Método Kiber

Janeiro 05 2010

 

  

 

            Eric Berne, o fundador da Análise Transaccional, apresenta os três estados da personalidade: O Pai, o Adulto e a Criança. O Pai representa o sentido crítico, protege e aconselha. O Adulto é frio, calculista, responsável e controla-se. A Criança é a parte emocional, representa a criatividade, a imaginação e o instinto. Todos temos um pouco dessas três qualidades, mas uma é mais acentuada que outras.
            Vejamos um exemplo, uma criança pega numa esferográfica e como não sabe escrever e nem sabe desenhar apenas rabisca, ela poderá se entusiasmar e riscar as paredes, móveis e tudo o que encontrar ao seu alcance. Ela tem o cérebro mas não faz uso dele, porque ainda não amadureceu e está emocionada.
            Outro exemplo, que foi real. Uma senhora farta de ver a varanda suja de lixo, ficou furiosa, subiu ao andar da vizinha, deu murros na porta e chamou-lhe nomes. Esta abriu a porta e foi bofeteada, para desanuviar toda a sua ira partiu-lhe os vasos das flores. A vizinha pôs-lhe uma acção em tribunal. Esta ficou preocupada e se lamentou: “Eu perdi a cabeça”!
            Não podemos raciocinar por meio de nossas emoções. O cérebro é para pensar e usar apenas um pensamento frio e completamente racional. A tensão mental faz com que a cabeça fique quente, e quando a mente está aquecida, não pode funcionar de modo adequado. Para o nosso cérebro ser plenamente eficiente precisa de estar friamente racional. Precisamos de pensar com o cérebro no estado Adulto e não com as nossas emoções no estado Criança.
            A mente só é eficaz quando fria e aliviada, totalmente livre de emoções e paixões. O cérebro, energicamente excitado, não pode gerar conceitos racionais ou juízos de valores ordenados pela nossa ética ou pensamento. Num ardente estado de espírito, as emoções controlam-nos a razão, o que poderá nos sair muito caro.
            Quando estiver furioso, desesperado e emocionado, não está em condições de ponderar o seu problema, procure o relaxamento e entre na mente tranquila. Deixe que o seu cérebro arrefeça, na paz mental, entre no estado Adulto e encontrará uma resposta racional. Nunca se fie em suas reacções emocionais, a menos que estejam sob o seu completo controlo.
            Se o seu corpo estiver tenso, terá que descontrair os músculos para entrar no relaxamento, o mesmo se passa com o seu cérebro, quando ele está excitado, não raciocina age por estímulos devido às emoções de momento. A impulsividade é isso precisamente, age-se sem reflectir no estado de Criança.
            A técnica para desenvolver uma correcção eficiente é remover da mente o panorama dos erros passados. Se mantermos esses panoramas de fracassos, ou nos prendermos a lembranças de erros, estaremos na iminência de repetir o mesmo indesejável padrão.
            Nunca repita a expressão muito corrente: “errar é humano”, porque estará sempre se defendendo dos seus erros. Sabia que a mente humana tem facilidade para aprender o hábito de errar? Faça alguma coisa errada um número de vezes e verá como a mente a aceita, como se fosse uma coisa adequada.
            Portanto, quando se comete um erro, a primeira coisa a fazer é tirar a melhor experiência possível do caso, aprender não o repetir mais. Em segundo lugar, deve procurar aprender qual é a maneira correcta de agir. Em terceiro lugar, deve-se cristalizar na consciência a maneira certa, até que consigamos e sintamos capazes de agir correctamente. 
 
PROF. KIBER SITHERC
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 11:58

Janeiro 05 2010

 

             Muitas pessoas aparecem-me confusas, desorientadas e frustradas. Quando lhes pergunto o que pretendem fazer respondem que não sabem, outras que não conseguem atingir os seus objectivos. Será que essas pessoas não têm o seu guião de vida?!
            Numa peça teatral, o actor recebe o seu papel para desempenhar o seu personagem: como deve sentir, o que deve representar, como se deve movimentar, como se deve sentar e como entrar e sair de cena.
            O guião de vida também chamado de argumento é inconscientemente transmitido dos pais aos filhos. São mensagens de vários tipos de êxito e de fracasso, que nós representamos bem ou mal conforme as nossas aptidões e habilidades. Eis alguns exemplos dessas mensagens: “A vida é uma tragédia”. “Os filhos são um problema”. “Deves seguir o meu exemplo, porque eu o segui também dos meus pais”. “Os homens não choram”. Várias normas, restrições, permissões e condutas sobre o que se supõe passam dos pais para os filhos, assim criamos o nosso padrão mental, o nosso guião que nos orienta na estrada da vida, muitas vezes confuso (devido às mensagens recebidas na infância), com muitas encruzilhadas, dúvidas e incertezas.
            Quer queira quer não, todos representamos os nossos papéis no palco da vida: de bobos da corte, de gladiadores, de gatas borralheiras, bonecas de vitrina, outros de vítimas, de triunfadores, de perseguidores, de salvadores, etc. Cada papel nos foi dado de uma maneira inconsciente, pelos nossos progenitores e familiares e nós interpretamos inconscientemente a nosso belo prazer. Temos uma assistência a quem agradar, que nos aplaudem, ou a quem tememos, porque nos critica, que nos deseja ver fora da cena da vida.
            Será que teremos que obedecer aos mandatos do guião? Seguir todas as normas que nos foram impregnadas na infância, seguir esse mandato no itinerário da vida, mesmo sabendo que é uma adversidade. Sim, poderemos mudar o argumento vital e sermos nós os autores do nosso guião.
            Uma jovem que decide mudar os seus comportamentos e hábitos. Planeia contra as normas familiares, escolher o seu curso, sair de casa, casar numa determinada idade, ter dois filhos, escolher o homem da sua vida, e o lugar para onde irá morar. Essa jovem está criando o guião da sua vida. É possível que haja algumas alterações nesse guião mas ela determinou o seu próprio destino.
            Para modificar-mos o nosso guião é necessário quebrar todo esse padrão mental, entrar no trajecto da mudança e atingir metas.
            1º - Faça uma lista dos seus desejos, dos seus sonhos, de tudo aquilo que quer ter. Use todos os seus sentidos, sensações e emoções. Calmamente pegue num papel e escreva, escreva sem parar todos os desejos que lhe vierem à mente.
            2º - Agora seleccione. Como se usasse uma espécie de “peneira” da qual escoará o que poderá ser mais real às suas necessidades. Verá que muitas coisas poderão ficar de lado, talvez por achá-las demasiado frívolas ou utópicas.
            3º - Aí temos o seu guião escolhido por si. Agora só terá que o seguir, usando toda a sua capacidade criativa e positiva para que tenha sucesso. Mas o seu guião não deverá ser demasiado rígido, você deverá ser flexível adaptar-se conforme as situações, não esquecendo o seu objectivo final.
             4º - Só falta datar os acontecimentos. Há coisas que lhe poderão surgir nos próximos tempos, outros eventos estarão mais distantes, por isso seleccione as datas.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 11:23

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

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