Método Kiber

Setembro 30 2009

           

Lembro-me  de   uma  história  que  muitas  vezes  ouvi  na

minha infância, de um rico avarento e amargurado, que sentia-se incomodado pela alegria e pelo cantarolar de um pobre sapateiro. O rico resolveu acabar com a alegria do seu pobre vizinho. Entregou-lhe um saco cheio de dinheiro. O sapateiro jubilou-se, mas essa alegria, foi sol de pouca dura, pois tinha escondido o saco de dinheiro em casa, e começou a preocupar-se com a sua riqueza, começou a desconfiar de tudo e de todos, tinha medo que o pudessem roubar, sem se aperceber tornou-se melancólico como o seu vizinho rico, e deixou de cantar. Todas as pessoas começaram a reparar na sua mudança, e falavam do seu semblante, porque deixaram de o ver sorrir e de o ouvir cantar. Um dia o sapateiro ganhou coragem (quebrou esse infeliz paradigma), agarrou no saco cheio de dinheiro e o devolveu ao seu vizinho rico em troca da sua alegria e tranquilidade.    

            Moral da história? O leitor já encontrou a resposta! Quando temos muito dinheiro ou haveres, aumenta a pressão financeira. É um peso que nos carrega e nos atormenta, o próprio sábio e rico Salomão nos deu a resposta: “Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco, quer muito; mas a fartura do rico não o deixa dormir”; “Ao rico pode-se exigir resgate pela sua vida; mas o pobre não corre o risco de ser ameaçado”.
            Quando um jovem rico, encontrou o Mestre, ficou desolado pelo convite: dar todo os bens aos pobres e segui-lo. Ora ele possuía muitas riquezas que o enraizavam. Quanto aos outros discípulos que nada possuíam, não encontraram entraves nas palavras do Mestre e o seguiram. 
            Não pretendo dizer que o melhor caminho não é nada possuir, vivendo como um asceta, como dizia o Mestre: que não tinha onde reclinar a cabeça. Pretendo mostrar, que a pressão financeira, tem a ver com aquilo que nós possuímos; ora se nada temos, logo nada podemos perder.
            A pressão financeira, obriga-nos a trabalhar mais, o medo de perder o que se tem dá origem à avareza. O avarento chega a viver como se fosse pobre, porque não faz uso do que tem, é como se nada tivesse, porque tem medo de ficar na miséria. Quanto mais poupa, mais quer poupar o seu grande medo é devido à pressão financeira.
            Mas não é fácil, podermos viver renunciando aos nossos bens materiais, eles fazem parte da nossa vida. Como dizia o Mestre: onde eles estão, está o nosso coração. Como podemos nos livrar da pressão financeira? Pois essa pressão, acarreta-nos muitas preocupações, e são o motivo das principais discussões entre os casais.
            Não tenha medo de perder, ora perder e outras vezes ganhar faz parte da vida, devemos tirar partido das perdas para não voltar a cometer os mesmos erros. Com certeza que já ouviu a seguinte expressão: “Vão-se os anéis, mas ficam os dedos”. Significando que as perdas materiais não nos devem desanimar, afinal podia ter sido pior se perdêssemos os dedos. Faz lembrar aquela expressão citada pelos orientais. “Eu estava triste porque não tinha sapatos, depois vi alguém que não tinha pés”.
            Todos conhecemos alguém, ou de ouvir falar que começaram do nada, ou que de uma grande catástrofe se levantaram e depois conseguiram muito mais. A vida por vezes prega-nos muitas surpresas, está cheia de altos e baixos, nada é estático tudo pulsa e flutua. Seja metódico, não cometa o mesmo erro duas vezes, creia que a sua situação precária se resolve com o tempo. Como num barco, teremos que aguentar toda a pressão e agitação das ondas e remar para conseguir chegar aos nossos objectivos, sem ter medo de falhar e assim chegaremos à mente tranquila.   

Pelo Prof. Kiber Sitherc

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:51

Setembro 30 2009

 

 

           Quando Alexandre Magno finalizou a sua conquista à Índia, a Europa se aproximou da misteriosa Índia. O novo Império de Alexandre tornou-se uma ponte cultural que muito influenciou a civilização Helénica. O estoicismo, com raízes orientais, ensinado pelo filósofo Zenão, foi algo estranho que mais tarde se entranhou até ao Império Romano.
            Mas os Gregos tinham uma concepção original quanto ao projecto humano: acreditavam no Destino. Segundo a mitologia Greco-romana, o Destino era um deus que continha um grande livro em que tinha o curso dos acontecimentos determinados de um modo irrevogável e independente da vontade humana. Livro esse que só os deuses o poderiam consultar.
            Os Judeus, tinham uma concepção diferente. Segundo Jeremias, Deus moldava os humanos segundo o seu critério como se fosse um oleiro. Paulo de Tarso, escreveu numa das suas epístola que Deus tinha poder de fazer uns vasos para honra e outros para desonra. Porque o mesmo se considerava um vaso escolhido, na sua missão apostólica.
            O Cristianismo, desenvolveu a ideia da predestinação, os eleitos que colaboravam com a divindade esperariam a recompensa da felicidade celestial e da vida eterna. Quanto aos ímpios, estava predestinado o fogo eterno que os consumiria. Segundo esta concepção nada se poderia alterar, porque o próprio Deus já tinha tudo determinado.
            O mau marceneiro põe a culpa nas ferramentas. O conformista poderá contentar-se com a sua sorte acreditando no seu destino. Quando dizemos: é o meu destino. Estamos condicionados a seguir o caminho mais fácil que nos parece que nos foi traçado. Dessa maneira esqueçamos do nosso livre arbítrio e que somos seres pensantes.
            A ideia do karma pretende mostrar que a nossa situação actual é o resultado das nossas acções anteriores. Uma mulher acreditando que foi uma má esposa, poderá aceitar todo o sofrimento com o seu cônjuge. A necessidade de punição poderá ser aceite para que tenha a felicidade matrimonial na próxima vida, desta maneira ela nada fará para evitar tal situação constrangedora. São os nossos pensamentos que construíram a nossa situação actual.
 A ideia do karma poderá ser prejudicial quando aceitemos o sofrimento como uma punição em que nos condiciona a não mudar de rumo às nossas vidas. Igualmente a ideia que nascemos com o Destino traçado prejudica-nos
            Lembre-se, uma coisa é certa, todos nós somos vítimas das nossas crenças. Elas tanto nos podem ajudar como nos podem atormentar.
            Não pretendo discutir se existe Destino ou Karma. As ideias são ferramentas, devem ser usadas para nos ajudar a alcançar a felicidade. Se a ideia do karma nos aflige deveremos usar outra ideia (ferramenta), por isso, é que há tantas ideias, religiões ou filosofias de vida para todos os gostos.
Uma coisa é certa, no vazio nada se escreve ou se aprende. Todos nós levamos experiências do passado que nos poderá moldar ou condicionar, mas a força e a persistência dos nossos actos poderão fazer o nosso próprio destino. E todos nós somos responsáveis pelos nossos actos e eles nos podem condicionar no futuro, então surge a ideia do karma em que Paulo usou a seguinte expressão: “Tudo o que o homem semear isso também ceifará”. Se pensarmos e aceitarmos que são os nossos pensamentos e actos que nos determinaram todo o nosso sofrimento actual, então, torna-se mais fácil, conseguir a mudança das nossas vidas, porque tudo depende de nós.

 

Pelo Prof. Kiber Sitherc

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:45
Tags:

Setembro 30 2009

     

 

 

            São duas forças que nos acompanham. Fazem parte da nossa vida. Houve quem as comparasse a duas forças gémeas. Eu as equiparei a duas energias simétricas, como são proporcionais, devem equilibrar-se das nossas vidas, sem uma não existiria a outra.
 O que seria de nós se não houvesse a dor? E o que seria da vida se não sentissem o prazer?! E como compreendíamos o prazer se não houvesse a dor, se não houvesse as trevas como compreendíamos a luz?     
            Elas controlam a sua existência. Em todas as decisões que fizer elas estarão em sua vida, nenhuma delas deverá subestimar, pois ambas lhe serão úteis.         
            Compreendendo e utilizando as energias da dor e do prazer você poderá transformar-se, de uma vez por todas, de criar as mudanças positivas, os benefícios que há tanto almeja para si próprio e para as pessoas que o rodeiam. O desconhecimento e a falta de compreensão destas forças gémeas o condenarão a proceder, como um animal ou um robot.
            Tudo o que fazemos se deve à nossa necessidade de evitar dor ou ao nosso desejo de obter prazer. É uma lei que nos dirige e da qual temos que decidir.
            Porque tantas pessoas experimentam drogas, sabendo que os mesmos que as usaram, ficaram dependentes delas e se tornaram uns farrapos humanos? Isso deve-se à necessidade de obter prazer, e quem pensa assim, não se importa como poderá obtê-lo. Outros, porém, não sentem qualquer desejo em experimentar, porque associaram ao seu consumo como destruição e morte o que os levaria à dor.
            Porém, mesmo assim, os escravos do vício, sentem o desejo de se libertarem, mas associam o não consumo à dor (primeiro experimentaram para obterem prazer, depois consomem para não sentirem a dor), libertam-se só quando atinjam um nível de dor que consideram como seu supremo limite.
            Como aquela mulher que é maltratada pelo seu parceiro, ao experimentar dor suficiente, decide mudar ao associar a mudança ao prazer de se libertar.
            Conheci uma mulher que ao deixar de fumar, não associou dor suficiente a esse hábito, dizia frequentemente que era fino e elegante uma mulher fumar, não demorou muito que voltasse ao anterior vício.
            Quando pretender mudar um mau hábito, ou um relacionamento problemático, deverá de associar ao máximo de dor o estado que deseja mudar, o prazer será associado aquilo que deseja alcançar.
            Um exemplo: uma mulher ao sofrer os maus tratos do cônjuge, associa à separação a dor (medo das represálias dele, da sua sobrevivência, das críticas alheias, futuro incerto, etc.), apesar do prazer de mudar, não consegue, porque é mais forte a dor da separação. Só quando ela sente dor suficiente e diga: “Basta, nunca mais, tenho mesmo que mudar”. Esse é o momento extraordinário, em que a dor se torna nossa amiga. Aí surge a mudança radical, porque associamos o máximo prazer à mudança.  

 

            Tudo é subjectivo, depende da maneira como sentimos as coisas, o que para uns é prazer para outros é dor. Se a sua situação em que vive é dor, experimente a intensificação da dor em que está. Diga: “Basta de sofrer!”. Deverá motivar a sua decisão para a mudança, para remover a dor da sua vida e estabelecer o prazer do bem-estar. Intensifique o prazer da mudança, use todos os seus sentidos. Visualize o que pretende alcançar, e sinta a beatitude nessa esperança.
 
 Pelo Prof. Kiber Sitherc
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:36
Tags:

Setembro 30 2009

 

           Foi na China que nasceu a moda das mulheres dos pés pequenos, como a natureza não os concebeu, usou-se um sapato tipo bota para que atrofia-se o pé para que ele não desenvolve-se. A partir dos quatro anos as mães afligiam os pés das filhas todo o tempo, igualmente de dia como de noite. Esse tipo de bota reduzia o tamanho do pé, atrofiando os quatro dedos dos pés sobre o grande. Esse padrão de beleza se impôs a todas as condições sociais, desde a nobre à camponesa. As meninas calçadas dessa maneira, teriam dificuldade de andar, as caminhadas eram curtas e lentas, elas andavam de uma maneira ondulante. Mas essa característica das tristes meninas, se considerava para a época uma sedução feminina. Durante mil anos, as meninas chinesas foram torturadas para que tivessem um pé perfeito e concebessem um bom casamento.    
            Uma amiga comprou uns sapatos nos saldos, como não havia o seu número, resolveu levar um número abaixo do seu. Os sapatos eram apertados, mas ela esperava que eles alargassem. Encontrei-a na rua coxeando e aflita dos pés, ao contar toda a sua história, tive que sorrir e usei a seguinte expressão: “Descalce essa bota”.
            Ela tinha as suas razões, gostou muito dos sapatos, mas não havia o seu número. Eles estavam em promoção, não queria perder a oportunidade de comprar aqueles sapatos por baixo preço, e pensou que talvez eles ao caminhar alargassem com o tempo.  
            Quando voltei a vê-la, ela sorriu, pois tinha substituído os tais sapatos por uns ténis muito mais confortáveis. Confessou-me que os pés tinham ficado doridos, e ao substituir os sapatos pelos ténis sentiu um grande alívio.
            A dor é um sintoma incómodo, é um sinal avisador de que algo está errado, quando surge, revela que não deve passar despercebida, pois devemos lhe dar grande importância. Se tentarmos ignorá-la poderemos mais tarde sofrer as consequências. Já imaginou se não sentíssemos a dor? Correríamos numa maratona até arrebentar, ou morreríamos de qualquer doença inconscientemente. Todos os animais assim como a nossa espécie se extinguiriam.
            A dor pode ser interpretada como nossa amiga, se nós formos receptivos à sua mensagem. Na verdade, ela não é uma companhia desejada, por isso, afaste-se dela enquanto é tempo. Quem procura uma pedrinha para o sapato, com certeza que sentirá um grande incómodo e mesmo dor. É contrário à nossa natureza procurar a dor, quem a procura e tira dela prazer é masoquista. Apesar a dor ser sentida, por vezes a vítima acomoda-se, habitua-se ao sofrimento, surge o medo de descalçar a tal bota, o medo de não encontrar algo que a substitua. Tais pessoas usam o seguinte refrão: “Sei que estou mal, mas se mudar poderei piorar”. Então, agarram-se ao seu sofrimento como se fosse o seu destino. Pior ainda, quando o orgulho se impõe, pois fazem do sofrimento a sua bandeira.
            Quando uma bota nos magoa os pés o que devemos de fazer? O bom senso nos diz que devemos descalçá-la, mas nem sempre isso acontece. Apesar do sofrimento doloroso, muitas vezes somos renitentes em descalçá-la.
            Por vezes durante a nossa vida, fizemos opções erradas e precipitadas que nos trouxe sofrimento e infelicidade, mas falta-nos a coragem para sair delas, por vezes ficamos esperando que a situação se resolva por ela própria. Na verdade, nem sempre as coisas se resolvem dessa maneira, por vezes temos que agir, isto é, temos que descalçar a tal bota que nos magoa, apesar de não termos a ousadia de a descalçar.
Quando temos coragem, então, descalça-mos a tal bota, acontece sempre uma mudança, uma sensação de alívio, como sentiu a minha amiga.
 

PELO PROF. KIBER SITERCH

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:31
Tags:

Setembro 30 2009

 

 
            Eça de Queiroz descreveu a decadência do riso que já se notava no seu tempo; lamentava-se de já não ouvir as gargalhadas que se davam na sua infância. Segundo ele: “a antiga gargalhada”, era “genuína, livre, franca, ressoante, cristalina!” No seu “século sério” segundo ele “perdemos o dom divino do riso. Já ninguém ri! Quase que já ninguém sorri”.
            Rir tornou-se sinónimo de escárnio, falta de educação e de postura. Os pais corrigem os filhos na sua espontaneidade: “Não te rias que parece mal”; “Que risada é essa? Tem juízo”. Lembro-me de ouvir, desde a minha infância dos adultos sisudos repetirem a seguinte máxima: “Muito riso, pouco siso”.
            O rir é uma questão de cultura, os antigos orientais preferiam um aspecto sisudo ao riso, durante séculos as mulheres japonesas tapavam a boca com a mão quando riam, ocultando assim a sua vergonha.
            Enquanto os orientais mantinham-se sérios, calados, conservadores e introvertidos, e tímidos; os europeus discretamente sorriam; os americanos davam gargalhadas e mostravam-se extrovertidos.
            O homem primitivo era natural e espontâneo, ria e dava gargalhadas mostrando a sua alegria, essa característica ainda se encontra no povo africano que ainda fazem eco nas suas esculturas artesanais ao salientarem a boca mostrando os dentes.
            A civilização contribuiu para a tristeza da humanidade, o homem ao evoluir rebuscou-se requintadamente, tornou-se austero na sua naturalidade. Na verdade o homem culto e de pensamento, hoje, poderá estar condenado à melancolia e pessimismo.
            Devido a tantas advertências e repreensões supostamente civilizadoras, a gargalhada espontânea asfixiou e foi substituída por um riso seco, áspero, duro, curto como se viesse de uma resistência devido a cócegas. O próprio riso foi substituído por um sorriso discreto, como se tenta-se agradar a alguém, um sorriso quase amarelo.
            É provável que já tenha lido a história do homem... que riu tanto que se curou!
            Quando os músculos faciais são movimentados através dum sorriso, exercem um efeito calmante no sistema nervoso, ritmo cardíaco e sistema respiratório.
            Na próxima vez em que nos sentirmos tristes, podemos experimentar pôr no rosto um sorriso realmente animado. Veremos que é difícil continuarmos tão tristes e, se tentarmos pôr nos olhos um brilho risonho, o efeito ainda será melhor.
            Tal como a tristeza o rir também é contagiante e estimula a boa disposição. Se sofre de depressão evite o contacto com as pessoas mal encaradas que só vêm o lado negro da vida: a tristeza, o azedume e o mau humor poderá contagiá-lo. Prefira as pessoas alegres e bem-humoradas que estimularão a sua boa disposição. Também evite as notícias trágicas e catastróficas da televisão que o poderão influenciar no sono.  
            Não leve a vida demasiado a sério, tenha o sentido de humor e procure ter a capacidade e a ousadia de poder rir de si próprio.
            Olhe para o espelho e sorria, verá como o seu aspecto se modifica, através do fluxo de serotinina para o cérebro, proporcionando assim uma mudança agradável no seu estado de espírito.
            Procure fazer uma lista de coisas agradáveis: acumule filmes e livros cómicos interessantes que lhe poderão proporcionar horas deleitáveis. Nas suas viagens e deslocações poderá ler alguns livros divertidos, não tenha constrangimento se eles são demasiado infantis para a sua idade e muito menos tenha vergonha de rir.
 
PELO PROF. KIBER
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:10
Tags: ,

Setembro 30 2009

 

 
            Com a chegada do verão, surge a preocupação feminina da estética, então a maioria segue a dieta chamado tipo yo-yo, que como o tal brinquedo conhecido se move para a frente e para trás, para cima e para baixo, chega-se sempre ao mesmo ponto de partida, segundo essa dieta, ora se engorda, ora se emagrece, até se passa fome, depois se empanturra até fartar. Por vezes, obtém-se até mais quilos antes de iniciar a dieta.
            Ora, todas essas mulheres têm dificuldade em emagrecer, procuram todos os produtos e fórmulas mágicas e imagináveis, acabando depois em dietas drásticas. O desequilíbrio alimentar, faz com que a pessoa ao privar-se de certos elementos (gorduras e açucares, por exemplo) ceda necessariamente a impulsos qualificados de gulodice, quando o próprio organismo privado de determinados nutrientes os reclama, sem que a pessoa possa se opor a esse imperativo biológico.
            É natural que depois se caia na frustração e na angústia, a nossa sociedade criou padrões de beleza bastante magros, considerados modelos de perfeição que por vezes não correspondem a um corpo saudável.
            O sucesso só será positivo quando se descobre a origem da compulsão por comida. Ao descobrir o motivo torna-se mais fácil mudar de hábitos e criar novos padrões mentais para a mudança. É importante descobrir o que a leva a comer compulsivamente. Há pessoas que quando se sentem tristes perdem o apetite, porém, outras comem que nem umas desalmadas. Quando a criança é recompensada por uma gulodice, é natural que se sinta sempre atraída por um gelado ou um bolo, em vez da tradicional sopa em que era obrigada a comer.
            O nosso cérebro poderá associar determinados alimentos com situações e lembranças agradáveis, por isso, no cinema poderá comer pipocas, na praia poderá deliciar-se com bolas de Berlim ou gelados.
            Com a criação de novos padrões mentais, passaremos a ver a comida como uma fonte de prazer saudável, isto é, comeremos para viver, escolheremos alimentos saborosos propícios à nossa saúde, e não usaremos os alimentos como uma gula compulsiva, vivendo apenas para comer insaciavelmente. 
            O peso a mais é um desequilíbrio, a obesidade é uma doença. Nenhuma obesa gosta dela própria. Ela sente-se insegura e através da gula isola-se de gordura para se proteger. Em geral procura satisfazer um vazio, que nunca será preenchido, porque se come por compulsão, depois se arrepende daquilo que se empanturrou. Há a sensação de se desejar comer sem ter fome, e por vezes surge a dúvida se tem fome ou não. 
            Um dos grandes erros é pensar na lista dos alimentos proibidos, daqueles alimentos que tanto gostava e abusava, mas cheios de calorias. Ora essa lista proibitiva só lhe vai trazer ansiedade, pior ainda, quando fará projectos que nunca irá comer tais alimentos. Pense antes dos alimentos saudáveis e de baixas calorias. Procure informar-se sobre o assunto.
            Lembre-se que emagrecer e manter o peso certo, só é possível com uma grande mudança de hábitos. Medite na seguinte fórmula: “Eu estou a emagrecer dia após dia, eu gosto muito de mim, estou escolhendo os alimentos saudáveis”.
 Aqui ficam algumas dicas: Nunca vá às compras com fome procure comer primeiro. Experimente comer em pratos mais pequenos. Não ponha a travessa recheada de comida em cima da mesa. Coma mais vezes ao dia e pouco de cada vez. Evite petiscar quando vê televisão. Não use líquidos à refeição. Coma muitas frutas, de preferência antes das refeições, mas não as misture.
            
PELO PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 00:04
Tags:

Setembro 29 2009

 

 

                  Quando perguntaram a Nelson Mandela como conseguiu ele perdoar aos seus inimigos e aos opositores ele respondeu laconicamente: “Só quem perdoa sobrevive!”
            Temos muitos exemplos no passado, homens que conseguiram perdoar para se libertarem dos ressentimentos. Cristo perdoou aos que o mataram; Gandhi perdoou aos colonizadores ingleses; Luther King perdoou também aos seus opositores que o haveriam de o assassinar. 
            A expressão do Mestre: “Amar os inimigos”. Significa perdoar e retirar os ressentimentos, que se alojam na mente, porque os inimigos estão no nosso interior. 
            O humanismo está em ter capacidade de perdoar, sem exigir retribuição de desculpa. É bom quando nos pedem desculpa, mas melhor é quando perdoamos sem exigir nada em troca.
             O azedume tem a ver com o nosso diálogo interior. Pensamentos repetidos, assim como expressões usadas como se fossem refrães: “Quem mas fizer tem que as pagar”; “Cá se fazem, cá se pagam”; “A vingança serve-se fria”; e muitas outras expressões de ódio, fazem parte da ruminação mental. Um diálogo interior desses é favorecido negativamente para a desforra por via dessas frases batidas; ditas e pensadas por vezes automáticas, devido ao hábito, aprendido na infância pela educação.
            Perdoar, significa libertar-nos e desligar-nos dessas emoções paralisantes, que nos afectará ao longo dos anos, dando origem à infelicidade e a um grande número de doenças que nos abreviará a morte.
            Lembre-se que o desejo de vingança, muitas vezes, poderá ser mais nocivo do que o mal que lhe fizeram. 
A capacidade de perdoar depende da nossa atitude mental, por isso esses factores decisivos influenciam a nossa aptidão de avaliar e de julgar a situação que nos ocorreu.
Vejamos alguns factores que nos condicionam a perdoar:
            Não culpar os outros pelos nossos fracassos: Admitir os nossos erros.
            Compreender que as pessoas não são perfeitas: Elas erram muitas vezes devido à emoção e não à razão, porque na verdade as pessoas são mais emotivas do que racionais. Tudo isso tem a ver com os hábitos adquiridos na infância.
            Não pretender mudar o mundo: Vai ter muitas amarguras e ressentimentos se o pensar fazer. É mais fácil mudar-se a si próprio. Seja mais tolerante, viva e deixe viver (é uma boa filosofia de vida), e respeite as opiniões dos outros, muitas vezes as melhores opiniões terá que as guardar só para si.
            Não escolher o papel de vítima: Se alguém o prejudicou a culpa foi sua, porque você deixou-se enganar, não teve cuidado e agiu ingenuamente. Se você criar esse novo padrão mental, é natural que no futuro reconheça os seus erros e deixe de culpar os outros, por tudo aquilo que lhe aconteça.
            Sentir-se na pele alheia: É sentir-se compreensivo para poder perdoar. Poderá perguntar para si próprio. Como agiria eu se estivesse na pele de fulano? Poderia eu fazer o mesmo se estivesse no lugar dele? O ambiente condicionado e a circunstância criada não afectaria também a mim? O que poderia motivar fulano a comportar-se daquela maneira? Será que procedi correctamente para se chegar a tal situação?
            Muitos componentes poderão ser usados para refrear a ruminação mental: a compreensão, a tolerância, a compaixão..., mas o ingrediente mais sublime é o amor, ele tem o poder de dissipar todo o ódio e levar-nos à mente tranquila.

 

PELO PROF. KIBER
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:41
Tags:

Setembro 29 2009

 

 

           Sim, pense bem. Antes que seja demasiado tarde, ou talvez se venha a arrepender. Há quanto tempo está adiando a tal dieta para emagrecer? E há quanto tempo planeia deixar de fumar? Quando é que deixa de beber compulsivamente e começa a alimentar-se de uma maneira saudável? Muitos de nós até estão interessados em deixar de fumar, ter uma alimentação saudável, voltar a estudar, praticar desporto, por fim a um relacionamento complicado e difícil. Realmente todo esse pensamento e declaração de mudança é apenas um desejo que condiciona o seu interesse passivamente. Lembre-se que há muita diferença em estar interessado e estar empenhado! A maioria das pessoas não fazem a mudança por estarem demasiado ocupadas a inventar desculpas. Assim adiam para mais tarde, tudo é adiado para um tempo indeterminado e imaginário, para um dia que nunca mais chega, possivelmente esperam num dia de são nunca à tarde, ou quando as galinhas tiverem dentes. Adiar para mais tarde é como enterrar a cabeça na areia como a avestruz, é como fechar os olhos a uma pústula que necessita de tratamento.
            Pense bem se quer dirigir a sua vida positivamente, deverá controlar as suas acções com eficiência. Não é o que fazemos de vez em quando, que molda as nossas vidas, mas sim o que fazemos sistematicamente. Dessa maneira se o acto não for questionado ao fim de 21 dia, tornar-se-á um hábito, ou seja uma segunda nova natureza.
           Lembro-me dos meus verdes anos, de ser convidado para um jantar entre amigos, como eu era adepto da alimentação saudável não compareci. Mais tarde, quando me encontraram, disseram-me: “Não sabes o que perdeste?” Eu somente respondi-lhes: “Eu nada perdi, mas apenas evitei”.
             Na verdade você nada perderá se cuidar da sua saúde, de certeza que nunca se arrependerá quando chegar à idade madura, de ter levado uma vida saudável e equilibrada. Ou será que dirá? “ Poderia ter levado uma vida extravagante e boémia, perder noites desenfreadas, apanhado bebedeiras sem limites e ter fumado até à exaustão”. Com certeza que nunca lhe passará isso pela sua cabeça. Pelo contrário, ficará satisfeito por ter chegado a essa idade avançada e com saúde, pois você passará a ser um motivo de referência entre os seus amigos e conhecidos, e será um grande motivo de orgulho para si.  
            A saúde não se sente, quando a temos não reparamos nela e não lhe damos o seu devido valor, só a dor é sentida, e quando a sentimos sabemos dar o devido valor à saúde. Quando nos surge uma forte dor de dentes, valorizamos quando estávamos sem dor, mas quando a dor passa voltamos novamente a ignorar o prazer de ter saúde.
            A melhor altura para prevenir os problemas da velhice não é quando você já tem 65 ou 70 anos, mas quando ainda está nos 30 anos, ou mesmo antes, pois é nessa época que a maioria dessas doenças realmente começam.
            A Primavera da vida é efémera, veloz e passageira; o Verão da vida (a força vital), também se acelera rapidamente; sem darmos por isso estaremos no Inverno da vida (maturidade ou decadência): aí de certeza reflectiremos sobre o percurso da vida, toda a nossa conduta poderá ser questionada e avaliada. Colheremos o que nós semeámos. Obteremos os resultados das nossas acções.
 “Mais vale prevenir que remediar” é o provérbio que se poderá aplicar a uma pessoa de bom senso, que se cuida da sua imagem e saúde. “Se eu soubesse o que sei hoje...” Será uma expressão que não estará no seu vocabulário; se acordar para a realidade verá que a prevenção é mais importante para atingir a felicidade.
 
PELO PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:30
Tags:

Setembro 27 2009

 

 

          O amor é um sentimento, e como qualquer outro sentimento também se aprende. A influência do lar pode ser vital para a criança aprender a amar. É certo que a aprendizagem de uma criança é através do exemplo, por isso, a criança começa por imitar os pais, em tudo aquilo que se possa moldar em seu redor. As cenas de ciúmes, as infidelidades, as agressões mútuas, os jogos psicológicos: mentiras, manipulações, etc. Tudo isso, é a soma do exemplo dos pais, e da sociedade que se pretendeu imitar por vezes de uma maneira inconsciente. Foi essa a mensagem que se aprendeu na infância e adolescência, que nos irá caracterizar os nossos comportamentos ao longo da vida.
           Devemos começar por aprender a gostar de nós. Quando nos amamos, desenvolvemos a auto-estima, não temos tanta necessidade que alguém goste de nós. O verdadeiro amor está dentro de nós, quando ele é extenso, transborda do interior para o exterior, como uma árvore generosa derrama os seus frutos.
            Só gostar não chega. Devemos ser exigentes na escolha do parceiro, para depois não exigir demasiado dele. A nossa alma gémea, é aquela pessoa em que os predicados, assim como os hobbies se adaptam a nós, quanto mais coisas tivermos em comum para partilhar, melhor será o relacionamento
            Costuma-se dizer: “Há sempre um chinelo velho para um pé doente”. Pois significa que qualquer pessoa, por mais feia, pobre, velha ou doente, que não encontre a sua laranja metade. Mas o amor vem quando menos o esperamos, ele surge quando não o procuramos. É como um atropelamento mental, você se esforça para se lembrar de algo e não sai, então dirá: “Está-me na ponta da língua”. Depois surge quando não esperava. Perseguir o amor, cria ansiedade e frustração, ele aparece quando tranquilizar a mente, ele está dentro de si, deixe que ele se exteriorize por seu intermédio.
            Quando se tem o vazio afectivo, pretende-se preencher uma lacuna, tornar-se-á um relacionamento dependente, poderá surgir de uma necessidade em vez de um relacionamento saudável. Nesse estado, é natural que se engane na escolha, o amor passará a ser uma muleta, ou uma tábua de salvação. Em vez de procurar o preenchimento do vazio que existe em si, deverá partilhar o amor que está dentro de si. Procure tornar-se a pessoa congruente, em vez de procurar a pessoa congruente.
            O ciúme é doentio, pois revela uma pessoa insegura, tenta-se subjugar a pessoa amada, aprisioná-la numa gaiola como se fosse um passarinho. O verdadeiro amor liberta e não escraviza. O ciúme faz parte da cultura de muita gente, acham que quando o parceiro sente ciúme há amor, por vezes até provocam ciúmes, para se sentirem seguros. Supostamente, dessa maneira, acreditam que o ciúme alimenta o amor.
            Pelo contrário, o ciúme mata o amor. No ciúme não há amor, mas o desejo e a pretensão de posse da pessoa amada, devido por vezes à insegurança ou simplesmente ao egoísmo. Dá origem ao ódio e vingança, o ciumento sofre e faz sofrer a pessoa que ama. O ciumento, faz afastar a pessoa que tanto receava perder. Lembre-se que o amor morre, quando se pretende ter o parceiro. Ninguém é de ninguém.
     Quando alguém parte, poderá ser doloroso, quando acontece é porque essa pessoa não gostava realmente de si, ou esse relacionamento seria impossível. A chama do amor quando não é alimentada, ela se apaga, por que nada é eterno, o amor também tem um prazo de validade. Há relacionamentos e paixões que terão que acabar, para podermos ser felizes. Há duas maneiras de imunizar-se contra o sofrimento das paixões: é convencer-se a não amar o impossível; e conformar-se que só poderá amar quem gostar realmente de si.
 
PELO PROF. KIBER SITHERC
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 13:30
Tags:

Setembro 27 2009

 

 

            Schopenhauer, o grande filósofo alemão, apresentou que o prazer não era positivo mas a dor, cuja presença se fazia sentir. A dor poderá ser nossa amiga! A sabedoria popular nos ensinou: que o frio e a fome põem a lebre a caminho. A História nos revelou que os povos do Sul habituados e adaptados a um clima ameno e agradável, pouco fizeram para o seu progresso, facilmente construíam um abrigo, bastava umas folhas de palmeira para fazerem uma habitação, o vestuário era simples, a terra era generosa para os alimentar. O próprio clima os inspirava ao descanso.
            Ao contrário do Sul, os povos do Norte se parassem morreriam de frio, teriam que colher os alimentos para o inverno, as casas teriam que ser construídas solidamente. Até as suas roupas teriam que ser abundantes e quentes para aguentarem o rigor do clima.
            Por isso, a adversidade os fez progredir, dessa maneira desenvolveram-se mais que os povos do Sul, chegando ao ponto de os dominar e os escravizar.
 É a dor que nos faz tomar atitudes por vezes radicais e corajosas, sair de algo detestável, abandonar as nossas raízes, tentarmos a sorte noutro mundo, desligar de vez com falsos amigos ou parentes. 
            Quando o seu organismo pretende alertá-lo para algo que não esteja bem, ou está a ultrapassar os seus limites, então, envia-lhe um sintoma em forma de dor. Em geral, os sintomas são dolorosos e normalmente desagradáveis.
            A descoberta da origem desse sintoma ajuda-o muitas vezes a corrigir algo que não estava a funcionar correctamente.
            Se estiver a alimentar-se mal, a praticar pouco exercício ou exposto a algo que seja nocivo, o seu organismo alertá-lo-á... enviando-lhe um ou mais sintomas em forma de dor. Quanto mais forte for a dor e extremamente dolorosa, maior será o aviso que algo deverá de ser mudado
            Quando estamos no sítio errado e o meio se torna hostil e espinhoso, entramos no mundo da dor. Às vezes a dor é ignorada, ou esperamos que ela atenue temporariamente, mas ela voltará depois mais forte e indomável. A dor poderá ser nossa amiga se formos receptivos à sua mensagem. Através dela poderemos mudar as nossas vidas. Se encontra numa situação dolorosa em que é maltratada pelo companheiro, em que é prejudicado dolorosamente no seu meio, ou não tem forças nem coragem para sair da dor. Então, faça o seguinte exercício:
            Feche os olhos, visualize algo que o aborreceu e causou-lhe dor. Experimente desenvolver essa imagem e torná-la brilhante. Aproxime-a para mais perto de si. Agora aumente o tamanho. O que aconteceu na sua mente? É natural que os estados negativos se intensificaram, e pense em sair do mundo da dor. Mas se visualizou depois que as coisas abrandam? Então, é natural que entre na inércia. Foi como se sentisse uma forte dor aguda e que depois atenua-se, adiando depois a ida ao médico, julgando que a situação melhorasse por ela própria.
            Tal como a dor aguda (quando estamos no mundo da dor), a situação deteriora-se sempre cada vez mais. Se você intensificar a dor em que está, é natural que tenha que reagir à mudança, como a lebre devido à dor terá que se por a caminho. 
            Usando a dor como nossa amiga, ela torna-se uma ferramenta preciosa para mudarmos as nossas vidas e atingirmos a felicidade e a paz de espírito.
 
PELO PROF. KIBER SITHERC
 
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 13:21
Tags:

Só temos uma vida, por isso, teremos que vivê-la intensamente de uma maneira agradável e positiva. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, antes que seja demasiado tarde! Pensamento Positivo! kiber-sitherc@sapo.pt

contador gratis
Interactividade
Setembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

28


pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO