Método Kiber

Novembro 29 2010

 

            Coulrofobia é o termo psiquiátrico usado para designar o medo de palhaços. A fobia é bem comum nas crianças, mas é encontrada nos adolescentes e adultos também. Os afrontados por este mal geralmente sofreram uma experiência pessoal traumática, em tempos passados, com palhaços ou viram alguma imagem sinistra que os apavorou.

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            Ao depararem-se com algum indivíduo vestido de palhaço, "os portadores dessa fobia têm ataques de pânico, perda de fôlego, arritmia cardíaca, suores e náusea". Tudo isso, só por verem alguém de peruca, maquilhagem e com enormes sapatos, é muito perturbadora, para o fóbico a figura do palhaço, um personagem que está sempre com aparência alegre e com cores bem extravagantes.

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            Um estudo recente descobriu que as crianças têm medo das decorações de hospital com base em palhaços. Nenhuma das crianças e adolescentes pesquisados afirmou gostar de palhaços.

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            Em hospitais o uso de palhaços em tratamentos de crianças já foi abolido, pois foi comprovado que as crianças se assustam muito mais do que se alegram. Esse medo pode surgir por alguma razão específica, como um trauma, ou a pessoa apenas tem medo e não sabe o porquê disso.

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            É muito comum as pessoas utilizarem medicamentos para diminuir a sua ansiedade em casos como este. Mas será que só os medicamentos são realmente eficazes? Buscamos na medicina as curas para nossas doenças, mas sentir ansiedade está longe de ser uma doença. É uma resposta natural do organismo às situações ameaçadoras. Watson mostrou há muito tempo atrás que a definição de ameaçadora é bem subjectiva: aprendemos a ter medo de diferentes estímulos a partir das nossas experiências de vida, mesmo sem sabermos explicar como aprendemos. A lista de possíveis fobias, portanto, é gigantesca - é um absurdo considerar que exista uma diferente causa biológica para cada um destes medos.

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            Vejamos a reacção de algumas pessoas que sofrem de coulrofobia

 

            “Eu tenho medo de palhaços! Há uns dias estava a passear e vi um palhaço: deixei o braço da minha mãe pisado, por o ter agarrado com tanta força! O meu coração parece que vai sair disparado do peito, de tão acelerado que fica! Poucas pessoas se apercebem que estou com medo, pois consigo disfarçar. Se estiver com alguém, posso passar "perto" do palhaço, mas tenho de dar a mão a esse alguém... Se estiver sozinha, afasto-me o mais possivel!”

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            “Tenho uma filha de 4 anos que na sua festinha de 1 ano teve palhaço, e na de 2 um elefante (personagem). A partir dos 3 começou com medo de tudo, papai noel, palhaços e ontem a levei em uma festinha que tinha um personagem dos Backyardigans, ela se descontrolou totalmente, parecia que estava sendo metralhada. Gritou tanto que toda a festa parou. Pedi para o tio tirar a cabeça para ela ver que era uma pessoa, ela implorou que ele não colocasse mais. Não sei como agir!”

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            “Morro de medo de palhaços, acho que a causa disso foi quando criança, eu ia num passeio de escola, à gravação do programa do Palhaço Bozo, mas ele não pôde comparecer justo nesse dia, então fomos passar o dia no aeroporto, entramos em aviões, conversamos com pilotos, lembro como se fosse hoje, e eu passei muito mal, quase desmaiei quando soube que não ia ver o tal Bozo, Isso já tem mais de 20 anos e até hoje morro de medo de palhaços. É uma situação terrível, só de vê-los começo a tremer.

            Uma vez minhas amigas Daniele e Cátia se vestiram de palhaçinhas e logo eu comecei a chorar quando estavam vestidas e logo descobri que tinha medo por causa de que tem o rosto pintado. Vi em um site que é de 4 a 6 anos (quando se tem medo de palhaços) e eu tinha 9. Isso é normal para a minha idade?”

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            Quando eu tinha 4 ou 5 anos, apareceu-nos à porta da minha tia dois rapazes mascarados, que tentavam provocar medo a mim e à minha prima, nós os dois andávamos de roda da minha tia, amedrontados e chorando, enquanto ela se ria, depois fugimos para dentro e escondemo-nos debaixo da cama, até que tivemos a certeza que se tinham ido embora. Para mim foi só um acontecimento casual.

            O que me provocou medo, foi por eles terem a cara tapada.

            Talvez os coulrofóbicos, vejam o palhaço como não humano, figura macabra, fantasmagórica em que a cara é dissimulada e transfigurada.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

 

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Novembro 24 2010

 

            A Hidrofobia é um transtorno psicológico, caracterizado pelo medo excessivo ou irracional da água. Este tipo de fobia específica leva os indivíduos hidrofóbicos a evitarem qualquer passeio em via navegável (mar, rio, lago) como também evitam banharem-se em piscinas, represas, cachoeiras, lagos, rios e mares, com medo de se afogarem. Mesmo quando a água não representa uma ameaça (como visualizar uma piscina), sensações de pânico, terror, ansiedade, taquicardia, sudorese, náuseas, hiperventilação (respiração rápida e profunda), tremores, ocorrem nos indivíduos hidrofóbicos, que podem inclusive desmaiar. Algumas vítimas de hidrofobia podem ainda evitar entrar em uma simples banheira de hidromassagem ou até mesmo evitar os duches (chuveiros), em casos mais extremos.

 

            As causas da hidrofobia podem estar relacionadas com algum evento traumático que o indivíduo sofreu na sua vida, como presenciar alguém se afogando, e conseqüentemente, por isso, desenvolveu um medo da água. Esse medo pode ainda ser piorado quando a pessoa assiste a filmes, lê livros ou notícias de casos de afogamento. Além disto, pode ser ocasionada devido a factores genéticos, onde o indivíduo possui uma predisposição maior para desenvolver este tipo de transtorno.

 

            Este medo impede os hidrofóbicos de fazerem algumas actividades de lazer com a família, como fazer viagens pelo litoral para aproveitarem as praias, ir a clubes, fazer piquenique nas proximidades de um lago, enfim, eles não se sentem felizes em presenciar qualquer situação em que a água esteja envolvida, por mais que lhe digam que não há perigo algum. Por isso, é muito importante o tratamento da fobia.

 

            De acordo com o Dr. Geraldo Possendoro, o cérebro humano é reprogramável, aberto a experiências externas, o que torna possível a superação da fobia. No entanto, essa reprogramação deve ser feita com o consentimento da pessoa, de forma segura e tranquila, para que não seja uma – ou mais uma – experiência traumática. Um dos métodos mais utilizados no tratamento de medos e fobias é o processo de dessensibilização sistemática, criado na década de 1950 pelo psiquiatra sul-africano Joseph Wolpe.

 

            Basicamente, o processo prevê a exposição da pessoa ao objecto desencadeante da fobia de forma lenta e gradual. “Em primeiro momento, o indivíduo evita, mas, depois, a prática torna-se acessível e ele passa a controlar a situação”, sustenta Possendoro, que em três meses conseguiu vencer o seu medo por meio desse método.

 

            Em muitos casos, diz o psicoterapeuta, a fobia, quando branda, pode ser curada espontaneamente por meio da dessensibilização. Entretanto, ele ressalta que, em casos mais graves, o tratamento adequado deve ser feito por um psicólogo, ou até mesmo por um psiquiatra, e complementado pelo trabalho desenvolvido na piscina por um instrutor de natação especializado. “Em hipótese alguma se deve tentar dessensibilizar uma pessoa atirando-a para a água à força”, alerta, explicando tratar-se de um método totalmente primitivo e perigoso, pois só fortalecerá a fobia, além de colocar a vida da pessoa em risco. “Essa atitude só demonstra a falta de compreensão das pessoas do que é a fobia”, complementa.

 

            A adaptação da pessoa fóbica na água deve acontecer sem nenhuma imposição, e da forma mais natural possível, pois só assim há condições do medo ou fobia ser superado. “No começo, a pessoa só tomará um banho de piscina. Às vezes fica só com os pés na água, sem nenhuma imposição”, conta o professor Lula Feijó, explicando que esse trabalho é feito normalmente em piscina rasa e água aquecida para tornar o meio líquido o mais confortável e acolhedor possível. “A água aquecida relaxa e deixa a pessoa mais calma”, argumenta.

 

            Para ele, a maior dificuldade na superação do medo em relação à água está na submersão da cabeça, que é o centro nervoso do corpo. O primeiro passo, após ambientação inicial, é aprender a controlar a respiração e a lidar com pressão para não permitir a entrada da água nos orifícios da cabeça. O segundo  passo é aprender a boiar. “Controle da respiração e flutuação são a essência da natação. Depois vem a propulsão – deslocamento. Aí a pessoa já parte para a aula de natação propriamente dita”, afirma.

 

            Mas para vencer o medo, a pessoa precisa tornar-se auto-suficiente e aprender a sobreviver na água, quando não houver possibilidade de ficar em pé ou segurar-se em algum lugar. Essa auto-suficiência, segundo Feijó, pode ser conquistada dominando três aspectos. O primeiro é a flutuação, de frente e de costas. “A flutuação de costas é a única forma de descanso na água, pois a pessoa consegue boiar e manter o nariz e a boca fora da água”, ressalta.

 

            O nado de sustentação na vertical é o segundo e consiste no palmeado lateral com as mãos, aliado ao movimento de pernas estendidas, mantendo a cabeça fora da água.

 

            E o terceiro aspecto é o popular nado à cachorro, que possibilita um deslocamento seguro, sem a necessidade de afundar a cabeça na água. No entanto, Feijó explica que o método não tem por objectivo fazer com que o medo desapareça por completo. “Apenas é baixado o nível de prudência, pois o medo é um balizador das acções da pessoa”, justifica.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

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Novembro 23 2010

 

            Certa vez um sábio teve de escolher entre duas pinturas, qual delas mais representava a paz perfeita.

 

            A primeira era um lago muito tranquilo, este lago era um espelho perfeito onde se reflectiam algumas plácida montanha que o rodeava, sobre elas encontrava-se um céu muito azul com nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela reflectia a paz perfeita.

 

            Já a segunda pintura também tinha montanhas, mas eram escabrosas e não tinham uma só planta, o céu era escuro, tenebroso e dele saíam faíscas de raios e trovões. Tudo isto não era pacífico.

 

            Mas, quando o sábio observou mais atentamente, reparou que atrás de uma cascata havia um pequeno galho saindo de uma fenda na rocha. Neste galho encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho calmamente sentado no seu ninho.

 

             Paz Perfeita - O sábio escolheu essa segunda pintura e explicou:

 

            "Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, Permanecemos calmos e tranquilos no nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz."

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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Novembro 20 2010

 

            O agrião “nasturtium officinale”, é um vegetal comum nos locais mais húmidos como em riachos, e nascentes, localizados na região da Europa.

 

            É descrito pelas características das folhas verde-escuras, polposas, com foliólos em forma circular e o caule derrubado, circular e carnudo que desaparece junto à água, de onde saem as raízes extrínsecas.

 

            Entre o mês de Maio e Setembro floresce, originando umas pequenas flores brancas dispostas num ramo denso, com quatro pétalas em cruz, quatro sépalas análogas, dois estames longos e dois pequenos. Possui quatro filas de sementes dispostas na siliqua curta. O sabor do agrião é caracteristicamente picante assim como o seu odor, o qual é responsável pelo seu nome científico: Nasturtium, é derivado do latim “nasus tortus”, que provém da expressão latina de “nariz torcido”, em referência às qualidades pungentes da planta.

 

            Devido aos seus elementos nutricionais como o cálcio, o fósforo, o heterósido sulfurado, o ferro, o iodo e as vitaminas A, B2, C E e PP, o agrião tem propriedades estimulantes, depurativas, febrífugas, anti-escorbúticas e diuréticas, e é por este motivo que é denominada por “saúde do corpo” nas zonas agrícolas de França. Neste sentido pode aproveitar-se das folhas e o caule, entre os meses de Maio e Setembro, cozidos ou crus, e como acompanhante, uma vez que são próprios para o consumo. Para usufruir das suas qualidades, o agrião precisa de ser consumido fresco e verde, e antes deve ser lavado muito bem, porque a planta pode abrigar parasitas caso seja cultivado em água contaminada.

 

            Propriedades Medicinais: afrodisíaco, anti-séptico, antiescorbutico, aperitivo, diurético, estimulante metabólico, expectorante, febrífugo, hipoglicêmico, laxativo, nutritivo, purgante, tónico estomacal.

 

            O Agrião é composto de glucosídeo, gluconasturtina, óleo essencial (isotiocianato de etilo), betacaroteno, vitamina C, iodo, ferro, manganés, zinco, enxofre, germânio, flúor e cálcio. Não é recomendável a utilização durante a gravidez e em doses altas, vez que o uso excessivo pode irritar os rins.

 

            Antigamente, as pessoas foram aconselhadas a comer Agrião pois o mesmo era considerado como um tónico cerebral. O Agrião é cultivado e se desenvolve melhor em águas correntes rasas e frias.

 

            O agrião é uma planta que contém uma dose excepcional de sais minerais, contendo cinco vezes mais ferro que a couve, a alface e a salsa; é a segunda planta que contém mais enxofre, é rica em sódio, em cálcio e em potássio.

 

            Cem gramas de agrião nos fornecem 23 calorias, 1,70g de proteínas, 3,30g de hidratos de carbono e 0,30g de gorduras. Os antigos escritores gregos utilizavam os grandes poderes revitalizantes do agrião, consideravam-no como um excelente expectorante, afrodisíaco e específico também para o tratamento da escabiose (sarna). 

 

            O agrião é tão eficaz que não se deve usa-lo diariamente, a não ser para tratamento dos brônquios, durante períodos limitados. A quantidade de ferro, iodo e vitaminas que contém faz passar para a água em que é deixada de molho uma boa parte de sua força; por isso, uma receita para a carência de ferro e para a depuração do sangue é chamada Água de Agrião:

 

            Em um copo de água na temperatura ambiente mergulhar folhas de agrião. Cobrir o copo e deixa-lo no quarto de dormir. De manhã, coar e bebe-la sem açúcar.

 

            As propriedades terapêuticas do agrião combatem o raquitismo, o ácido úrico e as doenças do pulmão, agindo na purificação do fígado e do estômago. Os fumadores devem fazer uso do agrião, uma vez por semana, para a desintoxicação do organismo. O seu suco, adoçado com mel é um excelente xarope para combater bronquite, tosse, tuberculose pulmonar e toda sorte de enfermidades catarrais. Usa-se em saladas para combater a diabetes, e o consumo diário para os que sofrem de ácido úrico.

 

            Na culinária, as folhas são muito usadas em saladas, sanduíches, refogados, frituras e como uma guarnição. É possível fazer uma sopa de Agrião.

 

            A ingestão de suco de agrião é recomendável para o tratamento de eczemas, enfermidades do fígado, icterícia, dispepsia, escrofulose, enfermidades dos rins, cálculos, enfermidades da pele, herpes, varíola, sarampo, tuberculose, diabetes, reumatismo, gota, artritismo e como vermífugo.

 

            O suco do agrião tem sabor muito forte para ser tomado sem diluição, mas pode ser ingerido facilmente quando misturado com outros sucos. Esse suco ingerido diariamente em doses de 60 a 150g, ajuda no tratamento das bronquites crónicas, provocando abundante expectoração muco-purulento.

 

            Aplicado em fricções sobre o corpo, suaviza a pele; em fricções sobre o couro cabeludo é usado para evitar a calvície. Misturado com suco de pepino é excelente para a remoção do ácido úrico que causa o reumatismo. Com nabo redondo, cenoura e espinafre é bom para a anemia. Junto com cenoura, salsa e suco de batata é útil na limpeza dos pulmões e tem ocasionado melhoras em pessoas que sofrem de enfisema.

 

            Tradicionalmente, o suco é aplicado para esfolar e clarear acnes, eczema e sardas. É feito cataplasma para inchaços glandulares e linfáticas.

 

            Misturando-se o suco com mel obtém-se xarope usado no combate à tosse, à bronquite e à tuberculose pulmonar.

 

            Não despreze os talos na elaboração dos sucos, pois neles estão os principais valores nutritivos do agrião. Também é efectivo contra a formação de aftas.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

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Novembro 19 2010

 

            Afectam um pequeno número de pessoas. Mas a falta de conhecimentos científicos e médicos traz consigo um elevado sofrimento.

 

            As doenças raras – também designadas como doenças órfãs – são aquelas que afectam um pequeno número de pessoas, por comparação com a população em geral. Ocorrem com pouca frequência ou raramente. Existem ainda variantes raras de doenças frequentes.

 

            Na Europa, uma doença é considerada rara quando afecta uma em duas mil pessoas.

 

            A definição de doença rara é, portanto, conjuntural, na medida em que depende do período de tempo e do espaço geográfico que estão a ser considerados. Por exemplo, a sida já foi considerada uma doença rara, mas, hoje em dia, está em expansão.

 

            A lepra, por seu turno, é rara em França, mas frequente na África central.

 

            Quantas doenças raras existem?

 

            São conhecidas cerca de sete mil doenças raras, mas estima-se que existam mais e que afectem entre seis a oito por cento da população – entre 24 e 36 milhões de pessoas – na União Europeia.

 

            Esse número está em crescimento, uma vez que são reportadas, na literatura média, cinco novas doenças por semana.

 

            Como surgem as doenças raras?

 

            A maioria das doenças raras – 80 por cento – tem subjacente uma alteração genética.

 

            Existem ainda doenças raras de origem infecciosa (bacteriana ou viral), alérgica e profissional.

 

            Existem também doenças raras causadas por envenenamento.

 

            Quais são as características mais frequentes das doenças raras?

            São doenças crónicas, graves e degenerativas e colocam, muitas vezes, a vida em risco;

            Manifestam-se na idade adulta;

            Apresentam uma grande diversidade de distúrbios e sintomas, que variam não só de doença para doença, mas também de doente para doente;

            Têm associado um défice de conhecimentos médicos e científicos;

            São muitas vezes incapacitantes, comprometendo a qualidade de vida;

            Muitas não têm tratamento específico, sendo que os cuidados incidem, sobretudo, na melhoria da qualidade e esperança de vida;

            Implicam elevado sofrimento para o doente e para a sua família.

 

            Que problemas enfrentam os doentes?

 

            A natureza das doenças raras – falta de conhecimentos científicos e médicos – cria problemas específicos:

            Dificuldades de diagnóstico – muitas vezes é feito tardiamente;

            Escassez de informação;

            Dificuldades na orientação para profissionais de saúde qualificados;

            Problemas no acesso a cuidados de saúde de alta qualidade – pois a comunidade médica sabe relativamente pouco sobre estas doenças; há pouca investigação e o desenvolvimento de medicamentos para um número limitado de doentes é travado pelos imperativos comerciais;

            Dificuldades de inserção profissional e cidadania;

            Frequente associação com deficiências sensoriais, motoras, mentais e, por vezes, alterações físicas;

            Vulnerabilidade a nível psicológico, social, económico e cultural;

Inexistência de legislação.

 

            O que são medicamentos órfãos?

            São medicamentos desenvolvidos para tratar doenças raras, ao abrigo de legislação promotora de apoios à investigação e à exclusividade de mercado.

 

            Veja neste blog a tag: doenças raras.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:44

Novembro 19 2010

 

            Se julga que a batata é um alimento pobre  e insignificante, então, está muito enganado! A batata é um dos melhores alimentos nutritivos, que se encontram ao nosso alcance. 

 

            A batata é originária do Peru, onde fora cultivada desde eras imemoriais pelo povo inca, sendo chamada de "papa" na língua quíchua. Ainda em nossos dias, nos países andinos, produzem-se e comercializam-se mais de 200 variedades diferentes de batatas.

 

            Recente pesquisa baseada no DNA comprovou que todas as variedades da batata descendem de uma única variedade de planta originária do sul do Peru. Esta mesma pesquisa evoca evidências arqueológicas de que o vegetal ali já era cultivado há 7.000 anos para efeitos de alimentação humana.

 

            Em 1570 a batata foi levada para a Espanha, de lá se disseminando para a Europa e depois para todo o mundo.

 

            Os europeus gostaram muito do aspecto decorativo das flores da batateira mas os tubérculos foram olhados com desconfiança, servindo, durante quase um século, apenas para a alimentação do gado. Depois houve uma daquelas fomes cíclicas e as pessoas, a medo, começaram a comer batatas. Nessa evolução parece ter sido determinante o papel de Parmentier, cientista ilustre da corte de Luís XVI.

 

            Actualmente conhecem-se mais de três mil variedades de batata e a produção anual já ultrapassa 300 milhões de toneladas. Só a China produz 23% do total mundial (números de 2005).

 

            O sucesso tem a ver com a grande versatilidade deste alimento, verdadeiro “pão dos pobres”, rico em amido (fécula), vitaminas e sais minerais, com o potássio à cabeça (de 250 a 500 mg por cada 100 g). A Macrobiótica Zen abomina a batata por ser altamente desequilibrada em termos de yin-yang. Tal filosofia prescreve que proporção química ideal dos alimentos é de 5 partes de sódio para 1 de potássio. Ora, a batata subverte o princípio, pois possui, mais ou menos, uma parte de sódio para 12 de potássio. Isso não invalidou que os orientais não se lançassem maciçamente no cultivo deste tubérculo.

 

            Que o consumo da batata engorda é um preconceito infundado. A batata sozinha não favorece a obesidade, salvo se forem consumidas em grande quantidade, como complemento de alimentos ricos em albumina. O que engorda são as más combinações com outros alimentos. Nesse sentido, as batatas fritas é o expoente negativo, a evitar drasticamente em alimentação racional. Os escoceses são conhecidos como homens bastantes magros e, contudo, as batatas constituem o seu principal alimento. Também o alemão do Norte é mais afeiçoado às batatas do que o alemão do Sul, e não se pode dizer que seja precisamente mais gordo e pesado de movimentos do que este.

 

            Se quer emagrecer (ou não quer engordar), evite batatas fritas, optando por batatas cozidas ou assadas com pele.

 

             A melhor maneira de consumir a batata é através da cozedura a vapor, ou assada. Deve ser comida com casca, dado que é na pele e na periferia do tubérculo que se encontram os sais minerais e as vitaminas. Contudo, a fervura faz com que perca uma boa parte das vitaminas, pelo que há quem recomende ralá-la em cru, misturando-a, a seguir, nas sopas.    

  

            As batatas verdes e as greladas contêm os alcalóides choconina e solanina, que podem ser muito tóxicos se ingeridos em quantidades elevadas. Qualquer batata com manchas verdes deve ser deitada fora. Convém extirpar sempre as partes verdes e os “olhos”, ou seja, os pontos onde irão brotar os grelos, porque é aí que se concentra a solanina. A solanina, mesmo em pequenas porções, pode provocar enxaquecas ou sonolência em pessoas sensíveis.

 

            Sob o ponto de vista da fitoterapia, assinala-se que a batata cozida é dos melhores remédios para combater a acidez estomacal, dado que alcaliniza o organismo. Outrossim, no que se refere ao ácido úrico e a todas as formas de artritismo. Comida crua, evita o escorbuto, afasta os parasitas intestinais e cura as úlceras do estômago. A água da cozedura da batata é boa para as queimaduras da pele, gretas e furúnculos. Cataplasmas de batata crua, ou simplesmente cortada às rodelas, aliviam extraordinariamente as dores de cabeça e enxaquecas e diminuem os inchaços. Finalmente, o suco cru está indicado para gastrites, úlceras gástricas e duodenais, dispepsias, litíase biliar e prisão do ventre.

 

            As batatas têm várias aplicações medicinais.

            As batatas têm um alto teor de hidratos de carbono e ainda proteínas e fibras. Também fornecem uma parte significativa da quantidade de vitamina C e de potássio de que necessitamos.

 

            Usada crua, tem aplicação para combater dores de cabeça (colocadas em rodelas sobre a testa) e contra irritações da pele. A batata é bastante indicada para quem sofre de doenças renais. Para eritemas ou queimaduras solares, se faz uma compressa com batata ralada que é trocada três vezes ao dia.

 

            O suco feito com batata é excelente remédio para úlceras do estômago e do duodeno, desde que tomado em pequenas doses, pois o seu uso exagerado pode provocar sintomas de intoxicação. A água do cozimento da batata serve para prevenir e combater a gota.

 

            Contudo, o teor de vitamina C começa a baixar quase logo a seguir à colheita, pelo que as batatas acabadas de apanhar são as mais ricas nessa vitamina. A vitamina C é hidrossolúvel, razão por que as batatas fritas ou assadas são as que melhor a conservam. A cozedura em água provoca perdas de nutrientes, que se dissolvem na água, e a batata em puré é a que contém menos vitamina C. A perda de vitamina também ocorre através das superfícies expostas ao ar, pelo que, quanto mais cortadas são as batatas, menor será o seu teor vitamínico.

 

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Novembro 16 2010

 

            O espinafre (Spinacia oleracea) é uma erva rasteira originária do centro e sudoeste da Ásia, pertencente à família das amarantáceas, cujas folhas são comestíveis. É uma planta anual (raramente bianual), que cresce até cerca de 30 cm de altura. O espinafre pode sobreviver durante o inverno em zonas temperadas. As folhas são alternadas, simples, de ovaladas a triangulares na base, muito variáveis em tamanho, desde 2 – 30 cm de extensão e 1 – 15 cm de largura, com folhas maiores na base da planta e menores no topo.

 

            Em inglês, essa verdura verde-escura, é conhecida como spinach e em espanhol, espinaca. Já os franceses a conhecem como épinard, os alemães como spinat e os italianos, spinaci.

 

            As histórias do espinafre estão espalhadas pelo mundo. Acredita-se que foi na Pérsia (actual Irão) que ele foi cultivado pela primeira vez. No século VII o rei do Nepal manda algumas de suas sementes como presente para a China. Quatrocentos anos depois, os mouros invadem a Espanha e introduzem o plantio na região e daí em diante os espanhóis se encarregam de espalhar as sementes no Novo Continente. Tanto que os ingleses chamam o espinafre de The spanish vegetable (o vegetal espanhol).

 

            Muito popular na Europa, o espinafre era refogado com açúcar e consumido como sobremesa. O seu sabor conquistou povos e uma mulher em especial do século XVI: Catherine de Médici, que deixou Florença para se casar com o rei Henrique II, da França. A rainha gostava tanto de espinafre, que os cozinheiros do palácio foram obrigados a inventar diferentes pratos com a hortaliça. Assim, nasceu o termo a la Florentini para designar alguns pratos que levam o espinafre como ingrediente principal. Já no século XX, a verdura começa a fazer sucesso entre as crianças e os adultos aficionados por quadrinhos. Em 1929, E. C. Segar cria o marinheiro Popeye, que come uma lata de espinafre para ganhar força e proteger a sua namorada Olívia do resmungão Brutus.

 

            Em 2001, foi tese de um estudo sobre cegueira. Segundo os pesquisadores do Oak Ridge National Laboratories, no Tennesse (EUA), a proteína do espinafre é capaz de absorver luz. Retirada do vegetal e inserida nas células nervosas da retina, essa substância pode devolver parcialmente a visão.

 

            Existem dois tipos dessa erva rasteira: o asiático e o da Nova Zelândia. O primeiro pertence à família Chenopodiaceae - mesma da beterraba e da acelga - além de ser muito consumido na Europa e nos EUA. Já o segundo é da família Aizoaceae, tem folhas triangulares e pode ser facilmente encontrado no Brasil devido à sua adaptação ao clima tropical. Além dessas duas espécies, existem outras duas que, segundo alguns registos históricos, eram cultivadas na África. Trazida pelos colonizadores portugueses, essa hortaliça contém muita água e por isso reduz muito depois de ir para a panela. Normalmente, 1 kg de espinafre refogado serve em média quatro pessoas. Seu plantio no país vai de Março a Julho, mas nas regiões onde o calor é mais ameno, é possível cultivá-lo durante todo o ano.

 

            O autor de “A Saúde pelos alimentos”, Dr. Ernest Schneider, sugere que entre todas as hortaliças, o espinafre é a melhor por sua quantidade de proteínas, minerais e vitaminas. "Os árabes sabiam que o espinafre é bom para o fígado". Além de óptimo laxante e um excelente antioxidante, é indicado para pessoas anémicas ou desnutridas devido ao seu alto teor de ferro, porém com ressalvas. Segundo o médico Dr. Eric Slywitch, é preciso lembrar que existem diversos tipos de anemia. "Não devemos esquecer que anemia nem sempre é decorrente de falta de ferro. Toda anemia deve ser investigada para saber qual é a sua causa, e o tratamento deve ser personalizado. O espinafre protege a pele, o aparelho digestivo e o sistema nervoso, mas por ser rico em um ácido conhecido como oxálico, não deve ser consumido em grandes quantidades. Esse ácido e suas folhas verde-escuras indicam a presença de cálcio. "Para os vegetarianos isso é fundamental, pois dependendo da dieta, acabam sendo a principal fonte de cálcio", afirma o Dr. Slywitch. Apesar da excelente fonte de cálcio, o médico alerta que o alimento não é indicado em tratamento de osteoporose.

 

            O espinafre é riquíssimo em vitaminas A, B, C e H, contendo ainda potássio, sódio, cálcio, magnésio e ferro.

            Também contém quercitina, um fitoquímico com propriedades antioxidantes, vitamina K, magnésio e manganésio.

 

            É indicado para pessoas com tendência a hemorragias, diabéticos, nervosos, portadores de vermes intestinais e doenças da vista, o espinafre deve ser comido cru, em saladas ou bebido em forma de suco.

 

            Contra-indicação: como é laxativo e estimulante da secreção gástrica, não é aconselhado para pessoas com gastrite ou úlcera estomacal.

            Propriedades medicinais: diurético, laxante, tónico.

 

            O espinafre é uma hortaliça com enorme valor fisiológico e nutritivo, bastante rico em vitaminas, minerais em forma de sais, clorofila, oligoelementos e fermentos. 100g de espinafre contêm 93 g de água; 2,3 g de proteínas; 0,3 g de gordura e 1,8 g de hidratos de carbono e apenas umas 20 calorias. Possui poucas calorias e por isso é recomendado em regimes de emagrecimento.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

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Novembro 15 2010

 

            Tanatofobia, é a fobia do medo da morte.

 

            Na mitologia grega, Tanato (do grego θάνατος , Thánatos, "morte"), também referido como Tanatos, era a personificação da morte, enquanto Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior. Assim como Hades para os gregos, tem uma versão romana (Plutão), Tanatos também tem a sua: Orco (Orcus em latim) ou ainda Morte (Mors). Era conhecido por ter o coração de ferro e as entranhas de bronze.

 

            Diz-se que Tanato nasceu em 21 de Agosto, sendo a sua data de anos o dia favorito para tirar vidas.

 

            Tanato era filho de Nix, a noite, e Érebo, a noite eterna do Hades. Era irmão gémeo de Hipnos, o deus do sono e era representado como uma nuvem prateada ou um homem de olhos e cabelos prateados. Tanato tem um pequeno papel na mitologia, sendo eclipsado por Hades. Tanatos habitaria os Campos Elísios junto com seu irmão.

 

            Três Medos - segundo o filósofo Jacques Choron existem três tipos de medo da morte: medo do que vem depois da morte (ligado as religiões, castigos, solidões, sentimento de culpa, etc.), medo do evento ou do processo de morrer (sofrimento prolongado, fraqueza, dependência, estar exposto e vulnerável, etc.) e medo do "deixar de ser" (é o mais terrível, é conflito entre o nada versus a continuidade após a morte, o não ser).

 

            O medo é um sentimento natural e necessário para que sejamos prudentes frente a perigos que possam prejudicar a nossa vida. Como menciona Joanna de Angelis em várias de suas obras, o medo da morte resulta do instinto de conservação que trabalha a favor da manutenção da existência.

 

            O medo, no entanto, é normal quando é moderado. Quando excessivo, torna-se patológico, passa a prejudicar a nossa vida fazendo com que vivamos mais com medo do que com tranquilidade.

 

            Joanna de Ângelis aponta que existem pessoas que têm tanto medo do instante da morte, que se matam para não esperá-la. Ou às vezes o medo da morte é de tal grau que a pessoa passa a temer o envelhecimento, recorrendo a todas as formas de tratamentos para manter uma aparência jovem, tentando mostrar aos outros e a ela mesma algo que ela não é.

 

            Por mais que o medo seja natural, o medo que temos das coisas, não nasce connosco. O medo é aprendido através das experiências que nos trazem alguma consequência nociva ou do juízo que fazemos daquilo que nos é desconhecido.

 

            Sendo que aprendemos o medo, podemos desaprendê-lo. Desaprendemos incorporando novas ideias, nos esclarecendo a cerca do objecto do nosso medo.     

 

            “Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos". (Mahatma Gandhi)

 

            Todas as pessoas tem medo da morte, mas o importante é conseguir viver sem que isso se transforme numa limitação. Pense na vida e no momento presente. Pense no seu bebé e confie em si própria como pessoa capaz e responsável e verá que vai se sentir melhor.

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            Podemos brincar com a morte e dizer que ela é «deixar de pecar repentinamente», ou que «o medo da morte é o mais injustificado de todos os medos, porque não há qualquer risco de acidente para quem está morto» (Einstein).

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            Segundo o filósofo Bertrand Russell o medo da morte só se justifica na juventude. Ora vejamos:

 

            “Algumas pessoas idosas vivem obcecadas com o medo da morte. Este sentimento só se justifica na juventude. Os jovens que receiam, com razão, morrer na guerra, podem legitimamente sentir a amargura do pensamento de terem sido defraudados do melhor que a vida lhes podia oferecer. Mas num velho que conheceu já as alegrias e dores humanas e que cumpriu a sua missão, qualquer que fosse, o receio da morte é algo de abjecto e ignóbil. O melhor meio de o vencer - pelo menos quanto a mim - é aumentar gradualmente as nossas preocupações, torná-las cada vez mais impessoais, até ao momento em que, a pouco e pouco, os limites da nossa personalidade recuem e a nossa vida mergulhe mais ainda na vida universal.

            Pode-se comparar a existência de um indivíduo a um rio - pequeno a princípio, estreitamente encerrado entre duas margens, arremetendo, com entusiasmo, primeiro os seixos e depois as cataratas. A pouco e pouco, o rio alarga-se, as suas margens afastam-se, a água corre mais calmamente e, por fim, sem nenhuma mudança brusca, desagua no oceano e perde sem sofrimento a sua existência individual.

            O homem que na velhice pode ver a sua vida desta maneira, não receará a morte, pois as coisas que o interessavam continuam. E se, com o declínio da vitalidade, a fadiga aumenta, o pensamento do que subsiste não será desagradável. O homem inteligente deve desejar morrer enquanto trabalha ainda, sabendo que os outros continuarão a sua missão interrompida, e contente por pensar ter feito o que lhe era possível fazer”.

            Bertrand Russell, in 'A Última Oportunidade do Homem'

 

            Segundo o mentalista, Osho, o medo da morte, a tanatofobia, é o resultado de uma vida não-vivida:

 

            “A vida, se vivida do modo certo, se vivida de facto, nunca tem medo da morte. Se você viveu a sua vida, dará as boas-vindas à morte. Ela chegará como um repouso, como um grande sono.

            Se você chegou ao ápice, ao clímax, na sua vida, então a morte é um belo descanso, uma bênção.

            Mas, se você não viveu, então é claro que a morte causa medo. Se você não viveu, então a morte certamente vai tirar de você o tempo, todas as oportunidades futuras de viver. No passado, você não viveu e não haverá mais nenhum futuro; surge o medo.

            O medo surge não por causa da morte, mas por causa da vida não-vivida. E, por causa do medo da morte, a velhice também causa medo, pois esse é o primeiro passo para a morte.

            Do contrário, a velhice também é bela. Ela é o amadurecimento do seu ser, é maturidade, crescimento”.

            Osho, em "O Livro do Viver e do Morrer: Celebre a Vida e Também a Morte"

 

PROF. KIBER SITHERC

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Novembro 14 2010

 

            Medo de roedores é evidente, especialmente na armazenagem, nas indústrias alimentícias, residências, lojas, instalações de engenharia, agricultura e em qualquer lugar você pode colocar os seus olhos. Roedores são famosos por mastigar alguma coisa que eles querem.

 

            A preocupação mais razoável é que, roedores contaminar alimentos e causar danos para a maioria dos objectos. Eles não apenas consomem os alimentos, mas também contaminam, eles são portadores de todo o tipo de doenças, tornando impossível para consumo posterior.  

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            No Brasil, os ratos causaram o pânico numa penitenciária.

 Uma carta feita por parentes de presos do Roger denuncou a presença constante de ratos "gabirus" nos pavilhões e celas do Presídio do Róger, em João Pessoa.

 

            Na carta consta que um detido foi mordido na virilha por um gabiru que chegou a entrar na bermuda do preso quando ele dormia. O detido foi socorrido pelos agentes e levado para um hospital da Capital.

            A presença desses animais é constante até mesmo no pátio. "Eles passam pelos corredores dos pavilhões e são vistos passando de uma cela para outra", disse um detido.

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            Um detido, por telefone, contou que passa a noite acordado com medo de ser mordido pelos ratos. "Os bichos, de tão grande que são, parecem mais uns gatos. Vários presos foram mordidos, no entanto, a maioria prefere não levar o caso ao conhecimento da direcção", disse.

            "Durante a noite o negócio é mais sério. Os ratos ficam à procura de restos de comidas, bolachas, doces e outros géneros para se alimentarem. Os gabirus dão medo. São estranhos e nojentos. A direcção precisa tomar uma providência urgente", disse.

 

            O director Ireniu Pimentel foi procurado pela reportagem, no entanto, não foi encontrado para falar sobre o assunto. Um agente penitenciário disse que realmente existem muitos ratos no presídio e que a Secretaria de Administração Penitenciária vai providenciar uma desratização no local.

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            O medo dos roedores tem sido associado apenas ao sexo feminino. Nos desenhos animados, séries televisivas e filmes, a mulher tem sido retratada como o tipo de histéricas gritando e pulando em cima das cadeiras e camas com a visão de roedores. 

  

            Mas esse mito já foi erradicado, sabe-se por experiência que essa fobia, a musofobia, é comum em ambos os sexos.

           Walt Disney: O criador do célebre, Mickey Mouse tinha medo de ratos!

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            Como quase todas as fobias, elas são originadas na infância. Vejamos o testemunho de uma adolescente:

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            “Eu tenho 13 anos e tenho nojo, pavor, medo e fobia desses ratos de esgoto e ratos mortos. quando eu estou andando na rua e vejo um ratinho morto eu tomo um susto e meu coração acelera!

            E quando entra um rato aqui na minha casa eu fico morrendo de medo de ele subir na minha cama quando vou dormir!

            Eu acho que é um trauma que eu tenho, porque eu tinha 8 anos entrou uma ratazana na  minha casa de madrugada e eu e minha mãe e minha irmã ficamos tentando matá-la. Passado umas horas ela saiu correndo na minha direcção e eu corri para a rua. Ela sumiu e nunca mais apareceu, mas eu fiquei com medo de ela voltar e depois disso passei a ter fobia de ratos. Porque eu me lembro que antes disso eu não tinha medo.”

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            Um indivíduo que sofra de musofobia, medo de ratos pode ter um dia imaginado que muitos ratos o estavam devorando, quando na verdade um único rato apenas havia passado perto dele. Pode ainda formar imagens (geralmente inconscientes) imensas, aterrorizantes, muito coloridas e próximas de um ou mais ratos, e reviver a experiência traumática como se estivesse passando por ela novamente.

            A generalização acontece em virtude de que o indivíduo vai apresentar a reacção fóbica sempre que estiver diante do objecto causador da fobia, em todas as situações e ambientes.

 

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Novembro 14 2010

 

            Uma fobia consiste basicamente num medo intenso, incontrolável e por vezes insuportável à pessoa que o experimenta, sendo desproporcional em relação aos elementos que o causam. Desta forma, há indivíduos com fobias de altura, escuridão, lugares fechados, lugares abertos, aviões, água, elevadores, etc.

 

            Uma reação fóbica ocorre de forma instantânea, automática, diante de um estímulo externo (o elemento causador da fobia). O indivíduo poderá experimentar taquicardia (coração batendo acelerado), falta de ar, transpiração excessiva (”suar frio”), dentre outros sintomas.

 

            O medo em geral não pode ser explicado pelo indivíduo, que conscientemente não entende por que o sente e talvez até o considere ilógico. Isto porque o medo está associado a experiências traumáticas passadas (ou, às vezes, a experiências traumáticas projetadas no futuro) que estão fora da consciência do indivíduo.

 

            Para compreender o aspecto aparentemente ilógico de uma fobia, imaginemos um homem forte, corajoso, um campeão de boxe por exemplo, que, todavia, se vê totalmente aniquilado quando entra num elevador. A um mero espectador, a cena seria incompreensível: como um homem tão forte pode ter medo de algo tão inofensivo?

            Contudo, trata-se de uma reação intensa aprendida no passado, talvez na infância, quando o homem associou o medo ao elevador, ou por ter passado por uma experiência traumática envolvendo elevadores, ou mesmo por tê-la apenas imaginado.

 

            Note-se que as fobias muitas vezes se formam na infância porque este é um período em que há poucos recursos, poucas vivências em relação à experiência traumática. A fobia também pode ter início em outros momentos da vida, nos quais o indivíduo está temporariamente sem recursos, fragilizado, experimentando uma emoção muito forte (como por exemplo um assalto, a perda de alguém muito próximo).

 

            Da mesma forma que um determinado aroma ou uma música nos lembram uma pessoa, ou um momento de nossas vidas, uma fobia também é uma associação entre uma sensação e um estímulo.

            Na formação da fobia participam os processos de omissão, distorção e generalização.

 

            Omissão porque partes da experiência original (ou a experiência toda) são eliminadas da consciência.

 

            Distorção porque em geral a representação da experiência não corresponde ao que ocorreu na realidade. Por exemplo, um indivíduo com fobia de ratos pode ter um dia imaginado que muitos ratos o estavam devorando, quando na verdade um único rato apenas havia passado perto dele. Pode ainda formar imagens (geralmente inconscientes) imensas, aterrorizantes, muito coloridas e próximas de um ou mais ratos, e reviver a experiência traumática como se estivesse passando por ela novamente.

            A generalização acontece em virtude de que o indivíduo vai apresentar a reação fóbica sempre que estiver diante do objeto causador da fobia, em todas as situações e ambientes.

 

            As reações fóbicas em geral acontecem quando as pessoas formam imagens da situação que causou a fobia como se estivessem nelas, associadamente (ainda que não se dêem conta disso). Quando uma pessoa se recorda de um facto estando associada nele, os seus sentimentos estão contidos no próprio fato. Porém quando as pessoas vêem a si mesmas passando pela experiência, dissociadamente, como se assistissem a um filme, têm sentimentos sobre o que vêem. Neste caso, há uma certa distância entre o indivíduo e o facto.

 

            A associação e a dissociação, conforme a descrição acima, são técnicas bastante úteis utilizadas pela PNL. Convidamos o leitor a experimentá-las com suas próprias lembranças. Imagine, por exemplo, a experiência de estar andando numa montanha-russa – se já esteve numa antes – ou outra experiência pela qual já tenha passado. Passe um filme da situação de forma que possa se ver passando pela experiência.

 

            Agora, “entre” dentro do filme, associe-se, passe pela experiência como se ela estivesse acontecendo agora, e experimente a diferença. Você poderá usar estas técnicas em inúmeras situações de sua vida. A dissociação, quando se lembrar de factos desagradáveis, evitando assim passar pela situação novamente e sentir-se mal em conseqüência disto. A associação para recuperar sensações agradáveis.

 

            Na cura da fobia, a PNL utiliza basicamente a dissociação no processo de desfazer a associação entre o estímulo e a sensação (a resposta fóbica). Isto em geral é feito de forma simples, segura e rápida, lembrando que uma das formas através das quais aprendemos é a rapidez (a outra é a repetição).

 

            Ressaltamos que a PNL não se ocupa do conteúdo da fobia, mas da sua forma, do seu processo. Por este motivo, não se perde em intermináveis interpretações e explicações sobre o porquê de um indivíduo ser fóbico.

 

            Todavia, o indivíduo é considerado como um todo, ou seja, são verificadas outras questões que podem estar influenciando a fobia. Como exemplo, citamos os ganhos secundários, que ocorrem quando o indivíduo obtém vantagens a partir de seu problema, como atenção e afecto. Enquanto não for resolvida esta questão, ele não será curado da fobia.

 

PROF. KIBER SITHERC  

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 11:22

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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