Método Kiber

Janeiro 22 2010

 

            O ser humano, depara-se perante três escolhas: lutar, adaptar-se ou desistir. Adaptar-se é o meio-termo e é o caminho que nos leva à mente tranquila.
Muitos ao lutarem em vez de heróis tornaram-se uns mártires, e foram esquecidos. Não é a melhor via para se escolher.
            Camilo ao cegar, não se adaptou e recorreu ao suicídio, escolheu a desistência. John Milton, ao cegar escreveu as suas melhores obras. Beethoven, quando perdeu a audição, escreveu a sua imortal nona sinfonia.      
Uma cliente me consultou, já foi há muitos anos, encontrava-se confusa devido a dois amores, gostava dos dois homens e tinha dificuldade na escolha. Ambos tinham os predicados que ele admirava, por isso a escolha era difícil. Então eu sugeri por brincadeira: escolha o que tem mais dinheiro. Respondeu ela ingenuamente: “Acha que eu devo tirar partido da situação”? Então surgiu a luz e eu respondi: “Porque não?”
Foi uma das maiores lições que eu aprendi na minha vida. Se a vida tira partido de nós porque não devemos tirar partido da situação?! Nos períodos mais difíceis da minha vida, sempre me ocorreu essa expressão.
Ao contrário dessa senhora, um paciente que me consultou, fazia de regra de fé e prática do seguinte refrão: “Quando a esmola é muita o pobre desconfia”. Ao longo da vida, deu-se conta de muitas oportunidades que lhe tinham escapado, a sua desconfiança baseava-se nesse provérbio que ouvia muitas vezes o seu pai meditar. A sua lista de oportunidades perdidas eram infindáveis, desde relacionamentos que lhe poderiam ser bem sucedidos, às propostas de sociedades de negócios, passando até por recusar a taluda mais que uma vez. A sorte batia-lhe à porta mas ele recusava-se, com medo de abri-la.
Porque não devemos de aproveitar o que de bom grado nos aparece. Paulo de Tarso escreveu: “Não seja blasfemado o vosso bem”.
Tire o máximo proveito dos dons que a natureza lhe deu. Se a macieira dá maçãs, e a pereira dá pêras, aproveite as dádivas pelas quais a natureza lhe concedeu. Tire partido da situação dos dons que tem. Se sabe cantar, cante; se sabe tocar, toque; se sabe falar, fale; se sabe curar, cure. Os nossos dons não se devem ocultar, como disse o Mestre: “Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão em casa. Assim resplandeça a vossa luz”.
Tire partido das suas dificuldades, não julgue que só uma vida agradável, confortável e segura seja unicamente o caminho para o sucesso. A experiência da vida é a nossa grande mestra. As árvores vigorosas não são criadas em calmaria, os fortes vendavais da vida nos podem proporcionar um carácter vigoroso e de sucesso. Lembre-se que a tartaruga só progride quando estica o pescoço. 
Tire partido das suas perdas e aprenda com os seus erros. Orgulhe-se da sua experiência. Faça disso seu estandarte de vitória. 
 Tire partido do tempo, se estiver de sol aproveite para ir à praia ou ao campo, mas se estiver de chuva, e não lhe apetece sair, poderá aproveitar o dia, para ler um bom livro ou ver um filme.
Tire partido dos seus recursos, não importa se são poucos todos poderão ser muitos. Tirar partido da situação é aproveitar o momento presente ao aplicar o que temos à nossa disposição, fazendo disso algo útil. Lembre-se, quando as circunstâncias da vida nos proporcionar apenas um limão, apesar de muito amargo, podemos fazer uma óptima limonada.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:58

Janeiro 22 2010

 

            Sócrates com toda a humildade e abnegação, tomou a taça de cicuta e expirou. Maria Stuart, vestiu-se com todo o seu esplendor e caminhou sem hesitar para o cepo, e nas mãos do carrasco de Londres foi decapitada. Jesus levando a sua cruz pela estrada da amargura chegou ao calvário para se crucificar. Porque será que ao longo da história, tantos aceitaram o caminho do cadafalso?! Porque aceitaram o inevitável. Quando se aceita o que não podemos mudar já não há resistência nem pressão. Temos que aceitar aquilo que não podemos controlar nem tão pouco mudar.
            Conheci uma senhora que nunca aceitou a morte da filha, o quarto continuava arrumado com se a filha estivesse viva, quando punha a mesa reservava-lhe sempre um prato com o seu talher, na esperança que ela voltasse.    
            O pensamento positivo não é de viver na ilusão, mas sim de aceitar a situação presente apesar de ser dolorosa. Há coisas que temos que aceitar. Quando chove o que temos que fazer é deixar chover.
            Alego que devemos de aceitar o que não pode ser alterado. Trata-se da psicologia da aceitação do inevitável. É uma questão de aceitarmos as coisas tal como se nos apresentam, dado que não pode ser de outra maneira. Há tantas circunstâncias e acontecimentos na vida que nem podem ser compreendidas nem mudadas. Porque, é só através da aceitação que podemos transcender as dificuldades inevitáveis e as tragédias que de outra maneira nos afundariam. Sejamos realistas, devemos submeter-nos à aceitação daquilo que não pode ser mudado, porque essa é a única via para se encontrar paz de espírito num mundo em perfeita convulsão.     
Aceite a realidade se foi rejeitado numa entrevista de um emprego, ou se foi abandonado pela pessoa amada, ou se tragicamente perdeu um ente querido. Aprenda a ser invulnerável, porque tudo é possível que aconteça, a vida não é só composta de coisas boas, as más também fazem parte da vida. 
            Estarei a advogar que devemos curvar-nos a todas as calamidades que nos atormentam? Não. Isso seria mesmo fatalismo. Enquanto existir uma oportunidade de salvaguarda numa determinada situação, devemos agir! Mas quando o bom senso nos disser que estamos a erguer-nos contra o inevitável – e não pode ser de outro modo – então, para salvaguardarmos a paz de espírito, aceitamos a realidade seja ela qual for, assim obtemos a mente tranquila.
            Quando cooperamos com o inevitável, vivemos existências singulares livres de preocupações. Se não tivermos agido dessa maneira, a tensão leva-nos à destruição.
            Quando deixamos de lutar contra o inevitável, libertamos energia que nos permite criar uma vida mais rica. Nenhuma pessoa possui a emoção e vigor suficientes para lutar contra o inevitável e, ao mesmo tempo, conservar a energia necessária para criar uma vida nova. Escolha uma das duas coisas: curvar-se ante as inevitáveis tempestades da existência - ou lutar contra elas, destruindo-se
Aceitar a realidade implica três grandes passos:
1) - Admitir que a situação existe e que todas as condições estão reunidas para que ela exista;
2) - Admitir que a situação existente vai contra os seus desejos e que isso o desagrada bastante;
3)      - Reflectir se poderá mudar a situação. Se for possível altere a situação: indo do pior para o melhor. 
 
PROF. KIBER SITHERC
 
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publicado por professorkibersitherc às 19:39

Janeiro 22 2010

 

           O que é provável é incerto, poderá jamais vir a acontecer. Muitas pessoas vivem aterrorizadas apenas pela possibilidade de alguma coisa vir a ocorrer. Na verdade o grande temor dos antigos gauleses era se a abóbada celeste lhes caísse em cima.  
            Na verdade seria mais fácil cair um meteorito em cima das nossas cabeças. Dos milhares meteoritos que caem do espaço durante o ano, apenas uma pequeníssima percentagem caem no nosso planeta. A possibilidade de nos atingir também ainda é mais reduzida. Apesar de eles continuarem a cair e de já terem feito na Terra grandes crateras, e de alguns peritos acharem que eles extinguiram os dinossauros, parece que ninguém se preocupa com eles. Pelo menos ainda não conhecemos a fobia chamada meteofobia. É bem provável que a nossa civilização seja extinta com a queda de um ou vários meteoritos ao mesmo tempo de proporções colossais. Mas não nos devemos preocupar-nos com isso porque tudo isso são hipóteses.  
            Quase todos os dias ouvimos notícias de pessoas atropeladas, roubadas, violadas, assassinadas, mas se tivermos cuidado e se formos prudentes a probabilidade de nos acontecer essa ocorrência poderá ser mínima. 
            Em dias de trovoada, será que a probabilidade de nos cair um raio é grande? Será que devemos temer tanto e orar pela santa Bárbara e por todos os santos do Céu? Na realidade, não é muito vulgar ouvirmos notícias de pessoas que sejam atingidas pelos raios, por isso a probabilidade de sermos atingidos é muito reduzida. As probabilidades de se morrer fulminado por um raio são, durante um ano, conforme a estatística, uma em um milhão.
            Muitas pessoas entram em pânico só de pensarem que terão que viajar de avião, amedrontam-se quanto aos noticiários dos aviões que se despenham ou que têm acidentes. Assim mais se confirmam no seu receio, mas na verdade milhões de pessoas viajam diariamente, e nem todos os dias cai um avião, segundo as estatísticas o avião ainda é o meio de transporte mais seguro do mundo.            
            As companhias de seguros, ganham milhões de euros, com a preocupação de coisas que raramente acontecem. As seguradoras apostam com as pessoas em como as catástrofes que as preocupam jamais acontecerão. Na verdade, não chamam a isso apostas; mas sim seguros. Mas a verdade é que não passa de uma aposta, baseada na lei das probabilidades. No entanto, os seguros fazem-se de coisas incríveis: desde grandes navios até pormenores do corpo como coxas e seios femininos. Tudo é assegurado, por vezes contra calamidades e derrotas que, segundo a lei das probabilidades, não acontecem com a frequência que se imagina.
            Segundo a lei das probabilidades todos estamos condenados à morte, tanto os jovens como os idosos, e na verdade a maioria faz uma vida normal, como se durassem toda a vida. Na verdade a probabilidade de um idoso morrer é muito maior que uma criança ou um jovem, o idoso poderá cessar de existir dentro de um ano ou uma década! No entanto ele poderá sentir-se feliz e realizável. Como poderá ser isso? Temos o segredo: viver um dia de cada vez, o mais positivo possível.
            Com a lei das probabilidades podemos ajudar-nos a manter a mente tranquila. Será que acontece isso frequentemente? É provável que aconteça? Será que acontece mesmo? Segundo as probabilidades podemos analisar todos os factos racionalmente.
            As más notícias, espalham-se rapidamente, porém as boas, demoram, e às vezes lamentavelmente não chegam a ser reveladas. Se desenvolver a sua auto-estima e confiança, sentirá que nada o poderá afectar. 
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 

 

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publicado por professorkibersitherc às 03:37

Janeiro 22 2010

 

            A experiência do padre Kircher, faz parte da história da Hipnose. O padre Kircher amarrava as patas de uma galinha e deitava-a sobre uma tábua, punha-a de lado de barriga para baixo. No fim da agitação ela voltava a ficar calma. Depois ele traçava com um giz, sobre a tábua, um traço que partia do bico. Depois ele suavemente desamarrava-lhe as patas, então ela permanecia imóvel. A galinha permanecia nesse estado durante muito tempo, para tirá-la dessa posição teria que sacudi-la ou assustá-la.
            Ora a galinha, inutilizava os seus esforços para se libertar, apesar deste da desamarrá-la, ela continuava no seu lugar, porque imaginava o traço como um obstáculo e permanecia no estado de imobilidade, dessa maneira condicionava-se à sua situação.          
 Um parente meu, rejubilou-se da morte de um irmão, foi censurado pelos outros familiares, as próprias filhas do falecido lhe disseram depois que era altura de ele perdoar ao irmão. Era o irmão que ele competia e odiava na sua infância. No funeral do irmão chorou, parecia sentir remorsos e lamentou-se sobre ele. Então, começou a andar cabisbaixo, disse a alguém que morreria muito em breve, e precisamente depois de um mês da morte do irmão, morreu de morte repentina. 
            Muitos de nós conhecemos casos semelhantes, em que as explicações variam, desde uma simples coincidência, segundo os cépticos, de uma chamada do além, segundo os espiritualistas, ou de uma precognição, segundo a parapsicologia. Eu diria antes de um condicionamento mental.
            Tal como a galinha na experiência do padre Kircher, que se condicionou que não podia fugir nesse círculo de giz, o ser humano também se condiciona. Ele próprio se limita muitas vezes como se estivesse num círculo traçado por giz. Há muitos anos eu li, que houve um incêndio num hospital na Índia, em que havia muitos paralíticos e acamados e vários paralíticos fugiram, apesar de estarem entrevados há muitos anos. O medo de morrerem queimados foi tão grande que se esqueceram que não podiam andar. Dessa maneira se esqueceram do condicionamento mental que os limitava numas muletas e numa cama.
            Sabe-se que as pessoas que prolongam mais a existência, são as que têm mais esperança de viver. E as que se limitam nos anos, morrem mais cedo. Temos o exemplo de muitos aposentados ao ficarem inactivos abreviam a morte. Tudo isso se deve ao seu condicionamento mental.
            É a nossa mente que limita os nossos horizontes, quando ficamos estagnados no nosso círculo mental.
            Nunca diga: “Eu não sou capaz”, porque antes de agir já está a limitar-se. Diga antes: “Eu vou experimentar”, ou “Eu vou conseguir”.
            Na nossa educação desde a mais tenra meninice aceitámos os conceitos dos nossos pais, ora alguns foram úteis para o nosso desenvolvimento, mas outros, porém, revelaram-se catastróficos ao longo da vida. Alguns conceitos tornaram-se crenças proféticas tão poderosas que se auto-realizaram.  
            Todo o conceito limitador nos imobiliza em todos os aspectos. Vejamos alguns: Acreditar que viemos ao mundo para sofrer, com o objectivo de alcançar o Céu. Não fazermos o que gostamos por causa das críticas dos amigos ou vizinhos. Não avançar com os nossos projectos com medo de falhar. Julgar que somos velhos para estudar ou mudar de profissão. E muitos outros conceitos limitadores se poderiam incluir.
            O condicionamento mental paralisa-nos num círculo imaginário e espesso, criado por nós em que só saímos dele quando acreditamos no impossível.
 
PROF. KIBER SITHERC  

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 02:55

Janeiro 22 2010

 

            Segundo a Bíblia, Deus criou o mundo pela palavra, como dizem as Escrituras Sagradas, falou e logo tudo se fez. Os Antigos davam muita importância a determinadas palavras que as consideravam mágicas, pois acreditavam que elas tinham poderes quando as pronunciavam. Muito antes dos escritos judaicos serem escritos, já os antigos egípcios possuíam um grande número de formulações, que intimidavam para obterem protecção e favores dos deuses.
            Ora, como sabemos, os cinco sentidos convergem uma série de sensações para o cérebro. Todos recebemos os seguintes estímulos: visuais, auditivos, cinestésicos, olfactivos e gustativos, e todos são interpretados pelos órgãos sensoriais em sensações internas. Depois, são rotulados em várias classificações. O ser humano criou rótulos, para se expressar pela “palavra”.
São as palavras que usamos em forma de rótulos que exercem um efeito extraordinário e profundo sobre a nossa experiência e realidade. As palavras que atribuímos à nossa experiência tornam-se nossa experiência. As palavras são rótulos que usamos para descrever sensações. Por isso, devemos ser muito cautelosos na atribuição dos rótulos que aplicamos a uma coisa, porque, criamos uma emoção correspondente.           
            Na precipitação de tomar decisões rápidas, muitas vezes não usamos todas as palavras disponíveis para encontrar a descrição mais exacta e apropriada, muitas vezes, usamos as palavras como “atalhos”, mas com frequência esses atalhos também provocam um atalho emocional. Dessa maneira, a escolha desse vocabulário descabido enfraquece a nossa experiência de vida.
            Você pode reduzir a sua intensidade emocional em áreas que talvez nunca tenha imaginado. Por exemplo. Em vez de dizer: “Estou a morrer de fome”, ou “Estou com uma fome de lobo”; deverá dizer: “Estou com apetite”. Rapidamente poderá baixar a intensidade da sua fome insaciável.
            Para melhor compreensão do poder da palavra, apresentarei um caso de uma paciente que me consultou há muitos anos. Ela encontrava-se num estado emocional muito debilitado, pois tinha recentemente traído o seu marido. Confessou-me: “Sinto-me suja. Cometi adultério. Eu dei uma facada no meu matrimónio”. Disse-lhe que essas palavras eram de uma intensidade muito negativa e ao serem proferidas mais a culpavam, porém, ela tinha as suas razões para ter cometido essa acção, deveria substituir essas palavras por “um relacionamento extraconjugal”. No mesmo instante começou a meditar nessas palavras e depois concluiu: “Isto resulta, estou a ficar muito mais aliviada”. E gracejando acrescentou: “Acho que era capaz meter-me noutra”.
            A aplicação de um novo rótulo às suas palavras será suficiente para romper um padrão negativo e mudar de facto a sua experiência. A nova palavra ao ser pronunciada terá um impacto de baixar a sua intensidade emocional. Lembre-se, somos moldados por nossa linguagem. Todos podemos ter as mesmas sensações, mas a maneira pela qual rotulamos, atribuímos aí a nossa experiência. Quatro pessoas poderão ter a mesma experiência desagradável, mas uma sente ódio, outra sente irritação, a terceira sente aborrecimento e a última sente apenas indiferença.
            Se as palavras que usa habitualmente, cria em si estados que o enfraquecem, livre-se delas, e substitua por outras que o fortalecem. Alguns exemplos. Substitua as palavras, irritado para estimulado, zangado para desapontado, esquecimento para distracção, confuso para curioso. Para romper o seu padrão mental negativo, procure novas palavras e assim abaixará a sua intensidade emocional.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 02:08

Janeiro 22 2010

 

            Duas senhoras foram abordadas numa rodoviária, por um jovem que pedia esmola, apenas uma se mostrou prestável, porém, a outra protestou e salientou que ao dar-lhe dinheiro era um incentivo para o consumo da droga. A senhora que lhe deu esmola disse que era melhor dar-lhe dinheiro, porque se ninguém lhe desse ele teria que roubar o que era muito pior. Porém, a outra não se deu por vencida, buscou outros argumentos a seu favor, mas a outra continuava a defender o seu acto caridoso da esmola. Afastei-me e as duas senhoras continuaram com a sua discussão, com certeza que nem uma nem outra se deu por vencida.
            Na verdade, ambas estavam certas nas suas opiniões, mas o facto é que aquele jovem era um toxicodependente e necessitava. Aí não nos resta qualquer dúvida que isso foi um facto, quanto às senhoras, apenas apresentaram a sua opinião.
            Defendendo ideias ou opiniões como sendo factos, poderá levá-lo a grandes discussões e controvérsias. Lembre-se antes de argumentar, as opiniões poderão ser filosóficas, poderão ser o nosso estilo de vida, mas os factos são a realidade, isto é, comprovativos e científicos. Contra factos não há argumentos. Especula-se e indaga-se e quando não se comprovam os factos, simplesmente teoriza-se.
            Não é saudável, entrar em discussões para defendermos o nosso orgulho por vezes mesquinho ou por puro sectarismo. Se acreditarmos que na discussão nasce a luz, então, andaremos sempre em disputas. E a melhor maneira para vencermos uma discussão é evitá-la.
            Um certo hipnotizador de palco para sugestionar uma plateia a seu bel-prazer, divulgou a hipnose como sendo misteriosa, e salientou que ele próprio teria poderes fantásticos fora de comum. Um indivíduo levantou-se na plateia, protestou que a hipnose era apenas sugestão, e nada tinha a ver com crenças misteriosas. O hipnotizador era um homem experiente, sorriu para o assistente e exclamou: “Aceito o seu ponto de vista, é uma opinião. Os espectadores pagaram para verem o meu espectáculo, não para divagarmos sobre a hipnose”. E no meio dos aplausos do público o hipnotizador saiu vencedor. O infeliz espectador, porém, ficou desarmado. Perante isto aprendemos uma lição, mesmo sabendo um facto será prudente o silêncio.
            Mas o pior ainda, não é divulgar as opiniões como sendo autênticas, mas aceitar essas mesmas opiniões como sendo reais, isto é, como sendo factos. Dessa maneira poderá ser catastrófico. Ora vejamos:
            Aceitar a opinião como sendo um facto, que se é demasiado velho para evoluir profissionalmente; aceitar a solidão crendo que os homens são todos iguais; julgando que os jovens são todos inexperientes e imaturos; pensar que todos os ricos são maus e egoístas e os pobres virtuosos; que determinados grupos étnicos são perigosos. Muitos outros exemplos se poderiam citar.
            Por vezes essas crenças, derivam de um mero acontecimento que foram interpretados erroneamente como factos, que nos condicionou durante a vida e que nos leva a consequências que podem prejudicar-nos e incentivar a dor.
            As opiniões são apenas apreciações, caprichos ou conceitos, não são reais ou consistentes. Se tiver dúvidas da sua autenticidade, deverá investigar se são realmente credíveis na sua aplicação. Os factos, esses sim, são concretos e definidos.
            Construa uma vida baseada em realidades concretas e definidas. O seu êxito depende da sua capacidade de separar factos de opiniões, em que essas apreciações são meramente subjectivas, mas os factos são a realidade.  
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
          
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:14

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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