinha um quarto reservado para gatos que eram alimentados por empregados.

 

            Winston Churchill – O antigo primeiro-ministro britânico gostava de comer na presença do seu gato e pedia ao seu empregado para ir buscar o animal na altura das refeições.

 

            Abraham Lincoln – O gato do antigo presidente norte-americano foi o primeiro felino a habitar a Casa Branca.

 

            Alexander Dumas – Tinha um gato que adivinhava sempre quando é que o dono acabava de trabalhar, mesmo quando este fazia serões.

 

            Renoir e Monet – Estes artistas plásticos gostavam de gatos e retravavam-nos com frequência nos seus quadros.

 

            Charles Dickens – Tinha uma gata e acabou por ficar uma das crias desta. O pequeno costumava tentar cheirar uma vela para chamar a atenção do dono.

 

            Ernest Hemingway – A certa altura, o escritor chegou a ter 30 gatos.

 

            Isaac Newton – O cientista que descobriu o princípio da gravidade, também inventou a porta para gatos.

 

            T.S. Elliot – O Nobel da Literatura escreveu um livro de poemas sobre gatos.

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            Há muitas pessoas que sofrem de Ailurofobia. Quando vêm um gato, essas  pessoas podem começar a suar, ter dificuldades respiratórias e inclusive ter um ataque de pânico.

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             Muita gente sofre deste tipo de fobia e sente-se incomprendida, já que os gatos são animais normalmente inofensivos e grande quantidade de gente desfruta com sua companhia. O medo pode remontar-se a uma má experiência com um gato na primeira infância, onde um pequeno arranhão de um animal que tentava se defender das traquinices inquietas do menino o deixe a este marcado sensivelmente. Como outras fobias, este transtorno costuma se corrigir utilizando métodos tais como a hipnose e a Programação Neurolinguística.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

  

 

 

 

 

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Dezembro 16 2010

 

            Urinoterapia é uma terapia alternativa ou filosofia de vida que busca a harmonia do corpo, da mente e do espírito através da ingestão de urina. A prática remonta aos primórdios da história dos países orientais tendo se difundido também em culturas dos países do ocidente. A sua prática, asseveram os adeptos, previne e cura diversas doenças, existindo relatos de cura do câncer.

 

            Cientificamente, a urina não é tóxica e se compõe de 90% de água e 10% de nutrientes não absorvidos pelo corpo e hormónios.

 

            A urina é o resultado da filtração do sangue pelos rins.

 

            Todos os seres humanos no princípio da vida, tomámos a nossa própria urina.

            Quando estávamos no seio materno e ao formarem-se os órgãos genitais, o rim funcionou e desde esse momento começamos a tomar a nossa própria urina.

            O bebé urina aproximadamente ½ litro diariamente, sobre tudo nos últimos meses e vai crescendo tomando o seu próprio líquido amniótico com urina. Isso dele tomar a própria urina tem sido verificado cientificamente através do ultra-som pélvico. A urina é muito parecida ao líquido amniótico em seu conteúdo.

 

            Muitos relatos levam a crer que a primeira urina excretada após uma noite de sono é a ideal para a ingestão, visto que é carregada de hormónios benéficos para o organismo e para o cérebro, são benéficos para o equilíbrio do cérebro e da memória.

 

            Relatos de ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial apontam para o poder cicatrizante da urina, isto se dá porque há grande concentração de cortisona, o que a torna antisséptica, bactericida e cicatrizante, sendo excelente também para tratamento de queimaduras.

 

            Os japoneses e indianos já conhecem a prática da urinoterapia há milénios, sendo que os primeiros a utilizam inclusive como cosmético, rejuvenescendo a pele com a aplicação de urina.

 

            A maior eficácia da terapia depende também da alimentação, que requer ingestão de verduras, legumes e frutas, todos crus, e a ingestão de muita água.

 

            Existem várias obras na literatura especializada que exemplificam as diversas formas de utilização.

 

            Existem depoimentos de náufragos que excederam os limites de sobrevivência marítima bebendo a própria urina e no deserto é comum os viajantes usarem a mesma para saciar a sede.

 

            Dr. William Hitt, Clinica Hitt, Mexico

Janeiro de 1995

 

            "A experiência tem demonstrado que injecções intra-musculares com urina constituem os melhores métodos para o tratamento de inúmeras doenças imunológicas, inclusive psoríase, carcinoma basal, asma e muitas outras desordens.”

            Relatório da Reuter

14 de Agosto de 1990

 

            “Quatro membros de tropas de elite do Sri Lanka que viram-se à deriva num barco a mais de 1.000 milhas de distância da Tailândia, após terem sido surpreendidos numa emboscada e considerados mortos, foram recebidos com muita emoção quando retornaram a seus lares.” “Eles conseguiram sobreviver no barco, caçando tartarugas e bebendo urina”, informou um oficial militar. “

            Agência de Notícias Kyodo, Tóquio

30 de Julho de 1990

 

            "Um cozinheiro foi retirado dos escombros do Hotel Hyatt, na manhã dessa segunda-feira, após 14 dias, após a devastação do Norte das Filipinas, por um forte terremoto, informaram funcionários do Governo. Seco, com apenas alguns arranhões no corpo, ele disse aos repórteres que sobreviveu bebendo a sua própria urina.”

 

            Em 1975, um dos fundadores dos Laboratórios Miles, o Dr. A.H. Free, publicou o seu livro Urinálise na Prática de Clínica Laboratorial, onde relata que a urina, não somente é um composto corpóreo estéril (mais puro que água destilada), mas que “reconhece-se hoje que a urina contém milhares de componentes, e que com o desenvolvimento de equipamento de análise mais sensível, é quase certo que novos componentes da urina serão identificados.”

 

            Dentre os constituintes mencionados no tratado revelador do Dr. Free há uma lista de nutrientes que o(a) deixarão estupefacto(a). Como diz o Dr. Free, os ingredientes listados abaixo constituem apenas alguns dos compostos vitais encontrados na urina:

 

Ácido Ascórbico ..... 30 mg/dia

Ácido Fólico ..... 4 mg/dia

Ácido Glutâmico ..... 308 mg/dia

Ácido Pantotênico ..... 3 mg/dia

Alanina, total ..... 38 mg/dia

Alantina ..... 12 mg/dia

Amino-ácidos, total ..... 2.1 g/dia

Arginina, total ..... 32 mg/dia

Bicarbonato..... 140 mg/dia

Biotina ..... 35 mg/dia

Cálcio ..... 23 mg/dia

Creatinina ..... 1.4 mg/dia

Cistina ..... 120 mg/dia

Dopamina ..... 0.40 mg/dia

Epinefrina ..... 0.01 mg/dia

Fenilalanina ..... 21 mg/dia

Ferro ..... 0.5 mg/dia

Fósforo, orgânico ..... 9 mg/dia

Glicose ..... 100 mg/dia

Glicina ..... 455 mg/dia

Inositol ..... 14 mg/dia

Iodo ..... 0.25 mg/dia

 

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Dezembro 14 2010

 

            Descrita pela primeira vez em 1951, a cirrose biliar primária (CBP) é considerada uma doença hepática rara. Apesar do nome, a doença acomete essencialmente o fígado e não a vesícula biliar. Existem evidências de que a CBP está relacionada com factores genéticos. Porém, estudos recentes sugerem que um retrovírus humano participaria do desenvolvimento da enfermidade. O uso de drogas antivirais no tratamento coadjuvante da CPB e, por sua vez, a melhora do quadro clínico e laboratorial reforçam tal hipótese.

 

            Na maioria dos casos, a doença acomete pacientes do sexo feminino. O início dos sinais e sintomas ocorre entre 30 e 65 anos. Contudo, podem aparecer em mulheres adultas jovens, com menos de 20 anos ou mais de 90 anos de idade.

 

            Em geral, durante anos ou décadas, a CBP não apresenta qualquer tipo de sinal ou sintoma, ou seja, é assintomática. Mais de 50% dos pacientes têm como primeiro sintoma a coceira (prurido). Em mulheres, a coceira pode se apresentar primeiramente durante a gravidez e, assim, ser confundida com um sintoma da própria gestação. Se após o período de gravidez houver permanência do sintoma, o diagnóstico de CBP pode ser considerado.

 

            Em locais de clima quente e húmido, piora a coceira, principalmente durante a noite. Alguns pacientes se coçam tanto que provocam lacerações sangrentas na pele e no couro cabeludo.

 

            Há ainda relatos de pacientes que se suicidaram em decorrência da coceira intensa.

 

            Olhos e pele amarelados (icterícia) são sintomas tardios e revelam certa gravidade da doença. Em alguns enfermos, são observadas lesões protuberantes gordurosas sobre a superfície da pele, denominadas de xantelamas (principalmente nas pálpebras) e xantomas (nádegas, joelhos, cotovelos). O fígado (hepatomegalia) e o baço (esplenomegalia) também têm seu tamanho aumentado. Se o paciente apresentar quadro de barriga-d’água (ascite) e edema dos membros inferiores, pode-se afirmar que o fígado se encontra cirrótico.

 

            O tempo de sobrevivência dos pacientes com CBP varia entre 7 e 16 anos. Após o advento do transplante hepático, a esperança de vida dos pacientes aumentou consideravelmente.

 

            O diagnóstico da doença é bastante difícil para o clínico, contudo, a CBP deve ser considerada quando pacientes do sexo feminino apresentam coceira inexplicável, cansaço (fadiga), olhos amarelados, perda de peso e desconforto no quadrante superior direito do abdómen. Níveis elevados de colesterol, gama-GT e fosfatase alcalina colaboram para que o clínico suspeite do diagnóstico da CBP – o qual deve ser confirmado com a biópsia hepática.

 

            O tratamento da CBP é dirigido estritamente aos sintomas, principalmente em relação à coceira, pois não existe cura para a doença. O transplante hepático é o tratamento de escolha para os pacientes com CBP em grau avançado.

 

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Dezembro 12 2010

 

            Se você tiver uma doença genética que seja realmente rara, os médicos provavelmente vão chamá-la pelo seu nome. Isso foi exactamente o que aconteceu com as gémeas britânicas, do País de Gales, Catherine e Kirstie Fields.

 

            Elas nasceram com uma doença neuromuscular que não foi diagnosticada inicialmente, mas que agora é conhecida como doença de Fields. Essa doença afecta os nervos provocando movimentos musculares involuntários. Como consequência, as irmãs Fields passam a maior parte do tempo em cadeiras de rodas e têm dificuldade para realizar tarefas delicadas, como escrever.

 

            Os cientistas ainda estão estudando a doença de Fields. Outros diagnósticos podem ser feitos à medida que o conhecimento sobre a doença for aumentando.

 

            A doença das meninas tem sido estudada por médicos de todo o mundo. Porque a doença é tão rara e desconhecida, que os médicos não têm a certeza do que pode acontecer em seguida.

 

            É considerada a doença mais rara do mundo, ainda só afectou as duas gémeas.

 

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Dezembro 11 2010

 

            A chance de uma pessoa contrair ou desenvolver febre kuru praticamente não existe. Para contrair essa doença neurológica fatal, você teria que viajar a uma região remota nas montanhas da Nova Guiné, encontrar um dos poucos portadores da doença que ainda existem e comer o seu cérebro.

 

            A febre kuru pertence a um tipo raro de doenças causadas por príons. Essas proteínas anormais induzem alterações proteicas nas células do cérebro. Essa alteração das proteínas leva à formação de um tecido cerebral diferente do normal, resultando em lesões progressivas e incuráveis no cérebro. A palavra kuru significa "doença do riso", assim chamada porque os cientistas observaram ataques de riso histérico nas pessoas afectadas.

 

            As doenças semelhantes causadas por príons, como a doença de Creutzfeldt-Jakob (a variante humana da doença da vaca louca) são mais comuns. A febre kuru ocorre apenas na tribo isolada Fore, da Nova Guiné. A doença surgiu na década de 50 e rapidamente dizimou aldeias inteiras. Os cientistas logo descobriram que a única forma de contrair a doença era através do consumo de tecido cerebral contaminado. A tribo praticava o canibalismo em rituais fúnebres, cozinhando e comendo o cadáver - por acreditar que fazendo isso os aspectos espirituais do morto passavam para o vivo. As mulheres e crianças, parentes do morto, consumiam o cérebro e contraíam a febre kuru, uma doença fatal.

 

            Quando os ocidentais aboliram o canibalismo na região, os casos da doença praticamente desapareceram. Os cientistas não encontraram novos casos de febre kuru nas pessoas da tribo Fore nascidas a partir do fim dos anos 50.

            As lesões causadas no cérebro são progressivas e incuráveis levando o indivíduo à morte em pouco tempo. Essa doença ainda é comum no continente africano onde ainda existe a prática do canibalismo.

 

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Dezembro 10 2010

 

            Nome científico: ( Parietaria officinalis)

 

            Outros Nomes; Alfavaca-de-cobra, tiritana, erva das muralhas, saxifrágia, erva de vidro, erva-fura-paredes, parte-pedras, erva-dos- muros, vitríolo, erva-de-santa-Ana, erva-de-nossa-senhora, helxina, cobrinha, pulitaina, pulitária, mauerkraut (alemão), espargoule (francês), pellitory, (inglês).

 

            Família das: Urticácias.

 

            A parietária tem sabor ligeiramente salgado, os brotos tenros, têm sabor refrescante, fervidos, dão uma tisana de cor amarelo limão, cujo sabor se assemelha ao dos pepinos.

 

            Composição: Rica em salitre, azotado de potássio, mucilagem e enxofre.

 

             Propriedades: Emoliente, calmante; diurética e antiflgisticas, particularmente recomendadas no combate à nefrite, cálculos renais, e outros distúrbios do aparelho urinário, furúnculos, feridas chagas e queimaduras, catarro brônquios, tosse e afecções pulmonares, hidropisia, disfunções hepáticas, fissuras dos seios, e do ânus, problemas das artérias e coração, febres inflamatórias.

 

            Como os próprios nomes indicam, esta planta vê-se pendurada a espreitar pelos buracos de qualquer muro, como não cresce muito, é vista em pequenas moitas, as folhas são pecioladas, de ovais e lanceoladas, agudas verdes e brilhantes na face superior e pelosas na parte inferior. Dá pequenas flores esverdeadas, ou meio avermelhadas, floresce de Julho a Outubro. Encontra-se nas paredes menos cuidadas, seja na cidade ou qualquer outro lugar, aparece no sopé dos muros dos caminhos, sempre à mão, para nos socorrer numa imprevista dor de dentes, podemos mastiga-la, para lhes subtrair o suco que fica na boca o resto é deitado fora.

 

            Indicações de uso: 

 

            Brônquios (catarro), tosse, rins (cálculo); Infusão em um litro de água fervente, verter 10g de parietária seca, deixando em repouso 10 minutos, filtrar o líquido, adoçá-lo com mel, e bebe-lo em xícaras durante o dia.

 

            Chagas, queimaduras - Unguento; ferver uma pitada de folhas de parietária, em um cálice de água por dois minutos, filtrar o líquido e colocar 15 gramas em recipiente de vidro, adicionando a ele os seguintes ingredientes; 10g de farelo de trigo, 10g de farinha de fava, um cálice de azeite finíssimo e um cálice de vinho branco de boa qualidade, misturar tudo muito bem e aplicar o unguento duas vezes por dia.

 

            Abcessos, furúnculos, chagas – Cataplasma; lavar, enxugar e estender, sobre um pedaço de gaze, dobrado várias vezes, um punhado de folhas e hastes frescas de Parietária. Bater a gaze com o cabo de uma faca, para sair todo o suco e aplica-lo sobre o local afectado.

 

            Fígado, (disfunções) - Vinho levar à ebulição, um litro de um bom vinho tinto, com um pedacinho de casca de laranja, a seguir adicionar 30g de parietaria officinalis, quando o líquido ficar frio, filtrá-lo e tomar um cálice ao final das refeições.

 

            Fissuras anais e do seio – Cataplasma; em um cálice de leite, ferver dois punhados de parietaria officinalys, até que o líquido evapore. Reduzir as folhas a uma papinha e estende-las, depois de mornas sobre um pedaço de tecido. Aplicá-las sobre a região afectada.

 

            Pulmões; (afecções) - Infusão: uma colherada de folhas secas e pulverizadas, de parietaria officinalys, em xícara de água fervente, filtrar e beber em seguida, esta infusão, como as seguintes, também é eficaz contra as tosses, - Mel misturar 10g de folhas secas, de parietaria officinalis, reduzida a pó com 10g de mel, batendo bem os dois ingredientes, por dez minutos, tomar uma colher dessa mistura a cada duas horas.

 

            Suco: Lavar em, água corrente escorrer e deixar secar por dez minutos várias plantinhas, frescas de parietária officinalys, em pedaço de tecido fino. Torcer o pano de modo a fazer sair todo o suco que deve ser misturado com algumas gotas de sumo de limão ou laranja. Tomar de 30g a 100g desse suco por dia, inclusive em casos de casos de cálculos renais.

 

            Feridas; Cataplasma: aplicar sobre a região afectada, alguns raminhos, de parietaria officinalis. Bem lavados escorridos e um pouco esmagados.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:25

Dezembro 06 2010

 

            Progeria (do grego geras, "velhice") é uma doença da infância extremamente rara, caracterizada por um dramático envelhecimento prematuro. Estima-se que afecta um de cada 8 milhões de recém-nascidos. A forma mais severa desta doença é a chamada síndrome de Hutchinson-Gilford nomeada assim em honra de Jonathan Hutchinson, que foi o primeiro em descrevê-la em 1886 e de Hastings Gilford que realizou diferentes estudos a respeito de seu desenvolvimento e características em 1904.

 

            É caracterizada pelo envelhecimento acelerado em cerca de sete vezes em relação à taxa normal.

 

            Uma criança com progeria tem uma expectativa média de vida de 14 anos para as meninas e 16 para os meninos. A morte precoce é causada por aterosclerose.

 

            A inteligência dos bebês não é afectada. O diagnóstico é fundamentalmente clínico e realizado nas crianças que apresentam os sinais iniciais da doença entre o primeiro e o segundo ano de vida.

 

            A doença ainda não tem cura e não existe actualmente nenhum exame que certifica o diagnóstico de progeria.           

 

            A doença acomete bebês normais. Por volta dos 18 meses, estas crianças começam a envelhecer rapidamente, algo bastante assustador, para todos os envolvidos. Já foram relatados 100 casos, desde a identificação deste mal. 

            

            Segundo o site da Fiocruz, as principais características clínicas e radiológicas incluem a queda do cabelo, perda de gordura subcutânea, artrose, estatura baixa e magra, clavícula anormal, envelhecimento prematuro, face estreita, pele fina e enrrugada, puberdade tardia, sobrancelhas ausentes, unhas dos pés finas, voz anormal, lábios finos, osteoporose entre outras. A inteligência não é afetada. A morte precoce é causada por aterosclerose.

 

            Não há cura, e até a conclusão da pesquisa, no final do ano passado, a sua causa era desconhecida.

              

            No ano passado, a Fundação de Pesquisa Progeria, em inglês The Progeria Research Foundation (PRF) – anunciou o lançamento de uma campanha global de divulgação da doença, “Encontre as outras 150”.

 

            A campanha visa encontrar nas Américas, Europa, Rússia, Ásia e África; as crianças não-identificadas portadoras da doença. Segundo a Fundação, há 52 crianças com progeria conhecidas em 29 países mas, estatisticamente, cientistas acreditam que há aproximadamente 150 crianças não-identificadas com essa condição.

            Em Portugal são conhecidos até agora, apenas 2 casos.

 

            Cientistas franceses e norte-americanos descobriram uma mutação genética que seria a causa o envelhecimento precoce em crianças, distúrbio conhecido como progeria. Segundo eles, o estudo pode levar à descoberta da cura para a doença e também a novas pistas sobre as consequências do envelhecimento em pessoas sadias.


            Agora, os cientistas atribuem o problema a um gene que controla a estrutura do núcleo celular --estrutura que comporta a maioria dos genes e cromossomos.


            Essa mutação, encontrada em crianças com envelhecimento precoce em todo o mundo, activa a produção de uma proteína que desestabiliza o núcleo celular, afectando todas as células do corpo, com excepção das cerebrais.


            "Normalmente o núcleo tem uma estrutura circular, certinha", explica a doutora Leslie Gordon, da Tufts University, em Boston (EUA). "Por causa desse defeito genético, o núcleo forma bolhas, que causam a instabilidade e levam à morte das células", afirma a coordenadora da equipe de pesquisadores norte-americanos.


            Segundo ela, a descoberta permitirá procurar a cura para as crianças com a doença.


            "A esperança para as crianças com progeria é conseguirmos bloquear a proteína defeituosa [que causa o distúrbio no núcleo das células] ", disse Gordon. O gene mutante, chamado LMNA, controla uma proteína conhecida como Lamin A.


            Mas, para o cientista Francis Collins, do Instituto de Pesquisas do Genoma Humano nos EUA, "as implicações do trabalho irão muito além do envelhecimento precoce em crianças, beneficiando todo e qualquer ser humano".


            Collins explica que a descoberta das causas desse tipo de envelhecimento precoce ajudará os cientistas a entender o que acontece no corpo humano conforme as pessoas ficam mais velhas.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:41

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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